Constelar relações afetivas: amarro seu amor em duas semanas, ou…

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Muitas pessoas estão em busca de amores. Um parceiro ou parceira para poder chamar de “meu amor”. Mas por não estarem reconciliadas com o próprio pai, a mãe e a forma – explícita ou oculta – que foi a relação afetiva deles, encontra um homem ou mulher que exatamente irá provoca-las a olhar para o que ainda não está ajustado em si. E, lógico, a relação trará conflitos. Conflitos necessários para que possamos nos abrir para a aceitação da nossa relação interior com nossos pais e as histórias de relações afetivas vividas por eles. E também pelos nossos ancestrais.

E como ninguém gosta de conflitos, ainda mais iludido por uma história de contos de fada, que diz que um parceiro afetivo existe para nos trazer felicidade, não aceita as lições que o Universo lhe traz. E descarta a relação. Alguns, estão tão machucados que não entram mais – braços, corpos e pernas fechadas para o outro, a outra.

Então… Tchan, tchan! Alguém fala pra fazer constelação familiar! Gente! Constelação familiar é terapia. Lembro-me recentemente de uma constelação onde a pessoa não conseguia há muito tempo (talvez durante toda a vida!) entregar-se para uma relação afetiva. E a constelação – lógico, né? – mostrou uma raiva enorme da mãe em relação ao pai, um galanteador que teve outras e outras mulheres, e deixava a mãe morrendo de ódio em casa. Para nós, terapeutas sistêmicos, entendemos que a menina também foi atingida pelo charme do papai, e de alguma forma, está apaixonada por ele. Simbolicamente, neste caso! Mas também aliada ao sofrimento da mãe, entendendo que relação afetiva é um desencontro temperado com ódio e abandono. Isso ocorreu na família dela. E também com ancestrais. Estas são as histórias reais de relação afetiva. Cinderela passa longe das verdadeiras histórias afetivas na nossa família, cheias de amantes, famílias paralelas, filhos bastardos, abortos forçados ou não, grandes amores rompidos, casamentos por interesse, bisavó pega a laço…

Com uma imagem interna assim, uma programação que diz, por exemplo – homem é charmoso, mentiroso e abandona, e relação afetiva duradoura e honesta não existe, não há como atrair algo maravilhoso. Algumas pessoas têm outras variáveis: homem ou mulher morrem, são fracos, doentes, violentos, bêbados, viciados, manipuladoras, etc. E o universo, sabiamente, irá nos prover de relações que irão nos desafiar nestes pontos ainda não interiorizados.

Vamos verificar alguns aspectos onde somos chamados a aprender a olhar numa relação? Lidar com o homem/mulher que não assume uma relação. Ou a traição. Ou ainda, a mentira. O descaso com o dinheiro. O desprezo. A humilhação. A solidão. Em muitas variáveis, estamos sendo chamados a nos tornar melhores seres humanos, mais compassivos. Para, aprender a lidar com todos os sentimentos que irão surgir desses desafios. Isso é constelar relacionamento. Qualquer outra ideia de que algum milagre irá acontecer sem a sua participação ativa no processo, sem o seu envolvimento profundo e corajoso, é uma grande enganação… Eu até acredito, energeticamente, em amarrações… É a energia da sedução potencializada com o desejo mental… Mas isso não é constelação… E cá entre nós, todos os acordos que você fizer baseado na carência e na manipulação, serão invariavelmente cobrados. E eu digo que o pagamento, quando vier, não vale a pena. Será muito mais doloroso. Não há como fugir das nossas lições. Melhor enfrenta-las e passar na prova, não é mesmo?

Na minha experiência de constelador, você se liberta quando encara verdadeiramente os sentimentos negados dentro de si. E muitas vezes, irá precisar de alguém para auxiliar a ver os sentimentos negados. A constelação irá auxiliar não a achar o príncipe encantado, mas a olhar com outros olhos o sapo que está ao seu lado. Ou abrir-se para relações, que irão provocar, mas você entenderá com maturidade as lições que vierem. E aprenderá até a curtir bons momentos que também irão ocorrer.

Ahhh! Esse caminho não serve? Que tal dar uma olhada nos postes perto da sua casa? Existem outras possibilidades. Eu não recomendo, mas…

Alex Possato

 

 

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