Parcerias e projetos que dão certo…

projetos

Antes de qualquer parceria se estabelecer, você deve estar em posse de um projeto. O seu projeto. Que é como seu filho. O projeto conduz você, e você está a serviço dele. É necessário dedicar-se, principalmente enquanto ele está em estado embrionário. Dedicar-se como uma mãe, que o carrega em seu ventre, dando a proteção, nutrição, carinho, cuidado, atenção… Cuidando de si, do próprio corpo e mente, para fornecer um ambiente de paz, enquanto o projeto naturalmente se desenvolve, até o nascimento. Alguns projetos não conseguem sobreviver. Morrem antes de nascer. Outros, morrem logo após o nascimento. Assim é a vida. Isso não é sua culpa. É somente a vida se manifestando… Aceite as perdas, e prepare-se para novas gestações.

Então, nasceu um novo projeto! É ainda um bebê. Necessita de cuidados extremos, mas neste momento, já é possível que algumas pessoas auxiliem você na tarefa de cuidar dele. Mas nunca se esqueça: o filho é seu, e ele depende, neste momento, somente de você! Você irá abandoná-lo? Dispersar sua atenção com outras coisas? Deixar que ele fique só? Se perder nas neuras, enquanto cuida dele?

Se você encontrar alguém com dons necessários e disposição suficiente para auxiliar no seu projeto, talvez esta pessoa sirva como parceiro. Se ela não tiver dons, nem disposição, não serve. Ou se ela, durante a trajetória, mudar de ideia, de comportamento, se perder em suas necessidades, tudo bem. Ela pode seguir seu caminho. Mas não serve mais para você. Simples assim. Não é nada pessoal. Simplesmente, o seu projeto é mais importante, e necessita de mãos que ampare, proteja, conduza e permita que ele cresça.

O projeto tem vida própria. É a vida que flui de Deus. A vida que flui do universo. Você não tem o menor poder de dar ou tirar vida de um projeto. Só pode se dedicar a ele. Ou não. Aprendendo a lidar com o crescimento dele, ou com o não crescimento. Com a morte repentina, ou a longevidade. Com a doença, ou a saúde. Este projeto pode dar frutos, ou ser estéril. A arte de gerenciar projetos passa pelo seu desapego a todos estes itens. Crescimento, tempo de duração, saúde, frutos… nada disso depende exclusivamente de você. Você só pode cuidar. Fazer o seu melhor. Tecer boas alianças. E romper também. E ter o bom senso de deixar morrer aquele projeto que já se mostra agonizante. Despedindo-se com honra, respeito e reverência desta morte. Para que o novo possa ter espaço de nascer. E então, tudo começa outra vez. Assim é a vida. E a morte. De projetos. De tudo o que vive. E morre.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: