Aprendendo a servir

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Aquele que não sabe seguir, jamais saberá servir. O serviço requer o aprendizado de ter tomado os ensinamentos daqueles que vieram antes. De todos os líderes que vieram antes, nossos pais são os mais importantes. Não importa o que eles fizeram ou como os ensinamentos foram transmitidos. A lição foi passada. Em paz com os ensinamentos dos nossos pais, saberemos honrá-los, transmitindo amorosamente o legado que nos foi confiado.
Honrar verdadeiramente nossos pais não é fácil. Não é uma atitude social. A ação do filho que honra os pais não é direcionada a eles. É revertida em benefício aos outros. À humanidade. A honra aos pais se mostra em serviço ao próximo. A todos. Serviço amoroso. Quando se limita a alguns poucos do nosso meio familiar, por mais boa intenção que se tenha, há uma distorção. Geralmente gerada pela necessidade de receber algo que julgamos ter o direito de receber dos pais ou da família.
Por apego e carência, limitamos o nosso dar. Na necessidade de receber, fechamos nosso canal doador. Sem a profunda compreensão de que já recebemos tudo o que nossos pais e família tinham pra nos dar, não há serviço. O amor se retrai. O mundo fica mais vazio. Nós empobrecemos. A prosperidade não se mostra.
Ao contrário, quando estamos plenos da força que vem do pai e da mãe, somos um manancial de onde, naturalmente jorra serviço ao próximo. Damos, porque tomamos posse daquilo que recebemos. Vamos para o mundo. De peito erguido. Confiantes e abastecidos. Honramos o serviço realizado pelas nossas mãos, porque sabemos: são mãos que emprestamos aos nossos pais e antepassados, para que, através delas, Eles possam continuar a servir. Assim como foi desde tempos remotos. Assim como será no futuro distante. Muitos corpos. Um único servir. Uma única missão.

 

Alex Possato

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