Traição, triangulação e amantes (vídeo)

 

Respondendo a duas perguntas feitas pelas nossas seguidoras Gisele e Gabriela (assinem nosso Canal e vamos interagir!), falo sobre um tema bem polêmico: a triangulação, traição e amantes. Explico a origem da triangulação (que é sempre em casa, na família), o posicionamento fora de ordem que entramos quando nos colocamos a favor ou contra o pai ou a mãe – nos aliando a um e confrontando o outro, e como isso repercute na vida adulta. Explico principalmente que a carência que a criança sente quando não é vista, e ainda é jogada no meio da relação dos pais, tendo que se posicionar como se fosse um adulto, acaba gerando no futuro relações também conflituosas, onde o casal não se comporta como adulto, e fica brigando por questões emocionais que deveriam ser resolvidas com os pais. Um parceiro jamais poderá ser pai ou mãe do outro. A não percepção disso leva a pessoa a buscar novas e novas relações – de certa forma, buscando o amor perdido pelo papai (para aqueles que buscam homens) ou da mamãe (para aqueles que buscam mulheres). Bem, tem muita coisa neste vídeo, então o melhor é você dar uma olhada!
Curta o vídeo e assine o canal, gente! Assim vocês apoiam o crescimento constante do trabalho, levando mais e mais informações para vocês e muito mais pessoas!

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A gratidão em relação ao dinheiro

No mundo sistêmico tudo está certo. Este dinheiro veio através de muita raiva, disputa, sensação de injustiça. Bert Hellinger diz que a herança nunca é merecida. E se recebemos algo, seja de uma herança, partilha no divórcio, divisão de uma sociedade, doação ou até prêmio em loteria, será somente com muita gratidão, respeito e vontade de fazer crescer o patrimônio que conseguiremos ver a prosperidade sorrir na nossa horta.

Bem… posso falar do meu lado: eu não tinha gratidão. Na verdade, estava ávido pelo dinheiro, pois minha empresa passava uma temporada deficitária e eu entrei no programa muito conhecido: medo da falência. Medo de passar fome. Medo de ir morar embaixo da ponte. Algo que não tem lógica, pois nunca passei extrema dificuldade, mas uma sombra que carreguei de algum lugar do passado familiar.

Aquilo que não foi resolvido no sistema familiar veio a tona. Mas não era totalmente realidade. A sensação terrível de estar a beira de um colapso financeiro era muito mais imaginação. O universo estava me ensinando, neste momento, a lidar com isso. Com as dores da falta, que com certeza foram vividas por ancestrais durante centenas de gerações, e que eu estava agora revisitando, através de uma crise. Só uma crise. 

Fato é que não soube lidar tão bem. Tive que me desestruturar. E através da desestrutura, tomei decisões bem erradas. Que pioraram a situação. A pindaíba foi intensa. Assim tinha que ser. O passado pedia para ser visto, e desta forma, vivendo as dores, eu poderia olhar. Olhar para todos aqueles que padeceram, sem dinheiro, sem abrigo, sem aconchego, sem nada. Olhar, sem fugir deles. Sem tentar me tornar próspero, só para não enfrentar a dor que eles sentiram.

Pode parecer estranho, mas esse olhar dá força. Porque aí sim tomei posse da minha “herança” real: a luta e a força dos meus antepassados. E então, comecei a crescer. Com minhas próprias pernas.

Alex Possato

Curso de Constelação Familiar Sistêmica

Me perguntam: o que preciso para ser um constelador? Acho que, em primeiro lugar, o “chamado”. Pois a constelação não é apenas uma técnica. É, para mim, uma filosofia de vida, que norteia meu comportamento. E após o chamado, um curso de formação em constelação. Como este que estou iniciando em Brasília, a partir de 27 e 28 de julho de 2019.
Explico detalhadamente como é o processo da formação, o que iremos trabalhar, como iremos nos desenvolvendo, até o processo de estarmos habilitados para sermos facilitadores de constelação.
Ser constelador é uma grande jornada de vida! E se você sente este chamado, convido-o a acompanhar este vídeo para “sentir” como é o caminho…

Curso de Constelação em Brasília – saiba mais clicando aqui: https://alexpossato.com/brasilia2019/

 

A liberdade de cada um dentro da relação

Imagino uma relação afetiva como uma viagem à um país distante e exótico. A cada instante, uma surpresa. Nem sempre agradável, mas às vezes, maravilhosa. Ocorrem coisas que quebram com todas as nossas crenças e formas de agir, afinal, é uma cultura bem diferente. Percebemos como nossa rigidez mental aprisiona, condena, machuca, ofende. Mas num país que não é o nosso, não temos o direito de fazer nada, a não ser, observar e aprender com o diferente. 

Assim também deveria ser dentro da relação, que é um ótimo lugar para observarmos, sem intenção de mudar nada. Encontramos ao nosso lado um universo bem diferente do nosso. E isso é fundamental para o desenvolvimento, para o crescimento, para o aprendizado do todo. “Um sistema vive devido a um intercâmbio permanente”, dizem os consultores sistêmicos Siebke Kaat e Anton de Kroon. E acrescentam: “Se, por qualquer motivo se estanca este intercâmbio, o sistema começa a perder a força vital”. Por isso, a troca entre os “diferentes” é muito saudável. Não há porque querer obrigar o outro a ser como você, nem vice-e-versa.

Quando olhamos para uma relação como um “sistema”, que promove a vida a todos os envolvidos, saímos da ilusão de “conto de fadas”. O objetivo maior do Universo quando promove o encontro de duas pessoas é o crescimento, o desenvolvimento da humanidade, a manifestação dos melhores dons que só podem vir através das mãos do homem, o que é muito facilitado quando se estabelecem relações. Esqueça a idéia autocentrada de “encontrar alguém para ser feliz”. Em primeiro lugar, porque não encontramos “alguém”: o universo nos brinda com a presença de alguém. E em segundo lugar, porque nos vemos felizes quando percebemos o nosso lugar diante da vida, e desempenhamos este papel com maturidade e alegria. Estejamos em relação ou não. Quem sabe, com esta consciência, possamos esquecer um pouquinho a hipnose coletiva do amor romântico e idealizado…

Alex Possato

 

Como ser um constelador?

Turma de Formação do Curso de Constelação Familiar Sistêmica em Brasília 2019

Resolvi escrever um pouco sobre o curso de constelação familiar que faço. E começo falando sobre a preparação que propicio ao aluno. Pois constelar é um serviço exigente. Estaremos reverberando o nosso campo junto com o campo do cliente, e isso precisa ser feito em consonância com as Ordens do Amor, o que significa que preciso sempre olhar: o que estou excluindo? Ou: a quem estou identificado em relação ao passado familiar? Estou fora de ordem hierárquica no meu sistema? Permito o livre fluxo do dar e receber?

Minha atenção primeira é, então, auxiliar o aluno a se observar diante do seu próprio sistema familiar.

Um terapeuta de constelação necessita diariamente reequilibrar-se diante do próprio sistema, para que assim consiga lidar de forma adequada com os sistemas dos clientes. 

Além deste mergulho necessário no próprio sistema familiar, vou introduzindo técnicas de entrevista, condução de movimentos sistêmicos, sensibilização e cultivo ao silêncio, já que o campo é percebido através da observação distanciada, sem julgamento.

Em pouco tempo, lanço os alunos novos ao desafio de conduzirem constelações de clientes, através do Projeto Incluir, mesmo que este aluno tenha pouca experiência – eu estarei junto, orientando, e a aprendizagem que um aluno adquire nestas práticas é grandiosa.

Turma do curso de Formação em Constelação Familiar Sistêmica em São Paulo – 2019

Gradualmente, vamos avançando também no conhecimento da teoria da constelação familiar sistêmica, segundo Bert Hellinger. Iniciamos, como disse acima, pelas Ordens do Amor. Estudamos as dinâmicas na relação entre pais e filhos. Posteriormente, as dinâmicas nas relações afetivas. E finalmente, conheceremos as Ordens da Ajuda, que orienta o fluxo do Amor na relação entre terapeuta-cliente. Estes módulos são muito bonitos e instigantes, já que ao mesmo tempo que vamos aprendendo a “teoria”, estamos sendo trabalhados intensamente, praticamos passivamente e ativamente em exercícios, somos desafiados a nos colocar no papel de terapeuta e condutor de grupos, e assim a constelação começa a fazer parte da estrutura do aluno.

Esta fase permite uma preparação sólida tanto no sentido intelectual, mas sobretudo, em relação a como lidar com a ampliação de consciência e percepção ampliada que o trabalhar com a constelação propicia.

Alunos treinando durante o Projeto Incluir – laboratório de constelação familiar sistêmica

Lógico que é passo-a-passo. Muitas pessoas terão mais dificuldade em trabalhar com uma terapia predominantemente intuitiva e energética – por serem mais racionais. Mas isso não é problema. Eu vou auxiliando, buscando realmente dar a mão a estas pessoas (pois um dia eu fui o que chamo de “cabeção” – uma pessoa que racionalizava tudo e com medo da sensibilidade!) e de acordo com a permissão do aluno, vamos explorando este campo lindo e amplo dos diversos sistemas que teremos acesso. Em algum momento, o aluno começa a confiar na percepção sensorial e entende que a razão pode até vir depois, mas não durante um trabalho de constelação familiar.

Alex Possato conduzindo o treinamento com bonecos para atendimento em constelação individual

Aprendendo o trabalho com o grupo, iremos adentrando nas técnicas de atendimento individual: âncoras de solo, bonequinhos e constelação na imaginação. E paralelo a isso, o aluno deverá se aprofundar um pouco mais na sua habilidade de entrevistar e extrair a questão do cliente, através do desenvolvimento da comunicação a dois, que é diferente da comunicação em grupo. Para isso, o conhecimento de alguns aspectos da PNL (programação neurolinguística) auxiliarão, pois o que diferencia realmente a constelação individual da constelação em grupo, para o terapeuta, é a forma de atender, abordar a questão, ouvir o cliente e permitir que o campo sistêmico se demonstre. Ou seja, a energia da constelação é a mesma, mas o caminho para chegar até ela é diferente.

São 9 módulos intensos, onde em praticamente todos os grupos que conduzi, criou-se uma amizade pouco comum: as pessoas aprendem realmente a gostar uma das outras, e mesmo diante daquelas pessoas com quem temos diferenças de pensamento ou comportamento, existe o respeito e até a admiração.

Aos poucos, o aprendizado vai se mostrando, de forma não linear: a constelação não se aprende por um acúmulo de estudo, de conhecimento e nem mesmo de prática. É uma experiência que vai, no seu tempo, fazendo parte de nós. Ao término do curso, todos saem sabendo constelar. Porém, tenho que dizer: a formação de um terapeuta tem a ver com a experimentação, os anos de prática, o auto-trabalho… E neste sentido, coloco a disposição o Projeto Incluir para todos os ex-alunos também, de todos os cursos que fizemos juntos, para virem treinar. É tão bom quando vejo alguém que já fez o curso anos antes, retornar! Dá uma satisfação e alegria enormes!

Ah, não dá para participar do Projeto Incluir?

Não tem problema! Disponibilizo a participação dos ex-alunos em meus workshops e no próprio curso de formação – que pode ser refeito totalmente ou em alguns módulos, além de fornecer material constante através das redes sociais, buscando assim auxiliar no desenvolvimento de cada um, sempre que for possível!

Alunos conduzindo e participando de constelação familiar durante o treinamento

Tenho que dizer que o Curso é um primeiro passo. Nos “formamos” terapeutas sistêmicos através do constante trabalho interno, como falei acima, da experimentação em atendimentos individuais e em grupo, através da participação em rodas de constelação, e principalmente pela observação consciente dos próprios pensamentos e estratégias de comportamento, onde perceberemos nossas mudanças e nossos bloqueios, onde estamos em desequilíbrio e onde já conseguimos fluir no Amor maior, que significa, em resumo, permitir que tudo seja como é. Tornar-se um constelador é, portanto, um caminho também de ampliação de consciência e despertar interior, a ponto de eu poder afirmar: jamais seremos o mesmo que entrou num curso de constelação familiar sistêmica!

Próximo curso de constelação familiar sistêmica com Alex Possato iniciando em Brasília a partir de 27 e 28 de julho de 2019! Clique aqui e saiba mais!