O auto julgamento

demonios

 

Percebo você se corroendo por dentro, julgando-se, condenando-se, despejando ácido garganta abaixo, veneno veia adentro, desvalidando-se como se fosse o mais vil dos habitantes do inferno.

A quem serve esta estratégia? Ao seu ego, que assim pode manter vivo o personagem da vítima. Do errado. Do culpado. Do indisciplinado. Do infiel. Do pouco evoluído. Do viciado. Do compulsivo. A mente é um poço turbulento. Identificado à estas vozes demoníacas, você é atirado ao mais profundo abismo inconsciente, resgatando todos os monstros que estavam adormecidos em seu interior, trazendo-os à vida…

Por que eu permito que você viva esta agonia? Ao estar no inferno, talvez você se lembre de mim. Talvez você chame por mim… Você não conseguirá sair deste estado sozinho. É um estado de encantamento, onde, tal qual areia movediça, quanto mais você se mexe, mais afunda. Eu convido-o a parar de lutar contra os demônios. Deixe eles existirem. Deixe-os em paz. Pare de perturbá-los. Você os despertou. Sente-se e aquiete-se. Chame por mim.  Eu não me importo se você é pecador ou santo. Crente ou descrente. Saudável ou doente. Todos estes julgamentos estão em sua mente. Não na minha. Tudo, neste criação, serve à vida. À grande vida. Você também serve à esta vida. Entregue-se à vida, como ela é. Deixe estar. Sente-se. Aquiete-se. Respire um pouco comigo. Profundamente. Isso. Solte o ar. Profundamente. Respire mais uma vez. Comigo. Deixe a minha paz tomar posse de si.

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