
Toda constelação de carreira bem conduzida segue uma estrutura. Ela não engessa o trabalho, mas evita que a sessão vire uma conversa sobre a vida sem destino nenhum.
Fase 1: identificar o sistema a ser trabalhado
Antes de tudo, é preciso saber de que sistema estamos falando. Exemplos: financeiro, administrativo, vendas, criação de produto, encerramentos, parcerias, lançamentos, comunicação e marketing, planejamento.
Parece burocrático, mas é o que separa uma constelação de carreira de uma terapia genérica. Sem recorte, não há campo.
Fase 2: identificar as pessoas e os relacionamentos
Quem está envolvido? Sócios, parceiros, funcionários, diretores, departamentos. E, principalmente: qual é a qualidade da relação entre eles?
Muitas vezes é aqui que a queixa inicial já começa a mudar de lugar.
Fase 3: identificar as dinâmicas e os padrões
Agora olhamos o que se move por baixo: conflitos, exclusões, falta ou excesso de autoridade, incapacidade, falta de ação assertiva, desvio de foco.
O trabalho aqui é da escuta. Não se trata de encaixar o cliente numa teoria, e sim de perceber o que se repete no relato dele.
Fase 4: a intervenção sistêmica
É a constelação em si, e ela pode ser feita em partes separadas. Olha-se primeiro o essencial e, depois, as possibilidades.
Um bom ponto de partida costuma ser montar poucos elementos: o cliente, o tema central (por exemplo, Crescimento), o padrão de interrupção (por exemplo, Queda ou Recuo), um elemento concreto (por exemplo, Dinheiro) e, se houver, o Impedimento identificado na entrevista.
Duas regras que mudam tudo
Dar voz antes de mover. Dar voz a cada parte envolvida antes de iniciar os movimentos já libera o campo e é, por si só, uma intervenção. Nem sempre é preciso fazer movimentos físicos para constelar: a escuta estruturada já produz mudança.
Não forçar a solução. Se o cliente ainda está numa camada anterior (base, segurança, pertencimento), não adianta empurrar para o tema da visibilidade ou do sucesso. Trabalhe a camada em que o campo está pedindo atenção.
O objetivo real
Encerro sempre lembrando isso, inclusive para quem está se formando: o importante não é resolver o problema em si, mas buscar o primeiro passo que mudará os padrões e, consequentemente, o rumo.
Depois da sessão, evite fechar a interpretação pelo cliente. Deixe a imagem decantar e oriente que ele observe, nos dias seguintes, situações concretas ligadas ao tema.
Quer olhar a sua carreira com o olhar sistêmico?
A Constelação de Carreira é um atendimento individual para reconhecer o padrão que se repete no seu trabalho e encontrar o primeiro movimento possível.
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