Esqueça de si mesmo

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Vou lhe propor um exercício. Esqueça tudo o que você sabe de si. Do mundo material e espiritual. Todas as convicções e crenças. Dogmas e moral. O que os mestres lhe ensinaram. O que os professores, cursos, vivências lhe passaram. Esqueça tudo o que lhe falei. Deixe de saber, por algum instante, de querer algo. Fique alguns momentos nesta amnésia sagrada, e profunda. Minutos, se conseguir. Ou horas… Respire, inspire, respire novamente. Talvez você não consiga. Sua mente é indomável. Mas tente, outra e outra vez. Uma hora o vazio se mostra.
O que sobra? Quem é, ou o que é o Ser que te habita?
Será que este Ser, que nada sabe, nem quer saber, vê alguma separação? O que flui deste ser? Será que existe alguma expressão original, vinda deste lugar de “não conhecimento”? Qual a fronteira entre este vazio em que você está, e o vazio onde estou? É o mesmo vazio? Podemos dizer que estamos integrados? Eu e você? Podemos dizer que somos um? Que nos amamos? Que somos amor? Ou amor ainda é uma crença? O que é que sobra, quando não há divisão? Existe um espaço geográfico neste vazio, ou tudo É?
Esqueça de si mesmo, para se lembrar do tempo onde não havia separação. Do tempo em que falávamos a mesma língua. Todos nós.

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