Constelação Familiar em São Paulo com Alex Possato

12. Post Constelação Grupo sp

Amanhã estarei me encontrando com você na última constelação em grupo que realizarei, em São Paulo! Depois, somente em janeiro, após um período de férias, retiro de meditação e suaves planejamentos. Sim, suaves… porque vivemos numa neura muito louca de realização, como se isso fosse levar a algum lugar. A constelação ensina a respeitamos os ciclos da vida. O tempo da vida. O nosso tempo. Estou comprometido a trazer mais paz, presença e silêncio para o ano de 2019… Realizar sim! Mas com atenção plena. Passo a passo. Por isso, se você se sintoniza com isso, este é o meu convite. Aprendermos juntos a andar desta forma.
Amanhã será o encerramento deste ciclo de 2018 e o início desta nova fase!!! Se sentir chamado, venha!!!

12 de dezembro de 2018 (quarta-feira)
Constelação Familiar em grupo ( 3 vagas ) – das 18:30 às 22h
Valor para constelar: R$ 500,00
Valor para participar: R$ 50,00
Local: Rua Dr. Neto de Araújo, 320 (sala de reunião) – Vila Mariana (5 minutos do metrô Vila Mariana)

Inscrição: https://goo.gl/forms/MnAPbb5FIbVcZtch2

Abusado ou abusador: em que lado estou?

abuso

O sofrimento a serviço da vida pede que o assumamos,
para que o superemos, e, fortalecidos por ele, voltemos a viver.

Bert Hellinger

Há poucos dias atrás, estive participando de um curso avançado em tantra, onde tive a oportunidade de revisitar um lugar de muita incompreensão na minha história pessoal: abusos, sexualidade e prazer. Por que é tão difícil olhar para os abusos que vivenciei? Vou falar de mim: há um lugar de vergonha. Muita vergonha. Culpa e prazer. O permitido e o proibido. Todos sabemos que, quando nos deixamos levar por ele, o sexo é uma energia quase incontrolável, que nos toma e nos conduz a um lugar muito além dos certos e errados. Nas vezes em que acessei ter sido abusado, não creio que as pessoas envolvidas estavam querendo fazer “o mal”. Mas acabaram fazendo, afinal, na época eu não tinha como reagir. Como impedir. E não havia um consentimento, um entendimento. Ficou só o registro – que eu havia apagado durante anos da minha memória, de algo que foi ruim, mas talvez também tenha sido bom.

E esses ecos do passado me afetaram totalmente – no sentido de limitar minha capacidade de sentir prazer, de me entregar nas relações afetivas e permitir alçar os vôos magníficos que a sexualidade saudável proporciona.

Bem… falei tudo isso porque, novamente, vivemos um momento em que denúncias de abusos contra pessoas que estão num lugar de cuidadores, guias, líderes, treinadores e terapeutas estouram por todos os lados. Sendo um terapeuta, e também reconhecendo o meu lado abusado (e abusador!), senti vontade de falar um pouco sobre este assunto.

O abusado é um abusador em potencial – os padrões se repetem

Dando uma rápida busca pela internet, vi alguns depoimentos de psicólogos envolvidos nos trabalhos de acolhimento às pessoas em situações de abusos, onde eles garantem que aqueles que abusam foram também abusados na infância, principalmente os homens. A psicóloga Mery Oliveira, do Núcleo Forense do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, diz: “apesar de não ser regra, são frequentes os casos em que meninos molestados invertem o papel na adolescência e na fase adulta.”

Aqui entramos na questão das repetições de padrão, que a constelação familiar sistêmica tanto demonstra como verdadeira. Inconscientemente, acabamos adotando os mesmos comportamentos que nos levam à dor, ao sofrimento, como forma de “pertencer” ao sistema de origem. Nos atraímos ao comportamento daquele que foi excluído: seja o abusador, ou o abusado. No fundo, estamos gritando para que a dor seja vista.

Alguns de vocês poderiam dizer: e você? Não se tornou abusador? Eu posso dizer que tive uma educação extremamente moralista, que acabou me restringindo na sexualidade. Embora tivesse desde a adolescência dificuldade de lidar com a sexualidade de uma forma mais tranquila, não tive o impulso (ou talvez a coragem) de me expor nesta área. Adotei um comportamento de repressão, ao invés de extroversão sexual e também por causa disso, fui buscar auxílio de terapia e caminhos espirituais, o que acabou me direcionando para trabalhos de cura. Mas também abusei de outras formas, como comento mais para frente.

Os que foram feridos, buscam se curar… e muitos, tornam-se curadores

Não somente na minha história, mas observando centenas de pessoas que passam pelos meus trabalhos e cursos, vejo que é quase uma regra: pessoas muito feridas, traumatizadas, buscam incessantemente a cura. E é frequente que desejam se tornar terapeutas, psicólogos, líderes espirituais, coaches, etc. Principalmente conforme vão curando suas dores, percebem que podem auxiliar no processo de muitos.

Porém, os padrões não desaparecem por encanto. As marcas dos traumas, inevitavelmente renascerão, conforme vamos trabalhando com traumas de outras pessoas. Pela lei da ressonância, nós, terapeutas, atrairemos pessoas que passam por problemas que têm sentido com a nossa história pessoal. E se têm aprendizados ainda não efetuados, é uma possibilidade que a gente caia diante desta prova. Podemos nos perder. E isso não é somente um privilégio do assunto sexo, mas relacionado a diversas outras áreas: com o corpo, com a saúde mental, financeira, relacionamento afetivo, vícios, etc.

O próprio terapeuta, possivelmente, não enxergará o processo. Pode ser que use os argumentos mais plausíveis, embasados em correntes de pensamento x ou y, possuindo as melhores das boas intenções, para justificar suas atitudes. Mas ele estará disseminando a dor. E essa é a prova de que algo está errado.

Não confie em milagres… confie em si

Todos nós, terapeutas que estudamos aquilo que fazemos, temos ótimos argumentos. Sabemos muita coisa. Temos bastante experiência e muitas pessoas realmente recebem benefícios através das técnicas que propomos. Porém, o trabalho é sempre do cliente mesmo. Não é a constelação familiar que fará algum milagre. Recebi dias desses um comentário de alguém que dizia estar decepcionado com a constelação. Embora não o conheça, entendo o ponto de vista. Acredito que muita expectativa foi colocada sobre o poder da constelação. Como se ela, por si só, faria uma mudança. Às vezes, esta expectativa é jogada sobre o terapeuta. O líder espiritual. O conselheiro. O médium. O guru. O coach.

Infelizmente, a nossa inabilidade emocional e a perda do bom senso abrem portas para todos os tipos de abuso: sexual, financeiro, moral, profissional, espiritual. E como terapeuta de constelação familiar, tenho que dizer que as primeiras relações de abuso que sofremos estão relacionadas aos nossos pais. Somos abusados em casa, de diversas formas, perdemos a confiança naqueles que deveriam nos proteger, alimentar, incentivar, amparar, afagar… e partimos pelo mundo buscando substitutos para estes pais. Às vezes, os abusos em casa são tão velados, que achamos que estamos sendo bem tratados. Achamos que a manipulação que a família nos impõe é sinal de cuidado. É preciso aprender a distinguir o que é amor verdadeiro – que liberta, e o que é apego e manipulação.

De que forma também abusamos?

Percebi que, da mesma forma que fui manipulado na infância – literalmente, para satisfazer o desejo de outros, cresci e aprendi a manipular os outros, para que satisfizessem os meus desejos. Teci relações, sejam de amizade, amorosas ou profissionais, buscando sempre ser aprovado. Ser visto. Validado. Querido. Queria ganhar, e somente para mim. Usufrui de muitas coisas conquistadas nestas relações, mas eu dei muito pouco. Estava fechado para o outro, afinal, eu não queria me expor a novos abusos. E embora não tenha abusado ninguém, sexualmente falando, abusei de outras formas – tenho plena consciência disso. Ao fechar meu coração e limitar o meu amor, minha compreensão, eu estava, sim, abusando. Com isso, acabei atraindo novas situações de humilhação. Abandono. Rejeição. Não conseguia viver em prazer comigo mesmo, e com o meu corpo, porque o prazer depende, literalmente, do fluir da energia sexual em meu sistema. E isso eu não permiti.

Gostaria, por isso, de deixar esta pergunta, para você que realmente busca se conhecer e quer abrir seu coração para viver uma vida de prazer:

– de que forma também eu abuso?

Evite a fácil tendência de, diante das notícias dos dias de hoje, julgar, culpar e condenar aqueles que abusam. Se tantos abusos estão se mostrando, sistemicamente existe muita dor para ser integrada, em todos nós. E principalmente naquele que se sente atingido por estas notícias. Existe abusador e abusado dentro de nós. Está na hora de olharmos para eles.

Alex Possato

 

Cura sexual do masculino

tantra

Neste último final de semana vivi, sob a condução deste cidadão na foto, Ronald Fuchs, mestre tântrico experiente, sensível e totalmente devotado à sacralidade do tantra, mais uma experiência marcante, que jamais se apagará de minha memória.

Num grupo pequeno, em sua maioria formado por casais que já compartilham alguns anos de vida a dois, pude mergulhar nas minhas travas, minhas neuras, abusos reais e imaginários que povoam meu subconsciente, e impedem que a poderosa energia sexual – diga-se, criatividade, espontaneidade, beleza interna (que reflete no externo), entre outros atributos, pudesse se manifestar em plenitude em minha vida.

No caminho do tantra, precisamos de um companheiro. Ou uma companheira. É através do contato com o outro, que iremos sendo provocados a nos abrir. A confiar. A permitir. A desarmar. A fundir. E como temos medo desta entrega ao outro! Nossas dores de separação dos nossos pais, do desarmor vivido entre eles, as histórias de abandonos e amores perdidos do passado nosso e familiar, os abusos que sofremos ou provocamos, os prazeres proibidos, reprimidos ou censurados… tanta coisa que nos faz não acreditar que o outro está disponível e aberto.

Imagine você, vivendo com uma mulher, ou com um homem, anos a fio, e não confiando nele ou nela. Eu digo confiança num sentido total, íntimo, emocional, de alma… Isso foi uma das coisas que me impactou, nesta vivência profunda. Já vivi um casamento onde, apesar de tanta boa intenção entre nós, não havia a confiança e comunhão. Eram muitas dores minhas, não vistas. E dela também. E agora, ao lado da minha querida companheira, percebo ainda resquícios do medo da entrega.

– Ela vai me abandonar, igual mamãe me deixou!

– Ela vai me abusar, despertar meu desejo em meio a culpa e desconhecimento, como ocorreu com aquela empregada!

– Serei obrigado a fazer algo que nem sei o que é, como ocorreu com aqueles meninos e meu irmão!

– Ela vai me humilhar, como vovó me humilhou!

Ecos de um passado que já deveria ter ido embora, mas minha mente, por não ter integrado tudo isso e ficado em paz, insiste em manter as dores vivas, transferindo-as para as mulheres que estão em relação íntima comigo.

O prazer fica além de tudo isso. O êxtase necessita um esforço direcionado para transpormos os fantasmas. Tenho uma mulher totalmente disponível, sinceramente empenhada em estar comigo e me auxiliar neste processo (e eu posso dizer o mesmo, em relação a ela) e é importante que eu diga sim. Nas conversas entre casais, percebi o quanto de amor havia (e há!) entre eles, que foi sendo escondido porque não havia espaço para conversar sobre as próprias dores. Os medos. As dúvidas. Os desejos…

Ronald proporcionou a abertura deste campo de cura. Onde o homem pode se mostrar frágil. E a mulher também. Onde podemos despertar o homem curador do feminino e a mulher curadora do masculino, estabelecendo uma poderosa troca de amor, compaixão e sensibilidade. Somente assim, após a cura, que passa pelas emoções, crenças e limitações no corpo, é que a energia sexual pode aflorar verdadeiramente. Foi o que vivi. Em toda a sua força. Destruindo as divisões do ego. Embriagando o casal que, neste instante, se torna um. Um ser, abençoado pela energia universal que abraça a ambos.

Quisera mais e mais casais pudessem conhecer o poder da sexualidade sagrada como cura e caminho para algo muito maior. Transcendendo as ideias distorcidas que limitam o sexo a um jogo de sedução, prazer e orgasmo, e perdendo o objetivo maior, na minha visão, que é: a união, integração, fusão e espiritualidade.

 

Alex Possato

Treinamento em Constelação Familiar Sistêmica – São Paulo 2019

folder SP2019

Gente! Já está e pleno vapor as inscrições para a 8ª Turma de Treinamento em Constelação Familiar Sistêmica de São Paulo! Iniciaremos em fevereiro de 2019! E como sempre, tenho prezado pelo ensino bem particularizado e direcionado, trabalhando com turmas pequenas, até 35 pessoas. Meu compromisso com você que deseja se “Iniciar” nesta arte de ser facilitador sistêmico é dar todo o apoio necessário para realizar esta jornada, mergulhando na constelação familiar profundamente, entendendo na prática os conceitos de Bert Hellinger e treinando muito. Muito mesmo! Você terá a sua disposição a participação livre nos meus trabalhos de constelação, mas um grande diferencial é poder treinar desde o início no Projeto Incluir – o Laboratório de Constelação Familiar Sistêmica, que irá lhe preparar para lidar com grupos, atender clientes e “soltar” o seu lado terapeuta!
A jornada é instigante e nem sempre fácil. Para facilitar constelação, temos que permitir que a constelação faça parte da nossa vida, da forma como agimos diante da nossa família, e além disso, entendendo as Ordens do Amor em todos os setores que atuamos. Isso vem aos poucos, e os ganhos são imensos! A sensação de liberdade e leveza é indescritível. Subitamente, nos descobrimos terapeutas, de uma forma orgânica e natural. Assim é a forma como aprendi. E assim é a forma como ensino. Se sentir de fazer parte desta nova turma, fale conosco! Será uma experiência única e inesquecível, pode ter certeza disso!
Alex Possato

Datas:

Módulo 1 – 09 e 10  de fevereiro de 2019 (Ordens do Amor)
Módulo 2 – 23 e 24 de março de 2019 (Pais e Filhos)
Módulo 3 – 13 e 14 de abril de 2019 (Relacionamento Afetivo)
Módulo 4 – 18 e 19 de maio de 2019 (Ordens da Ajuda)
Módulo 5 – 15 e 16 de junho de 2019 (Movimento do Espírito)
Módulo 6 – 20 e 21 de julho de 2019 (Constelação Familiar na Prática)
Módulo 7 – 17 e 18 de agosto de 2019 (Técnicas de atendimento individual)
Módulo 8 – 28 e 29 de setembro de 2019 (PNL e constelação sistêmica – aprendendo a ler o seu cliente)
Módulo 9 – 19 e 20 de outubro de 2019 (Prática em grupo e individual e entrega de certificados)

Horário: das 9h00 às 18 horas (sábado e domingo)

Local: Leques Brasil Hotel (5 minutos do metrô São Joaquim)
Rua São Joaquim, 216 – Liberdade – São Paulo

Valor: R$ 7.200,00 (10 x R$ 720,00) ou 5% de desconto à vista
Inscrição: R$ 720,00 no ato da inscrição (será considerado como a primeira parcela do Curso)

Para se inscrever clique aqui e preencha o formulário

Informações: cursos@alexpossato.com ou (11) 99791-7211 com Patricia

São Paulo – Curso de Constelação 2019