Disciplina

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“A única disciplina que a vida impõem, se formos capazes de a assumir, é aceitar a vida sem a questionar” Henry Miller – escritor

A raiz da palavra disciplina é a mesma de discipulus, aquele que aprende… Talvez marcados pelas dores de termos sido ensinados por pessoas agressivas, ou manipuladoras, ou incapazes, ou ainda sádicas, é provável que não consigamos lidar muito bem, nem com a palavra disciplina, nem com a ação disciplinada.

A disciplina implica, antes de qualquer coisa, uma disposição para aprender. E um reconhecimento na capacidade daquele que ensina. Às vezes sinto dificuldade uma ou outra vez em manter a disciplina, a atenção dos meus alunos, e então me pergunto: onde está faltando o meu posicionamento como professor? Onde eu nego a disciplina em mim mesmo?

E me percebo indisciplinado em muitos momentos: no meu caminho espiritual, deixo de efetuar as práticas meditativas da forma como fui instruído a fazer. Nos meus hábitos, volta e meia me vejo caindo em compulsões da bebida, comida, café, distrações na internet, etc., deixando de lado as coisas realmente importantes que clamam por serem feitas. E quando me perco na indisciplina, posso perceber: onde quero chegar? Qual é o meu objetivo de aprendizagem? E no meu tempo, amorosamente, cuidadosamente, realinhar minhas ações.

Mas uma coisa é importante perceber: quem faz tudo o que deve fazer não é necessariamente disciplinado, já que disciplina também implica aprender. Ao deixar de fazer aquilo que julguei dever fazer, posso aprender com isso. Que emoções surgem quando me rebelo a uma ordem, seja uma ordem minha, ou uma ordem de alguém? Como me sinto ao cumprir as ordens? O que realmente desejo aprender? Estou validando meus caminhos, meus mestres, meus professores, ou me acho melhor que eles? Estou desqualificando? Contra quem, especificamente, estou lutando dentro de mim ao me tornar rebelde?

Acredito que uma mente pacífica é disciplinada. Ela sabe o que fazer, e o que não fazer. E assume as consequências dos seus atos. Ouve a voz do coração, e sente os impulsos da mente, e entre os dois, pesa qual o dever que a situação requer: seguir o coração, ou seguir as regras e crenças? Nem sempre é possível seguir o coração. Nem sempre é possível seguir aquilo que nos traz prazer e conforto. Às vezes, é necessário a dureza. Às vezes, é necessário cumprir as leis, as regras, obedecer as autoridades. Dar a César o que é de César. Saber discernir é a sabedoria necessária.

Muito da indisciplina está marcado pela desobediência em relação aos pais. Se tivemos problemas com as autoridades, que são o papai e a mamãe, e nossos educadores, teremos muita dificuldade com a disciplina. Negamos a educação, da forma como ela veio – e às vezes veio de uma forma muito rude, muito difícil mesmo – e também negamos os professores e as autoridades. O grande problema disso é que, ao nos percebermos indisciplinados, temos muita dificuldade em dar comandos a nós mesmos e obedecer estes comandos. Pare de fumar! – digo. Mas não faço. Descanse mais! – não me permito. Cuide melhor dos seus amados! – me desvio em outras atividades. Tenha meta, crie um foco e siga! – e preferimos andar dispersos.

Uma pessoa indisciplinada não consegue atingir seus objetivos. Acho que isso não é novidade. Por exemplo: a dificuldade de regrar alguns pontos na minha vida semeou imensas perdas, até o momento em que eu tive forças mentais, emocionais e atitudes para mudar meu comportamento.  Uma destas áreas foi a financeira. Por não ter nenhuma disciplina com o dinheiro, durante décadas vivi uma vida de dívidas e de dificuldades, ganhos e perdas. Até que, em um momento necessário, onde a vida me empurrou para o abismo, resolvi fazer o que eu nunca houvera nem sonhado em conseguir: controlar as finanças, centavo a centavo. Traçar metas profissionais. Projetar meu futuro. E, como disse acima, eu também era um rebelde: condenei a disciplina recebida em casa, e achava que, fazendo diferente, chegaria a algum lugar. Não cheguei. Quando resolvi validar aquilo que aprendi, a vida mudou. Entendi, na prática, o que o líder judeu Ben Gurion disse: “não existe contradição entre disciplina e iniciativa. São o complemento uma da outra”.

Saindo da loucura do outro

loucura

 

É interessante quando nos colocamos observador dos nossos próprios pensamentos e emoções: percebemos o quanto somos influenciados pela nossa própria loucura, pelas crenças sem sentido que ainda rodam no nosso sistema interno, pelas influências da mídia, da sociedade, das religiões, da família e pessoas íntimas…

Seguramente, vivemos num mundo neurótico, e em maior ou menor grau, também somos neuróticos. Mas esse não é o problema. O grande problema é que ouvimos nossas neuroses – e a dos outros – e acreditamos nelas. Por exemplo, nossa mente diz: a Maria está precisando da minha ajuda. Coitada, está sofrendo tanto! E partimos para ajudar a Maria, que não solicitou nossa ajuda, não está sofrendo como imaginamos e até se surpreende quando aparecemos como “o salvador” em sua porta. Por extrema compaixão que a Maria tem por nós, ela finge permitir que nós “a ajudemos”… Em constelação familiar, dizemos que “o ajudado” se torna “o ajudante”.

Neste jogo, explicado muito bem por Erick Berne, o criador da Análise Transacional, que mapeia diversos jogos que podem se tornar patológicos, impomos sofrimento ao outro e também sofremos.

Tudo seria muito mais fácil se tomássemos conta dos nossos pensamentos e emoções, assim como um pai amoroso, mas rigoroso, cuida de filhos malcriados, ou de animais domésticos indóceis. É incômodo, mas estaríamos colaborando enormemente para a pacificação e harmonização da sociedade.

Da mesma forma, ao começar a cuidar da nossa loucura interior, não permitiríamos que a loucura dos outros interferisse em nós, de forma prejudicial. Quantas vezes percebo clientes ou parceiros tentando manipular meu foco, meus objetivos? Quantas vezes ouço pessoas dizendo que as mães, pai, namorados ou amigos estão invadindo drasticamente suas privacidades? Quantos comportamentos percebo de pessoas que agem insanamente, espalhando medo, conflito, correntes sem sentido, porque leram na internet, ouviram na TV ou receberam uma mensagem no whatsapp?

O que impede alguém de não entrar no jogo da loucura?

Muitos entendem o que estou falando, mas não conseguem impor os limites ao outro. Em geral, respondo que esta pessoa não consegue por limites para a própria loucura interior. Acredita que o que pensa “é real”, e que a sua loucura não é loucura, mas sanidade. Loucos são os outros! Recomendo doses regulares de meditação em silêncio. Ao menos 5 minutos diários para observar sua mente tagarela e constatar, sem sombra de dúvida: sim, minha mente é neurótica! Este é o primeiro passo. Não há o que fazer com a mente que pensa. A não ser, observá-la. Com o treino – e isso exige anos, mas muitos anos mesmo! – a mente desacelera, embora, na minha experiência ao menos, não pára a loucura. Somente fica em estado, um pouco, digamos, letárgico… E em outros momentos, acelerada novamente… mas na média, mais lenta…

Quando você começa a olhar para o jogo do próprio pensamento, e não entra nele, você começa a perceber o jogo do pensamento e emocional do outro, e também não entra mais. Você nesse momento, sabe que é um jogo! Não é verdade! Sua mãe, batendo desesperadamente na porta, dizendo que está morrendo… você sabe que é um jogo! Seu pai pedindo alucinadamente para você emprestar um dinheiro com urgência… você sabe que é um jogo! Seu namorado dizendo com ferocidade que se você sair sozinha ele vai deixa-la, você sabe que é um jogo!

Lógico! Você terá que lidar com o sentimento de culpa, de ser egoísta, ou seja lá que ideia surja em seu pensamento… ideias que foram implantadas pelos seus pais, educadores e sociedade. Ou seja, também um jogo, que lhe faz prisioneiro.

Fazia… porque neste momento, você está começando a sair do jogo.

Bem vindo ao mundo dos letárgicos! Dos “noiados”! Dos egoístas! Dos alienados!

Vou contar um segredo: a única forma verdadeira que temos para auxiliar nossos irmãos presos no jogo da loucura mental e emocional, é sair do jogo. E vagarosamente, conforme eles queiram – e te procurem para isso, auxiliá-los a sair também… Não será tão fácil! Parte de nós, e parte deles, ainda está muito comprometida com o jogo… e sentir-se-á abandonada, sozinha, inválida, se desistir da brincadeira… Vamos devagar… Conforme a gente se acostuma a olhar o mundo e as pessoas com outros olhos, podemos inclusive fingir que estamos na brincadeira. Não é necessário confrontar os outros: não coma carne! Medite sem parar! Viva a sociedade alternativa! Abaixo o consumismo! Finja que está na brincadeira… pode até ser muito divertido…

Quando o pânico me leva à paz

vozes

 

Pra quem vê a foto, após eu subir 435 metros, diria: este cara está super bem! Não, não estava. Algumas pessoas mais íntimas sabem que tenho vertigens e pânico quando desafio altitudes, principalmente se tenho uma visão de precipícios profundos ao meu lado. Não sei de onde isso surgiu e não me importa muito. Fato é que pensei em voltar algumas vezes desta caminhada. Tanto faz se, ao chegar quase no topo, desce uma criança com seus 6 anos de idade, vestido de Batman, junto com seu pai, dizendo: a vista é maravilhosa!

Maravilhosa o cacete! Cheguei a talvez 3 metros do “cucuruco” do morro, uma pequena superfície arredondada de pedra, onde literalmente você poderia voar. E decidi não avançar estes últimos metrinhos. Já subi alguns morros. Já entrei em contato com o pânico de altura. E sempre com muita atenção, vou ouvindo minha mente ensandecida detonar com minha autoconfiança. Internamente, argumento com ela. Uso artifícios do yoga, da respiração, da meditação, da concentração, do foco. E isso me ajuda bastante. Mas não consigo ficar em platôs expostos – e por enquanto, isso é a realidade. Fato é que fiquei em paz com o não ir além. Sou covarde? Tenho que vencer a qualquer custo? Até uma criança consegue e eu não? Quantas vozes falam na minha cabeça, nos momentos do desafio…

Nesta sexta-feira da paixão, me perguntei: pra quê? Fará alguma diferença eu subir? Não subir? Quem, dentro de mim, está dizendo: você vai morrer? Quem, dentro de mim, está dizendo: você tem que ir além?

Estas vozes me tratam muito mal. Não me respeitam, e me fazem estar em constante conflito… Aprendi que não irei silenciá-las. A função da mente é isso: pensar, pensar, pensar… geralmente abobrinhas, crenças distorcidas… Mas eu posso ouvir as vozes, e tratar-me com amor. Alguém dentro de mim me ama. É a este Ser que sigo. Procuro ouvir somente a Ele. Nem sempre consigo. Mas já reconheço a Sua existência. Em geral, Ele não fala: só me acolhe.

Abençoado seja Você, dentro de mim, que me acolhe, me ama, me respeita… não liga para o que penso ou deixo de pensar. Para o que faço ou deixo de fazer. Você continua sempre comigo… e não me avalia de acordo com minha performance. Você somente está… Em Ti, estou em paz.

A tentativa de mudar a família

familia perfeita

 

O amor é difícil de suportar. A desgraça, no entanto, é um jogo de crianças
Bert Hellinger, Didáctica de Constelaciones Familiares

É muito comum, ao entrarmos no mundo da terapia, em específico, da constelação familiar sistêmica, querermos mudar nossa família. É aquela mãe beirando a depressão. O pai agressivo e frustrado. O filho desmotivado, que não consegue parar em emprego. A filha que só arruma tranqueira pra namorar. Vemos os problemas de tudo e todos, e por estarmos admirados com o processo terapêutico, acreditamos que o mesmo caminho servirá para todos que sofrem. E isso não é bem verdade.

No budismo, se diz que o sofrimento é uma Nobre Verdade. Há sofrimento. Isso, qualquer adulto pode entender. E até aceitar. Porém, quem não consegue incluir o sofrimento é a criança. Ou melhor, um lado infantil da nossa psique, devido a diversas dores vividas, e a maior parte já esquecida, nega o sofrimento. Foge do sofrimento. Busca somente o prazer e o bem-estar. Assim, a qualquer sinal que possa lembrar o sofrimento em nossa volta, queremos eliminá-lo. Queremos forçar papai, mamãe e filhinhos a ficarem felizes, assim não precisamos olhar para nossas próprias dores. Ao mesmo tempo, a infelicidade deles nos faz olhar para estas dores. De certa maneira, este jogo infinito está nos dizendo: fique em paz com as próprias dores! Em outras palavras, é exatamente o sofrimento que faz as pessoas buscarem a paz. Assim, não há nenhum sentido em querer aliviar o caminho dos outros.

Terapia nos faz crescer

Existem pessoas que acreditam que o objetivo da terapia é eliminar o sofrimento. Não é. Como colocou Jung, “o principal objetivo da terapia psicológica, não é transportar o paciente para um impossível estado de felicidade, mas sim ajudá-lo a adquirir firmeza e paciência diante do sofrimento. A vida acontece num equilíbrio entre a alegria e a dor. Quem não se arrisca para além da realidade jamais encontrará a verdade.”

Se alguém quer ajudar – e aí falo também diretamente às pessoas que estudam constelação familiar comigo – precisa deixar os outros enfrentarem seus medos, seus monstros, suas loucuras por si mesmos. E aí, somente quando eles enfrentarem e não derem conta – e isso são pouquíssimas pessoas que chegarão a esta percepção – estarão prontos para o auxílio terapêutico. Repito: são poucos os que tomarão este caminho. Por quê? Porque a maioria das pessoas ainda age como criança, fugindo da dor e do sofrimento e buscando eternizar momentos de conforto e prazer. A maturidade vai se instalando através de constantes decepções neste mecanismo. Quando percebemos na prática de que a vida é constituída de alegria e dor. Sofrimento e prazer. Conquistas e derrotas. Saber intelectualmente isso não é o suficiente. É preciso experimentar todas as sensações inerentes a estes altos e baixos.

A família é perfeita como ela é

Prosseguindo na senda do autoconhecimento, aos poucos vamos olhando admirados e verdadeiramente agradecidos por termos nascido em famílias mais ou menos desajustadas. Por termos compartilhado nossa vida com pessoas que trouxeram alegrias, mas também tristezas. Por termos sido validados em algumas ocasiões, e ridicularizados em muitas outras. Não negamos as dores. As feridas. O sofrimento. As exclusões. E também não negamos os aprendizados. Os benefícios. Os presentes recebidos. O amor compartilhado. Tudo faz parte. Transformamo-nos nesta pessoa adulta que somos, graças a tudo isso.  Embora tenha uma certa densidade, tudo isso é Amor. Um Amor que permite que tudo seja como é. Por outro lado, não respeitar as coisas como são, é fraqueza.

Como diz Hellinger, em Olhando para a Alma das Crianças, “a criança não consegue suportar o que acontece na família: o que acontece com a mãe, com o pai, com o destino deles e com a culpa deles. Por isso quer ajudar. Então assume algo pelo pai, pela mãe, por outros da família – por fraqueza. Ele se torna ajudante por amor, mas por fraqueza.

Muitos ajudantes adultos ajudam segundo o modelo de uma criança assim. Eles não conseguem suportar algo e tentam mudar algo – mas não porque o outro precise disso. Assumem algo por ele, sem respeito pela sua grandeza e seu destino e talvez também pela sua culpa.

A criança cresce, quando aprende a amar de outra forma – com respeito pela grandeza que conduz os pais e que conduz os outros também.

Assim, o ajudante também ajuda de outra forma, quando adquire força. Ele suporta o destino dos outros. Então apoia o outro de uma forma que ele possa ficar sobre os seus próprios pés.”

A boa agressividade

agressividade

 

A raiz da palavra agressividade é a mesma da palavra grau, em latim. No sentido mais puro, agredir quer dizer ir em direção a, seguir rumo a um nível ou grau diferente… Durante muito tempo carreguei a crença de que a agressividade era uma atitude não conveniente e espiritualmente desabonadora.

Talvez porque tive uma infância cercada por agressões físicas, mas principalmente morais, dentro de uma família neurótica… e incapaz de reagir – quando reagia, era punido – aprendi a lidar muito mal com o meu impulso agressivo. Desenvolvi o medo de agredir e o medo de ser agredido. Comecei a andar com o freio de mão puxado. Parte da minha energia me puxava para frente, e parte dela mantinha-me preso no lugar onde estava.

O que me foi muito prejudicial no momento em que tive que partir para a vida. Agredir era errado. Então, como conquistar minha estabilidade financeira? Como avançar nos meus objetivos? Como conquistar o lugar ao sol que eu tanto queria?

Porém, como vemos na origem da palavra, agressividade não é algo ruim. É um movimento natural, que pode ser usado inclusive em situações onde não temos nenhum tipo de raiva. Para mudar o grau, é necessário um impulso agressivo. Para deixar uma vida de sofrimento, seja este sofrimento financeiro, afetivo ou outro qualquer, é importante validar o próprio impulso agressivo.

O bom agressivo não ataca ninguém. Não está lutando contra nada. Simplesmente está fazendo um movimento rumo a um outro nível na própria vida. Exige esforço  e competitividade, mas isso pode ser desempenhado com leveza, humor e alegria. Se precisar defender o próprio território, o bom agressivo está no seu lugar, em posse dos seus direitos, e como um samurai, preserva o lugar conquistado sem perder a calma. A agressividade assentada interiormente é um estado de espírito, e não necessariamente uma atitude externa.

Ser guerreiro é algo nobre. Acredito que as guerras interiores são muito mais importantes que as guerras exteriores – para aquele que está buscando o autoconhecimento e crê na possibilidade de uma vida feliz e saudável. Olhar para si, conhecer seus impulsos, sua raiva, sua covardia, sua compaixão, sua inflexibilidade, as diversas variáveis emocionais que habitam o seu “eu mais profundo”  é condição fundamental para um andar confiante, produtivo, realizado.

No meu dicionário de conduta, agressividade faz parte!

(dedico este texto a tantas pessoas que, assim como eu, um dia acreditaram que ser agressivo era algo que depunha contra a própria evolução espiritual neste planeta – e por isso, teve muita dificuldade em manter os esforços necessários para alcançar seus objetivos legítimos nesta vida: prosperidade, sucesso, saúde, amizades, boas relações afetivas, paz de espírito.)

Quando a falta de energia para a vida está influenciada por mortes no sistema (vídeo)

 

Você já se sentiu acordando de manhã sem motivação para sair da cama? Conhece pessoas que não tem ânimo para encontrar caminhos profissionais, sem força para se bancar na vida, sem alegria para a vida?
Alex Possato fala neste vídeo sobre questões de “mortes” no sistema familiar – como abortos, natimortos, pais ou mães que morreram jovens – exclusões que não foram vistas e dores que não foram validadas, levando às pessoas a se conectarem com a perda, o sofrimento, a falta de força na vida…

Constelação Familiar Sistêmica em São Paulo, com Alex Possato

SP abr_2017

Amanhã estaremos juntos, em mais um dia de constelação sistêmica!!! A partir das 15 horas… Estarei conversando com você, explicando sobre a atuação do trauma e padrões repetitivos em sua vida, sejam originados na infância ou na ancestralidade… e o caminho para se libertar do vínculo ao sofrimento e dores familiares, abrindo espaço para que você possa viver em presença, paz e liberdade de escolha… E lógico, vivenciaremos várias constelações sistêmicas, que sempre servem para todos, afinal, no campo sistêmico, todos somos parte, e todos somos um! Será aqui em São Paulo, bem pertinho do metrô Paraíso!

 

 

Relação afetiva: Influencia dos sentimentos escondidos dos pais e antepassados (vídeo)

As exclusões, ou seja, aquilo que não foi aceito no passado familiar em termos de relacionamentos afetivos, continuam afetando os descendentes, fazendo com que eles repitam histórias de dor e sofrimento, inconscientemente, na própria vida. É o que Alex Possato comenta neste vídeo, falando um pouco das dores que são reproduzidas na vida adulta, como forma de “lembrar” de dores esquecidas e não aceitas no passado familiar… desta forma, o descendente honra a família através do sofrimento… A fala também sobre a libertação deste padrão, que significa vivenciar a dor com consciência, entendendo que a mesma dor foi vivenciada pelos pais, pelos avós e pelos antepassados, não havendo mais necessidade de repeti-las na própria vida.