Qual o significado de triangulação amorosa?

Dia desses um seguidor do meu canal no Youtube pediu para eu falar sobre triangulação amorosa. Ainda não fiz o vídeo, mas fiquei pensando sobre o assunto. E mais que pensar, afinal, esse assunto foi muito recorrente na minha história familiar e é importante falar de um lugar emocionalmente distanciado, fui estudar sobre o assunto. E como sempre, recorro ao querido Bert Hellinger, com suas visões provocativas, que me faz abrir a mente e o coração. Por exemplo, ele diz sobre a infidelidade: “Frequentemente, chega-se a uma situação em que se encontram outras pessoas importantes. Nesse caso, o outro não tem o direito de persegui-lo. Ele deve respeitá-lo assim como é e, talvez, exista uma boa solução para todos”. Legal, né? Você está vendo o seu namorado ou namorada ir com outro, e por mais que doa, diz: ok! Assim seja!
Bem, eu não! Eu atiro uma geladeira na cabeça dela! Por quê? Como disse, tenho no histórico familiar situações dolorosas de triangulações e infidelidade. No fundo, o que dói e me impede de olhar como um adulto que sou é que estou preso a uma carência. Qual carência? Não sei. Deixa eu perguntar pro Bert. E ele responde, com sua habitual franqueza: “Se um parceiro se encontra intensa e frequentemente com sentimentos infantis, isso é um risco para o relacionamento. Às vezes um parceiro diz ao outro: Se você me abandonar eu me mato, pois então a vida não tem mais sentido para mim! Com isso, o outro assume o papel de mãe, que deve zelar pela sobrevivência da criança. Com isso, ele deixa de ser um companheiro e, para ele, não existe outra solução senão abandonar a relação”. (Para que o Amor dê certo)
Então quer dizer que sou eu e minha carência de mãe que provoca o afastamento da minha companheira? “Sim”, responderia Hellinger.
Tudo bem. Acho que é o suficiente por hoje. Ficarei com isso, como digo aos meus alunos e clientes.

Alex Possato

Constelação Familiar em São Paulo, com Alex Possato

5. 2019 CG 21 maio

Olá, pessoal!

A constelação familiar em grupo é para mim uma ocasião onde posso passar um pouco deste conhecimento precioso de Bert Hellinger, auxiliando efetivamente no seu desenvolvimento pessoal e até profissional, ao entrar em contato com as Ordens do Amor e entender os padrões herdados que interferem na sua vida.

Além disso, é um mergulho no “campo sistêmico”, um ambiente de ressonância e sincronicidade onde emoções profundas são compartilhadas, e a partir disso, os participantes – de acordo com a própria vontade e mérito – têm a oportunidade de libertarem-se de medos, dores, traumas, conflitos, tristezas. Acessam assim a alegria de viver, a energia de reconciliação, aprendem a colocar limites e também a não invadir. Enfim, um trabalho muito especial!

Espero ver você! Até breve!

Alex Possato

21 de maio de 2019 (terça-feira)

Constelação Familiar em grupo ( 3 vagas ) – das 18:30 às 22h


Valor sugerido para constelar: R$ 500,00

Valor sugerido para participar: R$ 50,00


Informações: atendimento@alexpossato.com ou (11) 99791-7211 (whatsapp)

Inscrições clique aqui

Rua Dr. Neto de Araújo, 320 – Vila Mariana (sala de reunião) – Vila Mariana (5 minutos do metrô Vila Mariana)

 

Pacificando pensamentos e medos (vídeo)

Oi gente! Aproveitei mais um post que fiz no Instagram, a partir de uma frase de Bert Hellinger, para instigar você a pensar numa coisa: de onde vem suas idéias, crenças, medos? De quem são estes conflitos que carregamos dentro de nós? Será que precisamos combatê-los? Enfim, praticante de tantos caminhos espirituais e de autoconhecimento, sempre fui confrontado com esta questão: lidar com os pensamentos revoltados e os medos mais infundados que existem em mim. E fui descobrindo novas formas de olhá-los. E agora, compartilho com você, a partir do ponto de vista da constelação familiar… Quem sabe possamos conviver em paz com “nossas neuras”?

Não podemos atender “vítimas”

Quando falamos em vítima, estamos falando de um jogo neurótico que permeia relações humanas, descrito por Eric Berne nos trabalhos de Análise Transacional. Berne esclarece que nestas relações doentias, duas pessoas (ou grupos) se revezam em papéis diferentes: o salvador – o perseguidor/acusador – a vítima.
Vou dar um exemplo, que pode se encaixar em tantas e tantas situações: você vê alguém sofrendo. Você faz seus maiores esforços em auxiliar esta pessoa. Você quer salvá-la – se transforma em “salvador”. Esta pessoa, em primeiro momento, se coloca como alguém que aceita ajuda. Conta a sua história difícil, quantas e quantas vezes tentou se recuperar, mas a vida foi cruel. A sorte nunca lhe sorriu. Ela é “a vítima”. Você faz, faz, faz, ela melhora um pouco, mas depois, piora. Você começa novamente a ajudar, dando a sua energia, tempo, conhecimento, dinheiro, etc. Ela melhora um pouco, e cai novamente. Você começa a se irritar. Acusa a pessoa de conformada. Fraca. Descomprometida. Você se transforma em “acusadora”. E a “vítima” pode continuar no seu papel. Em geral, o “acusador” verá desperto em si muita agressividade. A “vítima” também está escondendo muita raiva.
Bert Hellinger diz que a “vítima” não está em paz com seus pais. E desconta no mundo a frustração. Percebo que o “salvador”, que depois se transforma no “perseguidor/acusador” também tem sérios problemas com os pais. A única diferença é que aprendeu a operar na vida de uma forma reativa: já que meus pais não deram o que eu queria, da forma como eu queria, faço por mim mesmo.
Perceba se esses papéis existem em sua vida. Seja numa relação afetiva, ao cuidar de alguém, talvez no assistencialismo. Se existe, comece a olhar para a sua relação com seus pais. E para a raiva, inconformismo, mágoa, tristeza que ainda carrega. Trabalhe terapeuticamente isso em si, e você se aliviará de uma grande carga. E de quebra, deixará de jogar este jogo macabro que só leva ao sofrimento.

 

Alex Possato

A mãe e o sucesso (ou fracasso)

 

Sempre que escrevo um texto como o da frase acima, alguém pergunta: e como reverter este processo? Já vou responder: a imagem que temos da mãe é interna. Assim como qualquer imagem que tenhamos a respeito de qualquer coisa. É uma série de conceitos que aprendemos a preservar, devido às nossas experiências, à nossa educação, ao meio em que vivemos e às heranças sistêmicas que recebemos. O que pensamos da nossa mãe não é a realidade. É só um pensamento, permeado por emoções. Vou repetir: o que pensamos da nossa mãe não é realidade.
Pensamentos, crenças e sentimentos podem mudar. Desde que queiramos mudar. E por isso, mudar o sentimento que temos em relação à mãe tem a ver com “sair de um papel de vítima”. E sair de um lugar infantil.
Como adultos, entendemos que causamos dores aos outros. Assim é o ser humano adulto. Assim foi nossa mãe. A mãe não é melhor mãe porque carregou a criança no colo, nem pior mãe porque a abandonou. Ela é mãe, aos olhos da constelação familiar, e proporcionou o maior sucesso que a criança poderia ter: nascer!
Mas e as dores que ela provocou?
Cada um terá que carregar suas próprias dores. Quando falamos que a mãe provocou a dor em nós, estamos nos colocando como criança que acha que ela fez isso de propósito. A criança acha que tudo gira em torno dela. Mas o adulto sabe que não é bem assim. A vida provoca prazeres e dores, e nada é contra ou a favor de nós. É tudo, simplesmente, vida.
Precisaremos carregar nossas mágoas, sem dúvida. E mesmo assim, podemos reverenciar a mãe como a fonte geradora da nossa vida. A maior e única fonte. Perfeita, pois nós nascemos.
Tá bom… mas preciso morrer de amores pela minha mãe?
Claro que não. Morrer de amor ou de ódio ainda é a criança presa aos dramas. E tudo bem se nossa criança está presa a isso.. A vida é mais simples. A mãe é a maior fonte geradora de vida para nós, plena e perfeita neste aspecto. Foquemos somente neste ponto, e esqueçamos o resto, por um tempo. Os próximos 70 anos…

 

Alex Possato