Casar ou juntar?

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Quando minha esposa me convidou (me intimou, na verdade!) para casar, fui pego de surpresa. Já morávamos juntos quase três anos. Compartilhávamos contas, viagens, cursos, trabalhos, família, como um casal compartilha. E francamente, acho que para muitos homens, a palavra casamento tem um peso diferente: significa responsabilidade, que muitas vezes, pode sufocar. Prender. Assustar.

Escolado que sou em olhar para minhas emoções e programações internas, partiu o Alex a entender o porquê desta negação, afinal, casar é só um papel e uma cerimônia, não é? Não. Não era. Este seria o meu segundo casamento. E a separação do primeiro havia sido bem dolorosa, afinal, eu acreditei quase toda a minha vida que um casamento e ter filhos me faria feliz. E ao ver o meu sonho sendo destruído, o conto de fadas se despedaçou.

Os modelos de relacionamento afetivo que tive na família não foram saudáveis. Meus pais se separaram antes mesmo de eu nascer. Não conheci meus avós maternos, mas a notícia que tinha era de um avô alcoólatra, dominador, e uma avó submissa. E os avós paternos, apesar de viverem sempre juntos, tinham uma relação muito ruim. De brigas, confronto, o homem submisso e a mulher mandona e histérica. Exatamente o contrário do lado da minha mãe. Meu pai teve diversas outras relações, em algumas das quais acabei sendo apresentado às brigas, às confusões, no convívio com as mulheres e amantes que papai arrumava.

Enquanto meu casamento ia se despedaçando, comecei a procurar com mais seriedade terapia. E somente então percebi que meu sonho estava baseado na negação do que ocorrera no passado. E duramente entendi que tudo aquilo que é negado, se repete. Neguei as relações conflituosas dos meus pais e avós, dos dois lados, e eis que o conflito bate a minha porta!

Bert Hellinger, meu mestre em constelação familiar sistêmica, diz assim: “Quando um relacionamento termina, isso está sempre vinculado a uma profunda dor. É importante que ambos os parceiros se abandonem a ela. Muitas pessoas preferem se esquivar à dor. Por exemplo, através de acusações ou procurando pela culpa: Quem é o culpado? Agora sou culpado? O outro é culpado? Por trás dessa procura e dessas acusações está a idéia de que poderia ter sido diferente. Ou que talvez pudesse haver uma reviravolta. Entretanto, a corrente da vida flui para a frente, e não para trás.”

Realmente foi muito doloroso. Anos de dor, até conseguir chegar ao divórcio. E um desejo embutido em tudo isso: não quero mais passar por esta dor…

O casamento é um caminho espiritual

Porém, a vida apresenta situações onde somos confrontados a olhar outra e outra vez para nossas emoções desconfortáveis, para que possamos curá-las. E faz isso de uma forma irresistível. Por exemplo, nos faz apaixonar outra vez por uma mulher. Uma mulher que deseja profundamente passar pelo processo do casamento. E se realmente a amo, por que não? Há como uma relação sobreviver com integridade se o desejo dos parceiros não é visto? Sem que ambos possam estar dispostos a abrir mão das próprias convicções, de forma saudável, dialogada e com as emoções e negações dos dois devidamente esclarecidas? Eu diria mais: há como o amor se manifestar em sua beleza e totalidade, sem que baixemos nossa guarda, nossas certezas, nossas verdades e nos entreguemos verdadeira e profundamente um ao outro? Um homem confiando totalmente numa mulher e uma mulher confiando totalmente num homem?

No fundo, sempre acreditei na união do homem com a mulher como um poder místico. O casamento, para mim, é um caminho de autoconhecimento, fusão e transcendência. Deepak Chopra confirma: “As pessoas se casam por diversas razões, mas acho que a melhor delas é se amarem e se dedicarem um ao outro para realizar um amor e um destino espiritual que não conseguiriam alcançar sozinhos. Pode ser preciso uma vida inteira para atingirem juntos esse objetivo sagrado, mas é bom termos desde o início o máximo possível de certeza de que aquela é a pessoa certa para embarcar nessa viagem e com quem ter desde o início a mesma visão do objetivo”.

Eu posso hoje afirmar que encontrei as pessoas certas. Parte deste caminho foi trilhado na relação anterior. Que teve um prazo de validade. E agora, o universo me mostrava mais uma possibilidade de continuar na estrada. Em outro casamento. Resolvi dizer: sim!

A diferença entre casar ou morar junto

Senti imediatamente a diferença entre casar e morar junto. Não entendia muito a lógica disso, o porquê de perceber um peso diferente ao estar oficialmente casado, e busquei novamente em Bert Hellinger a explicação: “O casamento é a despedida da juventude. O relacionamento a dois sem casamento é a extensão da juventude. Quando um casal vive muito tempo junto e não se casa, um diz ao outro: Estou procurando algo melhor. Isso é ferir constantemente.”

Percebi que uma das barreiras que me impediam de confiar plenamente no casamento e numa mulher era ainda estar preso, emocionalmente, às dores da relação anterior. Portanto, era mais cômodo estar “namorando”, ao invés da responsabilidade sagrada de dividir a própria vida com uma mulher – e vice e versa. Sobre isso, Hellinger também esclarece: “Um vínculo se cria através da consumação do amor. Esse vínculo é indissolúvel. Ele permanece.

Um segundo relacionamento somente é possível quando o primeiro vínculo é reconhecido. No segundo relacionamento, o vínculo é menos forte do que no primeiro. Em um terceiro relacionamento ele é ainda menos forte. Ele diminui de relacionamento a relacionamento até que praticamente não exista mais nenhum vínculo.

O amor não é a mesma coisa que o vínculo. É importante saber disso. A gente pode amar mais num relacionamento posterior do que num anterior.

Para que um segundo relacionamento dê certo é preciso, portanto, que o relacionamento anterior seja, em primeiro lugar, reconhecido e, em segundo lugar, deva ter sido dissolvido de maneira positiva”.

Pois é… precisei de muitos anos para poder ressignificar toda a relação anterior, o que também significou ressignificar a relação dos meus pais e avós. Posso dizer que um bom trabalho foi feito. Da parte da minha esposa também.

Até que pudéssemos estar razoavelmente libertos para dizer: Sim! A história acaba aqui? Não… claro que não! A história começou antes, e simplesmente, continua! Porque aprender a abrir o coração e se entregar ao êxtase místico e divino da relação a dois é uma jornada para toda a vida.

Honestidade ou cópia?

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Tenho visto muita gente copiando trabalhos. Indo “conhecer”, “se inspirar”, para depois fazer o mesmo. Lógico que com uma cara diferente. Mas é uma cópia. Eu mesmo, quando comecei o meu trabalho de constelação, copiei o que aprendi com Theresia Spyra. O curso que montei, me inspirei nos módulos da Mimansa. Mas com um detalhe… fiquei quatro anos estudando, participando de grupos, me dedicando ao autoconhecimento, a trabalhar minhas dores mais profundas, até que em algum momento a constelação familiar me disse: vá… Eu não queria acreditar, não queria seguir… mas fui. Copiando e cantando e seguindo a canção…

Copiando. É assim que as crianças aprendem. Fazem como seus pais ou educadores ensinam, para depois seguirem a própria história. Nesse ponto, tenho que dizer que muitos, mas muitos mesmo jamais terão a autoestima suficiente para fazer a própria história. Porque estão presos às histórias do papai e da mamãe. E, ou querem fazer diferente, e por isso mantém a referência no passado, ou querem fazer igual, e da mesma forma, não se enxergam.

Encontro-me numa fase de reajuste. Mesmo reconhecendo que algo muito bonito e verdadeiro flui por aquilo que faço (o meu parâmetro é o retorno que recebo, tanto financeiro, quanto de feedbacks e a influência que meu trabalho exerce na vida das pessoas de tantos lugares do Brasil), ainda não me sinto totalmente confortável com o trabalho que é realizado. Existem pontos da minha alma que estão desejosos de se expressar, e estão reprimidos. Quando analiso a pergunta: reprimidos por quem? – a resposta é: papai e mamãe. Aqueles que me educaram. Os padres, os professores. A sociedade. Dentro de mim, quase na idade de 50 anos, ainda tem resquícios de uma criança querendo fazer o certo, ser aprovada pelos pais e adultos e com raiva das rejeições que passou. Pode isso, Arnaldo?

Ser honesto é uma caminhada para a vida toda. E eu convoco as pessoas que me seguem, principalmente alunos e pessoas que passaram pelas constelações comigo, a se perguntarem:

– por que faço o que faço? É só pra ganhar dinheiro? Ou pra ser aceito?

– se eu não precisasse ganhar dinheiro nem quisesse ser aceito, faria o mesmo?

– o que eu faria? Como?

– o que realmente eu quero fazer no mundo? Tenho verdadeiramente vontade de trabalhar?

– com o quê? Se a resposta é sim, com quem? Onde?

– o que faria diferente daquilo que faço hoje?

Perceba o quanto está sendo honesto na própria vida. O quanto o seu coração está sendo contemplado nas coisas que você faz. O quanto de prazer você tem em viver. Honestidade, não por uma razão moral. Pra mim, francamente, dane-se a moral! Mas por uma questão de alma… a pessoa que não faz o que a alma deseja, não é feliz. Não expressa os dons reais que desejam ser expressos por ela. Está ainda presa às dores do passado. É avarenta, afinal, está reprimindo dádivas que o Universo deu para serem transmitidas. Ou dá em conta gotas, com interesse de retorno financeiro ou reconhecimento social. E se é assim, tudo bem… veja se quer mudar, só isso… sem culpas…

Eu aqui estou fazendo minha reavaliação. E mudarei algumas coisas. Ou muitas… Vagarosamente, vou saindo das minhas mentiras. Ahhhh… quantas mentiras! Algumas delas: ser importante! Fazer algo de destaque na sociedade! Ser alguém bem visto pelos outros! Ter sucesso financeiro! Ajudar o próximo! Mentiras e mentiras e mais mentiras, que encobrem a verdade de quem eu já sou… um ser único e especial, cheio de dons naturais para serem transmitidos… sem a necessidade de nenhuma justificativa…

O que seriam das flores se só se abrissem quando tivessem certeza absoluta de que seriam aceitas pelos outros, elogiadas, cuidadas, paparicadas, colocadas em belos altares…

Hora de ficar? Ou hora de ir embora?

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Algumas portas estão sendo fechadas, e não é para você ficar! Os prenúncios são claros: conflitos. Guerra de interesses. Falta de diálogo. Confusão. Pobreza. Mas o principal: você só está neste lugar porque tem medo. E acha que aí é seguro. Eu digo que já não é mais.

Porém…

Algumas portas estão sendo abertas, e é para você seguir! Os prenúncios também são claros: um friozinho na barriga! A sensação de que você, finalmente, usará seus dons, habilidades, conhecimento e talentos a serviço. Você está pronto para dar, e não deseja mais segurança. O desafio lhe chama e você vai encará-lo!

Não se preocupe tanto: eu estou em ambas as portas. Na primeira, você aprende a ficar forte, a lutar, a ocupar o seu lugar com firmeza enquanto espera e aprende, até que o ventre se comprime tanto, mas tanto, mas tanto, que você é obrigado a sair… Na segunda, você terá que andar. E usar tudo aquilo que lhe foi dado. A serviço do próximo.  E quanto mais usar, livremente, quanto mais dispor da sua beleza à humanidade, mais prosperidade… mais alegria… mais sensação de estar no lugar certo, fazendo a coisa certa… A harmonia se manifestará. A vida ganha um novo sentido. E você olhará para os momentos em que se sentiu preso, com medo e em busca de segurança, com gratidão: estes momentos fizeram você ser quem você é…

Pessoas que causam: um chamado a olhar para a luz

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Desde pequeno, convivi com pessoas que causavam. Verdadeiros “barraqueiros”, não havia tempo ruim pra detonar com a paz do ambiente. Brigas estouravam a qualquer momento. Discussões. Invasão de privacidade. Manipulação e jogos diversos. Papai, mamãe, vovô, vovó, as mulheres de papai, meu irmão… E não adiantou eu crescer e ir embora: eles vieram atrás, e continuaram causando. Casei, e embora em menor grau, também vieram os conflitos, as novelas, os dramalhões…

Que saco estar cercado por situações e pessoas que ficam dando “piti”, não é mesmo? Bem… mas se estava cercado por estas situações e pessoas assim, significa que a energia do “piti” também está em mim, não é mesmo? Não é assim que funciona a lei da ressonância? Aquilo que vibramos, atraímos. E não é preciso ir longe: basta olhar um pouco mais demoradamente para a minha mente, meus pensamentos e emoções, e acharei um verdadeiro bordel de quinta categoria!  Algo dentro de mim que gosta e até se abastece dos conflitos, das traições, das misérias humanas, do sórdido, do pesado, do sombrio… E minhas palavras, então? Quantas vezes falando mal de outro? Contando fofoca. Jogando indiretas sobre pessoas, só pra ver o circo pegar fogo. Alimentando a maldade minha e dos outros. Denegrindo a imagem das pessoas, por mais que haja um fundo de verdade naquilo que espalho.

O “barraco” é alimentado por fofocas. Pare e veja se não é isso. O barraqueiro sente a adrenalina subindo, uma excitação toma conta, quando o drama se aproxima. Adoramos falar mal dos outros. Falamos mal dos políticos… ahhhh, mas eles merecem, você diz. Talvez… mas através do falar mal, você está espalhando energia de rancor, ódio, conflito, desarmonia… O que de bom você traz, quando detona com alguém?

Falamos mal dos religiosos desta e daquela linha… Falamos mal dos torcedores do time adversário. Falamos mal daqueles que aprendemos a discriminar: os homossexuais, os pobres, os favelados, os judeus, os negros, os índios, os turcos, os nordestinos, os norte-americanos, os ricos, os banqueiros, os da direita, os da esquerda…

Veja se você também não é um barraqueiro, dentro de si… e observe se você atrai situações de “barraco” para sua relação afetiva, seus negócios, seu trabalho, seus grupos sociais…  Bem, eu sou assim. Mas decidi não ser mais. Não porque não goste do “barraco”. Mas porque o “barraco” interfere na minha real alegria, na minha paz de espírito, no meu respeito pelo outro ser humano. E tudo começa dentro de mim. Uma decisão que tomei, e estou tentando cumprir a risca, é não falar mais da vida alheia. E olha que para mim é uma dificuldade, pois, devido ao meu trabalho como terapeuta, ouço histórias o dia todo. E como gosto de escrever, a tendência a falar da vida do outro é grande… Mas estou evitando. E quando falo de algo ruim que aconteceu com alguém, ou que foi provocado por alguém, procuro entrar em conexão com a dor que esta pessoa sente. Tanta dor, que acaba “causando” – assim posso olhar com compaixão para a situação. Estou começando a fechar minha boca.

Mas também estou fechando as orelhas. Quantas vezes dou uma disfarçada e saio, quando percebo alguém vir falar do “barraco” alheio? Não quero saber. Tento, educadamente, mudar o assunto. Mostro desinteresse. Minha orelha não é pinico. Porém, procuro olhar com gratidão para estas pessoas. Porque, ao falar mal de alguém, estão apontando para a luz que eu estou esquecendo de olhar. Sim, é verdade! Estas pessoas falam da sombra, mas eu posso olhar para a luz, cada vez que a sombra é apontada!

É um caminho: às vezes estou mais íntegro neste caminho, às vezes não… mas é um caminho. Fechar a boca e fechar as orelhas para a maledicência.

A luz proporciona abrirmos o peito para a compaixão. Para a compreensão de que muitos não conseguem falar da luz, pois ainda não estão em condições de observar a própria luz acesa. Não conseguem acessá-la. Mas eu, conscientemente, posso. E posso alimentar elogios. Posso alimentar sorrisos. Posso alimentar a escuta empática. Posso alimentar o amor. Posso indicar o caminho de olharmos para a própria sombra, para podermos descobrir que somos luz. Posso incentivar as pessoas a irem em busca da sua força interior, da sua paz. Assim, acredito, vou encontrando a minha própria força. A minha própria paz. Em essência, somos luz, somos paz. Todos nós. Barraqueiros ou não. E estamos nos preparando durante muito, muito tempo, para podermos escolher em qual lugar desejamos nos assentar. Na paz, ou na guerra. A maioria das pessoas talvez não tenha esta escolha, pois estão viciadas na guerra. Mas estou falando para você, que tem esta opção, pois já andou uma longa jornada… A paz é uma escolha. Que precisa ser acionada pelo poder da consciência.

Momento de mudança

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Você pediu, e eu cheguei! E agora fica dizendo que não era para vir? Vivia dizendo: minha vida não está boa… não gosto disso… não gosto daquilo… aquela pessoa não presta… ganho pouco… quero ser feliz… quero sentir-me realizado… sinto-me escravizado… as pessoas não reconhecem o meu valor… E eu ouvi! E aqui estou! Vim auxiliar no seu despertar! No seu reencontro consigo mesmo!

Por favor, não me peça para ir devagar. Tenho muita gente pra atender! Anos e anos pedindo e rogando, pedindo e rogando, eu acreditei que seu pedido era sincero. Mas não se desespere. Dará tudo certo. No começo será um pouco difícil, eu sei.

Irei tirar o seu chão.

Levar algumas pessoas para longe de você.

Terá a sensação da perda financeira. Quiçá, fracasso?

Sentirá que tudo o que você construiu não valeu nada.

Duvidará do seu caminho de vida. Do seu trabalho. Do seu Deus. De si mesmo.

Procurará ajuda nos pais, amigos e familiares, e eles não poderão fazer nada.

Sabe de uma coisa? Relaxe… solte… deixe o rio levar aquilo que precisa ser levado… Nada pode deter a minha força de transformação. Quando eu chego, chego chegando! Confie! Lhe quero bem. Quero o bem de todos. Tudo o que você viveu foi só uma simulação para a vida que você veio viver… uma preparação… Você não veio amar três ou quatro pessoas: você veio amar dezenas, centenas, milhares. Você não veio andar neste mundo com o freio de mão puxado. Você veio é para voar! Você não está aqui para dar tão mesquinhamente de si mesmo: você veio é dar tudo e mais um pouco! Você não deve mais viver como uma criança assustada e carente: olhe no espelho! Você é um adulto, preparado, potente, capaz! E pra isso precisa sair da zona de conforto. Do seguro, mesmo que este seguro não esteja tão seguro assim, não é mesmo?

Eu lhe darei uma mãozinha… Venha até aqui, na beira do abismo… Vamos, confie! Tá bom, eu sei que você não confia… mas agora é irreversível. Só mais um passo… Entregue-se… Vamos.

De agora em diante, a ideia de que você fazia o seu caminho acabou. Neste momento, a partir de agora, e para sempre o caminho fará você…

 

Procurando papai e mamãe no relacionamento afetivo

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Ela ama muito o seu filho. E descobriu que o sufocou, transformando-o no “filhinho da mamãe”. Um menino frágil emocionalmente, que não sabe lidar com outras mulheres e desvalida a pai dentro de si. Esta mãe vê no fracasso do filho o seu próprio fracasso em relação aos homens. Pois se sente fracassada como filha, em relação ao pai. Assim, tenta consertar o filho. Empurra ele, dá bronca, joga ele para a vida. Como um pai faria. E este filho dá errado, honrando a imagem desvalidada do pai, dentro da mãe. Volta com o rabinho entre as pernas, procurando o colo. Ele só quer a mamãe. Mas não encontra, porque a mãe, de tanto estar presa à imagem do pai, masculinizou-se. Só sabe mandar. Não sabe acolher. Esta mãe é a “filhinha do papai”. Alguém que, de tanto amar ou odiar o próprio pai, negou a mãe dentro de si. Negou a mulher que ela é. Aprendeu isso dentro de casa, olhando a relação dos seus pais. Neste jogo infindável, continuamos a reproduzir o ódio entre homens e mulheres. Homens frágeis emocionalmente e mulheres fazedoras, e solitárias.

Alguém haverá de perguntar: e aí? Como é que se acaba isso? Teremos que olhar para a raiva que carregamos. Raiva e dependência. Nós, homens, a raiva do feminino. A tentativa de humilhar a mulher, manipulá-la, para depois, descartá-las. Assim, voltamos ao colo da mamãe em busca do colo que não tivemos. Precisamos dar adeus à mamãe! Nunca teremos este colo, e nossas mulheres não poderão cumprir este papel maternal.
E você, mulher, precisa olhar para o jogo de amor e ódio em relação ao pai. Que se reflete na sua relação com os homens. Onde você recria a desconfiança, manipulação e desonestidade que seus pais viveram. Papai nunca estará com você! Ele não pode te preencher. Portanto, você se condena a ser uma mulher solitária, enquanto espera a volta do papai. Os homens da sua vida sentirão esta energia, e dirão: sim! Você quer a solidão, eu a deixo só…. É necessário divorciar-se do papai. Deixá-lo partir. De dentro de si. Mesmo que isso doa muito…

Alex Possato