O que existe por trás do medo da escassez?

Quantas pessoas morreram na miséria, no passado familiar? Quantos se suicidaram, após alguma perda? Outros entraram em vícios, jogos, mulherada… Muita gente pode ter ficado com raiva pelo mau uso do dinheiro. Corruptos, traficantes, falsários, estelionatários ou empreendedores inescrupulosos podem ter sido nossos pais, avós, bisavós… Ou, quem sabe, gente explorada, assassinada, enganada por causa de dinheiro e posses.
As histórias deveriam morrer com o passado. Porém, como não foram bem digeridas pelas gerações anteriores, continuam “pesando” na vida dos descendentes, causando o que chamamos de “emaranhamentos”. Sem saber, inconscientemente, carregamos culpas, medos, pânico, desvios de comportamento e instabilidade emocional que nos leva ao fracasso, ao vitimismo, à dó, ao descontrole…
O grande trabalho de quem se investiga é tomar posse dos inúmeros dons que herdamos, e trazem benefícios ao mundo, e deixar estas identificações com os fracassos, mortes e perdas para o passado.
Mas como se faz isso?
O caminho é olhar para nossa relação com os pais. Se foi através deles que recebemos tudo o que somos nesta vida, será através deles que devolveremos todos os pesos que carregamos também. Falando especificamente de dinheiro, quanto mais em paz estivermos com tudo o que recebemos financeiramente dos pais (mesmo que tenha sido nada!), mais em paz estaremos com o poder da prosperidade que possuímos.
Podemos trabalhar nossa inveja, culpa, medo, raiva, ciúme, sensação de fracasso, dó, ambição, competitividade enlouquecida e muitos outros padrões que aprendemos devido a criação que tivemos, e ao processar tudo isso, deixamos o excesso para eles: papai e mamãe.
O poder de construir uma vida próspera começa em nós. Às vezes não vemos que os nossos pais e antepassados nos legaram também a força para o trabalho, a inteligência para administrar nossa vida e o amor para oferecermos os frutos daquilo que fazemos ao mundo. Quem sabe se pudermos amar também aqueles que venceram no passado – os ricos, poderosos, fortes, investidores, pioneiros, exploradores – consigamos equilibrar a força de realização, dentro de nós?

Alex Possato

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