O homem com medo de amar

ser homem

 

“Não quero ser um gênio. Já tenho problemas suficientes ao tentar ser um homem”

Albert Camus

Ainda iniciando nesta aventura de ser co-facilitador do círculo do sagrado masculino, Diamante Bruto, uma coisa parece clara: nós temos medo do amor. Nós temos medo de amar. Nós temos medo de abrir o nosso peito e receber uma punhalada. E carregamos uma gigantesca culpa por não sabermos nos entregar totalmente a uma mulher. Desviamo-nos em brincadeiras, sejam elas sexuais, ou vícios como o álcool, drogas, pornografia, jogos, trabalho, distrações mil, para não ter que olhar nos olhos de uma mulher, despirmos nossas roupas, baixarmos nossas armas e mostrar o quanto somos vulneráveis.

Ao contrário, quando estamos despidos, nos armamos mais ainda. Empunhamos nossa espada ereta, mesmo que seja a base de pílulas azuis, para nos defender daquilo que achamos ser um ataque feminino: o amor que destrói nossas estruturas, nos abre para o sentimento, nos torna totalmente indefesos, impotentes.

Alexander Lowen diz, em Amor e Orgasmo: “Entregar-se ao amor implica submissão e dependência da mulher, na qualidade da Grande Mãe. Ele resiste sendo reduzido ao nível de filho-amante. Sua incapacidade de entregar-se impede-o de constelar um relacionamento maduro com a mulher, e ele fica paralisado num estágio adolescente. O resultado disso é uma atitude adolescente diante do sexo e do dinheiro, sendo que ambos são usados para glorificar seu ego”.

Vejo homens cansados disso. Cansados da desconfiança. Querendo ser acolhidos pela parceira. Entendidos. Percebidos em todos os seus esforços em ser homem, valorizados nas suas tentativas tantas vezes naufragadas em serem firmes, provedores, defensores dos espaços, líder da família. Homens que olham suas mulheres que muitas vezes ganham mais que ele. Mandam mais que eles. Brigam mais que eles. Transam melhor que eles. Homens que não sabem mais qual é a sua função. Que tantas vezes se sentem melhores cuidando dos filhos, da casa, da alimentação… Homens que por vezes são tomados pela criatividade, pelos devaneios, pela arte da vida, pelas influências lunares… algo ensinado como nada masculino…

A aventura continua. Conversar com homens, ouvir suas histórias, suas vitórias, suas derrotas, compartilhar nossa energia de homens, guerreiros que esqueceram que a grande força vem da união dos irmãos, e não da competição. Esta é a viagem que o grupo Diamante Bruto propõem. Por muitas razões, mulheres da nossa vida, inconscientemente, tiraram as nossas forças. Mas elas também precisam de homens. Homens fortes. É o nosso dever resgatar nosso poder. Fortes, saberemos nos entregar ao amor.

Vivência: Diamante Bruto – o poder do Sagrado Masculino – Brasília – DF
Data: 04 de abril de 2016
Horário: das 18h30 às 22h00 horas
Local: Auditório do Medical Center
607 Norte (Entrada pela L-3 Norte/UNB)
Valor sugerido: R$ 80,00
Informações: atendimento@alexpossato.com
Inscrição:  Formulário Google para Inscrição

 

Vivência: Diamante Bruto – o poder do Sagrado Masculino – São Paulo – SP
Data: 21 de abril de 2016
Horário: das 18h30 às 22h00 horas
Local: Espaço Flor de Lis
Rua Agostinho Gomes, 2194 – Ipiranga – São Paulo (25 minutos do metrô Sacomã)
Valor sugerido: R$ 80,00
Informações: contato@tucogabriel.com ou atendimento@alexpossato.com
Inscrição:  Formulário Google para Inscrição

 

Observe o conflito: um bom exercício para a compaixão

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“Sede misericordiosos como meu pai no céu é misericordioso para com todos,
pois faz brilhar o sol sobre bons e maus e faz chover sobre justos e injustos”

 

O meu caminho como instrutor de constelação é despertar a sua capacidade de abrir o coração para os excluídos. Todos os excluídos. Isso é ser terapeuta de constelação familiar sistêmica. Todos têm o mesmo direito de pertencer. Entendo que a vida lhe provoca, e você foi ensinado a tomar partido: isso é certo. Isso é errado. Aquele presta, aquele não presta. Mas lembre-se: aquele que você julga não prestar, está dentro de você. Aquele que você julga errado, está dentro de você. Bem como os “certos e os que prestam”. Em seu sistema familiar existem corruptos, ladrões, desonestos, mentirosos, enganadores, manipuladores, traidores, e também existem santos, honestos, trabalhadores, fiéis, devotos… Todos eles pertencem, igualmente.

Mesmo entendendo que você têm o direito de ter suas convicções, estamos falando de Ordens do Amor, e não de caminhos políticos, sociais ou econômicos. Use tudo o que acontece como instrumento de terapia. Esse é o seu trabalho. Se algo lhe desperta raiva, indignação, olhe para isso: olhe para a raiva, olhe para a indignação. Já parou para se perguntar: por que algo me provoca raiva? Como me deixo dominar, perder meu equilíbrio? Veja bem: você não está sendo atacado. Sua segurança não está sendo efetivamente ameaçada. Então, significa que seu cérebro está disparando comandos inconscientes para você reagir a um ataque que não existe. Biologicamente, você não está sendo atacado. Isso quer dizer: “alguém” está comandando você. Em constelação, dizemos que você está a serviço da consciência do grupo, ou seja, você se perdeu de si mesmo, do seu espírito naturalmente pleno e amoroso.

O que será que Bert Hellinger falaria sobre isso? Bem, vamos lá: “ pela necessidade de pertencer, o indivíduo faz tudo o que o grupo exige dele. Em decorrência disso, quando obedece à sua consciência nesse grupo, ele não possui uma individualidade e seu eu no grupo, seja o que for, é, no fundo, a individualidade e o eu do grupo. Por essa razão, muitos se alienam rapidamente num grupo, perdendo o bom senso e o discernimento. Tais pessoas, com sua boa consciência, tornam-se muitas vezes sinistras e perigosas para as demais.

A preponderância do grupo sobre o indivíduo leva a convicções e ações coletivas que não resistem a uma ponderação sóbria, antes a impedem e proíbem. Aqui fica claro o tipo de realização que se requer do indivíduo para livrar-se das amarras e prescrições da consciência do grupo. Ele precisa superar o medo das sanções que lhe são ameaçadas e impostas pelos que se obstinam nas convicções e prescrições do grupo”. (Bert Hellinger – Conflito e Paz)

Aprender a trabalhar com constelação requer um esforço rumo à inclusão. Cada um de nós terá seus desafios: às vezes, discriminamos questões políticas. Às vezes, opções sexuais. Outras vezes, atitudes morais. Discriminamos a violência. Ou a passividade. Talvez, grandes tragédias. Existem aqueles que discriminam até o amor, o perdão, a paz… Que sigamos no nosso trabalho, então. Eu procuro aprender, a cada instante. Olhando para a luz, e deixando que a treva exista. É uma questão de opção… E opção requer firmeza: mental e de atitudes.

Então, queridos: firmeza no amor. Fiquem em paz.