Constelação Familiar em São Paulo com Alex Possato

12. Post Constelação Grupo sp

Amanhã estarei me encontrando com você na última constelação em grupo que realizarei, em São Paulo! Depois, somente em janeiro, após um período de férias, retiro de meditação e suaves planejamentos. Sim, suaves… porque vivemos numa neura muito louca de realização, como se isso fosse levar a algum lugar. A constelação ensina a respeitamos os ciclos da vida. O tempo da vida. O nosso tempo. Estou comprometido a trazer mais paz, presença e silêncio para o ano de 2019… Realizar sim! Mas com atenção plena. Passo a passo. Por isso, se você se sintoniza com isso, este é o meu convite. Aprendermos juntos a andar desta forma.
Amanhã será o encerramento deste ciclo de 2018 e o início desta nova fase!!! Se sentir chamado, venha!!!

12 de dezembro de 2018 (quarta-feira)
Constelação Familiar em grupo ( 3 vagas ) – das 18:30 às 22h
Valor para constelar: R$ 500,00
Valor para participar: R$ 50,00
Local: Rua Dr. Neto de Araújo, 320 (sala de reunião) – Vila Mariana (5 minutos do metrô Vila Mariana)

Inscrição: https://goo.gl/forms/MnAPbb5FIbVcZtch2

Abusado ou abusador: em que lado estou?

abuso

O sofrimento a serviço da vida pede que o assumamos,
para que o superemos, e, fortalecidos por ele, voltemos a viver.

Bert Hellinger

Há poucos dias atrás, estive participando de um curso avançado em tantra, onde tive a oportunidade de revisitar um lugar de muita incompreensão na minha história pessoal: abusos, sexualidade e prazer. Por que é tão difícil olhar para os abusos que vivenciei? Vou falar de mim: há um lugar de vergonha. Muita vergonha. Culpa e prazer. O permitido e o proibido. Todos sabemos que, quando nos deixamos levar por ele, o sexo é uma energia quase incontrolável, que nos toma e nos conduz a um lugar muito além dos certos e errados. Nas vezes em que acessei ter sido abusado, não creio que as pessoas envolvidas estavam querendo fazer “o mal”. Mas acabaram fazendo, afinal, na época eu não tinha como reagir. Como impedir. E não havia um consentimento, um entendimento. Ficou só o registro – que eu havia apagado durante anos da minha memória, de algo que foi ruim, mas talvez também tenha sido bom.

E esses ecos do passado me afetaram totalmente – no sentido de limitar minha capacidade de sentir prazer, de me entregar nas relações afetivas e permitir alçar os vôos magníficos que a sexualidade saudável proporciona.

Bem… falei tudo isso porque, novamente, vivemos um momento em que denúncias de abusos contra pessoas que estão num lugar de cuidadores, guias, líderes, treinadores e terapeutas estouram por todos os lados. Sendo um terapeuta, e também reconhecendo o meu lado abusado (e abusador!), senti vontade de falar um pouco sobre este assunto.

O abusado é um abusador em potencial – os padrões se repetem

Dando uma rápida busca pela internet, vi alguns depoimentos de psicólogos envolvidos nos trabalhos de acolhimento às pessoas em situações de abusos, onde eles garantem que aqueles que abusam foram também abusados na infância, principalmente os homens. A psicóloga Mery Oliveira, do Núcleo Forense do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, diz: “apesar de não ser regra, são frequentes os casos em que meninos molestados invertem o papel na adolescência e na fase adulta.”

Aqui entramos na questão das repetições de padrão, que a constelação familiar sistêmica tanto demonstra como verdadeira. Inconscientemente, acabamos adotando os mesmos comportamentos que nos levam à dor, ao sofrimento, como forma de “pertencer” ao sistema de origem. Nos atraímos ao comportamento daquele que foi excluído: seja o abusador, ou o abusado. No fundo, estamos gritando para que a dor seja vista.

Alguns de vocês poderiam dizer: e você? Não se tornou abusador? Eu posso dizer que tive uma educação extremamente moralista, que acabou me restringindo na sexualidade. Embora tivesse desde a adolescência dificuldade de lidar com a sexualidade de uma forma mais tranquila, não tive o impulso (ou talvez a coragem) de me expor nesta área. Adotei um comportamento de repressão, ao invés de extroversão sexual e também por causa disso, fui buscar auxílio de terapia e caminhos espirituais, o que acabou me direcionando para trabalhos de cura. Mas também abusei de outras formas, como comento mais para frente.

Os que foram feridos, buscam se curar… e muitos, tornam-se curadores

Não somente na minha história, mas observando centenas de pessoas que passam pelos meus trabalhos e cursos, vejo que é quase uma regra: pessoas muito feridas, traumatizadas, buscam incessantemente a cura. E é frequente que desejam se tornar terapeutas, psicólogos, líderes espirituais, coaches, etc. Principalmente conforme vão curando suas dores, percebem que podem auxiliar no processo de muitos.

Porém, os padrões não desaparecem por encanto. As marcas dos traumas, inevitavelmente renascerão, conforme vamos trabalhando com traumas de outras pessoas. Pela lei da ressonância, nós, terapeutas, atrairemos pessoas que passam por problemas que têm sentido com a nossa história pessoal. E se têm aprendizados ainda não efetuados, é uma possibilidade que a gente caia diante desta prova. Podemos nos perder. E isso não é somente um privilégio do assunto sexo, mas relacionado a diversas outras áreas: com o corpo, com a saúde mental, financeira, relacionamento afetivo, vícios, etc.

O próprio terapeuta, possivelmente, não enxergará o processo. Pode ser que use os argumentos mais plausíveis, embasados em correntes de pensamento x ou y, possuindo as melhores das boas intenções, para justificar suas atitudes. Mas ele estará disseminando a dor. E essa é a prova de que algo está errado.

Não confie em milagres… confie em si

Todos nós, terapeutas que estudamos aquilo que fazemos, temos ótimos argumentos. Sabemos muita coisa. Temos bastante experiência e muitas pessoas realmente recebem benefícios através das técnicas que propomos. Porém, o trabalho é sempre do cliente mesmo. Não é a constelação familiar que fará algum milagre. Recebi dias desses um comentário de alguém que dizia estar decepcionado com a constelação. Embora não o conheça, entendo o ponto de vista. Acredito que muita expectativa foi colocada sobre o poder da constelação. Como se ela, por si só, faria uma mudança. Às vezes, esta expectativa é jogada sobre o terapeuta. O líder espiritual. O conselheiro. O médium. O guru. O coach.

Infelizmente, a nossa inabilidade emocional e a perda do bom senso abrem portas para todos os tipos de abuso: sexual, financeiro, moral, profissional, espiritual. E como terapeuta de constelação familiar, tenho que dizer que as primeiras relações de abuso que sofremos estão relacionadas aos nossos pais. Somos abusados em casa, de diversas formas, perdemos a confiança naqueles que deveriam nos proteger, alimentar, incentivar, amparar, afagar… e partimos pelo mundo buscando substitutos para estes pais. Às vezes, os abusos em casa são tão velados, que achamos que estamos sendo bem tratados. Achamos que a manipulação que a família nos impõe é sinal de cuidado. É preciso aprender a distinguir o que é amor verdadeiro – que liberta, e o que é apego e manipulação.

De que forma também abusamos?

Percebi que, da mesma forma que fui manipulado na infância – literalmente, para satisfazer o desejo de outros, cresci e aprendi a manipular os outros, para que satisfizessem os meus desejos. Teci relações, sejam de amizade, amorosas ou profissionais, buscando sempre ser aprovado. Ser visto. Validado. Querido. Queria ganhar, e somente para mim. Usufrui de muitas coisas conquistadas nestas relações, mas eu dei muito pouco. Estava fechado para o outro, afinal, eu não queria me expor a novos abusos. E embora não tenha abusado ninguém, sexualmente falando, abusei de outras formas – tenho plena consciência disso. Ao fechar meu coração e limitar o meu amor, minha compreensão, eu estava, sim, abusando. Com isso, acabei atraindo novas situações de humilhação. Abandono. Rejeição. Não conseguia viver em prazer comigo mesmo, e com o meu corpo, porque o prazer depende, literalmente, do fluir da energia sexual em meu sistema. E isso eu não permiti.

Gostaria, por isso, de deixar esta pergunta, para você que realmente busca se conhecer e quer abrir seu coração para viver uma vida de prazer:

– de que forma também eu abuso?

Evite a fácil tendência de, diante das notícias dos dias de hoje, julgar, culpar e condenar aqueles que abusam. Se tantos abusos estão se mostrando, sistemicamente existe muita dor para ser integrada, em todos nós. E principalmente naquele que se sente atingido por estas notícias. Existe abusador e abusado dentro de nós. Está na hora de olharmos para eles.

Alex Possato

 

Cura sexual do masculino

tantra

Neste último final de semana vivi, sob a condução deste cidadão na foto, Ronald Fuchs, mestre tântrico experiente, sensível e totalmente devotado à sacralidade do tantra, mais uma experiência marcante, que jamais se apagará de minha memória.

Num grupo pequeno, em sua maioria formado por casais que já compartilham alguns anos de vida a dois, pude mergulhar nas minhas travas, minhas neuras, abusos reais e imaginários que povoam meu subconsciente, e impedem que a poderosa energia sexual – diga-se, criatividade, espontaneidade, beleza interna (que reflete no externo), entre outros atributos, pudesse se manifestar em plenitude em minha vida.

No caminho do tantra, precisamos de um companheiro. Ou uma companheira. É através do contato com o outro, que iremos sendo provocados a nos abrir. A confiar. A permitir. A desarmar. A fundir. E como temos medo desta entrega ao outro! Nossas dores de separação dos nossos pais, do desarmor vivido entre eles, as histórias de abandonos e amores perdidos do passado nosso e familiar, os abusos que sofremos ou provocamos, os prazeres proibidos, reprimidos ou censurados… tanta coisa que nos faz não acreditar que o outro está disponível e aberto.

Imagine você, vivendo com uma mulher, ou com um homem, anos a fio, e não confiando nele ou nela. Eu digo confiança num sentido total, íntimo, emocional, de alma… Isso foi uma das coisas que me impactou, nesta vivência profunda. Já vivi um casamento onde, apesar de tanta boa intenção entre nós, não havia a confiança e comunhão. Eram muitas dores minhas, não vistas. E dela também. E agora, ao lado da minha querida companheira, percebo ainda resquícios do medo da entrega.

– Ela vai me abandonar, igual mamãe me deixou!

– Ela vai me abusar, despertar meu desejo em meio a culpa e desconhecimento, como ocorreu com aquela empregada!

– Serei obrigado a fazer algo que nem sei o que é, como ocorreu com aqueles meninos e meu irmão!

– Ela vai me humilhar, como vovó me humilhou!

Ecos de um passado que já deveria ter ido embora, mas minha mente, por não ter integrado tudo isso e ficado em paz, insiste em manter as dores vivas, transferindo-as para as mulheres que estão em relação íntima comigo.

O prazer fica além de tudo isso. O êxtase necessita um esforço direcionado para transpormos os fantasmas. Tenho uma mulher totalmente disponível, sinceramente empenhada em estar comigo e me auxiliar neste processo (e eu posso dizer o mesmo, em relação a ela) e é importante que eu diga sim. Nas conversas entre casais, percebi o quanto de amor havia (e há!) entre eles, que foi sendo escondido porque não havia espaço para conversar sobre as próprias dores. Os medos. As dúvidas. Os desejos…

Ronald proporcionou a abertura deste campo de cura. Onde o homem pode se mostrar frágil. E a mulher também. Onde podemos despertar o homem curador do feminino e a mulher curadora do masculino, estabelecendo uma poderosa troca de amor, compaixão e sensibilidade. Somente assim, após a cura, que passa pelas emoções, crenças e limitações no corpo, é que a energia sexual pode aflorar verdadeiramente. Foi o que vivi. Em toda a sua força. Destruindo as divisões do ego. Embriagando o casal que, neste instante, se torna um. Um ser, abençoado pela energia universal que abraça a ambos.

Quisera mais e mais casais pudessem conhecer o poder da sexualidade sagrada como cura e caminho para algo muito maior. Transcendendo as ideias distorcidas que limitam o sexo a um jogo de sedução, prazer e orgasmo, e perdendo o objetivo maior, na minha visão, que é: a união, integração, fusão e espiritualidade.

 

Alex Possato

Treinamento em Constelação Familiar Sistêmica – São Paulo 2019

folder SP2019

Gente! Já está e pleno vapor as inscrições para a 8ª Turma de Treinamento em Constelação Familiar Sistêmica de São Paulo! Iniciaremos em fevereiro de 2019! E como sempre, tenho prezado pelo ensino bem particularizado e direcionado, trabalhando com turmas pequenas, até 35 pessoas. Meu compromisso com você que deseja se “Iniciar” nesta arte de ser facilitador sistêmico é dar todo o apoio necessário para realizar esta jornada, mergulhando na constelação familiar profundamente, entendendo na prática os conceitos de Bert Hellinger e treinando muito. Muito mesmo! Você terá a sua disposição a participação livre nos meus trabalhos de constelação, mas um grande diferencial é poder treinar desde o início no Projeto Incluir – o Laboratório de Constelação Familiar Sistêmica, que irá lhe preparar para lidar com grupos, atender clientes e “soltar” o seu lado terapeuta!
A jornada é instigante e nem sempre fácil. Para facilitar constelação, temos que permitir que a constelação faça parte da nossa vida, da forma como agimos diante da nossa família, e além disso, entendendo as Ordens do Amor em todos os setores que atuamos. Isso vem aos poucos, e os ganhos são imensos! A sensação de liberdade e leveza é indescritível. Subitamente, nos descobrimos terapeutas, de uma forma orgânica e natural. Assim é a forma como aprendi. E assim é a forma como ensino. Se sentir de fazer parte desta nova turma, fale conosco! Será uma experiência única e inesquecível, pode ter certeza disso!
Alex Possato

Datas:

Módulo 1 – 09 e 10  de fevereiro de 2019 (Ordens do Amor)
Módulo 2 – 23 e 24 de março de 2019 (Pais e Filhos)
Módulo 3 – 13 e 14 de abril de 2019 (Relacionamento Afetivo)
Módulo 4 – 18 e 19 de maio de 2019 (Ordens da Ajuda)
Módulo 5 – 15 e 16 de junho de 2019 (Movimento do Espírito)
Módulo 6 – 20 e 21 de julho de 2019 (Constelação Familiar na Prática)
Módulo 7 – 17 e 18 de agosto de 2019 (Técnicas de atendimento individual)
Módulo 8 – 28 e 29 de setembro de 2019 (PNL e constelação sistêmica – aprendendo a ler o seu cliente)
Módulo 9 – 19 e 20 de outubro de 2019 (Prática em grupo e individual e entrega de certificados)

Horário: das 9h00 às 18 horas (sábado e domingo)

Local: Leques Brasil Hotel (5 minutos do metrô São Joaquim)
Rua São Joaquim, 216 – Liberdade – São Paulo

Valor: R$ 7.200,00 (10 x R$ 720,00) ou 5% de desconto à vista
Inscrição: R$ 720,00 no ato da inscrição (será considerado como a primeira parcela do Curso)

Para se inscrever clique aqui e preencha o formulário

Informações: cursos@alexpossato.com ou (11) 99791-7211 com Patricia

São Paulo – Curso de Constelação 2019

A mulher que não soltou papai (vídeo)

Ouvindo uma sugestão do público que acompanha o canal, Alex Possato desenvolve um pouco mais o tema “a mulher que não soltou papai”, que é uma continuação do vídeo “A filhinha do papai”.
O que causa este vínculo, que faz a mulher ficar presa à idealização de um pai (bom ou mau) e com isso, sente dificuldade de criar vínculos com homens?
Como isso reflete na relação desta mulher com a mãe dela?
E em relação às suas características femininas: a mulher se torna “menos mulher” e adota dons e atributos geralmente relacionados com o masculino?
Será que esta mulher irá atrair um “filhinho da mamãe”, um homem mais fragilizado, com características mais femininas (cuidador, intuitivo, artístico, emotivo, agregador, etc.)?
Enfim, estes são assuntos que Alex vai discorrendo durante o vídeo! Deixe também sua sugestão e peça temas para o Alex falar!

Você sabe lidar com a raiva?

raiva

Quando criança, tive que engolir muita raiva. Com muitas mudanças, muita agressão, muito descaso, eu era uma bomba relógio. Mas que era severamente punido nos atos de rebeldia. Quando desobedecia, castigo. Quando me comportava, recebia algum agrado, a sutil corrupção que toda a família faz. Um presentinho aqui, um agrado ali. Porém, para piorar, meu irmão recebia agrados melhores. Pelo menos ao meu olhar infantil. E o ódio espumava dentro de mim.
Aprendi a não confrontar diretamente as pessoas, porque eu não conseguia ganhar. Então, eu manipulava aqui e ali, fingia, enganava e buscava benefícios escondidos, para ter as coisas que queria. Fui programado a não manifestar minha raiva. Além de tudo, é pecado, diziam!
Cresci, sem aprender a lutar pelos meus objetivos. Fazia tudo pelas beiradas. Me aproximava das pessoas influentes. Seduzia com minha inteligência e charme. Conseguia coisas, mas a que preço! O preço da vergonha de não me bancar. Escondi tanto minha raiva, que achava que não tinha. Mas sempre fui uma bomba relógio. Que um dia, explodiu. Quanto acabou a grana. Quando acabou o casamento. Quando acabou a empresa. Quando acabou minha carreira. Acabou minha paciência. Graças a Deus!
Tornando-me terapeuta, verifiquei, que as pessoas que massacram a raiva para debaixo do subconsciente, ficam paralisadas. E dependentes.
Estas pessoas fazem isso porque, assim como eu, tem dores profundas, foram submetidas às ordens de forma agressiva, humilhante. Ficam então, sem força para a vida. Sem força para os próprios objetivos. Esperando alguém que faça por elas.
Conforme vamos nos terapiando, não tem jeito: acessamos a raiva. E se não a controlarmos, iremos agredir. A raiva descontrolada é tão prejudicial como a reprimida: ambas não servem para nós, pois estão a serviço da dor. Da dor do passado.
Tive que aprender a validar minha raiva. Meu ódio. Por tudo o que aconteceu. Por tantos maus tratos. Mas de uma forma sadia, através de dinâmicas e auxílio de pessoas preparadas para me acompanhar neste processo. E conforme isso foi acontecendo, pasmem: minha vida começou a fluir. Comecei a ir atrás dos meus objetivos e conquistá-los! Estou num processo ainda de ficar realmente bem com o passado. Coisa que não aconteceu totalmente. Nem sei se acontecerá. Mas já vejo o quanto foi importante toda esta jornada. Inclusive todos os destratos na infância: me fizeram ver o quão forte eu sou!
Olhar para a raiva, conscientemente, é um caminho para o sucesso!

Hoje coloquei no Youtube um vídeo falando sobre a Preguiça e sua relação com a raiva… acessem meu canal Alex Possato Oficial!https://youtu.be/LmO4ILFV3Cs

 

Quando a exposição nas redes sociais perde o sentido?

redes sociais

 

Estou há alguns meses bem contido nos meus textos e reflexões. Tenho postado menos os famosos “textões” que tanto gosto de escrever. Passo por um momento de reavaliação dos meus propósitos e dos meus objetivos: para que escrevo? Para quem escrevo? Onde quero chegar?

E percebi que, durante um tempo, estava andando no piloto automático: fazer textos no blog e Facebook, publicar posts no Instagram, criar vídeos para o Youtube. Existe uma dinâmica muito clara das pessoas que usam as redes sociais como forma de alavancar sua imagem profissional, e esta dinâmica passa pela quantidade de informação e exposição fornecida, geralmente conteúdos atrelados à venda de cursos, workshops e produtos. Até aí, tudo bem. Ninguém está obrigando ninguém a comprar isso ou aquilo. E muito do conteúdo que é oferecido, às vezes tem significância.

Mas no meu caso específico, eu não estou começando agora. Não preciso me tornar conhecido, porque meu trabalho anda muito bem, obrigado. E eu sou um cara que busca sempre ser muito verdadeiro nas coisas que faz. Dias destes publiquei uma postagem no Instagram perguntando exatamente sobre isso: para que bombar na Internet? E vieram dezenas de respostas, a esmagadora maioria falando para mim o quanto que é importante levar o conhecimento e reflexões que proponho a mais e mais pessoas. Fiquei muito feliz com as respostas… mas também analisei algumas que concordavam que o excesso de mídia denota insegurança do comunicador.

Elogios são maravilhosos e críticas também. Me perguntei: existe alguém, dentro de mim, que realmente tem um conteúdo útil, bacana, verdadeiro para ser passado? Sim! E existe alguém que deseja ser visto, aprovado, validado, elogiado? Também sim! E tem alguém que foge das críticas, comparações e julgamentos como o diabo foge da cruz? Claro!

Somos seres múltiplos, e ao mesmo tempo que habita um ser missionário em mim, coabita uma criança abandonada buscando carinho. Existe um comunicador intuitivo e espontâneo, mas também vive um marqueteiro conhecedor dos meandros emocionais que podem atingir mais e mais público.

Eu sou visto! E daí?

As redes sociais dão esta falsa ideia de que estamos sendo vistos. Sim, estamos. Em alguns segundos. Para depois, não mais. Pense bem: das centenas, milhares de frases, textos e vídeos que você vê, qual o nome das pessoas que produzem estes materiais realmente você lembra? E se estas pessoas deixassem de produzir material por alguns meses, será que a ausência seria notada? Não surgiriam outros comunicadores para preencher este espaço? Fazendo coisas tão boas ou bem melhores daquelas até então produzidas?

A questão então volta a ser: para que produzo? Para que faço o meu trabalho? Em essência, o que estou desejando? Acho que estas perguntas podem auxiliar todas as pessoas, incluindo aquelas que não se comunicam na Internet.

Busquei o auxílio da Carol Guedes para realinhar os objetivos do meu trabalho. Porque embora eu entenda conscientemente as indagações que fiz, não estava conseguindo encontrar respostas que aliviassem o meu sentimento de vazio e frustração com as redes sociais. Principalmente após ver tantas ofensas e perversidades sendo disparadas gratuitamente, poluindo a tela do meu celular e computador, nos últimos meses de campanha eleitoral.

Vale a pena oferecer flores num campo de batalha?

Quando o “eu” fica em segundo plano, a mensagem ganha importância

Talvez você tenha notado que estou conduzindo a narrativa deste texto em primeira pessoa. Eu, eu, eu… Aí é que está o problema. Quando trabalho para “me” divulgar, alavancar o “meu” trabalho, ficar pessoalmente conhecido, “me” destacar, aumentar “meus” números, estou a serviço de um ser carente, que ilusoriamente acredita “ser alguém” quando ganha visibilidade. Eu posso dizer que este ser dentro de mim é um ser adoentado. Frágil. Que é alimentado com migalhas de likes e emojis. Lembra-me o Tamagotchi, bichinho virtual que era febre há 20 anos atrás. Se não alimentássemos e cuidássemos dele, ele morria…

Pois bem. Para que possamos realmente expressar qualquer coisa através da nossa essência, é necessário, ao menos, deixar nosso ser em busca de reconhecimento de lado. É o que penso. O Tamagotchi interior precisa ser desligado. O foco precisa ser direcionado para “você” e não “eu”! O conteúdo das coisas que faço precisa ser carinhosamente pensado para agregar conteúdo na “sua” vida. Porque, se não agrega, para que fazer?

Em silêncio, eu ouço você… eu vejo você… e me ouço… e me vejo…

Uma outra característica das redes sociais é o excesso. Poluição de informações, entretenimento, desinformações e estímulos. Nos mantemos presos a ela, quase 24 horas do dia. Tudo bem que as pessoas fiquem presas às redes sociais. Assim é o ritmo da sociedade frenética. Mas eu não preciso disso. Ao contrário, eu preciso de silêncio. Eu preciso de paz, para saber e ouvir o que você precisa. Onde está sua necessidade e se posso auxiliar. Se é que posso auxiliar. Falar coisas que possam abrir espaços de consciência. Abrandar os corações. Trazer possibilidades de cura e reconciliação. Provocações que façam você se mover.

Em silêncio, o conteúdo que produzir será muito mais sintonizado com as suas necessidades… e também me preencherá – mas de outra forma. Por você, a comunicação na rede social ganha sentido. Se for somente por mim, não tem sentido.

Assim podemos ir caminhando. Você no seu ritmo, eu no meu ritmo. Fazendo coisas porque o coração deseja fazer, e não porque me sinto obrigado a preencher espaços. E como a mente humana é um balaio de gato, sempre que eu sair deste trilho, conto com você para, através dos seus comentários, me alertar e orientar! Assim, acredito que faremos um bom trabalho! Eu e você! Em prol de algo muito maior que nós dois!

 

Alex Possato

 

 

Mudanças sistêmicas ocorrendo no Brasil

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Conversando com uma amiga, que estudou constelação familiar sistêmica, estávamos falando sobre o atual momento político do país. Escrevi assim:

“Também compartilho com este sentimento de indignação quando olho somente para o meu posicionamento político e social. Mas olhando pelo lado sistêmico, acho que este é um movimento extremamente importante. Finalmente podemos olhar para o lado do brasileiro que fingíamos não ter… Somos também uma nação violenta, discriminatória, pouco informada, com pouca capacidade de discussão… apegados a salvadores de esquerda ou direita… Onde cada um age somente pelos próprios interesses, e para isso, destrói tudo o que foi construído no passado. Enfim, é o processo da purificação, crescimento. E crescer dói. Não vejo este momento como ruim. Ao contrário, vejo como muito positivo. Acreditar que qualquer presidente ou político, em 4, 8, 12 ou 16 anos de governo provocará mudanças sistêmicas no país é muita inocência. As mudanças já estão ocorrendo, independente de quem está no poder. É uma mudança gradual, constante… E é importante olhar a longo prazo… Para poder vê-la…”

Alex Possato

 

Constelação Familiar em São Paulo, com Alex Possato

Paper cut of Family

Olá, pessoal!

A constelação familiar em grupo é para mim uma ocasião onde posso passar um pouco deste conhecimento precioso de Bert Hellinger, auxiliando efetivamente no seu desenvolvimento pessoal e até profissional, ao entrar em contato com as Ordens do Amor e entender os padrões herdados que interferem na sua vida.

Além disso, é um mergulho no “campo sistêmico”, um ambiente de ressonância e sincronicidade onde emoções profundas são compartilhadas, e a partir disso, os participantes – de acordo com a própria vontade e mérito – têm a oportunidade de libertarem-se de medos, dores, traumas, conflitos, tristezas. Acessam assim a alegria de viver, a energia de reconciliação, aprendem a colocar limites e também a não invadir. Enfim, um trabalho muito especial!

Espero ver você! Até breve!

Alex Possato

18 de outubro de 2018 (quinta-feira)
Constelação Familiar em grupo ( 5 vagas ) – das 15 às 21h
Valor sugerido para constelar: R$ 500,00
Valor sugerido para participar: R$ 50,00
Informações: atendimento@alexpossato.com ou (11) 99791-7211 (whatsapp)
Inscrições: https://goo.gl/forms/CsqjJWWloUwjpdQx2
Rua Maestro Cardim, 1170 – Paraíso (próximo a estação de metrô Paraíso e Vergueiro)

Meu amado comunista

orlando possato

Vovô me carregou no colo. Ensinou-me, pelo exemplo, a trabalhar muito. A ser imensamente criativo e presente. Um senso de humor afiado; ótimo contador de história. Pouco soube da sua atuação partidária, afinal, nos anos de chumbo, as reuniões eram feitas às escuras, em locais desconhecidos. Lembro-me do vovô saindo à noite, como se fosse fazer algo muito importante, sigiloso e perigoso… e com alegria e alívio, ouvia seus passos se aproximando da porta de entrada de casa. Eu, nesta hora, já deitado por obrigação do horário, agradecia por poder sentir a segurança daquele velho idealista de volta ao lar.

Talvez o mais importante que vovô me ensinou foi servir. De vez em quando, ele pegava sua maletinha de técnico em eletrônica, avançava peito aberto e confiante pelo meio das favelas com seus esgotos a céu aberto de Suzano, periferia de São Paulo, e consertava rádios e TVs por preços irrisórios. Vovó muitas vezes reclamava: só isso, Orlando? E ele dava de ombros, dizendo: ele não podia pagar mais…

Vovô me mostrou um lado do Brasil que muitos de nós não conhecemos. O lado da miséria. O lado daqueles que não podem trocar de tênis todo ano. Não podem, muitas vezes, pagar a condução para se deslocar. Não têm panelas e nem entendimento pra ficarem batendo contra este ou aquele – embora motivos não faltasse.  Eu, calças curtas e sandália no pé, pulando córregos fétidos, ia com ele às suas investidas solitárias, em busca de levar uma gota de serviço àqueles que tão pouco tinham. Menos até do que nós, que não tínhamos grande coisa. Do seu jeito, lavava os pés dos pobres e humildes. Justo ele, sem religião e crítico às igrejas!

Não, não me tornei comunista. Até gosto bastante de ganhar meu dinheiro. E acredito que esmola demais é desmoralizante e enfraquece. Tive inclusive que abandonar diversas crenças da infância, para conseguir começar a ganhar dim-dim e sair da faixa do endividado eterno. Porém, jamais esquecerei o exemplo do velho comunista. E honro do fundo do meu coração, cada alma parecida com meu vovô, que anda pra cima e pra baixo neste país tão desigual, buscando trazer um pouco mais de dignidade à imensa massa de excluídos que habitam nossa pátria. E honro igualmente aqueles que trabalham duro, honestamente, crescem e enriquecem, e podem através do próprio crescimento, auxiliar no crescimento de outros. No meu coração, cabe comunista e cabe capitalista. Só não cabe o desrespeito e a falta de compaixão. Quisera um dia entendamos que ideologias, sem amor e compromisso real ao próximo, de nada servem. E amor, compromisso e ação, não depende de ideologias: basta pegar a maletinha, calçar os sapatos, arregaçar as mangas e… fazer a sua parte!

Saudades, vovô Orlando Possato!