A importância do auto cuidado

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Você tem problema de pausar a sua vida corrida para cuidar de si mesmo? Fazer uma massagem é só quando dói? Ou preparar um banho relaxante especial tem a ver com o seu nível de estresse?

Bem… eu tenho! Mas a constelação sistêmica me ensina a olhar para mim e para minhas sensações, e posso dizer que o corpo é o primeiro lugar onde os avisos de que estou ultrapassando os limites ficam claros.

Olho para minha família, e vejo pessoas que só se permitem cuidar quando estão na doença. É um padrão desgraçado, que diz que devemos trabalhar como camelo, estar disponível a todo mundo, dar de si o tempo todo, e ficar feliz com isso. 

Mas… onde entre o dolce far niente, como dizia vovô Orlando? Lembro-me dos roncos diários dele, sentado no sofá após o almoço, com um livro jogado ao lado, o cigarro apagado e às vezes um disco de ópera tocando ao fundo, como a maravilhosa Cavalleria Rusticana… Intermezzo… ahhh, vovô Orlando…

A mesma família que me ensinou a pegar firme no trabalho, também me ensinou a descansar… a curtir… a ter prazer… 

A criança que reside em mim não parou somente em alguns aspectos difíceis da minha convivência familiar. É preciso “ter olhos de ver e ouvidos de ouvir” para realmente abraçar cada mínimo detalhe do passado, descobrindo as pérolas que ficaram escondidas por entre gritos, brigas e solidão.

Posso me permitir cuidar de mim, mesmo que mamãe não tenha conseguido tão bem isso. O que eu faço com o presente que ela me deixou – eu e meu corpo! – é meu assunto. E resolvo homenageá-la, cuidando o melhor que puder… de mim mesmo.

Alex Possato

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