Constelação em Brasília-DF, Formosa-GO, Teresina-PI, São Paulo-SP e Jataí-GO

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Olá, pessoal! Encontro-me em Brasília, onde amanhã estarei desfrutando dois dias de constelação familiar em grupo. Quinta-feira, é a vez deFormosa. Sábado, domingo, segunda e terça-feira, Teresina-PI. Na quinta-feira da outra semana, dia 10 de março, São Paulo, minha terra! E no sábado e domingo, inicia o Curso de Constelação Familiar Sistêmica em Jataí-GO… aí o aviãozinho da constelação irá para alguma montanha calma da Serra da Mantiqueira, para um pouquinho de descanso, porque ninguém é de ferro… certo?

Abração e até algum momento, em algum lugar deste Brasil!

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Quando sou jogado nos problemas da família

conflitos familia

 

Sempre digo: você não deve mais carregar os padrões pesados, de sofrimento, vitimismo, culpa, confronto da sua família. Mas devemos entender uma coisa: aquilo que liga você aos padrões é uma energia sutil, que vai se desfazendo aos poucos. Não adianta querer fugir, ir para longe, fingir que não é com você. Se você é chamado a ajudar, talvez ainda tenha ligações dentro de si para olhar.

Pergunte-se: quando percebo tal situação me chamando, sinto-me impulsionado a fazer algo? O que me impulsiona? Culpa? Medo? Cobrança? Querer reconhecimento? Dó? Raiva? São estes e outros sentimentos que unem você à necessidade de ajudar, muitas vezes em situações que parecem nunca ter fim.

Mesmo assim, você está sendo chamado. Se sentir que é necessário, vá! Respire nos sentimentos que surgirem. A situação pode ser a mais grave, ou não tão grave, não importa. Procure agir, percebendo os sentimentos que te impulsionam, e permitindo que eles existam. Diga sim para  a culpa. O medo. A raiva. A dó. A cobrança. Diga sim para todo o sentimento que surgir.

E aja. Não para resolver alguma coisa. Não para aliviar alguém de algum sofrimento. Não para condenar aqueles que não agem. Aja sem intenção, o quanto for possível. Aja como um instrumento de paz e inclusão. Permitindo que o problema também exista. Permitindo que a situação continue do jeito como ela está. Permitindo a sua impotência e a impotência dos outros em resolver o problema. Olhando para a sua família como ela é. Olhando para os padrões como eles são. E diga: sim! Esta é minha família! Ela é como ela é! E por isso eu sou como eu sou! Graças a esta família, cresci, fiquei forte. Ganhei capacidade de ajudar muitos. E posso usar minha capacidade para a minha vida, para cuidar dos meus assuntos. Das minhas responsabilidades.

E finalmente, agradeça. Agradeça principalmente os sentimentos pesados que moveram você a agir. Agradeça a culpa. O vitimismo. A cobrança. A dó. A confusão. A tristeza. Seja lá o que for que surgiu, movendo você para o meio do problema, do conflito… Diga a estes sentimentos: eu permito que vocês existam. E agora eu os deixo. Não é mais minha função carrega-los. Aprendi a carrega-los através de mamãe. De papai. Das pessoas da minha família. Os acolho ternamente, os reconheço, e os deixo com eles. Papai, mamãe, família… agora vocês cuidam destes sentimentos. De vocês vieram. Para vocês, eu os devolvo.

Eu sou somente uma criança. E não dou conta disso.

A cura e o curador

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A cura não está em suas mãos. Você não possui nenhum poder de curar o outro. Transformar o outro. Nem mesmo deveria julgar que a doença ou problema que aflige o outro é algo ruim. Mas eu sei: é muito difícil lidar com o sofrimento alheio. Porque lembra o seu próprio sofrimento. O medo do outro, lembra o seu próprio medo. A miséria do outro, lembra a sua própria miséria. A morte do outro lembra a sua própria morte. Assim, desejamos a cura do outro, porque desejamos a nossa cura.

Você sente, dentro de si, que deve partir em direção à cura. Sente um chamado inadiável de auxiliar pessoas em seus diversos processos. Pode ser que milagres ocorram, e de alguma forma, você está participando deste milagre. Porém, é bom perceber: quando algo acontece, é por obra e graça do Divino. Qual o seu papel, nisso que está ocorrendo? Nenhum. A não ser o fato de estar presente.

Como um curador deveria observar o processo?

Conforme você vai percebendo o quanto é pequeno, e mesmo assim, curas milagrosas ocorrem, pode ser que seu coração se abra para a fé. O entendimento profundo de que Algo Maior atua sobre todos. E escolhe a quem estenderá suas bênçãos: justos ou injustos? Fiéis ou infiéis? Santos ou pecadores? Loucos ou sãos? O que importa, se aos olhos de Deus, não há diferenças?

Alguns serão mais tocados pelas bênçãos, outros, menos. E assim é. Você continua observando. Sem objetivos. Sem intenções. Se não é você quem cura, não há cura a ser realizada. Você se transforma num canal. Que está sendo chamado a abrir a fé, o coração e a conexão com Algo Maior. E talvez, semear a crença na justiça maior, que utiliza as doenças, as dificuldades, os transtornos, para mostrar à humanidade o poder da fé. Da conexão. Da presença. Da não intenção. Do amor. Que inclui a tudo. E a todos.

Muitas vezes, pode ser que a cura se mostre no outro. Mas se mostrou no outro, é porque também você avançou alguns milímetros em direção ao coração, ao Amor Supremo, à compaixão. Então, será que não é você quem está necessitando dos doentes, para descobrir, em seu próprio interior, a sua Saúde infinita e suprema? E reestabelecer a conexão? A fé? A compaixão pelos doentes e sãos – todos iguais, perante o supremo? Quem é o curador? Onde está a doença? E de onde vem a cura?

Traga sempre isso em mente… assim, nunca irá se perder… E continue fazendo o seu trabalho de curador. Que é, em essência, nada fazer. Nada forçar. Nada combater. Somente observar. Amorosamente acolhendo a todos. A tudo. Acolhendo a própria doença. Rendendo-se ao amor maior.

Se o sofrimento chegou ao ápice, entregue-se…

redencao

 

Às vezes, uma fatalidade, uma doença grave, um longo período de escassez, uma desilusão amorosa, a perda de alguém querido, a aposentadoria ou perda de um trabalho, decepção com o caminho espiritual, algo assim joga você no mais profundo abismo escuro. Você se sente como se tivesse perdido uma parte de si. Acha-se sem chão. Sem confiança. Talvez até sem força para viver. Os valores que o guiavam pela vida deixam de ter sentido. Família? Casamento? Dinheiro? Carreira? Sucesso? Política? Elevação espiritual? Missão?

Pode ser que até você seja tentado a andar no caminho oposto, e faça movimentos contra tudo aquilo que acreditou até então. E este processo é absolutamente natural.

Se você se encontra neste momento, talvez sem perceber, está a um passo da abertura de algo realmente grandioso, dentro de si: a fé!

 

O convite é ir além de meia-dúzia de crenças que guiaram a própria vida. A maior parte destas crenças, contaminadas pelo sofrimento, pelo peso, pela cobrança, pela competição, pelo orgulho, pela avareza, pelo fracasso… energias herdadas de quem você aprendeu a carregar estes pesos. Papai, mamãe, sistema familiar. Você está sendo chamado a despir-se de tanta bagagem. Esvaziar sua mente, suas emoções. Deixar suas dores caírem, uma a uma, no chão. Sentir plenamente a sua impotência, e render-se. Este processo é doloroso. Mas necessário. Você, assim, irá conseguir ficar em paz com seu passado. Em paz com sua história. Em paz com as dores ancestrais. Em paz com seu pai e sua mãe. Em paz com Deus.

 

Até hoje você acreditava que estava mandando na sua vida. Nas suas relações. Na sua vida financeira. No seu corpo. Na sua família. Na sua compreensão espiritual. Agora, Algo Maior irá conduzi-lo. Somente alguém que conduziu a própria vida, e depois frustrou-se por não ter sentido a realização plena, terá a possibilidade de deixar-se ser conduzido. Você deverá ter tentado de tudo, tudo mesmo… para saber conscientemente que não tem nenhum poder…

E neste momento, pedir: por favor! Conduza-me! Mostre-se! Estou cansado de tanta decepção… se você diz que é Amor, então, venha! Preciso ser amado! Preciso me sentir pleno. Preciso me sentir pleno contigo!

Entregue-se. Entregue-se àquilo que vier. Sua mente acha que talvez venha a morte. A separação. O abandono. A pobreza. Sua mente não sabe de nada. Você a seguiu até agora, e chegou onde chegou. Deixe que Algo Maior o conduza. Confie. Pare de tentar resolver. Se você tentou de tudo, dobre-se. Diga a si mesmo: venha o que vier, eu estou aqui. Eu confio. Faça de mim instrumento de Vossa paz. O momento da redenção chegou…