Como é viver sem crenças limitantes?

Existe uma linha de estudo terapêutico que fala do “eu idealizado”. É como se criássemos internamente um modelo de perfeição que deveríamos alcançar, e lógico, nunca alcançaremos. Como se forma este “eu idealizado”? Se forma através dos padrões de crenças e comportamentos aprendidos através, principalmente, da nossa família.

As centenas de broncas, comparações, punições e premiações que recebemos, para as coisas que fizemos “bem feito” ou “mal feito”, servem de matéria prima para este “eu idealizado”. Avançando um pouco no conhecimento da constelação familiar, também entendemos que os comportamentos excluídos do nosso sistema – por exemplo, os assassinos, aqueles que abandonaram, roubaram, exploraram, corromperam, se submeteram, etc. – “pesam” no nosso inconsciente, fazendo com que queiramos fugir destes comportamentos de uma forma totalmente neurótica. Assim, criamos um ideal de perfeição em nós atrelado a pensamentos de intolerância a determinados tipos de comportamento.

É incrível como não percebemos que já somos o melhor que podemos ser, aqui e agora. Não importa se não sabemos x ou y, se não alcançamos determinado patamar financeiro ou status social, se não casamos ou não temos filhos, se não respondemos aos padrões estéticos ou sexuais da sociedade, se não falamos mais de uma língua ou não temos graduação adequada, se não viemos de uma família funcional, se deixamos de amar nossos pais… por aí vai. Tudo aquilo que não presta em nós e em nossa vida são crenças implantadas paulatinamente. Crenças que detonam nossa sanidade e autoestima.

Convido você a brincar de se permitir “ser quem você é”, somente por 24 horas. Somente por hoje! Sem criticar absolutamente nada daquilo que você faz, deixa de fazer, pensa ou deixa de pensar… Inclua até se não conseguir totalmente se “permitir” ser quem você é… Experimente viver um dia sem ser dominado pelas crenças massacrantes que te dominam. E depois me conte como foi a experiência!

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