O seu caminho de vida: estou lhe chamando!

santiago

Há muito tempo, você ouviu o chamado. Eu lhe chamei: venha! Venha preencher o seu lugar, fazer a função que eu reservei para si. Nesta função, eu lhe provejo tudo: o seu ensino. O seu sustento. O público que desejo que você atenda, por mim. Guio seus passos nesta jornada, a todo instante, e envio amigos para lhe amparar, nos momentos que você titubear.

Respeite o processo: primeiro, eu lhe preparo. Você está sendo preparado há muito tempo. Olhe para as profissões que lhe encaminhei. Você acredita que foi sua escolha? Observe as habilidades que lhe presenteei: algumas inatas, outras que foram se desenvolvendo nestes anos todos. Pode ser que você imaginou que estava projetando uma carreira, ou indo atrás de dinheiro. Esqueceu-se do chamado, não é mesmo? Porém, eu não esqueci.

E agora estou lhe chamando outra vez. Venha me servir. Chegou a hora.

O aprendizado, neste instante, precisa ser completado já no caminho. Não lhe peço para abandonar nada, a não ser que você esteja muito apegado ao velho, e não consegue abraçar o novo. Eu lhe dei inteligência: use-a. Cuide de seus assuntos, se responsabilize pelas coisas da terra, antes de querer andar no céu. Organize-se. Deixe o supérfluo.  Pare de se distrair. E dê um passo em direção à nuvem. Muitos esperam por você. Está na hora de usar suas mãos para me servir.

Não se esqueça: eu estou com você. Envio amigos que lhe auxiliam nesta jornada. A presença deles lhe dá força. As palavras deles, acalanto. Os gritos deles, motivação. O colo deles, descanso. Mas o seu coração lhe dá a direção e fala diretamente comigo.

Esta jornada é de luz. Prazer. Graça. Bem aventurança. Desconfie sempre que sua mente acreditar que está fazendo algo grandioso. Sério. Até divino. Você não está fazendo nada. Só caminhando. Eu faço por você. Eu faço tudo. O que lhe peço? Disciplina. Conexão com o seu coração. Alegria. Abertura total para cuidar de quem eu lhe enviar. E abertura total para deixar este alguém partir. As pessoas começarão a bater na porta. Chamando por mim, através dos seus serviços. Não se perca em crenças espirituais: se for para cobrar, cobre. Muitos dos meus filhos podem pagar, e o farão com respeito e amor. Por favor, aprende a receber. Eu sei que é difícil, porque sua mente ainda tem carências. E mágoas. Mas receba com muito amor, por mim. E quando eu lhe falar: atenda este filho e receba de outra forma, você cobra de outra maneira. Porque este filho está precisando aprender a dar. E você também.

Lhe garanto: você nunca mais passará dificuldades. Cuide bem da matéria, por mim. Seja desapegado, mesmo que eu lhe dê muito para cuidar. Aprenda a dar. Mas aprenda principalmente a receber. Receber é um gesto humilde, onde você se torna um pote vazio, límpido, brilhante, silencioso, dentro do qual depositarei minhas bênçãos. E dando, e recebendo, continue a jornada. Até o dia em que lhe chamarei de volta para casa.

Um homem que ama uma mulher

tantra

Vivi lutando alucinadamente contra ela, tendo prazer em atracar o meu corpo e me enroscar, sentindo o sangue, o suor, o coração pulsando, num misto de sofrimento e orgasmo. Ria e chorava, gritava, urrava e me divertia… Confundi a adrenalina da competição com uma história de amor… Até que entrou mais uma na história… e outra… e outra… todas queriam brincar, e eu queria brincar… Éramos iguais no descaso e na violência. Mas corações opostos. Água e óleo. Estávamos fadados a morrermos solitários. Eu e elas. E nos odiando. Porque nunca poderíamos nos unir. Um homem que não está pronto para uma mulher. Mulheres que não estavam prontas para um homem.

Cansei de lutar. Cansei da brincadeira.

E então eu a vi… sentada aos meus pés, também cansada… mas cansada de tanto me esperar. Ela sempre esteve ali, pronta para mim, e eu não a via, pois estava muito ocupado, tentando obrigar outras a me amarem.

Chorei. Chorei de saudade. Eu a queria, mas os fantasmas das mulheres que usei ficaram me perturbando, segurando meus braços, impedindo de eu descer o meu corpo, e simplesmente, descansar ao lado dela.

Eu não poderia tê-la, porém, somente olhar já era suficiente… Toda a minha resistência cessou. Não era necessário mais nada. O não fazer permitiu que os fantasmas perdessem forças… eles adormeceram moídos pela própria agonia…

Aos poucos, nossos corpos se aproximaram, meu coração disparou, lágrimas de felicidade banharam meus olhos, e pudemos simplesmente estarmos juntos. Senti seu cheiro, seu calor, suas curvas, seu corpo unido ao meu…

Ela e eu. Um só coração pulsando. Duas almas que se fizeram uma… Sim… percebi a tristeza, a raiva, a inveja daquelas que não podiam sentir o que nós sentíamos… e o que importa? O que importa o que passou? O que importam as pedras, se o caminho me conduziu ao amor? Aqui estou. Aqui eu fico. E posso dizer a você: eu te amo. Ou melhor: o amor tomou posse de mim. Para ficar. E contigo, sempre estarei. A estrada continua, mas a busca acabou. Somos um.

Abençoados os causadores de desunião

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Muitos vêm à Terra com uma difícil missão: de serem o catalizador da desunião. Desunem casais, parcerias, empresas, famílias, grupos, salas de aula, amizades. Geram o conflito, e mesmo sem querer, tornam-se o alvo predileto da raiva coletiva. Olhamos estas pessoas e queremos, em primeiro lugar, calá-las. Mas será em vão, e então, desejamos massacrá-las. Quando menos percebemos, estamos em guerra. Nossos instintos mais primitivos e cruéis são despertos.

Desconhecemos que estas pessoas são agentes infiltrados em território inimigo. São pessoas enviadas por Deus, numa missão suicida, para colocar em evidência nossa sombra interior, que se crê separada dos irmãos e quer que o mundo seja do jeito que queremos. Negamos nossa violência, nossa sensação de abandono, nosso ciúme, inveja, preconceito… e estes agentes secretos nos auxiliam a olhar para isso. Justamente, nossas distorções emocionais que nos afastam do outro. Que nos impedem de amar. Estas pessoas sabem, inconscientemente, que serão excluídas, presas, afastadas dos grupos… sofrerão os efeitos da dor de catalizar a sombra negada pelo outro.

Olhemos com compaixão para eles. Que sejam abençoados. Que a dor da exclusão possa ser aliviada. Que nossas sombras possam ser integradas, e assim, possamos nos unir a tudo e a todos. Como era no princípio.

Dinheiro: um caso de amor, respeito e liberdade

divine money Quando falo com alguém com problema de dinheiro, imediatamente lembro da minha história: muita dificuldade de ganhar dinheiro, mais difícil ainda guarda-lo, impossível multiplica-lo. Ainda não tenho certeza se já estou em paz realmente com este elemento tão importante, pelo menos para mim, mas posso ver na prática grandes progressos. Sendo assim, gostaria de compartilhar um pouco do meu processo, dividindo exatamente em três fases: ganhar, guardar e multiplicar. Pois assim é o meu caminho… para alguns, pode até parecer óbvio: se não ganho, não há o que guardar. Se ganho, mas não guardo, não posso multiplicar. Se não multiplico, logo, logo, deixo de ganhar, afinal, a continuidade é algo inerente a toda energia que não se encontra bloqueada. Mas para mim, demorei bastante para entender na prática, este processo. Vamos por partes.

Ganhar dinheiro

Criado por um avô comunista, vindo de um lar onde a falta de dinheiro era motivo constante de brigas e crises, filho de pai e mãe que não conseguiram de maneira alguma, adquirir e manter bens, convivendo muito tempo com dívidas e cobranças, o que tinha registrado dentro de mim é: dinheiro é um saco! Quem tem dinheiro não presta e quem não tem é um pobre coitado. Meu avô era um cara trabalhador, porém, muito desconectado da questão material. Não tinha grandes ambições, ou talvez as tivesse, mas perdeu a força de ir atrás dos sonhos, afinal, tentou muitas vezes fazer o próprio negócio, e em todas as vezes, acabou deixando tudo e perdendo o que foi construído. Meu pai lidava com dinheiro como um gigolô lida com suas meninas: usava, se exibia, jogava fora. E depois precisava das mulheres para pagar suas contas. Minha mãe se aposentou como funcionária pública, devido a problemas emocionais, mas parece nunca ter aceitado muito bem o dinheiro que vem do governo: precisa gastar tudo e mais um pouco, estando sempre com empréstimos abertos. Os bens que eram dos avós maternos, foram todos vendidos, e o dinheiro, desapareceu…

Se você está em busca de ganhar dinheiro, a primeira coisa que deve fazer é realizar uma investigação séria, seríssima, sobre a relação sua com o dinheiro, e da sua família com o dinheiro, as posses, a disputa que possa ter havido por bens materiais. É preciso estar em paz com a sua história, e libertar-se das distorções emocionais que prendem você a uma ideia equivocada a respeito da matéria. Dinheiro é algo neutro. Uma energia poderosa, mas que é usada de acordo com o conteúdo emocional que você tem gravado dentro de si. Se este conteúdo está contaminado, é preciso entrar num acordo com isso.

Durante anos da minha vida, tudo o que tive, se foi. Trabalhei, criei empresa – igual ao vovô, e perdi tudo. Gostava de luxo e boa vida, como papai, mas não conseguia sustentar minhas contas, e precisei de uma esposa que pudesse “financiar” meus gastos. Lógico que não conseguia ganhar dinheiro suficientemente. No fundo, nem queria. Pois eu estava viciado no meu padrão de pobreza, vitimismo e sofrimento que herdei da família. Não confiava no meu taco, embora eu tivesse e tenha muitos talentos, capazes de alavancar dinheiro. Foi um longo processo, onde a vida foi me derrubando, derrubando, derrubando… até que eu despertasse e quisesse verdadeiramente olhar para a noção de dinheiro que vivia dentro de mim. Confesso a você: era muito medíocre. Caiu o casamento, caiu a empresa, perdi a minha casa e meu carro, fiquei endividado, nome sujo… aí, somente aí, dessa posição humilhante, que me exigiu toda a humildade que eu não tinha, consegui olhar o quanto de veneno havia na minha relação com a matéria.

Do zero, ou melhor, menos zero, pude me perguntar: o que eu tenho de verdade para oferecer ao mundo, como trabalho? Como posso beneficiar as pessoas, sem pensar nos ganhos, em primeiro lugar, mas sem esquecer o quanto de importante e sagrado é ganhar, quando beneficio alguém? Assim, surgiu minha missão de vida: ser terapeuta. Comecei a sentir amor pelo que fazia, amor pelo que recebia, amor pelas pessoas que eu atendia… pela primeira vez na vida.

Guardar dinheiro

Lógico que as coisas não são tão simples. 40 anos de descaso em relação ao dinheiro, tinha me condicionado a não controlar minhas finanças. Devagar o dinheiro começou a entrar. Bem devagar, bem devagar. Mas começou a entrar… E aí eu fui desafiado a controlar meus gastos e meus ganhos. Porque se não sei para onde vai o dinheiro, nem de onde vem, significa que não estou nem aí com ele. Aquilo que temos cuidado, cuidamos, não é mesmo? E se não cuidamos, por mais que nossa mente diga – eu gosto de dinheiro! – é mentira. Como uma mãe cuida carinhosamente dos seus filhos, principalmente nesta fase inicial, onde a entrada de dinheiro está frágil, ou seja, nossa entrada financeira é um bebê, era fundamental me organizar e me adequar aos gastos e ganhos. Uma pessoa desregrada gasta mais do que ganha. Assim era eu. Mas eu não tinha mais esposa para me dar dinheiro. Nem papai noel. Novamente tive que ir ajustando meu estilo de vida, cortando gastos, aprendendo a investir meu tempo e energia nos projetos que efetivamente me davam entradas financeiras, e largando tudo aquilo que me fazia perder tempo. Em geral, percebi claramente que as distrações que me faziam não me dedicar naquilo que realmente dava entrada financeira eram como ópio que embriagavam meu ego, mas me mantinha longe do contato com o público. Projetos que agradavam meu intelecto, minha sede por fazer algo grandioso e significativo… mas totalmente inúteis e distantes do público-alvo, que eu nem sabia quem era… No fundo, eu fugia das pessoas, mas queria ganhar dinheiro delas… Portanto, guardar dinheiro significou, para mim:

1 – controlar absolutamente entradas e saídas
2 – administrar o tempo, eliminando desperdícios
3 – projetar trabalhos que realmente fossem necessários para o público
4 – trabalhar diligentemente, pois o bebê estava crescendo, e precisava de todos os cuidados
5 – viver em estado de presença, observando a tendência da poluição mental, emocional e hábitos distorcidos entrar no sistema e boicotar o processo novo e saudável que está se instalando

Para cuidar do dinheiro, é necessário respeitá-lo plenamente.

Multiplicando o dinheiro

Esta é uma fase que, confesso, estou somente iniciando… engatinhando. Portanto, não tenho muito para compartilhar com você… Na minha visão, a multiplicação dos pães está estritamente ligada à multiplicação dos benefícios que meu trabalho emana. Por isso, muito mais do que preocupado com investimentos financeiros – embora comece a olhar com muito carinho para isso – estou focado na multiplicação do meu trabalho. Auxiliando mais e mais pessoas a aprenderem o que faço, para que possam levar a outras pessoas. Atendendo mais e mais pessoas. Indo a lugares distantes, onde quer que me chamem para trabalhar. Disponível dentro de mim para receber o meu cliente, plenamente, dentro do meu coração. E também respeitando o meu corpo, minha mente, minhas relações afetivas, amigos e familiares, para que eu não me atropele e deixe de cuidar daquilo que me retro alimenta: o amor que sinto pelos outros e que também recebo de pessoas queridas. Na prática, a projeção que percebo é muito boa: tudo está crescendo. Sinto-me pleno, feliz com o que está fluindo através do que faço e consciente de que tudo é fruto e obra de Deus, que permite que eu trabalhe e sirva a Ele, através das minhas mãos.

Quando estava conectado com a pobreza, muito mais espiritual que financeira, eu achava – achava, não… tinha certeza! – de que era eu que fazia as coisas darem certo ou as coisas darem errado. O meu ego sorria de orelha a orelha a qualquer migalha de vitória… e caía ao fundo do abismo da culpa e raiva em qualquer sensação de derrota que invariavelmente surgiu na minha vida. Levava tudo como pessoal: eu ganho, ou eu perco. E para mim, que sempre tive uma busca espiritual me guiando em todos meus passos, o Universo deixou uma mensagem muito clara:

– não existe este eu pequeno que você se prende tanto. Coloque-se a meu serviço, e Eu te darei tudo. Mas você precisa deixar que seja do Meu jeito, e não do seu. Eu indico qual é o trabalho que quero que você faça. Eu mando as pessoas para você atender em Meu nome. Eu lhe dou o pão de cada dia… Cuide bem daquilo que lhe dou, e das pessoas que lhe envio. Da mesma forma que eu cuido bem, muito bem, de você… embora tantas vezes você se esqueça disso. Sei que você sente medo de seguir o chamado. Acha que não dará conta. Que não tem capacidade… E você tem toda a razão. Você não dá conta. Não tem capacidade! Pois quem faz Sou Eu, através de você. Nunca se esqueça disso: Eu faço, através de você. Esteja em paz…

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Gratidão a todos os relacionamentos

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Como a constelação familiar é maravilhosa. Após perceber um incômodo imenso ao presenciar dezenas de situações onde as pessoas estavam ferindo e se ferindo, usando e deixando serem usadas, em nome da busca de uma relação ideal, uma frase dita ontem porLuciana Cerqueira trouxe uma grande compreensão ao meu ser: algumas pessoas nunca terão uma boa relação. O sistema familiar internalizado está emaranhado demais para que isso possa acontecer.
Fato é que essa frase me aliviou. Tenho lutado uma luta inglória, tentando provar que as únicas relações que valem a pena são aquelas onde existe respeito, amor, tesão, cumplicidade e amizade.
É isso que procuro, lógico. É isso que merecemos, acredito. Porém… as más relações fazem parte… Como podemos aprender a amar, respeitar, ter prazer com um parceiro, se não passamos pelas duras lições do desamor, do engano, da traição? Notei que, no íntimo, eu estava dizendo não para a relação ruim dos meus pais. Dos meus avós. Dos meus antepassados. Mas com relação ruim ou não, eu cheguei até esta vida graças a eles. Portanto, existe um Amor maior em todas as relações. Um amor que permite aos homens nascerem, crescerem, se desenvolverem, amadurecerem… Se a humanidade dependesse de relações de contos de fada, não existiria.
Agora posso entender com mais profundidade a frase de Bert Hellinger, onde o pai ou a mãe diz ao seu filho: eu te dei a vida. O resto você faz por si mesmo.
Em paz com as relações péssimas do passado, posso me abrir para algo diferente. E viver mais presente, na relação que estou. Com consciência, entendendo que o bom ou ruim é muito mais a forma como lido e aceito a realidade, do que a busca de algo que não existe, para fugir das dores que existiram algum dia.

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Constelações familiares com Alex Possato, em abril

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Antes de embarcar para o Caminho de Santiago, onde o projeto é peregrinar da França até a cidade de Santiago de Compostela, uma jornada de fé, autoconhecimento e descobertas, ao longo de quase 800 quilômetros, estarei realizando uma série de constelações familiares nos próximos dias, em São Paulo, Goiás e DF… E será um grande prazer poder encontrá-lo num destes trabalhos! Vamos às datas?

São Paulo – SP

12 de abril (domingo) – Itapecerica da Serra (mais informações, clique aqui)

16 de abril (quinta-feira) – São Paulo – (mais informações, clique aqui)


Brasília – DF

27 de abril (segunda-feira) – atendimento individual e constelação em grupo com Alex Possato

– (mais informações, clique aqui)

28 de abril (terça-feira) – atendimento individual e constelação em grupo com Alex Possato

– (mais informações, clique aqui)


Sobradinho – DF

24 de abril (sexta-feira) – Constelação Familiar Sistêmica em grupo com Alex Possato

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Jataí – GO

21 de abril (terça-feira) – Constelação Familiar Sistêmica em grupo com Alex Possato

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Formosa – GO

23 de abril (quinta-feira) – Constelação Familiar Sistêmica em grupo com Alex Possato

 –  (mais informações, clique aqui)

Sucesso verdadeiro

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O sucesso verdadeiro começa a despontar na sua vida, na medida em que você consegue se comprometer verdadeiramente com a felicidade, alegria e bem-estar do irmão que, momentaneamente, é o seu cliente. Esse comprometimento inicia no seu coração, e enquanto não conseguir sentir isso, a vida vai convidando a curar suas dores, feridas e barreiras que separam você da sua capacidade de sentir real compaixão pelo outro.
Não adianta querer apressar a carruagem. O coração se abre no momento adequado. E quando você perceber sua capacidade de amar se expandindo, através do trabalho que flui por você, será arrebatado por uma força tão grande, que todo o seu sistema mental, emocional e suas atitudes estarão automaticamente sendo colocados a serviço do outro, a serviço do universo, a serviço de Deus, a serviço do seu próprio trabalho. Que, na realidade, é tudo você mesmo.

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Eu vejo você. Pela primeira vez

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É bem possível que você veja o meu rosto de contrariedade, agora. E perceba que eu estou lhe cobrando algo. Bem que eu tento fingir que não estou. Mas não tem jeito. Minha mandíbula tensa, dificuldade de olhar nos olhos, respostas rápidas e fugidias não enganam. Eu estou lhe cobrando.

Sabe o que é? Queria que você me visse. Parasse de olhar para todos os lados, menos para mim. Parasse de falar dos problemas do mundo, e dos seus problemas, e me enxergasse. É, eu sei: sou carente! Sou egoísta e quero você só para mim. Ou pelo menos, a maior parte do tempo. Mas sabe qual é a sensação? Que nunca tive você. Mesmo quando estávamos juntos. Mesmo enquanto nos divertíamos… E agora, que percebo claramente que você não quer mais saber de mim, isso dói. Dói muito.

Mas também sou forte, e finjo que sei viver sem você. Dou uma de que não ligo, domino minhas emoções, analiso a minha parte na responsabilidade disso tudo… Fujo para a cabeça, para não acessar o buraco que sinto no peito. Buraco gigantesco. Que nem toda a terra do monte Everest poderia preencher. Até acho que gostaria de cuidar de você… mas começo a perceber que só queria estar perto de você. E para estar perto de você, aceito ser humilhado, pisado, abandonado e esquecido. Mesmo assim, falo para todo mundo: eu estou ajudando! Eu sou o cara! Tudo bem, aceito o que vier…

Um lado bobinho, meio infantil, crê que gostaria de ser cuidado por você. Que nada! Nem cuidar, nem ser cuidado. Só estar ao seu lado é o suficiente. Ainda sonho com o dia em que estaremos andando, lado a lado, nossos olhos se encontrando, e em meu coração a certeza plena: você estará sempre comigo. Eu confio em você! Nunca serei abandonado.

Mas você vem para mim e diz não! De diversas formas. Arruma outro companheiro. Outra distração. Mergulha até o pescoço de trabalho. Distrai-se com diversões, jogos, bebidas, mulheres, homens, televisão, blá-blá-blá. Não desgruda dela. Ou dele. Agride com palavras, ou com o silêncio. Mergulha em sua neurose. E eu, como uma bactéria minúscula em terra de gigantes, sinto-me um nada.

Por isso tudo, eu cobro você. Me dê o seu olhar, por favor. Reconheça minhas dores, e mesmo entendendo que são minhas dores, e que isso não tem nada a ver com você, olhe para mim. Não permita que eu tenha que voltar mais trezentas vezes, para continuar a eterna busca por ti. Estou cansado de busca-la. Deixe-me descansar em seu colo. E se isso não for possível, porque você não consegue me dar mais, além do que já deu, pelo menos diga para mim: eu vejo você. Pela primeira vez. É só isso que preciso.

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Maledicência: o amor por detrás da crítica

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Quem julga as pessoas, não tem tempo para amá-las – Madre Teresa de Calcutá

Às vezes, sou dominado pela energia da maledicência. Como uma nuvem escura que vai chegando, subitamente, me vejo preso e condenado a julgar, criticar, detonar e punir alguém, que no meu ponto de vista, é culpado. Culpado de que? Na verdade, não sei ao certo. Tudo o que o outro faz, eu também faço, de formas diferentes. Ou já fiz. Mas não importa: o ódio toma conta. A energia em minha volta se transforma num ambiente ácido, hostil, e quem entrar no meu raio de ação, cairá fulminado tal qual um pássaro despencaria ao penetrar na nuvem de gás venenoso.

Costumo falar nos cursos de constelação sistêmica que o ódio é a energia do amor distorcida. Existe ódio porque amei desesperadamente algo ou alguém, e vi meu amor frustrado. Então, após o ataque de fúria – que muitas vezes somente eu vejo em mim mesmo – quando consigo serenar minha mente, pergunto: onde está o amor que sinto por esta pessoa que condeno?

E pacientemente sento, aguardo, espero a resposta. Que sempre chega. Sempre há amor. Mas antes de chegar, percebo a carga pesada que, energeticamente, carrego desta sintonia: peso nos ombros, tristeza, culpa, dó, piedade… sentimentos que tiram a energia e me levam profundamente para baixo. Estou identificado com o peso da pessoa, que me lembra o peso do meu sistema familiar. Muitas vezes quero ajudar muito o outro, mas me percebo impotente. E a cada queda, diante da impotência, sinto-me raivoso.

Isso já foi muito pior. Como terapeuta, lido com esta ilusão do “ajudar” o tempo todo. Algo dentro de mim acredita que está “ajudando” e curando alguém… E sei muito bem que não posso ajudar nem curar ninguém. Algo maior faz isso, no momento adequado. Sentado, em paz, procuro soltar o peso. Imagino que esta culpa, dó, medo, angústia, tristeza… já não me pertence. Pode e deve descansar em paz. Vazio dos pesos, olho nos olhos de quem critico, e digo: sinto muito. Eu te machuquei. Reconheço os meus atos, e agora assumo. Pode deixar comigo. Siga em paz. Você está livre. E eu também.

Estou livre dos pesos que carregava dentro de mim, e aquele irmão, aquela irmã, auxiliou-me a acessar. Colocou-se como um sinalizador apontando diretamente para minhas feridas, e diligentemente auxiliou-me a olhar para minhas dores. Em paz, consigo sentir que aquela pessoa é um anjo na minha vida, a serviço da minha libertação. Seja abençoado, irmão. Seja abençoada, irmã, que tanto me provoca. Agora, vejo você com outros olhos. Eu estou livre. E você também.

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