O direito de não saber

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Às vezes me sinto perdido. Muitas vezes. E quantas vezes tentei lutar contra o simples fato de não saber o que ocorrerá? E não poder dominar?
Aprendi na minha educação que somente um tonto, um bobo, um tapado não sabe das coisas.
Quem me ensinou estas ideias também não sabia das coisas… Mas fingia saber. E eu acreditava, afinal, era a criança.

Mas… hoje sou adulto. Criei trocentas mil estratégias para enganar a todos, e até a mim mesmo, que sei exatamente onde estou indo… Mas me diga uma coisa: como a mente racional pode saber algo? O que garante que daqui a um minuto, algo não acontecerá e terei que mudar meus planos?
As pessoas que me ensinaram não sabiam lidar com a mudança. Com a incerteza. Com a frustração de verem seus planos ruírem. Com as emoções que nos provocam quando percebemos não ter mais controle…

Lógico, como adulto, decido metas, faço planos, crio estratégias… mas diante das coisas mais significativas da vida, me percebo como um expectador, que de vez em quando pode escolher seguir o fluxo… ao invés de lutar contra… Eu não preciso mais provar aos meus pais que sei tudo. Eu não preciso ter razão o tempo todo. Eu simplesmente tenho o direito de não saber…

E descobri que nem preciso saber…

Porque existe um sussurro do Espírito em todo coração, que embora não dê certezas, nos brinda com a suave paz, que nos invade como os raios de sol aquecem a pele da criança, enquanto ela brinca no jardim. Aí, é tão fácil se deleitar para, em algum momento posterior, deixar que as novas e arejadas ideias saltem à mente… e possamos decidir mais alguns passinhos a tomar diante do Grande Mistério da vida…

Estes passos serão sempre os mais acertados. Mas necessitam se originar da paz. Da alegria. Do prazer…

Também não me ensinaram a viver no prazer e na paz. Bem… este assunto fica pra depois! 😁

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