Como enfraquecer alguém em 10 passos

jogosdemanipulacao

1 – brinque com a conquista ou ponto positivo que o outro diz ou mostra à você

2 – faça no lugar do outro, ou pelo menos, ensine à ele que sem você, ele não conseguirá

3 – fale mal da família dele, principalmente pai e mãe

4 – mostre que você sabe tudo, e ele, nada

5 – não fale dos seus erros, só dos seus acertos

6 – dê agrados a ele sempre que cumprir suas regras

7 – não elogie, de forma alguma

8 – reaja de forma clara quanto aos atos de insubordinação dele, e desvalide

9 – não concorde com que o outro fala – de preferência, nem ouça

10 – no final, sorria, e diga: eu estou te ajudando!

nos jogos de manipulação,
se alguém brilha ao nosso
lado, isso nos fere:
mostra que somos inferiores…
e então, faremos de tudo
para provar que o outro
não é tão bom assim…

este jogo às vezes é a dura
sina dentro de uma relação
afetiva, na família, na escola,
nas igrejas ou consultórios…”

Se você quer entender, não quer resolver

entender

Quantas vezes recebo pessoas querendo “entender” a origem dos problemas? E eu digo: saia da mente. Páre de querer “entender” e entre nos seus sentimentos. Sentir é com o corpo, e não com ideias. Raiva, medo, angústia, impotência, alegria, amor, tristeza… isso são sentimentos.

Os problemas que carregamos são originários de padrões antigos. Alguns padrões, muito antigos. Nossa mente racional não tem acesso à estes padrões. Suas origens repousam no inconsciente. E não é preciso saber a origem. Não é necessário entender, para se libertar.

Somente carregamos os problemas porque em algum momento, nos recusamos a aceitar o incômodo provocado pelos sentimentos que alguma situação trouxe. Uma perda, um confronto, uma situação difícil nos traz medo, angústia, raiva, vontade de morrer, vontade de matar… tanto faz o sentimento. A negação do sentimento faz ele voltar, e voltar, e voltar à nossa vida… o sentimento negado atrai situações difíceis, para que ele seja visto. Veja sua vida e observe quantas vezes o mesmo fato se repete… como se fosse uma sina. Não é coincidência. Por que ocorre com você e não ocorre com o seu irmão? Com o seu cunhado? Com o seu amigo? Bem… cada um carrega o seu pacote de lições a serem aprendidas, para depois, passar para outra fase do grande jogo da vida.

Sendo assim, atraímos perdas financeiras, separações, depressão, doença… olhamos o que acontece no mundo exterior, e não sabemos agir. Nossa mente entra em conflito. E aquelas emoções dolorosas, os sentimentos não vistos, que já existiam dentro de nós se manifestam. Outra e outra vez, As histórias, às vezes, parecem tão iguais… mudam os personagens, mas o enredo é o mesmo…

O problema não são as histórias. Para que tentar entendê-las? A questão são os sentimentos negados. Aí está a chave da sua libertação…

Aprenda a sustentar o desconforto dos sentimentos dolorosos. Sem negá-los. Sem querer eliminá-los. Sem querer transformá-los em “positivo”. Sem nem mesmo se apegar a eles, numa atitude masoquista, que também significa negação. Deixe eles existirem, sem se apegar. Perceba o sentimento que vem quando você tem um fracasso. Seja este um fracasso financeiro. Uma separação. Uma angústia ou emoção pesada que você não soube lidar. Um vício que você não consegue largar. Faça amizade com ele. Converse com o sentimento, ou simplesmente, observe. Deixe ele existir, sem segurá-lo. Deixe a porta aberta. Para ele entrar, ou para ele sair… Ou até mesmo para ele ficar. Sei que é difícil. Desconfortável. Dá vontade de sair correndo. Mas experimente. Fique o quanto conseguir. E se não der, tudo bem. Depois você volta a perceber, olhar, permitir seus sentimentos difíceis…

É só isso. Isso, em essência, é constelação familiar sistêmica. Já tive muitas curas em mim, abraçando este princípio de não violência e não ação, em relação aos meus sentimentos pesados… Já vi muitas curas ocorrendo em muitas pessoas…

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Curso de Constelação Familiar Sistêmica – São Paulo 2015: Parabéns, pessoal!!!

Parece que este grupo de São Paulo – 2015 passou “várias vidas”… e quem sabe foi isso mesmo. Todos nós sorrimos, choramos, gritamos, ficamos com raiva, em alguns momentos tínhamos vontade de fugir para não mais voltar… Cada um, da sua maneira, deu conta até onde conseguiu dar conta, e todos que passaram pelos trabalhos, foram beneficiados… e também deram de si para que a alquimia sagrada da constelação familiar pudesse acontecer.

E enquanto isso ocorria, o ensinamento ia sendo incorporado, lentamente, não linearmente, intuitivamente, da forma como aprendi com Theresa Spyra, que viu despertar seus dons como facilitadora e instrutora através do trabalho de Mimansa, que por sua vez, bebeu na fonte original: Bert Hellinger.

Com alegria, percebi muitos dos corajosos estudantes conseguindo “se abrir” para o campo fenomenológico sistêmico, e sair da mente racional. E desta forma, perceberam, eles mesmos, maravilhados, as constelações começarem a ocorrer quase que espontaneamente! Sim… quase, porque sem este estado de presença, sem esta capacidade de perceber o campo e ao mesmo tempo, sem deixar que as próprias emoções, pensamentos e a energia do trabalho “contamine” o canal do facilitador, a constelação não se desenvolve a contento.

Por isso, parabéns! Vocês deram o primeiro passo no mistério que é viver a vida através do movimento sistêmico! E isso é muito mais que adquirir uma habilidade terapêutica. Na verdade, a habilidade já existe, e requer prática, desenvolvimento contínuo. O Curso é um “start”… Mas aprender a “sentir” o campo, ahhh…. isso não tem preço!

Aprender a “sentir sistemicamente” auxilia você a entrar e sair nas relações, com uma acertividade incrível. Auxilia o seu movimento do “aguardar” e respeitar fluxos e ciclos. Mostra claramente onde você está “forçando a barra”, seja num trabalho, num projeto, numa relação ou consigo mesmo. Abre espaço para ter compaixão de pessoas e situações que antes você negava com veemência, e até, violência.

Não tenho nenhum medo de dizer: a partir do “sentir sistêmico”, você se mostra um ser humano mais íntegro, puro, amoroso… Veja bem: você se mostra… não se transforma em algo melhor. Porque não existe algo melhor que você. Aquilo que você pode manifestar nesta vida, já está em si, e a constelação auxilia no processo de desempedir as nuvens ilusórias que encobrem a sua própria beleza, espontaneidade e amor.

Contem comigo e com o grupo! De forma prática, há muito o que aprender e treinar, a partir de agora. Participem do Projeto Incluir, venhum nos trabalhos que realizo. Façam um ou outro módulo que acharem necessário… Eu não me acho pronto, e também continuo treinando. Às vezes, vejo a Mimansa, que não é nenhuma “mocinha”, frequentando cursos e se aperfeiçoando…

Mas se não der, tudo bem também. Podemos receber as bênçãos de uma egrégora sempre que a olharmos com respeito, entendendo, com o coração, que “nós somos parte dela”… e dentro dela, somos pequenininhos, pequeninhos… Porém, somos parte desta família, assim como somos parte da nossa família de sangue! E somos parte de toda a família humana. No mais profundo, a exclusão é só uma ilusão, originada em algum momento muito antigo, onde alguma dor não pôde ser digerida… Este ilusão, cedo ou tarde, irá ceder…

Você faz parte! E sempre fará! Gratidão por compartilhar o seu Ser comigo!

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Projeto Incluir – laboratório de constelação estréia em Brasília!

projeto incluir

É com muita alegria que estamos levando o Projeto Incluir – laboratório de constelações familiares sistêmicas para Brasília! Este Projeto surgiu em São Paulo em 2012, a partir da necessidade que percebi em ter um espaço onde alunos de constelação e facilitadores que já se formaram comigo pudessem atender o público, desenvolvendo através da prática a percepção do campo sistêmico, habilidades na entrevista e na condução do trabalho em si. Por outro lado, atendemos pessoas da comunidade por um valor diferenciado, e eu supervisiono diretamente todos os trabalhos, garantindo assim um atendimento adequado e de qualidade. Os valores recebidos são direcionados totalmente para os custos do Projeto: aluguel, coffee-break e despesas gerais. Penso assim que estamos, todos nós, exercitando ativamente o conceito do dar-receber, colocando nossa energia e disposição solidária em movimento.

Como participar do Projeto Incluir?

Se você deseja ser trabalhado pela constelação:

De acordo com as últimas instruções de Bert Hellinger, o criador da constelação familiar sistêmica, entendemos que todas as pessoas que participam de uma roda de cura de constelação estão sendo trabalhadas intensamente. Por isso, basta reservar sua presença através do email projetoincluir@alexpossato.com, colocando no campo assunto – Projeto Incluir Brasília, e comparecer no dia e hora marcada. Durante o trabalho, serão escolhidas algumas pessoas para constelar, que com certeza trarão ao campo sistêmico assuntos que irão atingir e beneficiar a todos.

Se você é um aluno ou já se formou comigo:

Venha participar do Projeto, treinar e dar de si, aproveitando a minha supervisão! Basta comparecer no dia e hora marcada, e escolheremos os facilitadores que se sentirem a vontade para conduzir a constelação em grupo!

Então, vamos participar?

Projeto Incluir em Brasília

Os trabalhos ocorrerão na Sociedade Vipassana, na Asa Norte:

SGAN Quadra 909 “E”, Asa Norte, Brasília – DF (Próximo ao UNICEUB e ao lado da Vara da Infância e Juventude)

Data: 27 de novembro de 2015
Horário: das 15 às 20 horas
Valor de contribuição sugerido: R$ 25,00
Inscrição: projetoincluir@alexpossato.com (no assunto do email, colocar Projeto Incluir Brasília)

Grande abraço!

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O amor divino do homem pela mulher

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Vivi minha vida toda tentando provar para você que eu era adequado. Honesto. Fiel. Que você deveria olhar para mim de jeito diferente. Elogiar minhas conquistas. Validar minhas tentativas. Consolar nas minhas derrotas. Queria provar o meu amor por você, e também receber o seu amor exclusivo. Só meu. Todo meu. Para mais ninguém.

E como você não se mostrava totalmente disponível, eu ficava de bico. Batia o pé. Pulava o muro. Saia e não voltava. Ou voltava bêbado. Dizendo que a amava. Ou que a odiava. Tanto faz. Eu queria mesmo era chamar a sua atenção. E depois me arrependia. E você me obrigava a fazer coisas, do seu jeito, como vingança. E tudo bem, eu engolia sua mágoa. Fazia tudo o que você mandava. Fingia ser um menino obediente. Seu marido obediente. Mas só de raiva, não dava o que você tanto queria: o meu olhar pleno. Amoroso. Vigoroso.

Não. Eu estou mentindo. Não podia dar o meu olhar amoroso a você. Uma criança birrenta não consegue amar com consciência. Ama como qualquer criança ama. Ama se receber atenção em troca. Ama se for feita a sua vontade, assim na terra como no céu. Ama se o outro estiver 24 horas ao lado. Ama se não for repreendida, censurada, podada. Ama se não ver você brincando com o outro, no jardim, na varanda, na cama.

Preciso ser sincero: cansei-me desta birra. Cansei-me de buscar o seu amor, como se busca desesperadamente uma maçã do amor no parque de diversões. Maçã que, ao despencar no chão, enche de pó, e é abandonada por outra.

Preciso ser adulto. Pois eu sou um adulto. Meus fios de cabelo branco estão aí para provar. E um adulto ama como um adulto.  Percebe suas dores, e entende que estas dores são suas. São suas mágoas não curadas, devido à não aprovação do pai, ao abandono da mãe, à invalidação dos irmãos, à competição da infância, aos medos não curados, às neuras aprendidas sobre relação, fidelidade, responsabilidade, respeito, casamento…

Um adulto ama como adulto. E jamais exige que o outro esteja 100% disponível a ele. Afinal, temos tanta coisa a fazer! E também, este amor maduro não exige nada do outro. Não exige que o outro seja diferente. Que o outro satisfaça seus caprichos. Mas quando isso ocorre, ele sorri de orelha a orelha. Agradece do fundo do coração, a presença da amada, a dedicação da amada, a companhia da amada. Para depois soltá-la. Sem medo de perde-la, porque amor não é posse… é fluxo. Um adulto fala o que sente. E se ferido, fala de suas feridas. Jamais responsabilizando o outro, mas somente para que o outro compreenda que existe um ser humano do lado de cá. E também ouve sua querida. Sem tentar se intrometer nos assuntos que não são seus. Somente ouve. E por mais difícil que seja, deixa que ela cuide de seus problemas. Porque um adulto sabe cuidar dos próprios problemas. Porém, sem dúvida, ao primeiro grito de “socorro!” da donzela, o heroico cavaleiro parte correndo em sua defesa. Porque a criança nunca morreu. A criança sempre sonha em carregar a donzela em seus braços, e ser por ela olhada com aqueles olhos repletos de entrega e paixão. E aí, a infantil imagem se desfaz, como nuvens no céu. Porque iremos para a cama. E lá, nos transformaremos em um só. Nem adulto, nem criança. Deuses, que através do relacionamento, encontram a verdadeira sacralidade da união entre duas pessoas maduras, que se entregam totalmente, uma à outra: a comunhão com o divino Amor.

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Constelação Familiar Sistêmica em Curitiba – PR

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É sempre gratificante perceber o trabalho sendo recebido com tanto carinho em diversos lugares que vou! Desta vez, casa cheia no Instituto Taozen, capitaneado por Edson e Eva…

Que em cada trabalho, possamos nos transformar, ampliando nossa capacidade de compaixão, ao perceber o quanto somos pequenos e impotentes diante de destinos às vezes tão duros e difíceis.

Que iluminemos a consciência de cessar a luta contra tantos monstros internos que não podem ser derrotados, pois são partes de nós mesmos, e assim possamos nos transportar magicamente para outro patamar, onde impera a leveza, a paz, a concordância, apesar da vida continuar como ela sempre foi … Esta é a magia da constelação, trazendo paz onde havia guerra. Inclusão onde havia rejeição. Força, onde imperava a fraqueza . Vida, onde havia morte.

(Próximo encontro de constelação familiar sistêmica em Curitiba – clique aqui e saiba mais!)

Se o problema é financeiro, dê dinheiro

de dinheiro

Ontem, uma amiga disse: uma querida depositou um dinheiro na minha conta. Puxa, fico sem jeito, nem sei como retribuir. Até porque ela não precisa, e não iria aceitar.

Pensei um pouco, e me veio: quando você puder, dê a alguém. Nem sempre precisamos retribuir diretamente à pessoa que nos auxiliou. Deus provê de diversas formas, e se pudéssemos ver o mundo e as pessoas como uma rede, entenderíamos que o “dar e receber” nem sempre é direto. Recebemos de um, damos a outro… está tudo certo.

Isso me fez parar para pensar na minha vida. Desde jovem, envolvido em pequenas enrascadas financeiras, minha mãe patrocinou muitas das minhas despesas… e pagou muitas das minhas dívidas. Antes disso, meus avós paternos proveram totalmente a minha vida, durante 8 anos. Na juventude, minha tia e minha mãe auxiliaram no pagamento da faculdade. Minha ex-esposa utilizou o dinheiro da sua herança para injetar fôlego na empresa que nós abrimos… e quebrou… Pouco tempo atrás, uma amiga, ao saber que eu estava numa situação apertada, emprestou um valor, sem perguntar quando, nem como eu poderia pagar. Quando me vi mal, usei também os recursos do banco, e apesar dos juros surreais, sempre me auxiliaram nos momentos de aperto. Se descontrolei, a culpa não foi do Banco, nem da minha mãe, ou do meu pai boêmio, nem da minha ex-esposa, como sempre quis acreditar, mas de mim mesmo, que tinha muita dificuldade em organizar o fluxo financeiro.

Se tenho gratidão pelo que recebi, tenho boa vontade em dar… e investir para multiplicar!

Vou ser franco: dinheiro sempre foi o meu problema. Não sabia controlar, não sabia gastar, não sabia dar. Posso dizer que uma parte de mim é muito mesquinho. Avarento. Sou capaz de me dar profissionalmente, como amigo, de diversas formas… mas dar em forma de dinheiro, sempre foi muito difícil. Muito difícil.

Minha mãe certa vez me disse: se o problema é financeiro, dê dinheiro. E eu, embora não tenha conseguido seguir o conselho na época, mais para frente, quando me vi apertado (fato tão recorrente em minha vida), comecei a fazer doações. Não importa para quem: meu caminho espiritual. A Igreja Católica. Amigos… De alguma forma, a quantidade de dinheiro que passava por mim começou a aumentar. E assim, eu podia continuar a dar. Colocar algumas pessoas para auxiliar em coisas que eu já não podia fazer, por falta de tempo. Pagar comissões para amigos organizarem meus trabalhos. E embora parecesse que eu estava tirando do meu próprio bolso para pagar aos outros, comecei a perceber que não. O fluxo aumentava, e sobrava sempre para eu poder reinvestir em coisas que achava necessário.

O dinheiro vem de outro lugar: uma época, veio dos meus avós, depois, da minha mãe, da minha tia. Da ex-esposa. Depois, dos amigos. Do banco. Hoje, dos clientes. Dos alunos que atendo. Mas na minha concepção, na verdade, na verdade, vem de Deus. Vem do Universo. Porque existe um caminho invisível, que faz as pessoas me encontrarem, acharem o meu trabalho. Existe um mecanismo que faz com que o dinheiro seja depositado em minha conta. Quem controla este mecanismo? Quem sabe o momento em que realmente preciso? Como alguém pode saber que farei bom uso do dinheiro, e que cuidarei com respeito dele?

Bem… fato é que eu não sabia receber. Não tinha real gratidão pelo dinheirinho suado dos meus avós que pagava minhas roupas (muitas delas eu reclamava por não serem da moda), meus livros, meus sapatos. Chantageava minha mãe, pedindo dinheiro emprestado para nunca devolver. Pegava dinheiro do banco com ódio contra “estes porcos capitalistas” que exploram a minoria. Tinha tanto problema com dinheiro que era mais fácil me desfazer dele, não controla-lo, jogá-lo fora… ficar sempre no vermelho.

Até que cansei-me da miséria. Miséria espiritual, diga-se de passagem. Refletida na minha conta bancária devedora. No nome sujo no SPC e Serasa. Percebi este ser tosco, apegado, invejoso, rancoroso, que via no dinheiro algo nojento, problemático, e nas pessoas que o possuíam como seres “do mal”. Embora eu quisesse sempre estar “do lado de lá”…

Começo a entender que não existe “lado de lá” nem “lado de cá”. Nem o dinheiro é negativo ou positivo. Existe o coração aberto ao fluxo da prosperidade, ou não. E existe a mente consciente capaz de controlar, organizar e cuidar das finanças ou não. Vejo hoje que a prosperidade tem a ver com estes dois fatores: coração aberto e mente organizada. Não adianta eu estar aberto para receber um bilhão de reais, se não sei organizar duzentos. Como posso cuidar de milhares de cabeças de gado, se olho para o pasto e nem tenho noção de quantas cabeças de gado tenho? Qual o meu gasto com estas cabeças de gado? Quanto elas valem? Quantas preciso vender mensalmente?

E da mesma maneira, não adianta ter uma mente organizada, se meu coração está fechado.  Se não estou pronto para servir ao próximo. Se não sei me doar. Se não sei usar o dinheiro de forma amorosa, cuidadosa.

Sugiro ao leitor que, se de alguma forma, você se sente provocado por este texto, faça um exercício de gratidão. Escreva todos os momentos em que você recebeu benefícios financeiros, desde criança. Por menor que tenham sido. Desde a roupa que você usava, até a mesada mensal, se é que você teve. Desde o fato de ter um pão para comer, até o dinheiro para aquela viagem para a praia. O dinheiro que veio do namorado, da esposa. O lucro na venda do carro. Aquela herança que surgiu. O FGTS liberado num momento necessário. O seguro desemprego. O empréstimo do amigo. O uso do cheque especial. Agradeça tudo. Tenha vindo de alguém que você tem carinho, ou tenha vindo do governo ou da instituição financeira. Escreva, escreva tudo. E agradeça. Entenda que por detrás disso tudo, existe um comando maior. Que provê sua vida, no momento em que você mais precisa. E se possível, faça um pacto: vou usar cada centavo que passar pelas minhas mãos com amorosidade, respeito e liberdade. Usarei cada centavo em nome do crescimento. Do benefício ao próximo. Com inteligência, controle, e coração aberto. Trabalharei arduamente para ficar em paz com o “mostro” da ganância, da inveja, do ciúme, da miséria, da manipulação, da compulsão pelo gasto desnecessário, que habita minha mente inconsciente. Sei que ele está aí, mas não darei mais ouvido a ele. Mas caso eu caia na sedução irresistível deste “monstro”, tudo bem… Afinal, ele já está aí há tantos séculos. Começo tudo de novo. Coração aberto, mente organizada, gratidão a cada entrada, abertura para doar.

Coração aberto, mente organizada, gratidão a cada entrada, abertura para doar.

Faça o teste. Depois me conte…

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Constelação é celebração! Próximos encontros

alem das muralhas

Finalizando uma série de 5 dias de trabalhos em Brasília, estarei hoje em Formosa, amanhã em Sobradinho, sábado e domingo em Jataí. Maria Cecillia Basso​, Nanci Guimarães​ e Valneir Severino​ me aguardam! Logo depois, Curitiba, São Paulo… (confira a agenda clicando aqui)

A vida tem me conduzido a olhar muitas coisas com outros olhos… o velho condicionamento de olhar tudo com peso, seriedade, profundidade, vai cedendo a uma necessidade de viver a alegria, o amor, a paz, a simplicidade. Vejo isso refletindo no meu trabalho. Para mim, terapia é libertação, celebração, inclusão, permissão. É o que desejo compartilhar com vocês, nestes trabalhos. Meu coração sorri quando, em tantos grupos diferentes, formados por pessoas que nunca se viram, nos mais diversos lugares que vou, as pessoas se dizem “em casa”, incluídas, parte de uma irmandade maior…

Mas… tudo bem se você não se sente pertencente a lugar nenhum… vivi grande parte da minha vida me sentindo também excluído… e posso dizer que, na minha experiência, só verdadeiramente comecei a mudar esta história quando tive que me render à ideia de aceitar meus pais como eles foram, meu passado como ele foi, eu como eu sou… e abri as portas para que pessoas que também se sentiam como eu pudessem se aproximar…
É este caminho que convido você a trilhar. Conosco…

Se sinta bem-vindo! Porque você sempre é!