Você não é responsável! Elimine esse peso de si!

adulto consciente

Quando criança, fizeram de tudo para que você aprendesse a se tornar um adulto. Responsável. Cumpridor de suas obrigações. Que não envergonhasse o papai, a mamãe, a família. Um bom exemplo. Lhe mostraram o caminho de como ser bem sucedido: família, escola, carreira, espiritualidade, conquistas. Em nome das coisas práticas da vida, você foi desaprendendo a brincar. Talvez tenha se tornado um adulto chato. Eficiente, mas chato. Ou talvez, pior ainda: um adulto chato e ineficiente. Fracassado. Hoje, nem sabe ter sucesso, nem sabe brincar. Que horror, não é mesmo?

Bem… a César o que é de César. À criança o que é da criança. Um adulto deveria saber se manter. Deveria saber cuidar de si e de suas responsabilidades. Mas… o que são suas responsabilidades? Será que aquilo que papai e mamãe lhe ensinou tem validade ainda? Será que você não pode deixar pra lá um montão de coisas que só faz porque… porque… porque… você nem sabe, não é mesmo?

Pense bem: quanto tempo sobrará pra quando você cuidar apenas daquilo que realmente é sua responsabilidade? Eu digo: um montão! Sobrará tempo até para, ao invés de passar a vida se martirizando em cuidar, você poder compartilhar sua alegria e paz com o outro. Estar verdadeiramente presente em suas relações, ao invés de estar presente nas crenças e obrigações que nem são suas, e você acaba usando os outros como desculpa para cumpri-las. Sim! Cumprir crenças e obrigações do papai, da mamãe e da família. Muitas vezes você não está nem aí com as coisas que faz, e só faz porque tem um “tenho que isso…” e “tenho que aquilo…” incessante, dentro da sua cabeça. Perceba se isso não tem um fundo de verdade… Se não tiver, ok! Tudo bem! Mas permita-se olhar de verdade: o quanto você dá de si porque realmente quer?

Percebe a diferença? Fazer por obrigação é pesado, duro, dramático, exigente… Estar presente e compartilhar é leve, agradável, sem responsabilidade, sem prazo. Dura o momento que durou… depois… fim! Acabou.

Assim como existem pessoas com a crença distorcida de que a vida é um martírio de responsabilidades, vejo muita gente com a inocente e infantil ideia de que não deve cuidar de nada, porque a vida é leve, é uma brincadeira… Sim! Verdade! A vida é leve, uma brincadeira. Mas um adulto de trinta e poucos anos, quarenta, cinquenta, sessenta… já viveu muito. Deixou muita coisa para trás. Teve muitas relações. Quiçá, filhos. Empresas. Carreira. Clientes. Amigos. Religiões. A criança-adulta só saberá brincar verdadeiramente leve quando olhar para tudo o que passou e sentir-se igualmente leve. Não houver cobrança. Nem de um lado. Nem de outro. Se alguém está lhe cobrando, é porque você deve. A equação é bem simples. E se alguém está lhe cobrando, você só descansará em paz quando tiver pago o que deve. Quem está lhe cobrando? A ex-parceira? Os filhos? A família? Os amigos? O corpo físico? A conta corrente?

Querido amigo, querida amiga: se alguém está lhe cobrando, não se sinta culpado. Não se sinta em dívida. Neste mundo de Deus, vivemos em relações o tempo todo. Não há como fugir disso. Mesmo assim, é nosso caminho de autoconhecimento procurar aparar as arestas que existem, se possível. Às vezes não é possível. Porém, é nosso dever tentar. Não por culpa, mas somente como caminho de aprendizado. Quem irá fazer isso?

O adulto. O adulto consciente.

Aparar as arestas faz com que você se sinta livre para viver. Para ser alegre. Para ter prazer. Para arriscar. Para fazer diferente! Em suma, é exatamente nos pontos onde temos atrito, que iremos despertar para o maior dom que o Universo nos reserva: o Amor! Uma criança vive o Amor, mas não tem noção disso. Um adulto desconectado da sua criança, não vive o amor: pensa nele, fala dele, mas não vive realmente. É somente o adulto consciente, unido à sua criança saudável, que pode viver o Amor em plenitude. Entregue e inocente. Responsável e de bem consigo e com o mundo. Cheio de prazer. E presença.

 

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: