Feliz Aqui e Agora!

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Últimos instantes de 2015…
O que se passou neste ano? Quantos aprendizados? Quantas perdas? Quantos ganhos? Em geral, dizemos que queremos um ano novo melhor. Sim! Você merece um ano novo melhor. Mas vamos perceber uma coisa: o que é o melhor? Como podemos tomar posse do bem, quando negamos os aprendizados difíceis que tivemos? Então, minha sugestão é que você possa, antes de qualquer coisa, validar todos os fatos, acontecimentos da sua vida, neste ano que se finda. Com quem você brigou? Quem brigou com você? Como esteve o seu bolso? E a sua mente e emoções: estiveram descontroladas este ano? Em quantos conflitos você se viu mergulhado? Como esteve o seu corpo, a sua saúde?
E o quanto de dinheiro você recebeu? Quanta sensação de realização? Quantas pessoas cuidaram de você? Quantas vezes a vida, de diversas maneiras, lhe estendeu a mão? Quantos pequenos milagres passaram bem diante dos seus olhos? O quanto você soube fazer por si, pelo próximo, pelo mundo? E o quanto você não estava nem aí com nada disso?

Veja as coisas como elas são. Sem tentar mudar nada.
Tudo o que ocorreu na sua vida, neste ano, é a sua história. E não irá mudar. Porque é história.

Perceba que, não importa o que tenha acontecido neste ano, se você viveu fatos positivos ou não, você está aqui. E agora. O que passou, passou. Pelo menos, deveria passar. Entenda que não importa tanto se houveram fatos difíceis na sua vida. O grande problema é que sua mente acostumou-se a julgar que determinados fatos são bons, outros são ruins. Se você prestar bem atenção, entenderá que fatos são fatos. Nem bom, nem ruim. Somente fatos. Quem dá significado às coisas que acontecem é a sua mente.

Quem sabe esteja no momento de você aprender a viver sem dar tanta importância à história, e viver mais presente. Sem dar tanta importância aos significados que sua mente dá, e viver mais presente. Olhando as coisas como elas são. Olhando você como você é. Encarando os fatos positivos da vida com reverência e gratidão. E encarando os desafios da vida, com reverência e gratidão. A vida é muito curta, para passarmos toda ela buscando realizações, e fugindo das dores. A vida é muito bela para deixarmos de apreciá-la no aqui e agora. Você é muito belo, para passar o tempo se julgando, se condenando, se maldizendo.

Que tal deixar que a história deste 2015 descanse em paz? Que tal permitir que a história de 2016 seja escrita da forma como ela deve ser? Que tal permitir-se, como uma criança pura, apreciar a viagem sentada no banco dos passageiros, admirando-se com o momento de chuva, o momento de sol? As paradas? As pessoas que passam pela estrada?

Sei que a mente, condicionada que é no fazer o certo e evitar o errado, tem muita dificuldade em aceitar a sua pouca capacidade de interferir nas coisas mais profundas da vida. A mente não reconhece a sua impotência em mudar o destino. O meu convite nestes últimos instantes de 2015 é que possamos, antes de querer interferir no nosso destino e no dos outros, aprender, com a própria mente, a validar tudo o que se foi. Todo o bom, todo o ruim. Acredito firmemente que este é o caminho da paz. Quando tudo aquilo que vem é aceito da forma como é, tudo está bem. Então, desejo um Feliz Agora. Aqui, e agora!

 

Quando todos os caminhos fazem sentido

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Subitamente a luz se faz. Todos os caminhos fazem sentido. Tudo aquilo que foi trilhado, é olhado com olhos de admiração e gratidão. Seu passado, sua ancestralidade, seus pais… tudo ok. Observa seus caminhos espirituais, e mesmo sabendo que todos eles são liderados por seres humanos, falíveis e instáveis como você, admira tudo e todos como Grandes Mestres. Não há um só mestre diferente, um do outro. Você reconhece o lugar de cada um, porque reconhece o seu próprio lugar. Embora igual, diante de todos os caminhos, você é pequeno. Diante dos seus pais, você é pequeno. Diante dos seus mestres, você é pequeno. Diante da vida, você é pequeno.

É na insignificância que você se faz grandioso. Nada é necessário provar. Não é preciso dar desculpas. Nem tentar fazer melhor. Porque você nunca fez pior. Não há culpas. Pecados. Virtudes. Só há vida. E o resto, simples conceitos humanos, de certos e errados, perdidos na espiral do tempo. Volúveis como nuvens que se dissipam ao sopro do vento. O que você aprendeu em seus caminhos?

Aquilo que muda conforme mudam as pessoas, o tempo, o local geográfico, a moral, as regras… tudo isso pode ser descartado. Mas se você notar bem, algumas coisas não mudam nunca. São como fragrâncias da vida. Verdades emitidas há milhões de anos. Ou que serão proferidas daqui há milhares de civilizações que surgirão no espaço infinito. A humanidade passará. A verdade permanecerá. Se você conseguir perceber uma única destas verdades, tome posse! Valide-a!

Mas não deixe sua mente te iludir: Não é necessário fazer nada para abraça-la. Ou talvez, esvaziar-se o suficiente, para senti-la. Respira-la. Ver a luz. Ver que você é a verdade. E a verdade, é você. Então, você faz sentido. Você é o sentido. E tudo o que foi percorrido, é o seu caminho. Suas vitórias, suas derrotas. Seus amores, suas mágoas. Suas ações, suas omissões. Seus ganhos. Suas perdas. Os que lhe auxiliaram. Os que o usaram. Sua grandiosidade. Sua mediocridade. Tudo faz muito sentido. A vida faz sentido. A vida é o sentido.

Então, chega a hora em que você pode parar de lutar para ser melhor do que você é. E aí, você deixa de exigir que seus pais sejam melhores do que eles são. Seu marido, sua esposa, seus filhos, sejam diferentes do que eles são. E para de condenar seus caminhos espirituais e seus mestres. Para de brigar com Deus. Para de tentar mudar o mundo, na marra. E pode simplesmente viver. Simplesmente. Fazendo o feijão com arroz. Sorrindo a alegria, e chorando a perda. Sempre presente. Deixando o passado descansar com o passado. Um dia após o outro. Como era no princípio. Como será para sempre. Você anda, quando sente o Universo lhe convidando a caminhar. Você para, quando sente os sinais do descanso, da pausa, da recomposição. Você se une aos outros. Ou você se afasta dos outros. Não há apegos. Constrói projetos. Observa projetos desaparecerem. Tudo comandado por um poder superior. Onde você é somente um instrumento. Isso é vida. E a vida deseja viver em você. Aqui e agora.

Impulsos emocionais nos fazem cegos

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Os impulsos emocionais funcionam como entidades autônomas… quase como seres que dominam o pensamento e manipulam as ações, quando você permite, através da inconsciência, que assim seja.

– Guarde logo o seu carro! – Disse-me, assustada, a colega. E completou: a violência aqui está terrível!

Seus olhos esbugalhados, sua respiração ofegante, sua expressão de tensão demonstrava o quanto ela estava pega pela emoção do medo. Da insegurança. E seus pensamentos foram dominados pelo impulso. E logicamente, suas ações começaram a se basear neste “fantasma” do medo. Não havia ninguém na rua. Nada iria acontecer. E se ocorresse, seria um fato a mais…

A inconsciência embota nossa visão maior. O cérebro, em algum momento da vida, registrou emoções como medo, raiva, angústia, tristeza, sensação de abandono… e fatos externos, ou ainda, simplesmente a imaginação, detonam um mecanismo que abala com a estrutura emocional, mental e comportamental da pessoa.

Ontem presenciei, envolvido e consternado, uma outra amiga sendo dominada pela raiva. Neste caso, relacionamentos são os gatilhos. Relações que causam dores. Ou melhor, despertam dores adormecidas. Dores do confronto, da disputa, do abandono, da loucura. Nosso organismo possui todos os registros daquilo que vivemos, desde a gestação. E também das memórias das gerações passadas, como demonstra de forma tão efetiva a constelação familiar.

Se pudéssemos viver no aqui e agora, estas dores viriam, e iriam embora. Não as tomaríamos como reais. Mas nossa mente não está treinada a observar a si mesma. Observar os próprios pensamentos e deixa-los. Observar as emoções e deixa-las. Os fatos externos, seja uma separação, uma perda, uma morte, um assalto, o desemprego, uma viagem, uma agressão verbal ou física… não importa o que, dispara o gatilho, e as emoções do passado recente e muitas vezes remoto vêm a tona. Nos domina. Somos pegos. E julgamos que o fato ou a pessoa externa é a responsável pelo nosso mal estar. E da mesma forma, acreditamos que algo externo que é agradável é a razão da nossa alegria.

Vivemos fugindo dos monstros e perseguindo os anjos. Somos condicionados a viver assim. A mídia nos empurra goela abaixo milhões de produtos que garantem nossa felicidade… Ou outros milhões de produtos que nos afastam dos nossos pesadelos. Dizem eles… Quais pesadelos? Morte. Perda. Separação. Abandono. Miséria. Loucura. Doença. Traição.

Quando vamos amadurecendo, deixando o estado emocional infantil, marcado por dores passadas, entendemos que a vida é feita de situações duras, tristes, e também situações alegres e prazerosas. A dureza não é contra nós. A suavidade não é a favor de nós. É tudo vida.

O grande salto quântico de consciência surge quando deixamos de viver acreditando que nós somos produto das experiências que vivemos, e percebemos que somos aquele que pode observar as experiências, sejam elas boas ou más. As experiências passam, o observador permanece. As experiências mudam, o observador é estável. Perceba isso na prática. Agora. Comece a observar as experiências, sem se apegar nem ao bom, nem ao ruim. Você perceberá na prática isso que estou descrevendo. Você não é o produto da experiência. Você é aquele que observa a experiência. Isso é extremamente libertador. Porque você estará ancorado numa parte que é estável, permanente, plácida… e isso proporciona um lugar de descanso infinito… mesmo que as experiências continuem a mexer com a superfície. Que importa a superfície conturbada, se na profundidade você está em paz?

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Depois de encontrar o caminho

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Em algum momento, aquilo que você está vivendo começa a fazer sentido. Aquilo que faz, lhe preenche, e preenche o próximo. Você se sente recompensado.

Então, olha para trás, e vê que todo o passado lhe tornou quem você é. Um homem maduro, crescido, e não mais aquela criança frágil. E assim brota a gratidão. Gratidão pelos pais. Gratidão pela família. Gratidão pelo seu país. Pela sua etnia. Pela espiritualidade. Pelos ancestrais.

Grato por tudo o que veio antes, então, percebe gratidão até por si mesmo: algo perfeito e divino, que veio à Terra para ser um instrumento do Todo. Mesmo assim, o caminho não é claro.

Sua mente se pergunta: e agora? Qual o próximo passo? Para onde vou? A tendência de se perder, acreditando que é você quem está direcionando o caminho, é grande. Parece muita responsabilidade se mostrar um “servidor”. Mas no fundo, não é. Não há responsabilidade. Não há grandiosidade. Não há nada a ser mudado. Você somente está onde deveria estar, fazendo o que sabe fazer. Existe um irmão, pronto para receber. E existem ganhos. Deixe que Eu lhe guie. Falarei baixinho, dentro do seu coração. Elimine os pensamentos do certo e errado, e solte-se. Em qual lugar você irá? Eu lhe direi. Quem deve chegar até você? Eu direcionarei. Em qual velocidade você caminhará? Enviarei os sinais claros: sinta-os! Qual será o seu ganho? Eu lhe darei tudo o que você precisa, assim como supri todas as suas necessidades, até hoje.

O caminho é leve. O jugo, suave. A mente não acredita. Tudo bem. Deixe ela acreditar no peso, na responsabilidade, na dureza, na seriedade, na urgência. Continue caminhando e sorria para seus pensamentos. Devagar, devagar. Respire. Aprecie a paisagem, as pessoas, os aromas… Sinta a brisa acariciar o seu corpo. Permita-se “servir” com prazer. Permita-se viver com prazer. Permita-se o prazer. Suave. Lento. Profundo.

 

 

Amor e prosperidade formam um belo casal

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O Universo quis que eu tivesse um longo treinamento até chegar a isso – mais de quarenta anos: o que faço bem. O que tenho paixão. O que o mundo necessita. E que serei pago por isso… Não há como apressar o barco. Enquanto não estamos prontos, resta nossa perseverança, paciência, capacidade de aprender com os erros. Trabalho interno profundo, para lidar com as negações em relação ao dinheiro, ao autovalor, à energia do trabalho, ao que é estar aberto para servir. E diria mais. Não levar nada disso muito a sério. Porque não é. Existem pessoas e situações que não devem ser deixadas de lado em nome do trabalho e da missão. Amar é a prioridade. Deveria ser. É o que estou tentando redirecionar meus vetores de energia, após me perder na compulsão workholic…
Acho que, mesmo após descobrir o caminho, cada passo é uma nova história. Descobrimos mais um pouco de nós mesmos: mais habilidades, mais nuances… é um eterno aprendizado…
Por outro lado, acho que Amor e Prosperidade formam um belo casal… que deveria sempre andar de mãos dadas…

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A Arte da Ajuda

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Fazes aquilo que dizes ser “ajuda”. Mas fazes sem expectativa. Não olhe a quem. Não escolha o rico, ou pobre. Doente ou saudável. O que paga ou o que não paga. O próximo ou o distante. Aquele que você gosta, ou aquele que você tem aversão. Eu enviarei a pessoa adequada.

Olhe nos olhos dela. Ela estará aí não para receber de ti. Mas para lhe dar. Eu estarei dando, através dela. Quem você acredita que está ajudando? No Meu mundo, todos estão sob Meu amparo. Alguns, passam pelas provações da vida, e mesmo que teus olhos não entendam, era para ser assim. Estas pessoas se sacrificam em nome do Amor. Do Meu Amor. Espelham as suas dores, que você insiste em não ver. E as dores de tantos outros cegos.

Sim. Se sentes chamado, parte para a Ajuda. Mas a ajuda daquele que não quer nada. Não quer chegar a lugar nenhum. Não tem nada para dar. Nem quer transformar nada nem ninguém. E se cansares, senta e espera. Porque então lhe enviarei um Ajudante. Que precisa muito receber de Ti. E você terá a oportunidade de dar a ele, em forma de quem é auxiliado.

Quem sou eu?

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Quem sou eu?
 
Me vejo tão perdido, quando faço esta pergunta a mim mesmo. Sei que sempre quis trabalhar com pessoas. Sempre quis ver as pessoas sorrirem, após me conhecerem. Sempre quis fazer a diferença, sentir que, após minha passagem pela vida delas, algo seria melhor. E isso hoje ocorre, embora não me faça plenamente satisfeito.
 
Até um dia que alguém me jogou na cara: e você? Qual a diferença você faz pra você mesmo? O que de bom você agrega à sua vida? Para quem está fazendo tudo o que faz? Até onde você quer chegar?
E fiquei sem resposta. Engoli em seco. Sei que tudo são caminhos. Aqueles que fazem, e aqueles que não fazem, são todos iguais. Os que cuidam e os que são cuidados, são a mesma coisa.
E talvez eu nunca tenha deixado, verdadeiramente, ser cuidado. Ser amparado. Sempre me achei bom demais para isso. Sempre me achei melhor em relação àqueles a quem auxilio.
Mas no fundo, sou frágil demais. E assim, ergui uma barreira quase que intransponível, separando o eu, de você. Aquele que sempre tem algo a dar, e nunca pode receber.
 
Porque se acha acima de qualquer um?
Ou porque tem medo de se abrir, para receber?
Esta segunda opção é mais correta. Embora a primeira também seja verdadeira.
 
Um dia, estava eu andando pelo Caminho de Santiago, quando recebi, daquela que eu rotulei como a mais louca, algo que poderia aliviar meu sofrimento das pernas… Como a mais louca pode ter compaixão pelo meu problema? Como a mais louca pode cuidar de mim? Ela não entende nada, e eu entendo tudo! Mas eu, naquele momento, não queria tratar de ninguém. E também não queria ser tratado. Apenas queria remoer o meu mau humor. E ela, sem vergonha nenhuma em sua cara amalucada, veio cuidar de mim… Enquanto se perdia em suas próprias neuras.
Quem cuida? Quem é cuidado? Quem é o louco?
 
Sinceramente… não sei quem sou eu… A única coisa que sei: estou cansando de sustentar minhas máscaras. Cansando de sustentar aquilo que não sou…