O que você pode fazer para trazer paz ao mundo?

war-amp-peace1Para nós, pessoas esclarecidas e espiritualistas, que ficamos chocados com tantas demonstrações de intolerância, discriminação e violência aparentemente gratuita, é importante entender o nosso papel atuante como patrocinador da energia da violência no planeta. Onde está a violência dentro de uma pessoa aparentemente justa e civilizada, como eu e você?

Está escondida por detrás das emoções distorcidas, principalmente o medo e a raiva. Energeticamente, o medo atrai a agressão. A raiva atrai a necessidade de subjugar, dominar. Dominados pelo medo ou pela raiva, manipulamos nossos parceiros afetivos. Jogamos com nossos filhos. Nos apegamos às coisas que nos dão segurança: bens, dinheiro, poder, cargos, pretensas posições na família, grupo de amigos…  Verifique de que ou de quem você tem medo. O que ou quem lhe causa raiva. Deixe as justificativas comuns que sua mente dará para validar sua raiva ou medo. Tipo: tenho medo de assalto, porque o mundo está perigoso. Tenho raiva dos que causam violência sexual porque as vítimas estão indefesas.

Deixe estas justificativas de lado, mesmo entendendo que elas têm um lado real. Penetre no seu medo e principalmente, imagine os causadores do medo, dentro de si. Penetre na sua raiva e sinta as situações e pessoas que lhe causam raiva, dentro de si. Busque estar em contato com estes fatores de incômodo. Não será confortável. E não é para ser, afinal, estes fatores lhe causam medo e raiva. Profundas emoções podem estar escondidas aí… Mas você é espiritualista. E deseja a paz para si, para os seus, para o mundo…

A violência está dentro de si. A paz também. Muitos dos episódios de medo e raiva, se você se analisar, tem a ver com a sua história – a maior parte inconsciente: a raiva e medo que havia na relação dos seus pais. O medo de abandono. A raiva porque ele traiu. O medo da pobreza e miséria. A raiva pela impotência diante de uma morte de alguém querido. O medo de não dar certo. A raiva por competir com alguém que é muito mais competente, e saber que você nunca vencerá… Estas histórias você viveu na sua infância, na juventude… Seus pais viveram também. Seus avós, e assim por diante.

Depois que ficamos adultos, a energia do medo e da raiva não liberadas, como verdadeiras entidades autônomas, precisa ser vista, reconhecida. É por isso que você sente tantas vezes medo e raiva sem justificativa. Por que aquele moleque de rua lhe deu tanta raiva? Por que aquela notícia no jornal despertou o seu medo? Por que a situação de não ser bem atendido lhe deixou furioso? Por que eu atraí um parceiro que não me respeita? Por que estou num trabalho opressivo? Para você entender e se libertar desta energia, precisa acessá-la, corajosamente. O mundo é um palco onde acontecem muitas coisas, mas quem dá o valor às experiências é a sua própria mente, devido ao que está registrado de forma consciente e inconsciente.

Diante de algo que lhe provoca, você será convidado a atacar ou fugir. Raiva e medo. Mas eu estou convidando você a observar o seu incômodo, e não agir. Perceba o incômodo, penetre no medo, na raiva… pare de fugir deles, uma vez na vida pelo menos.

Use cada momento de confronto que a vida lhe provoca para desarmar suas emoções. Saber que elas não são reais, afinal, você não está sendo atacado neste momento. Nada está lhe provocando, de verdade. Seja um observador. Só isso. E cada coisa que você fizer em sua vida, partindo deste ponto neutro, onde as emoções de medo e raiva podem passar, mas não contaminar, será um ato em direção à construção da paz. A paz na sua vida. A paz nas suas relações. A paz no universo. Pode parecer muito pouco. Talvez seja mesmo. Mas é essa parte que lhe cabe. Experimente. E perceba como este pouco pode significar muito…

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Convite para a entrega

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Vivemos grande parte da nossa vida levantando muros gigantescos, buscando isolarmos o “eu” e a “dor”. Fazemos de tudo para não acessarmos nossos sentimentos, e não vemos que, ao assim agirmos, não acessamos o único sentimento capaz de purificar todos os outros: o amor eterno, incondicional, transformador. Deus, em sua sabedoria suprema, no entanto, nos chama ao amor a cada instante. E quanto mais nos aproximamos, pedaços dos nossos muros vão despencando. Nossas certezas despedaçam-se. Nossos medos são atiçados tal qual o vento alimenta de vida a combustão das chamas. Queremos nos agarrar aos cacos, mas eles não mais se sustentam… queremos segurar nas mãos de alguém, enquanto caímos, mas quem de fora pode segurar a queda? Ou seria a ascensão?
Deus nos convida a se entregar. Deixar tudo cair. Pois o amor é a única certeza, e é a única coisa que sobrará… Perderemos nossas convicções. Todas elas. E ganharemos a imortalidade.

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Crise no relacionamento: dá para consertar?

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Quando as brigas começam, sobram tiros e farpas para todos os lados. A parceira cobra mais atenção, ser vista pelo homem, ser cuidada com carinho e respeito. O homem desfere a frase típica: preciso de liberdade, não agüento tanta pressão. A mulher não entende, afinal, o que ela quer é simplesmente ser ouvida.

Mas… quem disse que o homem quer ouvir? No máximo, ele tenta dar uma solução rápida à frase da companheira, tentando se desvencilhar da questão. Muitas vezes as mulheres falam algo para iniciar um diálogo, comentar algo ou desabafar… não para obter uma solução. O homem, por não querer entrar em diálogo onde tenha que se expor, tenta finalizar o mais rápido possível a conversa, dando uma resposta que fecha todo o assunto.

É lógico que isto que estou dizendo é só um exemplo genérico. Existem comportamentos e comportamentos variáveis, entre parceiros, dentro de uma relação. Mas o que acarreta o desgaste da relação, verdadeiramente?

É preciso conhecer as emoções próprias, para conhecer o outro

Todas as pessoas são comandadas pelas próprias emoções. É devido a estas emoções que tomamos atitudes e depois, damos justificativas para elas. Por exemplo: se dentro de mim existe a emoção de sentir-me acuado, desde criança, quando sou cobrado por minha esposa, posso perfeitamente tomar a atitude de sair de casa constantemente, para ir beber com os amigos, jogar bola ou sabe lá mais o que. E qual justificativa eu dou para isto? Ah, a minha mulher é um “pé-no-saco”. Isso não é verdade, pois saio de casa porque sinto um peso dentro de mim, e qualquer cobrança, seja da mulher, do chefe ou do filho, me irrita profundamente.

Se, por outro lado, a mulher tem a emoção de insegurança e de buscar se sentir protegida, ela pode perfeitamente não perceber que o marido necessita ser acolhido, e joga sobre ele a responsabilidade por acolhê-la. E ela justifica: você é insensível. Isso não é verdade, pois ela cobra o homem não pelo que ele deixa de fazer, mas sim, porque dentro de si sente um vazio, uma necessidade de carinho.

Mais uma vez, peço que o leitor tome o exemplo acima, somente como exemplo. Existem milhões de homens que sentem necessidade emocional de ser acalantado. E existem milhões de mulheres que sentem a necessidade de liberdade.

Mas uma coisa é fato: os relacionamentos se estragam por falta de diálogo verdadeiro. Parece que algum mistério do universo coloca, frente a frente, duas pessoas com necessidades emocionais que necessitam ser vistas. E ambos tem o dom de se ajustarem, quando cada um, é sincero com suas próprias emoções e deixa isso claro.

Mas cá entre nós: quem é que consegue olhar no olho do outro e dizer:

– sabe. Eu sinto uma necessidade de ser acariciado, e sinto que você não gosta de muito contato. Sinto-me desprotegido.

É mais fácil dizer: você não liga para mim! É mais fácil acusar o outro. O que não nos tocamos é que, na verdade, a emoção já estava em nós, antes de conhecermos o parceiro. A necessidade de ser acolhido já existia, e segundo a constelação familiar sistêmica, é até herdada dos nossos ancestrais. Nascemos com esta dor emocional. E somos ensinados a culpar alguém por ela. Em princípio, o pai ou a mãe. Depois, o marido ou a esposa. As vezes, culpamos um fato traumático: sou assim porque fui molestado… Ou: fiquei assim porque me deixavam preso, em casa, quando criança…

Mas vamos ser bem pragmáticos. Se um relacionamento está passando por turbulência, e a pessoa realmente quer uma solução, doa a quem doer, são importantes algumas atitudes corajosas, porém, efetivas:

1 – assuma a sua parte. Se você solucionar a sua parte e o outro não, você estará pronto para encontrar alguém melhor;

2 – investigue em si mesmo quais são as emoções que conduzem suas atitudes. Se você procura alguém que o sustente, estará provocando uma relação de dependência. Se você busca alguém que o complete, estará provocando o mesmo. Se busca alguém que o sirva ou obedeça, provocará uma relação desequilibrada;

3 – você é inteiro. Mesmo que as emoções digam que não, dentro de si já existe tudo o que você necessita para ser feliz. Um bom relacionamento se faz com outro alguém que se percebe igualmente íntegro, completo. Dois seres íntegros podem curtir a vida. Dois seres que buscam se completar, sugam-se mutuamente;

4 – busque esta “inteireza” passo a passo. Lógico que, no começo, é difícil aceitar e acreditar na sua plenitude. Mas é o único caminho. Não busque mudar o outro, nem fazê-lo melhorar. Isso não cabe a você;

5 – não faça nada pelo outro. Faça somente por si. Quando você se ama, realmente, e muda as atitudes mostrando o amor por si mesmo, quem está ao seu lado recebe os benefícios;

6 – observe as palavras do outro e não julgue. Observe as atitudes do outro e não julgue. Perceba o que as emoções que estão por detrás do outro estão dizendo. Você vai me perguntar: como se faz isso? A resposta é simples: quanto mais você olhar para as próprias emoções e aceitá-las, também aceitará a do outro. Olhar para a dor com olhos complacentes, isentos de crítica, tem o dom de curar a dor. Mas se não consegue olhar para a própria emoção de uma forma isenta, não conseguirá olhar para a do outro. E sabe de uma coisa? Se você perceber somente isso, que não consegue olhar para a emoção e para a dor, já está muito bom! Significa que as emoções, que até agora comandavam seu relacionamento de forma inconsciente, agora estão sendo vistas. Somente isso já tem o dom de provocar um ajuste, um início de mudança.

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Como ajudar, em meio ao conflito?

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Quando criança, muitas vezes eu olhava uma briga e queria entrar no meio, tentando acalmar os ânimos. Ficava profundamente incomodado com as desavenças, e de alguma forma, acreditava que eu poderia estabilizar a situação.

Em pouco tempo, percebi que,quem mais apanhava, era eu. E fui deixando de interferir explicitamente nos conflitos, até porque, eles não me diziam respeito. Mas aprendi a ser diplomático. A ter tato para lidar com pessoas. E isso se tornou fundamental no meu papel como terapeuta e condutor de grupos de estudo.

Analisando esta vocação que sentia de ser um dos vértices de um triângulo, onde os outros dois vértices estavam em conflito, lembrei-me que eu era o “lado pacífico” nos conflitos de dentro de casa. E por ser pacífico, sempre sobrava para mim as maiores tarefas. Todos brigavam, todos perdiam a linha, menos eu. E isso é muito peso para se carregar. Numa casa de desequilibrados, ser equilibrado é ser anormal. Dói muito. Quando um pouco mais velho, lembro-me que eu era um joguete nas mãos do meu pai. Ele tinha problema com suas mulheres, e eu era levado de uma casa a outra, como uma forma de aliviar a tensão que existia.

Aprendi muito. Fiquei muito forte. Mas durante muito tempo condicionei-me a querer resolver os problemas dos outros, ao invés de olhar o que eu queria para a minha vida. Tinha um faro aguçado: onde alguém sofria, eu apresentava a solução. E acompanhava o caso, como se fosse eu próprio que estava necessitando daquela solução. E como estava programado no mais profundo do meu ser, que no final, a confusão acaba em separação, em mais briga, em desarmonia, pois era isso que ocorria em casa, eu sempre ficava frustrado.

Saia do meio da briga

Quando dois lados estão em crise, é importante entender: são somente dois lados. Você não é o terceiro lado. Você é somente um observador, isento, imparcial. Não há um terceiro lado: entenda isso. Qualquer tentativa de querer fazer parte como um “terceiro”, fará com que você leve porrada… Muitas vezes, os outros dois lados irão descarregar sobre você toda a frustração, raiva, rancor… E estou falando de ser um terceiro numa relação afetiva – ser amante. O amante sempre leva a descarga energética da frustração na relação afetiva. É lógico que quem é amante, está rodando um programa interno de negação a uma relação estável e honesta. Na relação familiar, por exemplo, intermediar a briga do seu pai duro com o vitimismo da sua mãe. Quantos pais ou mães obrigam seus filhos a arcarem com suas dores, impedindo-os de serem livres? Ou querer obrigar alguém a se curar, quer dizer, você se intromete entre uma pessoa e sua doença. Seria bom perguntar-se: qual é a doença, dentro de si, que você não se conforma? Qual é o problema de alguém sofrer e até morrer doente? Ou ainda ficar no meio da disputa entre irmãos devido a alguma herança. São tantos e tantos exemplos…

O que faz um observador? Ele sente toda a energia da raiva, do inconformismo, sente em si mesmo, e não reage. Vê aquilo que não está sendo visto por ambas as partes. Por exemplo, enxerga a mágoa escondida atrás da manipulação. E deixa que a mágoa faça parte. É importante aprender a deixar as emoções escondidas virem a tona. Se tem raiva, ela deve aparecer. Se tem ciúme, ele precisa vir. Se tem inveja, é importante olhar para ela. Dor, tristeza profunda, sensação de abandono… Tudo isso faz parte, e surgirá, quando simplesmente observamos dois lados em disputa.

Quando estas emoções são vistas, abre-se uma possibilidade de conciliação. Antes, não.

O ajudante, no jogo triangular dos que precisam de ajuda

Você será muitas vezes chamado a ajudar, por alguém que, pretensamente, precisa de ajuda. Mas logo você notará: a pessoa quer que você ajude o outro. O outro é que tem problema. Ela não. Nesse caso, é importante você não entrar neste jogo. Ou, no mínimo, pontuar: o que você sente, quando percebe o outro com tantos problemas? E isso que você sente, é seu, não é mesmo? É o seu problema.

Muitas vezes o outro não tem consciência de que está olhando para os problemas de Deus e o mundo, para não olhar para o seu próprio problema. Quando você consegue fazer alguém parar, e olhar para suas questões, talvez já tenha realizado a maior ajuda possível. Mas se você entrar no jogo, e tentar resolver o problema que o outro está apontando, você ficará na posição que eu chamei “vértice do triângulo”. Levará porrada. Pode crer! Mesmo que energética. Você se sentirá sugado, usado, e às vezes, fisicamente, dolorido…

Lembre-se disso: saia desta posição. Se você tem a vocação para ajudar, seja um observador do sofrimento alheio. Não entre em julgamentos, evite sofrer pelo outro. Mas se o sofrimento aparecer, entenda que este sofrimento é seu, não tem nada a ver com o outro. O outro precisa de alguém isento, porque ele mesmo não está conseguindo ver o que é preciso. Se você ficar a favor do outro, ou contra o outro, não poderá servir como ajudante. E o conflito não se resolverá.

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Qual a sua motivação por detrás dos objetivos?

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Como terapeuta, acostumei-me a olhar as pessoas em suas buscas e me perguntar: para que ele faz isso? O que leva esta pessoa a desejar tal coisa?

É fato que alguém, sem objetivo, está entregue às energias e influências aleatórias e alienantes do mundo. Mais que isso: esta pessoa está sendo conduzida em geral pelos pesos sistêmicos da própria família, além de ter que pagar as próprias dívidas pessoais criadas através de tantas e tantas relações mal resolvidas, tantas mágoas causadas e tantos prejuízos deixados para trás. As dívidas serão cobradas, não há dúvida, e isso resultará numa vida frustrante.

Por isso, ter objetivos, ter metas, é o primeiro passo para direcionar alguém para fora do círculo vicioso do sofrimento. E se você tem uma meta, um objetivo, se pergunte: o que me leva a querer determinada coisa? Porque até os objetivos e metas podem estar poluídos pela sombra inconsciente e pelos pesos sistêmicos da família, e os resultados obtidos não serão satisfatórios.

Vou dar um exemplo: você deseja um emprego onde ganhe muito bem. Mas a motivação por detrás desta meta é o medo de passar dificuldades. Então, o que guia você é o medo… e como a lei universal é infalível, mesmo que você alcance um bom emprego, irá passar por situações que lhe causarão dificuldades financeiras e provocará o seu medo, que você deseja tanto fugir. Lembre-se de uma coisa: não dá para fugir daquilo que você quer fugir, inconscientemente. A solução? Encare. Olhe de frente. Entre num acordo. É a única forma de desarmar estas energias emocionais, que farão de tudo para serem vistas.

Voltando ao sonho… Seja qual for o sonho que você tenha, pergunte-se: o que me conduz? Para que eu desejo isso? Tem verdadeiramente sentido em minha vida? Seja o seu sonho um bem de consumo, um novo relacionamento, uma atividade nova, até mesmo algo que tradicionalmente dizemos que é para o bem comum: um serviço voluntário, um caminho espiritual… Tenho visto pessoas desenvolverem trabalhos filantrópicos, e claramente a motivação é “serem reconhecidas”… Trabalhos lindos, mas que estão contaminados pela sensação de não-pertencimento, não-reconhecimento… E volta e meia estas pessoas se sentem desvalorizadas… A tal da lei universal que falei acima…

Tenha um objetivo, sim! Queira! Isso é fundamental para que você comece a sair da mente emocionalmente infantil, que espera que alguém de fora lhe dê aquilo que você nem sabe o que é… E será natural que este objetivo esteja poluído com medos inconscientes. Assim é o ser humano. Apesar disso, querer é um treinamento para a mente. Através dos objetivos, iremos nos desafiar, treinar nossa capacidade de resiliência, perseverança, tecer estratégias, criar relações e conexões.

Quando você estiver suficientemente treinado, através de algumas vitórias e inúmeros fracassos, porque assim será, verá que, mesmo alcançando determinadas metas que lhe são fundamentais – uma boa grana na aplicação, bens materiais, relacionamentos saudáveis, desenvolvimento emocional e espiritual, entre outras coisas, ainda não se sentirá totalmente realizado.

No oriente, dizemos que o desejo é a raiz do sofrimento. A mente, por estar sempre querendo algo “a mais”, deixa de viver o momento presente. Num outro ângulo, igualmente doloroso, a mente focada em algum sofrimento passado, está sempre fugindo dos próprios medos, dores e traumas, e também deixa de viver o momento presente. É no momento presente que se encontra a única possibilidade de sentir-se realizado.

Pera lá! Você está me dizendo para querer, e depois diz que o desejo é a raiz do sofrimento! Então, não há escapatória, não é mesmo? O ser humano nasceu para sofrer…

Pois é… não é assim. A mente humana se limita demais… Ela é dualista. Pensa: ou é de um jeito, ou é de outro. Mas eu afirmo: é de um jeito e de outro. As coisas, no mundo, não são um exercício de duas opções: ou é isso ou aquilo. Acostume-se a pensar assim: algo é bom e é ruim. Alguém ama e odeia ao mesmo tempo. Os problemas são soluções. A fraqueza é a força. Pobreza é riqueza. Doença ésaúde. Desejo, planejo e realizo e estou no momento presente. Tenho bens materiais e estou desapegado daquilo que tenho. Levo a vida seriamente e me divirto.

Uma mente forte, tarimbada pelos desafios da vida e acostumada a conquistar e ser derrotada, saberá manter-se firme neste estado. E enquanto a sua mente não for forte o suficiente, ficará extremamente frustrada a cada queda, cada tropeço, mas é isso aí. Buscará freneticamente algo que acredita ser o bem e rejeitará violentamente o que crê ser mal. Estará aprendendo, na academia da vida, a musculação emocional necessária para entregar-se a algo “além da mente”. Quando você estiver chegando neste estágio, perceberá algo mais profundo ainda: a intuição, que lhe aponta a direção do seu foco. Você perceberá que existe um caminho nítido de realização sem esforço, onde naturalmente os sonhos se concretizam. Não é necessário forçar com a mente os objetivos. A vida já lhe coloca algumas metas – você perceberá isso através da intuição, e sua mente acompanhará os objetivos. Ou pelo menos será convidada a acompanhar, a se entregar. E você conseguirá acompanhar se estiver emocionalmente desapegado das cobranças que possui em relação ao seu pai e à sua mãe, passado e raízes familiares. Somente um ser em paz com o passado pode ser obediente, leal a Deus e seguidor do próprio coração. Mas lembre-se: se não conseguir ainda ser leal, porque você é rebelde, revoltado, tudo bem! Trabalhe-se mais um pouco emocionalmente, e a libertação virá.

Pronto! Alcançou o estágio de seguir seu coração. Será neste estágio onde, aqui e agora, você começará a sentir realização pessoal. Descobrirá o seu próprio sentido de vida. Viverá em humildade suficiente para seguir os desígnios do universo. Estará pronto para receber as bênçãos que lhe chegarão em forma de reconhecimento, valorização financeira, poder de atração, cura e influência… e isso em nada lhe importará. Pois você terá ultrapassado a necessidade de reconhecimento… embora saberá aceitar, de bom grado, tudo o que o universo lhe mandar. Aqui e agora, a felicidade se estabelecerá. Neste momento, tudo o que você faz, deseja, realiza, é a serviço de Deus. Dos seus irmãos. De si mesmo. O que é a mesma coisa, afinal.

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