A mulher que não soltou papai (vídeo)

Ouvindo uma sugestão do público que acompanha o canal, Alex Possato desenvolve um pouco mais o tema “a mulher que não soltou papai”, que é uma continuação do vídeo “A filhinha do papai”.
O que causa este vínculo, que faz a mulher ficar presa à idealização de um pai (bom ou mau) e com isso, sente dificuldade de criar vínculos com homens?
Como isso reflete na relação desta mulher com a mãe dela?
E em relação às suas características femininas: a mulher se torna “menos mulher” e adota dons e atributos geralmente relacionados com o masculino?
Será que esta mulher irá atrair um “filhinho da mamãe”, um homem mais fragilizado, com características mais femininas (cuidador, intuitivo, artístico, emotivo, agregador, etc.)?
Enfim, estes são assuntos que Alex vai discorrendo durante o vídeo! Deixe também sua sugestão e peça temas para o Alex falar!

Você sabe lidar com a raiva?

raiva

Quando criança, tive que engolir muita raiva. Com muitas mudanças, muita agressão, muito descaso, eu era uma bomba relógio. Mas que era severamente punido nos atos de rebeldia. Quando desobedecia, castigo. Quando me comportava, recebia algum agrado, a sutil corrupção que toda a família faz. Um presentinho aqui, um agrado ali. Porém, para piorar, meu irmão recebia agrados melhores. Pelo menos ao meu olhar infantil. E o ódio espumava dentro de mim.
Aprendi a não confrontar diretamente as pessoas, porque eu não conseguia ganhar. Então, eu manipulava aqui e ali, fingia, enganava e buscava benefícios escondidos, para ter as coisas que queria. Fui programado a não manifestar minha raiva. Além de tudo, é pecado, diziam!
Cresci, sem aprender a lutar pelos meus objetivos. Fazia tudo pelas beiradas. Me aproximava das pessoas influentes. Seduzia com minha inteligência e charme. Conseguia coisas, mas a que preço! O preço da vergonha de não me bancar. Escondi tanto minha raiva, que achava que não tinha. Mas sempre fui uma bomba relógio. Que um dia, explodiu. Quanto acabou a grana. Quando acabou o casamento. Quando acabou a empresa. Quando acabou minha carreira. Acabou minha paciência. Graças a Deus!
Tornando-me terapeuta, verifiquei, que as pessoas que massacram a raiva para debaixo do subconsciente, ficam paralisadas. E dependentes.
Estas pessoas fazem isso porque, assim como eu, tem dores profundas, foram submetidas às ordens de forma agressiva, humilhante. Ficam então, sem força para a vida. Sem força para os próprios objetivos. Esperando alguém que faça por elas.
Conforme vamos nos terapiando, não tem jeito: acessamos a raiva. E se não a controlarmos, iremos agredir. A raiva descontrolada é tão prejudicial como a reprimida: ambas não servem para nós, pois estão a serviço da dor. Da dor do passado.
Tive que aprender a validar minha raiva. Meu ódio. Por tudo o que aconteceu. Por tantos maus tratos. Mas de uma forma sadia, através de dinâmicas e auxílio de pessoas preparadas para me acompanhar neste processo. E conforme isso foi acontecendo, pasmem: minha vida começou a fluir. Comecei a ir atrás dos meus objetivos e conquistá-los! Estou num processo ainda de ficar realmente bem com o passado. Coisa que não aconteceu totalmente. Nem sei se acontecerá. Mas já vejo o quanto foi importante toda esta jornada. Inclusive todos os destratos na infância: me fizeram ver o quão forte eu sou!
Olhar para a raiva, conscientemente, é um caminho para o sucesso!

Hoje coloquei no Youtube um vídeo falando sobre a Preguiça e sua relação com a raiva… acessem meu canal Alex Possato Oficial!https://youtu.be/LmO4ILFV3Cs

 

Quando a exposição nas redes sociais perde o sentido?

redes sociais

 

Estou há alguns meses bem contido nos meus textos e reflexões. Tenho postado menos os famosos “textões” que tanto gosto de escrever. Passo por um momento de reavaliação dos meus propósitos e dos meus objetivos: para que escrevo? Para quem escrevo? Onde quero chegar?

E percebi que, durante um tempo, estava andando no piloto automático: fazer textos no blog e Facebook, publicar posts no Instagram, criar vídeos para o Youtube. Existe uma dinâmica muito clara das pessoas que usam as redes sociais como forma de alavancar sua imagem profissional, e esta dinâmica passa pela quantidade de informação e exposição fornecida, geralmente conteúdos atrelados à venda de cursos, workshops e produtos. Até aí, tudo bem. Ninguém está obrigando ninguém a comprar isso ou aquilo. E muito do conteúdo que é oferecido, às vezes tem significância.

Mas no meu caso específico, eu não estou começando agora. Não preciso me tornar conhecido, porque meu trabalho anda muito bem, obrigado. E eu sou um cara que busca sempre ser muito verdadeiro nas coisas que faz. Dias destes publiquei uma postagem no Instagram perguntando exatamente sobre isso: para que bombar na Internet? E vieram dezenas de respostas, a esmagadora maioria falando para mim o quanto que é importante levar o conhecimento e reflexões que proponho a mais e mais pessoas. Fiquei muito feliz com as respostas… mas também analisei algumas que concordavam que o excesso de mídia denota insegurança do comunicador.

Elogios são maravilhosos e críticas também. Me perguntei: existe alguém, dentro de mim, que realmente tem um conteúdo útil, bacana, verdadeiro para ser passado? Sim! E existe alguém que deseja ser visto, aprovado, validado, elogiado? Também sim! E tem alguém que foge das críticas, comparações e julgamentos como o diabo foge da cruz? Claro!

Somos seres múltiplos, e ao mesmo tempo que habita um ser missionário em mim, coabita uma criança abandonada buscando carinho. Existe um comunicador intuitivo e espontâneo, mas também vive um marqueteiro conhecedor dos meandros emocionais que podem atingir mais e mais público.

Eu sou visto! E daí?

As redes sociais dão esta falsa ideia de que estamos sendo vistos. Sim, estamos. Em alguns segundos. Para depois, não mais. Pense bem: das centenas, milhares de frases, textos e vídeos que você vê, qual o nome das pessoas que produzem estes materiais realmente você lembra? E se estas pessoas deixassem de produzir material por alguns meses, será que a ausência seria notada? Não surgiriam outros comunicadores para preencher este espaço? Fazendo coisas tão boas ou bem melhores daquelas até então produzidas?

A questão então volta a ser: para que produzo? Para que faço o meu trabalho? Em essência, o que estou desejando? Acho que estas perguntas podem auxiliar todas as pessoas, incluindo aquelas que não se comunicam na Internet.

Busquei o auxílio da Carol Guedes para realinhar os objetivos do meu trabalho. Porque embora eu entenda conscientemente as indagações que fiz, não estava conseguindo encontrar respostas que aliviassem o meu sentimento de vazio e frustração com as redes sociais. Principalmente após ver tantas ofensas e perversidades sendo disparadas gratuitamente, poluindo a tela do meu celular e computador, nos últimos meses de campanha eleitoral.

Vale a pena oferecer flores num campo de batalha?

Quando o “eu” fica em segundo plano, a mensagem ganha importância

Talvez você tenha notado que estou conduzindo a narrativa deste texto em primeira pessoa. Eu, eu, eu… Aí é que está o problema. Quando trabalho para “me” divulgar, alavancar o “meu” trabalho, ficar pessoalmente conhecido, “me” destacar, aumentar “meus” números, estou a serviço de um ser carente, que ilusoriamente acredita “ser alguém” quando ganha visibilidade. Eu posso dizer que este ser dentro de mim é um ser adoentado. Frágil. Que é alimentado com migalhas de likes e emojis. Lembra-me o Tamagotchi, bichinho virtual que era febre há 20 anos atrás. Se não alimentássemos e cuidássemos dele, ele morria…

Pois bem. Para que possamos realmente expressar qualquer coisa através da nossa essência, é necessário, ao menos, deixar nosso ser em busca de reconhecimento de lado. É o que penso. O Tamagotchi interior precisa ser desligado. O foco precisa ser direcionado para “você” e não “eu”! O conteúdo das coisas que faço precisa ser carinhosamente pensado para agregar conteúdo na “sua” vida. Porque, se não agrega, para que fazer?

Em silêncio, eu ouço você… eu vejo você… e me ouço… e me vejo…

Uma outra característica das redes sociais é o excesso. Poluição de informações, entretenimento, desinformações e estímulos. Nos mantemos presos a ela, quase 24 horas do dia. Tudo bem que as pessoas fiquem presas às redes sociais. Assim é o ritmo da sociedade frenética. Mas eu não preciso disso. Ao contrário, eu preciso de silêncio. Eu preciso de paz, para saber e ouvir o que você precisa. Onde está sua necessidade e se posso auxiliar. Se é que posso auxiliar. Falar coisas que possam abrir espaços de consciência. Abrandar os corações. Trazer possibilidades de cura e reconciliação. Provocações que façam você se mover.

Em silêncio, o conteúdo que produzir será muito mais sintonizado com as suas necessidades… e também me preencherá – mas de outra forma. Por você, a comunicação na rede social ganha sentido. Se for somente por mim, não tem sentido.

Assim podemos ir caminhando. Você no seu ritmo, eu no meu ritmo. Fazendo coisas porque o coração deseja fazer, e não porque me sinto obrigado a preencher espaços. E como a mente humana é um balaio de gato, sempre que eu sair deste trilho, conto com você para, através dos seus comentários, me alertar e orientar! Assim, acredito que faremos um bom trabalho! Eu e você! Em prol de algo muito maior que nós dois!

 

Alex Possato