Você está pronto para a paz?

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Você clama por paz. Sim, você me ouve. Paz. Eu lhe convido à paz. Porém, até agora você assentou sua base sobre o conflito. Relações conflituosas. Brigas com o outro, com a família, com o passado, e inclusive, consigo mesmo. Detonando sua mente, suas emoções, seu corpo. E você até gosta da guerra, não é mesmo? Vem excitação, adrenalina, sensação de estar vivo.
Pergunto: você quer a paz? Porque irei retirar você destes conflitos. Algumas pessoas se afastarão. Você será convidado a deixar atitudes que geram mais e mais guerra. Sua mente será direcionada ao silêncio, e seus hábitos, para a saúde física, mental e emocional.
Você renascerá outro. Não é fácil renascer. Primeiro terá que morrer para o velho.
Diga ao passado, se está preparado: descanse em paz.
E será feita a sua vontade…

Alex Possato

 

A raiva saudável

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“Só uma raiva, no entanto, é bendita: a dos que precisam.”
Clarice Lispector

Faz muitos anos que falo para as pessoas que atendo: a raiva faz parte. Olhe para a sua raiva. Não negue. Não a esconda. Ela pode ser sua amiga. Principalmente, falo para as pessoas que estão paradas na vida. Que não tem força para tocar seus projetos. Fazer as mudanças necessárias. Tomar decisões. É muito comum que estejam inibindo a raiva, com dificuldade de lidar com esta energia. Por que acontece isso?

Vou explicar, de um jeito que gosto: falando um pouco da minha experiência, que de alguma forma, pode ser a sua também. Vivi numa família raivosa. Eu era o menor de todos. Meu irmão, sempre cheio de conflitos e violência, volta e meia me agredia. Minha avó tinha acessos de fúria, entrecortados por abismos de depressão. Meu avô era gente boa dentro de casa, mas capaz de agredir alguém na rua simplesmente porque olhou atravessado. Meu pai era um cara baixinho, colecionador de armas de fogo, espadas e facas, cujo temperamento era sujeito a chuvas e trovoadas. Minha mãe era uma pessoa impulsiva também. E imprevisível. E eu, a pequena criança, a menor de todas, assustado com tanta energia em minha volta. Não havia como confrontar, sem apanhar. Bem que tentei. E apanhei. E então, comecei a desenvolver outras estratégias: a lábia. A chantagem. O vitimismo. A sedução. O bom humor. A racionalização. Ganhava minhas lutas sem lutar.

Quando criança, criamos várias defesas e estratégias. Tudo para não sermos mais feridos e podermos obter nossas vantagens. O problema dessas estratégias, é que as levamos para a vida adulta. Um homem com a minha idade, que parte para a vida pensando que poderá apanhar, que qualquer coisa que fale – ou não! – irá detonar uma explosão, ou que as pessoas são instáveis e assustadoras, terá muita dificuldade de alcançar metas. De lutar pelos próprios direitos. De batalhar por um espaço na sua carreira. De ousar competir e conquistar.

Quando observo bem a mim mesmo, vejo que parte de mim acredita que perdeu o direito de reivindicar. De ter a própria opinião e sustenta-la. De achar que algo está desconfortável e que posso querer mudar. Esta parte de mim, no fundo, só quer sombra e água fresca. Um ambiente onde não haja conflito, para me livrar dos ecos do passado. Essa parte só quer paz. E por isso, se recusa à guerra.

Sem a guerra, não há paz

Meu grande mestre Bert Hellinger diz, em A Paz Começa na Alma: “ A guerra é o pai de todas as coisas. Isso quer dizer: a guerra é também o pai da paz. Sem a guerra, não há paz. Quais são os efeitos disso na alma? Freud, o fundador da psicoterapia moderna, observou que o indivíduo só pode crescer se integrar algo que ele excluiu de sua alma. Rejeitamos muito de nós mesmos, apesar de sentirmos que faz parte de nós”.

Traduzindo para a minha vida, não aprendi a guerrear. Não aprendi a defender meus pontos de vista. Não aprendi a usar a minha raiva (que era muita!) para abrir meus caminhos. Assim, tive que me aproximar de pessoas que sabiam lidar com a raiva – geralmente de jeitos não adequados – para que elas fizessem por mim aquilo que eu tinha medo de fazer sozinho. Amigos fortes. Grupos que me defendiam. Mulheres fortes e lutadoras. Gente que abria as portas na minha vida aos pontapés, enquanto eu ia atrás. Como criancinha. Um verdadeiro bunda mole! E ok! Para quem vem de uma história onde não sabia se defender de inúmeras agressões externas. Mas um adulto?!? Onde não havia mais irmão, pai, mãe, avós, família em conflito vivendo comigo…. isso não fazia mais sentido!

A raiva saudável pode ser uma expressão do amor

“Na medida exata em que uma pessoa é capaz de sentir e expressar amor verdadeiro, ela também é capaz de manifestar raiva saudável e construtiva. Tanto o amor real como a raiva vêm do eu interior. Absolutamente todo sentimento real é saudável e construtivo e propicia o desenvolvimento do eu e dos outros. Os sentimentos reais não podem ser forçados, comandados nem impostos. Eles são uma expressão espontânea, que ocorre como resultado natural e orgânico de nós mesmos”, diz Eva Pierrakos, em Criando União.

Demorei para entender isso. O motivo principal é que estava magoado com a minha família. Que sempre manifestou muita raiva. Que me feriu. Logo, como poderia eu usar as mesmas armas “deles”? E disse para mim mesmo: vou fazer diferente. Vou mostrar pra “eles” como é que faz! Vou ser diplomático. Pacífico. Conciliador… Besteira…

Sempre defendi minhas convicções “pacíficas” com a faca nos dentes. Sempre tive (e ainda tenho) muita raiva das pessoas que contrariam meus princípios, minhas opiniões. A única diferença é que hoje sou consciente de que não saber usar esta energia da raiva tem a ver com o não concordar com o meu passado. No fundo, sou absolutamente igual ao meu pai, minha mãe, meu irmão, meus avós. E eles também não souberam usar a raiva de forma apropriada, para alcançar os próprios objetivos, para galgar os degraus que achavam adequados. Se perderam numa guerra entre si… e o cavalo do sucesso passou arreado… eles não montaram…

Deixando o passado, para estar presente na própria vida

Quando estamos perdidos no uso da raiva de forma distorcida, quando machucamos os outros e a nós mesmos, ou inibimos esta energia, causando úlceras e paralisia na vida, estamos identificados com situações do passado familiar – a maior parte inconsciente – onde houveram feridas que não foram vistas. Tanto a nossa infância, quando as diversas gerações que nos antecederam, estão recheadas destas histórias: pessoas feridas pela agressividade de um e de outro… pessoas que agrediram, mataram, coagiram, violentaram… Eles são todos nossos antepassados. Vítimas e algozes. E tudo isso é passado. Deveria ser, ao menos. Porque, bem ou mal, eles foram os bravos pioneiros que avançaram ano a ano, década a década, vida a vida, ganhando e perdendo, nascendo e morrendo, procriando e matando, para que nós estivéssemos aqui. Nós somos o bom resultado de todo este esforço: os frutos que deram certo!

Honrar a este passado significa andar. Ir para frente. Carregar esta força de combate, resiliência, inteligência, estratégia, amor e dor, tudo isso dentro de nós… e fazer a nossa parte. Montar no cavalo do sucesso que passar arreado à nossa frente. Para isso também necessitaremos bravura. Coragem. Usar um pouco desta raiva, que nos torna desconfortáveis diante de situações desagradáveis, como motivação para avançar. “Lute apenas por lutar sem pensar em perda ou ganho, em alegria ou tristeza, em vitória ou em derrota, pois, agindo desse modo, você nunca pecará”, aconselha Krishna ao atemorizado guerreiro Arjuna, no livro sagrado indiano, Bhagavad-Gita.

E quando dizemos lutar, muitos pensarão em levantar bandeiras e comprar causas sociais, políticas ou espirituais. No meu entender, não é necessariamente isso. A luta é contra os próprios fantasmas internos. Os medos. Os vícios. As estratégias que nos impedem de sermos amorosos conosco e com o outro, e complicam a transmissão dos nossos dons e talentos para o universo, em retribuição e gratidão a tudo o que recebemos da vida.

Sem um pouco de raiva concentrada e bem direcionada – para frente! -, não tiramos a bunda da cadeira para nos mover nesta tarefa tão importante, e tão difícil: manifestar o melhor daquilo que somos, ainda nesta vida. Aqui e agora.

 

 

 

Abortos, natimortos e insucesso (vídeo)

Muitas pessoas têm um padrão comum: começam coisas e não acabam. Deixam cursos, projetos, relações, planos, empresas, carreiras, tudo por terminar. Até se dedicam, às vezes realmente dão o melhor de si, mas parece que os planos não vingam. Começam, crescem, e quando parece que vai dar certo… não vinga! Uma das possibilidades é que esta pessoa está vinculada à energia de aborto, natimortos ou crianças com morte precoce. Geralmente da mãe ou avó. E por isso seus planos abortam. Crescem até um ponto, mas não frutificam totalmente. É sobre este aspecto da constelação familiar que Alex Possato irá falar com você!

 

Antes de firmar sua imagem nas redes sociais

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Volto a um tema que me é muito querido: o marketing pessoal… Já fiz grupos de estudo, workshops e estudei bastantão sobre o assunto. Acima de tudo, apliquei (e aplico!) em mim mesmo os inúmeros e tortuosos caminhos para o desenvolvimento da minha imagem pessoal e profissional, e consequentemente, da minha carreira. E por lidar com milhares de pessoas, muitas das quais desejam também se estabelecer no mercado e firmar o próprio nome como alguém atrativo para o seu próprio público, sempre recebo feedbacks do tipo:

– tenho medo de me expor

– sinto-me uma fraude

– não tenho o suficiente para dar

– tenho vergonha e uma cobrança interna insuportável

– é muito difícil lidar com as requisições das pessoas no mundo virtual

– não sei me expressar

– preciso ganhar dinheiro, logo!

Por isso, resolvi escrever algumas linhas, e pra variar, vou deixar vir o conteúdo que quer fluir por mim, agora, já que não preparei tecnicamente uma lista de teoria e dicas para você sobre esta “arte da exposição” nas redes sociais.

Antes de começar, pergunte-se: quem sou eu? O que eu tenho para dar?

Uma das coisas que mais pega na cabeça desmiolada dos iniciantes, é a comparação. Olham os youtubers, ou aqueles que se destacam no Facebook e Instagram, e tentam fazer o mesmo. O mesmo modelo, as mesmas piadas, o mesmo tipo professoral. Enfim, procuram imitar aqueles que, na visão limitada deles, estão dando certo. O que nem sempre é verdade.

A não ser que a sua onda seja a imitação, a sátira, o humor, imitar só vai levar você para mais autocrítica, autojulgamento e autocondenação. É um inferno! Quem é você, cara? Qual a sua habilidade? O que você realmente domina e pode sustentar firmemente, diante da necessidade do seu público?

Seja verdadeiro, porque você sabe quando ainda não está pronto para atender as pessoas. E se você não está pronto, e insiste em se mostrar, irá ter vários desafios internos e externos, que irão minar a sua capacidade de dar o seu talento ao mundo.

Minha dica: vá devagar. Demora um bom tempo (ANOS!!!) para “entendermos” quem somos e o que temos. Coloque-se, sim, mas sempre com verdade. Evite o lugar do “sabe-tudo”, do “especialista”, do “bem resolvido” e mostre-se humano. Até porque, se é que não estou falando com um extraterrestre… você É HUMANO!

Vá refinando o seu foco. Sei que você é multitalentoso, e pode falar de milhares de assuntos… Mas existem bem poucos, talvez um ou dois que são aqueles que mais fluem por você. Aquele onde você não precisa estudar para expressar. Aqueles que “estão na ponta da língua”. Descubra estes dois assuntos, sustente estes dois focos (ou até um somente!) e fique nisso! Segure a insuportável vontade de mudar de foco a todo instante! Falar e fazer coisas diferentes a cada dois dias! Se ainda não for possível, talvez ainda seja o momento de afinar o foco. Lembre-se: ter multitalento não significa que você não possa ficar dois, três ou cinco anos se dedicando a um caminho. Para depois mudar.

Vontade de ser aceito pelos pais

Poucas pessoas entendem o papel do psicológico na construção da carreira, dos projetos, das empresas… Na minha experiência pessoal e também através do acompanhamento de inúmeras pessoas que partem rumo ao mundo autônomo e empresarial, muito do que fazemos é uma forma de dizer aos nossos pais: olha o que eu estou fazendo! Agora me valide! É uma forma de revanche diante das inúmeras dores que carregamos por não termos sido totalmente (ou nada!) validados nas coisas que fazíamos quando criança, o que acabou gerando uma baixa autoestima fenomenal, abissal, monstruosa! E depois de adultos, empunhamos a bandeira da guerra contra eles: vocês vão ver só! Eu vou dar certo! E… lógico que dá errado.

A lei psíquica da mente diz que iremos atrair aquilo que estamos vibrando internamente. Se estou vibrando baixa autoestima, irei atrair fracasso. Esta é a lei. Pergunte-se: verdadeiramente confio em mim mesmo e no que faço? Se alguém disser que não está bom, consigo não me desmontar todo? Se alguém disser: você é uma fraude, você irá resistir à vontade de se atirar para a morte, do alto da sua beliche do quarto?

Cara, olhe suas motivações emocionais. E faça terapia, se precisar, antes que você gaste um montão de dinheiro em projetos, que irão lhe dar mais dor de cabeça. Digo isso porque sou doutor na insana arte de tentar provar ao mundo que não sou o merda que parte de mim acredita ser.

O quanto o meu movimento de exposição tem um “q” de dizer aos meus pais: olha aí! Eu dei certo! Bem diferente de vocês! Por que vocês não me amaram? Por que vocês não me aprovaram?

Mesmo que você seja muito talentoso naquilo que faz, esta competição louca por ser visto e aprovado irá impedir que você enxergue o seu público, o que eles querem, e também impedirá você de estar bem consigo mesmo, desempenhando a sua função da melhor forma possível. Afinal, algo dentro de si combate a si mesmo… E este algo quer te destruir! Não duvide disso!

Deixando de ser criança, você se abre para doar

Vejo muitos que iniciam na exposição do seu projeto nas redes assim: criam algo, às vezes toscamente organizado, fazem um pequeno texto e lançam furiosamente em todos os lugares, ocupando grupos onde não foi pedida a autorização para isso, enchendo a paciência de muitos: parecem aqueles insuportáveis carros de som gritando algum produto, show ou propaganda política na sua janela. Isso é uma ação que produzirá efeitos contrários, em curto ou médio prazo.

A criança só deseja receber. Esta criança que se divulga desta forma só quer receber o público, o dinheiro, a atenção, e não está preocupada em doar nada. Ou muito pouco. Poucos percebem que a internet, de certa forma, se transformou num novo cômodo dentro da casa de cada um. Abrimos a telinha do celular ou do computador e permitimos que venham informações e conteúdos para a nossa intimidade. O que atrai mais: eu abro a porta do meu quarto e encontro um mendigo pedindo esmola? Ou: eu abro a porta do meu quarto e você me oferece as mais belas flores do seu jardim?

Sim, flores do seu jardim! Porque tem pessoas que oferecem flores de plástico, replicadas de grupos de whatsapp, com palavras vazias e sem sentido… isso também é semelhante a propaganda política no horário eleitoral ou panfletos jogados debaixo da sua porta.

Organize as flores que você tem para dar ao seu público. Fale de si, das suas experiências. Do seu conhecimento. Algo que pode auxiliar o próximo. Sem querer nada em troca. É o “brinde cortesia” que você dá ao universo. Você é lindo como você é. Você tem conteúdo que poderá despertar muitas pessoas.

Comece devagar. Não pense em números: milhares de seguidores nesta ou aquela rede social. Compartilhe seus pensamentos e experiências no grupo de whatsapp de amigos. Família. Colegas de estudo. Ponha pequenas frases suas no seu Facebook. Pensamentos no Twitter. Fotos com significado no Instagram. Não apenas mostrando o que você come, os seus passeios e suas caras e bocas… (a não ser que você seja modelo). Aprenda a usar a rede social como um grande jardim, onde você está plantando sementes do bem. Sementes de comunhão. Sementes de crescimento. Junto a pessoas que você nunca viu. Provavelmente nunca verá. Mas que ficarão extremamente agradecidas pelos frutos que suas sementes irão gerar.

Resumo da ópera

Evite a comparação

Seja você

Vá devagar

Refine o seu foco: um ou dois assuntos

Trabalhe sua necessidade psicológica de ser aceito

Não invada a casa das pessoas com flores de plástico

Comece com pequenos textos em pequenos grupos

Dê, mas com significado

Fale da sua experiência, do seu conhecimento

Seja um jardineiro dedicado em semear

Não pense nos frutos

Você é lindo como você é

Sucesso para Empreender a Si Mesmo

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Gente! Eu e Luciana Cerqueira estaremos trabalhando, meditando, constelando o “sucesso no empreendimento”! Trazemos uma abordagem bem interessante: o sucesso depende da união da sua energia masculina (pai) com a feminina (mãe). Por exemplo, é necessário planejar, executar, se aliar, comunicar.. ações “para fora”, masculinas… Mas é precisa intuir, aguardar, nutrir, proteger, esperar o tempo do crescimento, respeitar ciclos… energia “bem feminina”… A partir deste ponto, investigaremos como estão as habilidades masculinas e femininas em nossas vidas. E por tabela, como está a relação interior com nossa mãe e nosso pai… Serão muitas vivências, dinâmicas, constelações, papos e partilhas!

O foco deste trabalho é para você, empreendedor, autônomo ou quem está querendo seguir para este lugar do “patrão de si mesmo”!

O barco rumo ao sucesso está partindo! Está pronto(a)? Vamos nessa?

Será aqui em Sampa, dias 30, 31 de março e 1 de abril, no Espaço Elementos, Vila Mariana

Mais informações e inscrição: https://alexpossato.com/sucesso-para-empreender-a-si-mesmo/

Acalme-se. O “processo” não está em suas mãos

acalmeseO buscador gosta de dizer: estou em processo! Estou me trabalhando! E até usa deste artifício para diferenciar-se daqueles que “não se trabalham”. E pressioná-los para que façam alguma coisa. Alguma coisa espiritual. Ou terapêutica. Ou ambos. Torna-se frenético. Compulsivo. Não raro, utiliza-se do bom argumento para ferir e ferir-se. Estar se trabalhando vira vício. Um vício que encobre um profundo desamor e revolta: eu não me aceito do jeito como sou. Eu não aceito as coisas como elas são. Eu não aceito! Eu vou mudar a qualquer custo!

O ego toma conta do processo. E sutilmente, invade uma área que ele sabe não ser sua: a cura. A transformação. O encontro da Paz.

Se o ego está doente, ele precisa entregar-se à cura, sim. Confiar no trabalho de um curador. Que age em nome de Algo Maior. E sair da frente. Deixar de querer atingir algum lugar. Por exemplo: conquistar um amor. Recuperar a saúde física, mental, emocional ou financeira. Reatar relações. Reerguer empreendimentos. O poder do ego está na sua inteligência, na sua estratégia, na sua capacidade de ação. O que, em si, não significa muita coisa. Podemos aprender a fazer “tudo certo”, e mesmo assim, tudo dá errado. O aprendizado que talvez Deus queira de você não é o de fazer as coisas darem certo, mas de harmonizar-se com o fracasso. Com a sensação de incapacidade e impotência. Com a sua insignificância e fragilidade…

Afinal, alguém que se diz um buscador, no fundo, não coloca em primeiro plano o sucesso pessoal, profissional, empresarial, atingir metas na saúde ou no amor. O verdadeiro buscador quer encontrar Deus. O Amor. A Compaixão. O Perdão. A Alegria. O Prazer. E acredite você, ou não, o Universo está neste exato momento abrindo a estrada por onde você irá passar, como o Rei que é, rumo a encontrar e ocupar o seu verdadeiro Trono.

Acalme-se. Tudo está programado e previsto. No seu verdadeiro tempo, o véu será descortinado. E você verá. E reconhecerá! Enquanto isso não ocorre, viva mais leve! Deixe de querer chegar! Domine sua ansiedade e sua angústia. Medite! Faça, sim, mas sem expectativas… Deixe de pressionar-se. E pressionar os outros. No grande mistério da vida, a chegada não é um lugar físico a ser encontrado em algum momento específico. É um lugar onde você já está, Aqui e Agora. Pare de correr dentro da rodinha, que gira, gira e gira… e você não sai do lugar. Sente-se ao lado dela. Feche os olhos. Respire. Profundamente… Você é perfeito, com todas as suas imperfeições. O mundo está ok. Os outros estão ok. A sua vida é essa mesma e está tudo certo. Pronto. É só isso. Afine a sua mente. Respire mais uma vez. E solte… solte… solte…

Constelação Familiar em São Paulo, com Alex Possato

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Olá, pessoal! Amanhã dia 15 de fevereiro o Alex Possato estará em São Paulo para o primeiro grupo de Constelação Familiar Sistêmica de 2018.

Você tem uma questão emocional, algum problema de relacionamento ou conflito familiar que te incomoda, dificuldades recorrentes na área financeira ou profissional, algo que você sente que afeta algum aspecto da sua vida de forma intensa?
Saiba que você pode resolver estas questões e abrir-se para uma nova e mais equilibrada forma de viver.

15 de fevereiro de 2018 (quinta-feira)

Constelação Familiar em grupo ( 5 vagas ) – das 15 às 21h


Valor sugerido para constelar: R$ 500,00

Valor sugerido para participar: R$ 50,00


Informações e inscrições: atendimento@alexpossato.com

Local: Espaço Maestro
Rua Maestro Cardim, 1170 – Paraíso – São Paulo (ao lado do Shopping Paulista, 10 minutos do metrô Paraíso ou Vergueiro)

Por que atraímos doenças e infortúnios? (vídeo)

O “vínculo” inconsciente que temos a pessoas e situações do passado familiar, muitas vezes desconhecidas, faz com que repitamos dores, doenças, problemas, que de certa forma, sinalizam para a cura que o sistema deseja. Esta é a explicação da constelação familiar. Mas a ciência também começa a encontrar algumas possíveis explicações para a repetição de traumas de geração em geração, através da epigenética. Alex Possato fala um pouco sobre este mecanismo, e a possibilidade de desligar-se dos efeitos destes “vínculos” através do autoconhecimento e terapia.

 

A dor faz parte!

vida bonita

Estou caminhando no Parque da Aclimação, domingão de sol entre nuvens… quando ouço:

– Ele já fez três operações no joelho e não resolveu… Viu, precisa perseverar no exercício físico. Bicicleta pra fortalecer… caminhada…

O homem ao seu lado deu um grunhido, algo que não entendi se era sim, não ou não encha o saco! De longe, eu já havia reparado nele. Sua perna direita estava cheia de marcas, varizes e protuberâncias. Não sei o diagnóstico, mas não parecia saudável. Seu tronco arqueado e suas passadas desvitalizadas mostravam que algo não estava bem com ele, que devia ter aproximadamente a minha idade.

Bem… deixa eles pra lá, pensei comigo. Eu estava na sétima volta no parque. Mesmo tendo estabelecido dez voltas, já estava quase querendo voltar. As dores na lombar, que me acompanham há um ano, incomodavam um pouco. Mas após ouvir “a chamada” daquela mulher, falei pra mim mesmo: tem que perseverar, ô meu! Não quero operar nenhum joelho… Mesmo não tendo nenhum problema no joelho…

Prosseguindo no andar rápido, lembrei-me do Caminho de Santiago de Compostela. Alguém havia me dito: não há caminho sem dor. A dor faz parte. E realmente… uma longa jornada, quase oitocentos quilômetros, cerca de 25 por dia, não há como não doer algo. Nem que seja o cérebro!

Trabalhando com dezenas de pessoas que buscam mudanças profundas na própria vida, costumo olhar para o caminho de sair do padrão antigo, para alcançar uma nova forma de agir e viver uma vida melhor e diferente, como uma longa jornada! Largar um vício. Deixar uma carreira. Sair de uma relação abusiva. Se abrir para um novo amor. Divorciar. Casar. Divorciar e casar novamente. Mudar de cidade ou estado. Alcançar a prosperidade. Enfim, mudanças profundas, que exigem um total alinhamento das crenças, do emocional e das ações. E ainda, uma adequação ao tempo que a própria vida impõem, muitas vezes diferente do tempo que gostaríamos de ver as mudanças acontecendo.

E percebo o quanto alguns doidos desejam a mudança mágica, instantânea, com um mínimo de esforço e dor… Inclusive assumem a postura de alguém que já está mudando. Agora será diferente! Sou um novo homem! Aquela carreira já era: sou um isso e aquilo. O passado não me afeta… E por aí vai. A maior parte destas bravatas, auto enganação. Para não olhar para a dor que ficou.

Quando não se valida a dor, os desafios, os fracassos do passado, não validamos os aprendizados. As conquistas. O lado bom de tudo – que só existe devido ao lado ruim de tudo. Não despertamos gratidão pelas coisas vividas. E olhamos para o futuro com um sentimento de vingança: será melhor do que antes! Eu acharei um cara bem melhor do que este canalha! Não sei como me enfiei neste emprego de merda por tantos anos – agora serei independente!

Mal sabemos que tudo o que vivemos é preparação para aquilo que nos é apresentado aqui e agora. Todas, absolutamente todas as experiências do passado, nos fornecem os recursos necessários para atuarmos com maestria no aqui e agora. Mas ao negar o passado, negamos também os dons e talentos despertados nesta longa caminhada.

A vida é muito bonita! E mesmo com situações difíceis, ela chega a ser excitante, se olharmos para tudo como oportunidades milimetricamente colocadas na nossa frente, para desenvolvermos mais um pouquinho o nosso potencial. Achamos erroneamente que existe algo errado em nós, quando uma situação não dá certo. E por isso queremos fugir dos erros. “O não dar certo” está certo!  Não nascemos para acertar tudo o que fazemos: nascemos para despertar o melhor em nós, que só enxergamos, quando somos provocados!

Entenda bem a diferença: não estou dizendo para cultuar o sofrimento e a dor. Estou dizendo, somente isso: alguma dor faz parte! Principalmente nas grandes mudanças da vida. E se planejarmos cuidadosamente, aprendermos a olhar para nossos hábitos, pensamentos e emoções e equilibrá-los com nossas ações, estas dores serão minimizadas. E assim, também vivenciaremos inúmeros momentos de alegria e desfrute…

Voltando lá no início do texto, na minha caminhada no Parque da Aclimação, e depois na lembrança do Caminho de Santiago, posso afirmar para você: o deslumbre e prazer que tenho nas caminhadas é infinitamente superior às dores lombares, tendinites e outros “ites” que volta e meia ataca um jovem de cinquenta anos como eu… Mas quando me foco na dor, começo a perder a motivação para caminhar. Por outro lado, se finjo não existir a dor, acabo exagerando e me machucando mais do que devia, impedindo a caminhada por um prazo muito maior. Aprender a olhar para a dor, para os limites do corpo e impulsionado pelo prazer de andar, me traz consciência. Ajusta meu ritmo. Tira-me a ânsia de chegar a algum lugar. Motiva-me a cuidar amorosamente do meu corpo. Ouso dizer que, desta forma, consigo viver um pouco mais feliz!

Sim, a dor faz parte!

Alex Possato

 

 

Sedução

Eu tenho medo de não te merecer. Medo de te perder. E você também tem medo. Seus medos? Não sei. Quem sabe medo da solidão? Medo de não dar conta sozinha? E então vem cupido e nos aproxima de forma alucinante. Não é amor. É loucura! Como loucos são todos apaixonados. Logo inicio o ritual do acasalamento. Despejo todo o charme, as flores, humor e poesias que guardei só para você. É o que falo, afinal, sei que te quero, e te quero a qualquer custo.
Mal sabe eu que você está jogando comigo. Enquanto faço os meus melhores esforços para transformar-me num ogro encantador, você aguarda. Analisa. Lembra-se dos antigos ogros e rememora suas velhas feridas e os amores rompidos. Não confia em mim, porque não confia nos homens. Eu acho que estou te conquistando, mas é você que tem o poder nas mãos. O sim e o não lhe pertence. E eu, somente jogo com o blefe. Quando você vê que eu acho que vou perder e quero desistir, discretamente abre dois botões da blusa e me enlouquece com a visão de quase nada, que me faz alucinar e imaginar quase tudo.
Gata e rato, cachorro e gata, homem e mulher. Brincando de amar, acreditando que brincar é amar. Mas nós temos medo do amor. Nos entregamos ao tesão, pernas e corpos abertos, coração fechado. Não confiamos. Carregamos feridas ancestrais. E subitamente percebemos que o jogo da sedução só serviu para nos aproximar. Corpos grudados e suados, descarregando toda a energia para não perder um ao outro.
Exaustos, sentados à beira da cama, olhamos para o chão, sem encarar os olhos, e continuamos sós. Se eu tivesse coragem, diria: tenho medo de te perder. E tenho medo de me entregar. Quero você. Mas também me quero. E se eu me entregar e me perder de mim?
Assim, nos afastamos. Cabisbaixos. Sem falar o que sentimos. O jogo da sedução acaba. Quando sentaremos frente a frente, olhos nos olhos, para falar dos nossos anseios e nossos medos? Quando aprenderemos a confiar um no outro, o suficiente para mostrar muito além dos nossos corpos: desnudar nossa alma, com toda a sua beleza e obscuridade?
Quero dar o primeiro passo. Tenho medo. Se você descobrir o ogro que sou, irá embora. Ou não? Bem… terei que arriscar. Quem sabe a minha honestidade te seduza? Quem sabe a verdade seja algo que liberte? Quem sabe esta brincadeira da revelação acenda novamente o tesão? Talvez acabemos na cama… mas desta vez olhando nos olhos, sem razão para fugir e se esconder, pois não haverá nada mais a ser escondido.
Fica a pergunta: será que a verdade também seduz?

Alex Possato (inspirado no sagrado encontro de homens – Diamante Bruto, Brasília, em 29 de janeiro de 2018)