Constelar relações afetivas: amarro seu amor em duas semanas, ou…

amarracao

Muitas pessoas estão em busca de amores. Um parceiro ou parceira para poder chamar de “meu amor”. Mas por não estarem reconciliadas com o próprio pai, a mãe e a forma – explícita ou oculta – que foi a relação afetiva deles, encontra um homem ou mulher que exatamente irá provoca-las a olhar para o que ainda não está ajustado em si. E, lógico, a relação trará conflitos. Conflitos necessários para que possamos nos abrir para a aceitação da nossa relação interior com nossos pais e as histórias de relações afetivas vividas por eles. E também pelos nossos ancestrais.

E como ninguém gosta de conflitos, ainda mais iludido por uma história de contos de fada, que diz que um parceiro afetivo existe para nos trazer felicidade, não aceita as lições que o Universo lhe traz. E descarta a relação. Alguns, estão tão machucados que não entram mais – braços, corpos e pernas fechadas para o outro, a outra.

Então… Tchan, tchan! Alguém fala pra fazer constelação familiar! Gente! Constelação familiar é terapia. Lembro-me recentemente de uma constelação onde a pessoa não conseguia há muito tempo (talvez durante toda a vida!) entregar-se para uma relação afetiva. E a constelação – lógico, né? – mostrou uma raiva enorme da mãe em relação ao pai, um galanteador que teve outras e outras mulheres, e deixava a mãe morrendo de ódio em casa. Para nós, terapeutas sistêmicos, entendemos que a menina também foi atingida pelo charme do papai, e de alguma forma, está apaixonada por ele. Simbolicamente, neste caso! Mas também aliada ao sofrimento da mãe, entendendo que relação afetiva é um desencontro temperado com ódio e abandono. Isso ocorreu na família dela. E também com ancestrais. Estas são as histórias reais de relação afetiva. Cinderela passa longe das verdadeiras histórias afetivas na nossa família, cheias de amantes, famílias paralelas, filhos bastardos, abortos forçados ou não, grandes amores rompidos, casamentos por interesse, bisavó pega a laço…

Com uma imagem interna assim, uma programação que diz, por exemplo – homem é charmoso, mentiroso e abandona, e relação afetiva duradoura e honesta não existe, não há como atrair algo maravilhoso. Algumas pessoas têm outras variáveis: homem ou mulher morrem, são fracos, doentes, violentos, bêbados, viciados, manipuladoras, etc. E o universo, sabiamente, irá nos prover de relações que irão nos desafiar nestes pontos ainda não interiorizados.

Vamos verificar alguns aspectos onde somos chamados a aprender a olhar numa relação? Lidar com o homem/mulher que não assume uma relação. Ou a traição. Ou ainda, a mentira. O descaso com o dinheiro. O desprezo. A humilhação. A solidão. Em muitas variáveis, estamos sendo chamados a nos tornar melhores seres humanos, mais compassivos. Para, aprender a lidar com todos os sentimentos que irão surgir desses desafios. Isso é constelar relacionamento. Qualquer outra ideia de que algum milagre irá acontecer sem a sua participação ativa no processo, sem o seu envolvimento profundo e corajoso, é uma grande enganação… Eu até acredito, energeticamente, em amarrações… É a energia da sedução potencializada com o desejo mental… Mas isso não é constelação… E cá entre nós, todos os acordos que você fizer baseado na carência e na manipulação, serão invariavelmente cobrados. E eu digo que o pagamento, quando vier, não vale a pena. Será muito mais doloroso. Não há como fugir das nossas lições. Melhor enfrenta-las e passar na prova, não é mesmo?

Na minha experiência de constelador, você se liberta quando encara verdadeiramente os sentimentos negados dentro de si. E muitas vezes, irá precisar de alguém para auxiliar a ver os sentimentos negados. A constelação irá auxiliar não a achar o príncipe encantado, mas a olhar com outros olhos o sapo que está ao seu lado. Ou abrir-se para relações, que irão provocar, mas você entenderá com maturidade as lições que vierem. E aprenderá até a curtir bons momentos que também irão ocorrer.

Ahhh! Esse caminho não serve? Que tal dar uma olhada nos postes perto da sua casa? Existem outras possibilidades. Eu não recomendo, mas…

Alex Possato

 

 

Mãe: a cara do sucesso! (vídeo com Alex Possato)

Qual a relação entre a mãe e a sua capacidade de ir para a vida, desafiar-se, demonstrar seus dons e talentos? Por que a conexão com a mãe é fundamental para termos autoconfiança? É o que Alex Possato explica neste vídeo, falando sobre a visão da constelação sistêmica e da necessidade do resgate da confiança em relação à mãe, para que possamos estar bem conosco, e consequentemente, com a vida.

 

 

Jornadas de constelação em Brasília!

alex em brasilia

Estou chegando em Brasília para mais uma rodada de Constelações Sistêmicas, palestra vivencial, encontros, treinamento, grupo de homens… muita cura, bate-papo e também diversão, afinal, a gente faz terapia é para ser feliz!
A partir de amanhã, quarta-feira, no Medical Center – 607 Norte!

Palestra vivencial sobre sucesso, sentido de vida e constelação familiar
27 de setembro (quarta-feira) das 19h00 às 21h30

Constelação Familiar Sistêmica em grupo
28 de setembro (quinta-feira) das 15 às 21 horas

Projeto Incluir – Laboratório de Constelação Familiar Sistêmica
29 de setembro (sexta-feira) das 15 às 20 horas

Treinamento de Constelação Familiar Sistêmica
30/09 e 01 de outubro (sábado e domingo) das 9 às 18 horas

Diamante Bruto – encontro sistêmico para homens
02 de outubro (segunda-feira) das 18h30 às 22 horas

Aguardo você!!!

 

Aprendendo a servir

servir

Aquele que não sabe seguir, jamais saberá servir. O serviço requer o aprendizado de ter tomado os ensinamentos daqueles que vieram antes. De todos os líderes que vieram antes, nossos pais são os mais importantes. Não importa o que eles fizeram ou como os ensinamentos foram transmitidos. A lição foi passada. Em paz com os ensinamentos dos nossos pais, saberemos honrá-los, transmitindo amorosamente o legado que nos foi confiado.
Honrar verdadeiramente nossos pais não é fácil. Não é uma atitude social. A ação do filho que honra os pais não é direcionada a eles. É revertida em benefício aos outros. À humanidade. A honra aos pais se mostra em serviço ao próximo. A todos. Serviço amoroso. Quando se limita a alguns poucos do nosso meio familiar, por mais boa intenção que se tenha, há uma distorção. Geralmente gerada pela necessidade de receber algo que julgamos ter o direito de receber dos pais ou da família.
Por apego e carência, limitamos o nosso dar. Na necessidade de receber, fechamos nosso canal doador. Sem a profunda compreensão de que já recebemos tudo o que nossos pais e família tinham pra nos dar, não há serviço. O amor se retrai. O mundo fica mais vazio. Nós empobrecemos. A prosperidade não se mostra.
Ao contrário, quando estamos plenos da força que vem do pai e da mãe, somos um manancial de onde, naturalmente jorra serviço ao próximo. Damos, porque tomamos posse daquilo que recebemos. Vamos para o mundo. De peito erguido. Confiantes e abastecidos. Honramos o serviço realizado pelas nossas mãos, porque sabemos: são mãos que emprestamos aos nossos pais e antepassados, para que, através delas, Eles possam continuar a servir. Assim como foi desde tempos remotos. Assim como será no futuro distante. Muitos corpos. Um único servir. Uma única missão.

 

Alex Possato

O homem que não sabe relaxar

crianca sonhadora

 

Recebi uma missão difícil do meu terapeuta: olhar para o ócio. Olhar para o estado do “não fazer nada”. Recomendou-me até a leitura do Ócio Criativo, de Domenico De Masi, coisa que iniciei ontem mesmo, afinal, fazer é comigo mesmo! Até ler sobre o não-fazer está valendo! Não sei parar, e embora pare muitas vezes, estou sempre “fazendo” algo, mesmo que seja planejando minhas viagens na maionese. Tudo tem que ter um sentido: a volta no parque é para emagrecer. As viagens é para me inspirar. A meditação é para acalmar a mente. A oração é para falar com a espiritualidade. O que escrevo é para levar conteúdos aos leitores. O meu trabalho é uma missão. Tudo precisa ter um sentido!

Walfredo detectou, na minha fala, diversos adjetivos pesados, quando eu me referia ao estar neste lugar “do não-fazer”. Inútil. Sem sentido. Aborrecido. Desconfortável. E enquanto ele desfilava algumas possíveis razões para eu não saber lidar com este estado natural de relaxamento e prazer – relaxamento e prazer? Que é isso? – sentado na confortável poltrona do consultório, pulavam em minha mente imagens do Alex, pequenino, brincando no quintal da casa em Suzano. Horas e horas devaneando, mexendo com meus soldadinhos e o forte apache, conversando com o meu cachorro, olhando os movimentos das formigas no formigueiro e conversando com elas, sentindo o ar e a brisa no meu corpo, vivendo um mundo prazeroso, dentro de mim mesmo, e…

– Alexandre! Alexaaaaannnndreeeeee!!! Venha já pra dentro! Você não fez as lições? Limpou o banheiro? Já se arrumou? É uma lentidão, você, heim? Quanta indolência! Se apresse, mariquinha!

Vovó, com a gentileza que não lhe era característica, me tirava do estado de deslumbramento comigo e meus mundos, para jogar-me cruelmente no mundo daqueles que fazem alguma coisa. Limpar banheiro? Que merda! Lição… para quê? Trocar de roupa? Eu só estou com esta faz dois dias!

E eu lutava bravamente para permanecer no meu mundo interno. Sentava na mesa, abria o caderno e os livros, mas devaneava, devaneava, devaneava…

– Alexaaaannnndreeee!!!! Eu não aguento mais a sua preguiça!!! Você não vai jantar, enquanto não acabar estas lições!

Entre no sentimento desta cena…

Esta era a instrução de Walfredo, o terapeuta. Sentir? Sim!

Bem… sentia-me extremamente invadido. Talvez pela primeira vez eu validei que eu sentia PRAZER em estar neste lugar interno. Era muito bom! Eu viajava, era criativo, o melhor de mim aflorava nestes momentos. E não somente vovó, mas vovô e meu irmão, dia-a-dia, iam desconstruindo o menino sonhador e feliz que vivia dentro de mim.

– Vagabundo! Você é burro mesmo! Lerdo! Não aprende nada! Idiota! Você é estúpido!

Os adjetivos proferidos por eles eram rudes, duros… êpa, pera lá! Tão duros e semelhantes aos adjetivos que comecei a disparar, aos cinquenta anos de idade, ao me referir aos momentos de ócio. Essa fala não é minha. É deles! Eles mataram a minha criança sonhadora, e eu aceitei! Pelo menos é o que minha criança ferida diz.

– Vem uma tristeza profunda, Wal. Depois raiva, e sentimento de vingança. Um dia eles vão ver só! Sim! Lembro-me que aos 11 anos, parece que virou uma chavinha na minha mente, e eu resolvi mostrar o quanto eu podia ser aquilo que eles queriam que fosse… e muito melhor que eles, um bando de fracassados – dois velhos e um cara desequilibrado! Passei a perceber a lógica de tudo. Comecei a ganhar os jogos de xadrez do vovô e do meu irmão mais velho. Na escola, passei a me destacar. Não um gênio, mas bom em muitas coisas. E embora isso impactasse a minha família, continuei sentindo que não era validado. Por nenhum dos três: vovô, vovó e meu irmão. Eles pararam de me xingar, mas não vinha elogios… Quanto mais os anos passavam, mais ódio eu tinha. Lerdo?!? Vocês vão ver só….

Estava criado o pacto de vingança… Eu não posso mais relaxar, viajar nos meus mundos, ter prazer. Tenho que ser competitivo e fazer coisas com sentido. Para esfregar na fuça de vocês, que me humilharam…

“Foque na vergonha que você ainda tem de si mesmo. Por que você precisa ser tão importante? Porque você é inseguro. Por que você é inseguro? Porque existem partes de você que ainda não aceitou, e tem vergonha. Procure identificar essas partes que você ainda tem vergonha. Tenha coragem de se olhar no espelho. Aí você tem uma pista de onde você foi bloqueado. Onde a sua espontaneidade e a sua inocência foram bloqueadas. Onde houve uma cisão com o Eu divino.

Eu estou falando de traumas e choques de exclusão, humilhação, abandono e rejeição. Esses sentimentos dos choques estão ali: o medo, a humilhação, revolta, mágoas… Ainda estão no seu corpo emocional. Por que eu estou afirmando que esses sentimentos ainda estão no seu corpo emocional? Por conta dos condicionamentos mentais que geram as repetições negativas”, diz Prem Baba, liderança espiritual que utiliza a psicologia para abrir caminhos em direção ao Eu real que habita a todos.

Qual repetição negativa está ocorrendo na minha vida, hoje? A dificuldade de relaxar e curtir a vida, como ela é. A sensação de que eu tenho sempre que fazer “algo importante”… e que não posso parar. Não posso relaxar. Não posso curtir as coisas como elas são, mesmo que eu não faça absolutamente nada.

Resgatando a criança sonhadora

Eu era feliz. Sim, eu era muito feliz! Não precisa de nada. Um formigueiro. Meia-dúzia de bonequinhos. Galhos, terra. Meu cachorro. O cantar dos pássaros. Minha Caloi. A bola de couro com as “orelhas” descoladas. Não queria a presença deles. Era só eu. Para que família, se eles são tão loucos e corrosivos? Eu me basto! E me bastava…

Talvez por isso criei aversão a estar muito profundamente ligado à família. Curto um pouco, dou uns sorrisinhos, e quero mais é ir embora. Mas estes anos todos, fugir não aliviou a minha dor de não curtir a vida. Bebi muito, fiz e faço muitas viagens, parti para o vício no trabalho e do fazer, fazer, fazer… e hoje descobri que todas as distrações e vícios foram colocados para anestesiar a dor do assassinato da minha criança sonhadora. E feliz. E quem a matou… fui eu!!!

“É fácil entender porque o ego interpreta a felicidade, o amor e a paz espiritual como seus inimigos: porque quando desfrutamos desses estados de ânimo, experimentamos nossa essência espiritual. Nesses momentos, vemos um mundo muito distinto daquele que nosso ego nos proporciona. Perdoar é fácil quando vemos o mundo através dos olhos do amor, na medida em que resulta claro que as respostas buscadas ao longo de toda nossa vida podem ser encontradas ali, e não, como supõem o ego, nas coisas externas”, explica Gerald Jampolsky, no livro El perdón.

Aquele Alex era feliz. E é feliz. Foi o que senti, enquanto ia, lentamente, me vendo brincando, sonhando, jogado ao nada, naquele quintal, nos fundos de casa.

O Alex que me transformei conquistou muito. Aprendeu, competindo, chegando longe, conseguindo adquirir coisas, a ser um bom cumpridor de tarefas. Aprendeu a fazer a lição de casa, a limpar o banheiro, manter as roupas arrumadas, como vovó queria. E hoje ele é muito competente nessas tarefas. E dezenas de outras. Mas vovó não poderá aprovar. Nem vovô. Nem meu irmão. Estão todos mortos.

Agora eu posso deixar a mesa da cozinha, e retornar ao quintal. Sozinho. Não há ninguém que vá me impedir. As lições estão feitas, a casa arrumada. Eu obedeci vocês, minha família. Conquistei um lugar ao sol. Sou um grande profissional. Tenho filhos. Uma esposa maravilhosa. Dívidas pagas, dinheiro guardado. Um caminho espiritual trilhado. Mas a minha felicidade não está nas minhas conquistas.

Saio pela porta da cozinha. O mato tomou o quintal. As paredes do muro, em ruínas, descascadas, quase não se seguram em pé. O cachorro não vem mais pulando ao meu encontro. Ele também morreu. Revolvo o mato. Sim! Há formigas! Elas não foram embora! Muitas delas… e algo meio esquisito, um torrão de barro disforme, me chama a atenção. Me abaixo, abro o mato que me atrapalha. Seguro esta… pedra? Não… A ponta de uma espada de plástico se mostra, saindo das placas de terra. O meu general Custer também está lá… Sento-me ao chão… Começo a limpar, devagar e carinhosamente, a terra endurecida, em volta do “meu comandante”… Piranga, meu cachorro collie, vem correndo, enorme e babando, e pula nas minhas costas…

Alex Possato

 

Vivência para “homens” nesta segunda-feira, em SP!!! Tema: Relacionamento!!!

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O que é ser um homem?

Como se sente no seu papel de homem?

Qual o papel do homem na sociedade?

Que homem você gostaria se ser?

Que homem você cansou de ser?

Em quais modelos de homem você se inspirou?

Quais modelos de homem você negou?

Há um jeito certo de ser homem?

 

Vivemos tempos onde o nosso papel masculino se transformou. Não somos mais os únicos provedores – e às vezes nem provedores somos. A mulher ocupa o lugar de chefia, às vezes no trabalho, às vezes em casa. Alguns de nós temos até inclinação por cuidar do lar, dos filhos, da família. As opções sexuais se ampliaram. O modelo do homem machão/determinado/assertivo serve para alguns, mas para outros não. Quantos homens possuem uma força mais sutil, intuitiva, sensível? Lidar com a família (ou as famílias, já que muitos de nós passamos por diversas relações) é um mistério. Dá pra agradar a(o) atual e as companheiras(os) anteriores? Lidar com o dinheiro também é, às vezes, um mistério. Lidar com os filhos… mais mistério.

Enfim, faremos uma jornada de 8 encontros temáticos, abordando aspectos muito importantes, onde podemos nos realinhar, analisando de verdade o que queremos e o que não queremos, definindo novas formas de pensar, e agir. Há uma forma de estarmos felizes conosco: é necessário investigar. Reavaliar. Ousar mudar. Vamos aos temas?

1 – Relacionamentos

2 – Sexualidade

3 – Sucesso

4 – Dinheiro

5 – Liberdade

6 – Crenças e Valores

7 – Trabalho

8 – Família

 

Para quem é a Vivência Homem de Verdade?

 

Para todo homem, independente de sua escolha afetiva, que procura melhorar suas relações com o mundo e com os outros a começar de sua relação consigo mesmo.

 

Objetivo

Através de um espaço seguro, criado por homens para homens, resgatar o nosso potencial, através do olhar sistêmico e da conversa empática.

Nestes encontros, daremos voz às nossas partes que precisam ser vistas, ouvidas e cuidadas e que, por diversos motivos, viemos reprimindo ao longo da vida.

 

Vivência Homem de Verdade

Data início: 18/9 das 18:30 as 22:00hs

Tema: Relacionamento: qual o meu lugar?

Nesta vivência, a primeira de uma série de oito, do trabalho que chamamos Homem de Verdade, abordaremos o seu posicionamento como homem dentro das relações afetivas, não importando opções sexuais, formas e padrões sociais.

– Namorar, casar, se aventurar, nenhuma destas opções? Qual é a sua escolha?
– Como o homem se sente quando percebe a necessidade de compromisso?
– Qual a sua história dentro das relações afetivas?
– O que você deseja de um(a) parceiro(a)?
– Dividir contas? Pagar tudo sozinho? Não pagar nada? Quem é o provedor?
– Que imagens da relação dos seus pais ficou para você?
– Cuidar dos filhos? Deixá-los com a ex? Assumir a família?
– Como lidar com as antigas relações, em relação às novas?

São muitas dúvidas, muitos assuntos a serem discutidos, e mais do que isso: vivenciados através de movimentos de constelação sistêmica e dinâmicas que iremos propor! A ideia é que, a partir da troca de experiência e dos trabalhos, possamos entender que a sociedade está muito mudada, nosso papel masculino também, e que existe uma nova forma de nos encaixarmos, sem a sensação de cobrança, culpa ou peso que é tão comum a nós, homens.

Local: Casa Viva

Rua Monte Serrat, 247 (ao lado do metrô Carrão)

São Paulo – SP

Quanto

R $ 110,00 por encontro

Inscrição

Clique aqui e preencha o formulário

Facilitadores

Alex Possato – Empresário, terapeuta e professor de constelação sistêmica, divorciado e  casado novamente (e muito bem, obrigado!), pai, filho, homem em busca de si, da espiritualidade e do real sentido do sucesso. Encontrou nas vivências do Diamante Bruto um lugar para resgatar o próprio masculino, a força dos seus ancestrais e a alegria por ser homem – embora não saiba muito bem o que é isso

Fernando Tassinari – Empresário, consciência em expansão, reconhecendo a melhor forma de expressão no mundo, apreciador das artes de autoconhecimento, praticante de constelação sistêmica, participou de todos os encontros do Diamante Bruto, auxiliando na sua condução.

 

 

Alcoolismo: o que há por detrás?

Gente! Um brinde ao meu novo video! O tema? Alcoolismo… Quer saber o que a constelação fala sobre o vício no álcool? Quer entender o meu processo como alcoólatra, e o trabalho para deixar a compulsão? Caminhos para também poder sair do vício? Dê uma olhadinha!!! Tim-tim!!!

Eu quero libertar a mulher, mas… também quero ser cuidado por ela!

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Acabo de retornar de um revigorante final de semana prolongado em Gonçalves, pequena e pacata cidade na região montanhosa da Mantiqueira, Minas Gerais. Desta vez fui eu e ela. Somente eu e ela, como eu tanto desejava. Já que a última vez que era para ir eu e ela, quando vi, era eu, ela e outros convidados dela… Não que eu não goste de sair com grupos. Mas existem coisas que só podemos fazer a dois. Sim… além do óbvio… Por exemplo, DR. Discussão de relação. Só a dois. E era uma coisa necessária, já que havíamos falado em fevereiro sobre a importância de olhar para os rumos da relação – observando aspectos financeiros, emocionais, sexuais, afetivos, planos pessoais, planos do casal, etc., etc., etc. E cá entre nós, nunca é fácil conversar assuntos importantes entre um homem e uma mulher.

Por mais afinidade que tenhamos, os resquícios de problemas nas antigas relações, a falta de diálogo verdadeiro dos nossos pais e avós, as inúmeras crises e confrontos entre homem e mulher da nossa história familiar, os nossos bloqueios e neuras pessoais, tudo isso pesa contra o bom diálogo do casal. E é necessário estar pronto para aquilo que possa surgir. Porque discutir relação não é impor minha vontade. Nem engolir a vontade dela. É dizer o que sente, verdadeiramente, e para isso, é até bom pensar um pouco antes de falar. E estar disposto a escutar o que o outro diz, sem se melindrar.

Mas… às vezes, não é possível.

Preparamos tudo certinho. Um lugar encantador, vinho, amêndoas, isolamento, paisagem maravilhosa, cartinhas de tarô para quebrar a racionalidade… Mas bastou ela dizer que se sentia em alguns momentos não vista por mim, devido minhas inúmeras viagens, e que por causa disso, começava a “dar um gelo” em alguns momentos, dedicando-se aos seus trabalhos profissionais quando eu queria estar com ela, para que a minha criança interna gritasse.

Senti-me rejeitado, mas nem consegui falar isso na hora. Só no dia seguinte. O meu lado emocional ferido dizia: justo eu, que faço tudo para trazer segurança e estabilidade à família, agora ainda sou mal visto! Como se eu não me importasse com ela?!? Que audácia! Então, está bem! Não vou mais ligar para nada!

Lógico que dentro de mim também há um homem adulto que já se “terapiou” o suficiente para entender que a sensação de rejeição é originária das dores em vias de resolução das relações com as mulheres importantes da minha vida, antes: mãe, avó e ex-esposa. Mas na hora do “aperto”, não há razão – só emoção! Virei a cara e me enfiei na caverna.

Como um homem moderninho, já entendi que a mulher tem um lugar muito diferente na relação familiar: trabalha, tem suas responsabilidades financeiras, seus problemas pessoais e da própria família, e com certeza não pode estar disponível 100% do tempo para o homem. E aquela mulher que aguardava ansiosamente a volta do homem provedor para casa, para tirar seus sapatos, fazer-lhe um escalda-pés, dar-lhe uma sopinha quente e fazer carinho não existe mais. Mas talvez haja dentro de mim um homem que ainda espera esta mulher imaginária, e ao primeiro sinal de não ver este papel cumprido, fica irritado e magoado.

Os homens dizem que aceitam o novo papel feminino. Mas será que é isso mesmo?

“Detestamos as ideias de mudança, mas ao mesmo tempo muitos entre nós querem alterar os seus relacionamentos pessoais com as mulheres, e outros, mais ainda, acham que deveriam querê-lo. As nossas declarações de aceitação são muitas vezes disfarces ou rejeições do nosso ódio e da nossa recusa. Mas essas não são apenas emoções negativas. A maioria de nós quer verdadeiramente que as mulheres de nossas vidas sejam felizes. Muitos de nós começam a perceber que para que isso ocorra, é necessário que elas tenham autonomia pessoal, inclusive independência econômica. Alguns de nós querem superar o medo que sentem do poder feminino. Outros querem se libertar de fardos tradicionalmente masculinos”, diz Anthony Astrachan, no livro Como os Homens Sentem.

Trabalhando com grupos de homens há mais de um ano, tenho a percepção desta aparente incongruência: queremos que nossas mulheres sejam livres e felizes. E ao mesmo tempo, sentimos a falta dos cuidados delas. Nos sentimos responsáveis por inúmeras situações dentro do relacionamento, e temos a nítida sensação de não dar conta. E então, nos sentimos fracassados. Às vezes, não damos conta da vergonha que sentimos e damos o fora da relação. Este é um lado masculino que poucas vezes é olhado: dizem que os homens vão embora porque são sem-vergonha. Embora entenda que, terapeuticamente, há uma razão para um homem procurar outras mulheres – e não vou entrar neste assunto agora, o que eu presencio nos nossos grupos não é isso: os homens sentem muita culpa e vergonha. E não dão conta do peso de não serem “bons o suficiente”.

E sabe de uma coisa? Não somos “bons o suficiente”! Necessitamos dos cuidados das nossas mulheres também. Foi bom eu reconhecer a minha necessidade. Mesmo que tenha vindo em forma de birra. Ela também precisa de mim. Também não é “boa o suficiente”. Olhar para a necessidade de afeto que existe entre um homem e uma mulher é sair do padrão burocrático de cumpridores de papéis: o provedor, a cuidadora, o pai, a mãe, o garanhão, a disponível, o fazedor, a sonhadora, o que manda, a que segue. Nada disso tem tanta importância – e se essas funções são cumpridas pelo homem, pela mulher ou por ambos –  quando entendemos que uma relação existe para que ambos aprendam a amar um ao outro, incluindo as dores, as sombras, os medos, as dificuldades, as neuras, as carências… e também a doçura, a firmeza, o caráter, a amizade… as diferenças… E quando entendemos que, por melhor que façamos, jamais seremos capazes de suprir a necessidade de amor e cuidado que temos dentro de nós.

Conforme explica Eva Pierrakos, em Criando União: “Vocês lutam como se a vida de vocês estivesse em jogo – por dentro. É preciso admitir esse conflito para poder revelar o desejo original de ser amado, e o sentimento de tristeza por não serem amados como deveriam. Pensem na frequência com que as reações emocionais são desproporcionais quando alguém discorda de vocês. Entretanto, se estiverem profundamente convencidos de que aquela pessoa os ama de todo o coração, e manifesta seu sentimento com ardor e ternura, a divergência não importa.”

 

O esforço e a realização

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A prosperidade do universo – a prodigalidade e abundância do universo – constitui

uma expressão do espírito criativo da natureza. Quanto mais sintonizados estivermos

com o espírito da natureza, mais fácil será o nosso acesso à sua imensa e infinita

criatividade. Mas primeiro terá de ultrapassar a turbulência do seu diálogo interior para

estabelecer a ligação com esse espírito abundante, próspero, infinito e criativo.

Deepak Chopra

O esforço é ensinado como algo positivo. Muito positivo. Desde pequenos, somos julgados pelos nossos esforços e pelo resultado daquilo que nos propusemos a fazer. O esforço está intrinsecamente vinculado à avaliação dos resultados. Se nos esforçamos e não conseguimos os resultados, somos um fracasso. Se não nos esforçamos e não conseguimos os resultados, somos preguiçosos, indolentes.

Eu gostaria de colocar mais pimenta nesta equação: e se não nos esforçamos e… conseguimos o resultado? Talvez você me diga: isso é impossível! Sem esforço, não há resultado satisfatório. Bem… permita-me discordar, caso seja este o seu pensamento. As coisas mais importantes da minha vida surgiram como bênçãos na minha vida, em momentos em que eu não estava plenamente envolvido na tentativa de realizar algo… Minhas relações afetivas surgiram. Meu caminho profissional, surgiu. Os textos que produzo, surgem. Meus cursos, surgem. Dons que até então eu não os reconhecia, aparecem.

Existe um trabalho para que essas coisas ocorram? Sim e não. Trabalho diariamente para poder ver o caminho que está mostrando. Costumo dizer que o meu trabalho é muito mais para eu parar de atrapalhar aquilo que quer se mostrar na minha vida, do que fazer algo acontecer. Faz um bom tempo aprendi razoavelmente a confiar na sabedoria milenar chinesa, o conceito do wu wei: não-ação.

Na não-ação, não há esforço

“Ação é fazer. Não-ação é não ter a intenção de fazer. É fazer sem intenção de fazer e não deixar de fazer. Isso também é chamado o Caminho da Naturalidade. O Caminho da Naturalidade não deve ser confundido com a não-ação, com a renúncia da ação. A não-ação não é desmazelo nem preguiça ou irresponsabilidade.
Devemos trabalhar com o silêncio interior. Assim, é importante a prática da meditação cotidiana: todos os dias devemos nos colocar numa posição de quietude absoluta, entrar no silêncio. Como nossa mente é muito ativa e nossas emoções muito barulhentas, existem técnicas para entrar no silêncio e anular o excesso de atividades. O propósito de entrar no silêncio é recuperar a quietude interior. Essa quietude interior é a não-ação que permite que as coisas aconteçam naturalmente, no momento adequado.”
Wu Jyh Cherng – sacerdote taoísta

Vejo muita gente querida se esforçando para várias coisas: para realizar um projeto. Para engravidar. Encontrar um parceiro afetivo. Pagar contas. Dar certo na carreira. Eliminar vícios. Até para fazer práticas corporais e evoluir espiritualmente. Eu, volta e meia me pego fazendo esforços para realizar minhas tarefas diárias. Para entrar na disciplina da meditação. Para manter o peso que considero adequado. Até – olha a incoerência! – esforço para poder relaxar e descansar!

E quando percebo o “esforço interno”, começo a observar, meditativamente: quem, dentro de mim, está tentando chegar a algum lugar? Quem quer provar algo? Para quem quero provar que sou capaz? E invariavelmente, chego à mesma conclusão: existe um ego ferido internamente, que aprendeu com a família, através de dores, castigos, prêmios e desvalidações, a se esforçar. Diziam: esforce-se para alcançar! Mas quando alcançava, o desgaste havia sido muito grande! A recompensa não era muito boa. E quando não alcançava, caía na sensação do fracasso. O resultado é uma vida toda em busca da aprovação, e o sofrimento por sentir-me desaprovado e insatisfeito.

Deepak Chopra diz: “O ego representa a nossa auto- imagem; é a nossa máscara social; constitui o papel que desempenhamos. A nossa máscara social precisa de aprovação para se engrandecer. Procura dominar e mantém-se através do poder que exerce, porque vive no medo. O nosso verdadeiro Eu, que é a nossa alma, encontra-se totalmente liberto destas coisas. É imune à crítica, não teme os desafios, e não se sente inferior a ninguém. E, no entanto, também é humilde e não se sente superior a ninguém, pois reconhece que todos os outros constituem o mesmo Eu, a mesma alma, sob diferentes formas.”

Acredito que não precisamos “nos livrar do ego”, como pregam algumas linhas de autoconhecimento, para podermos agir a partir de um outro lugar. Basta olharmos para a programação interna, antes de agirmos. O nosso eu menor age em busca da aprovação. Foge da desaprovação e tem medo de ser rejeitado, de falhar. Este é um mecanismo aprendido, como disse, desde a infância. Havemos de olhar para nossas programações e desativar aquelas que nos levam, irremediavelmente, ao sofrimento. Isso é meditar. Meditação ativa. Em alguns casos, é necessário terapia, pois somente com a ajuda de um profissional, podemos olhar para as dores antigas que originaram nossos padrões de pensamento, emoções e comportamento. Assim, naturalmente, quando vamos passo a passo deixando de agir por estes mecanismos, as coisas começam a acontecer!

Quando o ego dorme, a realização começa a se mostrar

“- Há alguma coisa que um buscador tenha de pedir, ou tudo acontece por si só?
– Tudo acontece por si só, mas um buscador tem de estar alerta para não perder o trem. O trem chega, mas você tem de estar alerta. À sua volta muitas coisas estão acontecendo; em 24 horas, acordado ou dormindo, você tem de estar atento ao que está acontecendo. E, quanto mais alerta você estiver, mais vai se surpreender – estão acontecendo as mesmas coisas que estavam acontecendo antes, mas o significado mudou; a significância é diferente.”
Osho – Destino, liberdade e alma

Parágrafos acima, relatei sobre o esforço que fazemos para alcançar alguns objetivos. Por exemplo, deixei de beber. Novamente, deixei de beber. Já fiquei mais de 10 anos sem beber, voltei, parei, voltei, parei novamente. Acredito que agora cansei da brincadeira. E por quê cansei? Porque, pela primeira vez, resolvi investigar a fundo o meu mecanismo compulsivo, que me levou a beber, fumar e a ter diversas outras fugas através da compulsão. Baixei meu orgulho e procurei ajuda psicoterápica. E amorosamente conduzido, fui descobrindo quem dentro de mim necessitava se anestesiar. Qual era a parte do meu ego que continuava a sustentar uma ideia de vida miserável, de auto desaprovação, anulação das minhas conquistas, rejeição em relação aos meus pais e família… Quem, dentro de mim, estava gastando tanta energia para ficar ruminado o passado, e por isso, levando-me a perder tempo e energia para fazer as coisas que naturalmente querem fluir por mim.

Fato é: parei de beber, a compulsão tentou migrar para outros campos, observei e segurei a onda, e minhas realizações aumentaram de ritmo. Sem me esforçar para que elas acontecessem.

Tenho dito que muitos de nós estamos viciados em muitas coisas: bebida, sexo, relacionamentos, droga, cigarro, comida, compra, pornografia, jogo, distração, internet, fofoca, até cultura e saberes aleatórios… Estas compulsões são defesas do ego para anestesiar dores do passado. O vício, por mais terrível que possa se mostrar, dá um alívio na dor interna. Por pouco tempo. E novamente, precisamos do aditivo.

A maior disciplina será, portanto, observar nossos padrões de pensamento e padrões emocionais que nos levam aos comportamentos de defesa e fuga. Nos fazendo desperdiçar nossa energia e nossa vida. Mas mesmo esta observação, mesmo a meditação em si, não precisa ser feita com esforço. O esforço é totalmente improdutivo. Eu trocaria a palavra esforço por dedicação. Dedicação amorosa. As mudanças de hábitos não estão relacionadas com a quantidade de horas despendidas para tentar muda-los. Mudança é também natural e ela surgirá no momento adequado. Subitamente, sem aos menos darmos conta, somos tomados pelo milagre da realização: o dinheiro chegou! O relacionamento engrenou! Engravidei! Estou em paz! Emagreci! Lido bem com minha doença! Qualquer que seja o sonho que você alimenta – um parceiro, dinheiro, melhor saúde, uma casa, conexão espiritual, paz mental – qualquer que seja o sonho, ele se mostrará no tempo adequado, e na forma necessária. Você não tem poder sobre isso. O seu trabalho é se perguntar: onde e como eu estou impedindo o Universo de manifestar Amor em minha vida? Medite sobre isso. As respostas virão. E quando menos você esperar, os impedimentos se dissolverão… E aquilo que você é, em essência, começará naturalmente a se manifestar.