Pacificando pensamentos e medos (vídeo)

Oi gente! Aproveitei mais um post que fiz no Instagram, a partir de uma frase de Bert Hellinger, para instigar você a pensar numa coisa: de onde vem suas idéias, crenças, medos? De quem são estes conflitos que carregamos dentro de nós? Será que precisamos combatê-los? Enfim, praticante de tantos caminhos espirituais e de autoconhecimento, sempre fui confrontado com esta questão: lidar com os pensamentos revoltados e os medos mais infundados que existem em mim. E fui descobrindo novas formas de olhá-los. E agora, compartilho com você, a partir do ponto de vista da constelação familiar… Quem sabe possamos conviver em paz com “nossas neuras”?

A depressão de Whindersson Nunes e eu

Fui pego agora pouco de (não) surpresa pela notícia de que Whindersson Nunes está depressivo, sem vontade de viver. Dias destes postei sobre o impulso de morte que também sentia. E entendo ele perfeitamente. É um jovem talentoso e extremamente bem-sucedido, assim como Neymar e tantos outros, mas passam pelos mesmos dramas existenciais que todos nós, do lado de cá – milhões de pessoas que não alcançam o destaque deles e também vivenciam a mesma sensação de “falta de sentido”. A única diferença é que (talvez) nós continuamos correndo atrás do sucesso pessoal, profissional, nos relacionamentos, a cura da família, do corpo ou espiritual, achando que o dia em que obtivermos estes sucessos, seremos felizes.
Já vivi o bastante para entender que não. Não é aquilo que conquistamos que nos aproxima da paz interior que tanto queremos.
As conquistas e perdas da vida são simples instrumentos de um jogo maior, chamado “conheça a si mesmo!”. A grande pergunta é: como você lida com as conquistas na sua vida? Como você lida com as perdas na sua vida?
Você permite suas emoções fluírem, desde a raiva mais grotesca, a decepção mais gritante, a tristeza mais profunda, a culpa mais destrutiva até o amor mais arrebatador?
Os grandes traumas na sua alma estão pedindo para serem vistos. Traumas seus e dos seus antepassados. Vou dar um exemplo bem simples: ao ver seu pai fracassar financeiramente, você acredita que, se for uma pessoa bem-sucedida, toda a dor estará redimida. Quem sabe você até poderá pagar uma vida muito boa para este pai, como se isso fosse ajudá-lo a ser mais feliz. E lógico que de nada adiantará. Nem ele, nem você ficarão mais felizes com isso.
Qual é o pedido do universo? Que você aprenda a lidar com o fracasso. Saber lidar com as próprias dores, em algum momento, levará você a uma certa calmaria. E então virá o vazio… A paz.
Tudo isso convidando você a desacelerar. Curtir. Observar. Viver com menos expectativas. Viver, somente, viver.

Alex Possato

 

Abuso e estupro: olhar da constelação familiar sistêmica

Uma vez constelei uma jovem, cuja questão de trabalho era algo como falta de energia para a vida. Porém, durante a dinâmica, percebeu-se que houve um abuso. O movimento dos representantes durante a constelação demonstrou isso. Este foi somente um aspecto visto. Havia mortos excluídos, abandonos… Porém, não foi falado nada sobre a questão do abuso. Mas o movimento indicou. Fato que a cliente, posteriormente, confirmou. E para meu espanto, soube-se mais tarde que a mãe também sofrera abuso, e não falara para ninguém. A sina se repetiu: o que é excluído no passado, surge novamente em gerações posteriores, para que a dor possa ser vista, e deixada… Assim, todo o sistema se alivia… Para que isso ocorra, alguém inconscientemente se coloca a disposição de sofrer na própria pele para que a harmonia seja reestabelecida. É lógico que, conscientemente, ninguém deseja sofrer. Mas a força do sistema é sempre maior do que a vontade individual.
Lembro que estamos falando de trabalho terapêutico. De maneira nenhuma, nem Hellinger nem ninguém com a capacidade intelectual e emocional saudável diria que violência sexual é um ato de amor. O que a constelação familiar sistêmica aponta são caminhos para aliviar as consequências danosas de traumas e repetições de padrões familiares inconscientes. Estes caminhos, quando aprofundados, levarão a compreensões maiores, podendo abrir o coração daquela pessoa atingida pela dor para sentimentos sublimes.
Aqueles que passaram pelas maiores dores são justamente os mais preparados para demonstrarem maior compaixão.
Mas muitos não estarão prontos para amar. E partirão para a guerra. Ou para a tentativa do esquecimento. Desta forma, irão perpetuar o mecanismo, cuja consequência é gerar mais e mais violência para os descendentes… Até que, em algum momento, alguém consiga olhar finalmente para todos os lados: o abusador, o abusado e o sistema que os levou a se encontrarem numa situação de ajuste.
Assim, a paz pode se instalar.

Alex Possato

 

Sim, eu minto! Você não pediu para eu falar a verdade?

Como estou me preparando internamente, estudando e percebendo meus comportamentos, para a Jornada em Israel que farei em setembro, estes temas que lidam com espiritualidade me interessam. E me tocam. E hoje resolvi abordar o tema “verdade”. E “mentira”. Afinal, disse Jesus, no evangelho segundo João: “Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade.”

Estudo as palavras de Cristo, para poder vivenciar “na alma” aquilo que também irei me deparar in loco, em Jerusalém, Belém, Nazaré e outros lugares históricos para católicos, evangélicos, ortodoxos e outras denominações derivadas do cristianismo. Esse é o objetivo desta peregrinação. Viver Cristo, viver o judaísmo, viver o islamismo, viver espiritualmente aquilo que a “terra santa” tem a nos oferecer.

Entendo que as religiões trazem seus dogmas conjuntamente, e por isso não desejo falar de teologia. Até porque não tenho a menor condição para isso. Quero simplesmente discorrer o que me vem quando leio esta frase atribuída a Jesus. E como isso ecoa dentro de mim.

Lembro-me que vovó dizia, quase em tom jocoso: faça o que eu falo, não faça o que eu faço. E justo ela, uma senhora moralista e rigorosa, que me chamou de mentiroso inúmeras vezes (e com razão!), e por isso, também me castigou de inúmeras formas. Mas aí já começava a contradição: se ela falava uma coisa e fazia outra, também estava mentindo, não é mesmo? E eu peguei algumas mentiras “no ar” e só não podia deixa-la de castigo porque meu tamanho e poder não eram condizentes com a minha vontade. “Vovó, vai pro canto pensar! Agora mesmo!” – ficava só na vontade…

De qualquer forma, mesmo ela também sendo mentirosa (depois percebi que vovô, meu irmão, papai, mamãe e todo o resto da humanidade também eram!), eu sentia culpa por mentir. Acreditava piamente que haveria algum tipo de punição – o tal do Deus irá me condenar. Na minha mente infantil, não cabia o fato de estar pecando, e ao mesmo tempo, ser merecedor da benevolência que Jesus garantia vir do seu Pai. Por sinal, o meu Pai também. Uma outra coisa que não entrava na minha cabecinha era que, se eu e Jesus éramos filhos do mesmo Pai, logo, eu era irmão de Jesus. Mas vou confessar uma coisa: em verdade, em verdade, eu não me achava da mesma família. “Acho que sou adotado” e o Pai é só um pai de criação. Eu era filho de outro cara.

Bem, acabei viajando nesta infância espiritualmente tortuosa, para finalmente poder dizer: acredito que Jesus dizia que a verdade se demonstra em ações. Não amemos de palavra e nem de língua. Quer dizer que vovó deveria dizer assim: faça o que eu faço, não faça necessariamente o que eu falo. Este seria o provérbio que o filho de Deus poderia dizer, se estivesse conversando com amigos numa padaria. Não, sejamos justos com Ele. Ele diria: faça o que eu faço e faça o que eu falo! Mas se não der, eu os perdoo, assim como o meu Pai já os perdoou!

Talvez o Filho de Deus gostaria que todos nós pudéssemos alinhar aquilo que falamos com aquilo que fazemos. Como é difícil, não é? Já vi um monte de líderes espirituais falhando nisso. Imagine eu! Eu me pego tantas e tantas vezes falando algo e não fazendo! Tudo bem que minhas mentiras são diferentes daquelas dos criminosos e corruptos, mas continuam sendo mentiras. Não devo atirar pedras.

Daí, acho que o meu caminho dentro da constelação familiar sistêmica esclareceu mais algumas coisas. Aprendemos que fazemos as coisas levados em grande parte pelo sistema familiar. Se eu minto, é porque meus pais também mentem. E até vovó, quase beata, mentia! Então, a mentira faz parte dos meus hábitos, e quando eu quero somente dizer a verdade, fazer a verdade, pensar a verdade, sinto extrema, enorme, quase intransponível dificuldade. Bert Hellinger diz que repetimos nossos padrões porque assim, nos sentimos pertencentes.

Se eu minto, por pior que seja para minha moral cristã, eu pertenço ao meu sistema. Mas se sou totalmente verdadeiro (como se isso fosse possível!), aí sinto-me um traidor. Não pertencente. Terei que entrar para a Ordem dos Verdadeiros Imaculados Transparentes da Palavra do Senhor e deixar definitivamente a família Possato. Excluído do meu sistema, por falar somente a verdade.

Entendo a necessidade da verdade e a busco incansavelmente. Mas na minha percepção, mentir também faz parte da minha verdade. Sim, eu minto! E muitas vezes sou verdadeiro. Não necessito nem de aplausos, nem de castigo. Mentira e verdade fazem parte. Este sou eu! Sei que Jesus, o Nazareno, me entende. Na suprema inteligência que foi concedida à Ele, o mestre sabe que a psique humana é cheia de altos e baixos. Luz e sombra. Deuses e diabos. Milagres e horrores. Só não vou usar a minha humanidade para me omitir. Serei sempre responsável pelos meus atos. E no momento em que pisar na bola, posso falar: pisei na bola! E se for verdadeiro, também posso dizer: sinto muito! Mas somente se for verdadeiro, porque se não for, é melhor ficar só com:

– Pisei na bola! Eu errei!

Acho que a verdade pode começar por aí… Pelo menos, para aqueles que buscam…

 

Alex Possato

Quer saber mais sobre a Jornada Sistêmica em Israel 2019? Clique aqui!

Confira abaixo o vídeo que Alex Possato e Lu Cerqueira fizeram, explicando detalhadamente como será a Jornada!

 

O medo de subir na vida

Domingo de Carnaval, lá estava eu pendurado numa parede de escalada, uns 6 metros do chão. Para cima, mais 4 metros, que minha mente se recusou a encarar. Para baixo, nada demais, afinal, com o sistema de segurança do lugar, nada poderia acontecer, a não ser ficar pendurado, balançando, enquanto que o equipamento nos devolvia ao solo firme e seguro.

Quem me conhece mais intimamente, sabe que me defronto constantemente com o pânico de lugares altos. As mãos suam excessivamente, as pernas perdem a firmeza, em alguns casos fico com vertigem. Pânico é pânico. E ele frequentemente me visita, até porque eu sempre gosto de conversar com ele. Faço práticas de trekking e algumas experiências em altura, para que eu possa conhece-lo melhor. E cada vez entendo um pouquinho mais sobre meus mecanismos internos.

Desta vez, observei meticulosamente minha reação:

– subia bem até um determinado patamar;

– em certo ponto, os pensamentos diziam: aqui está bom! Chega!

– meu corpo, imediatamente, começava a apresentar sinais de desestabilização, perda de força nos membros;

– meu foco se perdia e eu não conseguia mais encontrar locais adequados para apoiar os pés e continuar subindo;

– então, eu desistia, e pedia pra descer.

Subindo na jornada da vida

Estou planejando uma jornada sistêmica em Israel (dá uma olhada no link com a descrição, está bem legal o projeto!). O grupo está se formando, porém, ainda temos várias etapas para vencer: aumentar o grupo é a principal, e para isso, fazer todos os movimentos de comunicação necessários, alianças, etc.

Este projeto, que possui desafios, está contido dentro de outro projeto maior, que tem a ver com o meu desenvolvimento profissional. Mais um tantão de desafios a serem transpostos. Estou sentindo um chamado para subir, indo a patamares antes não alcançados.  E aí posso fazer o paralelo das “mensagens da escalada”.

Existe uma parte dentro de mim que se recusa a prosseguir. Diz: aqui está bom! Chega! Pode descer! E da mesma forma que eu travo literalmente nos lugares altos, eu travo nas minhas atividades práticas, direcionados ao meu crescer profissional.

Percebi uma falta de perseverança, fibra, constância e disciplina muito forte reinando no meu sistema interno. E então eu pedi – sim! Eu pedi! – para que Deus me mostrasse o que eu precisava ver… É gente, eu faço assim. Observo o trabalho acontecendo dentro de mim, e então peço orientação… E ela vem!

Passei o dia de ontem com muita raiva. Sentia a energia de raiva pulsando em mim. E ao dormir, sonhei. Sonhei bastante. Alguns sonhos bem desconfortáveis, mas o que mais me chamou atenção foi um sonho onde eu brigava com minha mãe. Eu queria fazer algo por ela, ela se recusou, e me deu algumas moedinhas para que eu voltasse para casa. Então, furioso, joguei todas as moedas no chão, dei-lhe as costas e fui embora, bufando. Acordei.

A criança vive para ser aprovada pela família

Esta cena das moedas, com detalhes um pouco diferentes, ocorreu comigo e minha avó, que cuidou de mim por oito anos. Não joguei literalmente as moedas no chão, porém, recusei o “presente” que ela queria me dar, porque eu estava puto. Ela me dominava completamente, e fazia de mim o que queria. E de vez em quando, dava um dinheirinho para que eu pudesse comprar um sorvete ou algo assim. E naquele dia, eu disse: NÃO!!!

Hoje, passado décadas deste episódio, como terapeuta, entendo que esta parte psíquica que está presa na dor da criança reprimida ainda está atuando no meu sistema. E de alguma forma, ela controla o meu movimento ascendente na vida. Inclusive, é uma parte capaz de recusar as moedas e jogá-las no chão. Coisa que fiz muito tempo na minha vida, através do descontrole financeiro e incapacidade de poupar.

Eu planejo, trabalho e tenho capacidade de adulto. Muita capacidade. Porém, existe um lado infantil, emocional, que está lutando contra o adulto. Está rebelado, não quer seguir as ordens e prefere bater o pé e fazer bico. Na verdade, eu nunca bati o pé verdadeiramente para a minha avó e para as pessoas que me oprimiram. Eu simplesmente ouvia, engolia, e quando dava a hora certa, as abandonava. Dava-lhe as costas. Bufando e com muita raiva.

Todo mundo tem o direito de dizer que está magoado, machucado, amedrontado devido às ações de alguém. Porém, uma criança não tem este direito. Pelo menos, da forma como eu fui criado. Assim, a dor fica reprimida, inconsciente. Existe uma grande vontade de dizer FODA-SE! Eu não aceito mais! E ela não consegue. Dá muito medo. Esta energia continua dentro dela, pedindo para ser vista. Em algum momento, é necessário olhá-la nos olhos. Olhar para os olhos apavorados daquela criança que precisa confrontar os próprios pais. Ela tem este direito!

Subindo como adulto

Estou com cinquenta e um anos de idade. E volta e meia me defronto com estes processos psicológicos. Convidando-me para regressar aos meus tempos de criança. Isso não quer dizer que sou uma pessoa infantilizada – somente que existem algumas partes infantis feridas para serem vistas. Este é o processo natural.

Por isso sempre convido você a olhar para si desta forma: não somos bons ou maus porque temos mais ou menos traumas e comportamentos distorcidos em nós. Tudo são programações. Nosso sistema funciona como um computador, mas nós podemos olhar a tudo distanciado, e portanto, com a possibilidade de ir se transformando. Aos poucos. De acordo com nossas metas e objetivos.

A questão não é atingir o topo. Mas aprender na caminhada. Descobrir-se, ver como é maravilhoso o processo do despertar para os próprios padrões inconscientes. Perceber as resistências, e ok! O que elas têm para me ensinar? E também olhar para além disso tudo. Para o lado desvinculado com o sucesso pessoal ou material. Eu diria: um lado mais sensível, energético, espiritual. Porque em algum momento, esta jornada acaba. E você, assim como eu, possivelmente deixará muitas metas, pessoas e sonhos para trás… Mas… e daí? Se estamos aprendendo aquilo que é possível durante a caminhada, acho que já está valendo muito a pena.

Alex Possato

Agradeça por TODAS as fontes de dinheiro que passaram por você!

Costumamos analisar os trabalhos da seguinte maneira: este lugar foi bom porque conheci pessoas legais, ganhei razoavelmente bem, fui respeitado. E aquele lugar foi ruim porque o chefe era um inferno, o salário era uma miséria, o local de trabalho inapropriado e as obrigações trabalhistas não foram respeitadas.
Aos olhos sistêmicos, é uma visão bem limitada, embora seja comum pensarmos assim. Por que é bem limitada? Porque estamos analisando a nossa trajetória profissional como se o trabalho fosse feito para servir ao nosso conforto e bem-estar. Na minha visão, trabalhamos para crescermos interiormente. Aprender a humildade. O serviço. A ter disciplina. A arte de dar valor a si e àquilo que produzimos. A colocar limites. Saber estabelecer parcerias. Saber usufruir dos ganhos. Aprender a planejar. Experienciar o poder do compartilhar.
O trabalho é um dos braços da realização.
Mesmo aqueles que foram uma real dor de cabeça na nossa vida, vieram para que pudéssemos entrar em contato com nossos dons internos e nossas habilidades adormecidas. A vida está o tempo todo trabalhando para o nosso despertar, e quantas vezes negamos isso, reclamando dos presentes que ela nos dá?
Convido você a fazer uma lista dos lugares em que você ganhou dinheiro. Desde aquela mesada ou dinheirinho que a família lhe dava para comprar doces, até seu primeiro salário. E depois, trabalho a trabalho – em empresas, ou bicos, ou serviços informais. Olhe um por um. E sinta o que vem. Deixe vir qualquer sentimento: desde os mais suaves, até os mais dolorosos.Os bem-sucedidos e os fracassos. Permita que esses sentimentos façam parte. Não tente racionalizar. Somente olhe. E sinta. E deixe partir, no momento adequado. Assim, a gratidão, naturalmente, vai chegando, chegando, chegando…
Faça isso, com certa periodicidade, e veja o que acontece. E depois, conte para nós!
Alex Possato

Tabagismo: o que fazer com o vício de cigarro?

Alex Possato, respondendo à sugestão de assinantes do Canal, fala sobre o tabagismo – vício no cigarro e o que a constelação familiar sistêmica diz a respeito. Conta também sobre a sua experiência como tabagista durante 15 anos, e dá uma dica muito especial, porém, um pouco fora do comum, para que a pessoa viciada em cigarro possa começar a ficar em paz com o vício e possa ir abandonando-o… Quer saber? Dê uma olhada no vídeo!

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Ex-relacionamento: o que fazer?

Uma dinâmica em relacionamentos afetivos que trabalho bastante é o fato de muitas pessoas estarem ligadas às ex-relações afetivas que terminaram de forma dolorosa. Pode ter sido aquele namoradinho de infância que você amava demais, e romperam sem mais nem menos. Ou o noivo que, na hora de decidir pelo casamento, encontrou outra pessoa e a relação se rompeu. Talvez o namoro que foi desaprovado pela família, apesar do amor mútuo. Além, é claro, daquelas relações que estão contaminadas pelos vícios, jogos de opressão e submissão, desinteresse, manipulação, interesses financeiros, entre outras situações desagradáveis.
Deveríamos entender, quando estudamos a fundo constelação familiar, que as relações são formas de resgates de emaranhamentos anteriores. Que muitas vezes nem tivemos conhecimento, pois nossos pais, avós e bisavós vivenciaram muita coisa em suas relações. E o que ficou mal-resolvido, continua pedindo para ser visto, pelas gerações posteriores.
Mesmo que você não tenha conhecimento destas situações do passado familiar, pode muito bem olhar para as suas próprias dores, mágoas, tristeza, medo e raiva que despertam nas relações atuais. Aprender o significado destes sentimentos na sua vida. Assim, você se torna forte, emocionalmente, e mais maduro para prosseguir. Quando este processo é completado (e isso vai exigir uma boa dedicação sua), finalmente, você poderá olhar para a antiga relação, agradecer profundamente… e libertá-la. Uma vez me perguntaram: o que fazer, já que tive algumas dezenas de casos mal terminados? Bem… olhe para aquelas que mais incomodam… Não devemos fazer trabalhos internos carregados de culpa. Tudo o que vivenciamos e a forma como nos comportamos, era o jeito que tínhamos, no momento… Acredito que não é para não errar que estamos nesta vida. Mas sim, para aprender com nossos erros. 

Alex Possato

 

Eu escolho adoecer

 

O jovem estava no carro, com seu melhor amigo. Um descuido, um acidente, e o melhor amigo morreu. Sem ter esta consciência, a partir deste instante o rapaz que sobreviveu carregou a culpa por não ter ido no lugar do amigo. E fez um pacto: já que não posso morrer agora, vou fracassar na vida, assim, através do meu sofrimento, honrarei a morte dele.
Todas estas percepções vieram após uma constelação familiar. A solução, nestes casos, é reconhecer a própria impotência diante da situação, e entender que o Destino é o “grande”, e nós somos os pequenos. Este tipo de mentalidade, de quem deseja se sacrificar para salvar pessoas, é um pensamento infantil e que vai contrário à vida.
Quantas vezes, inconscientemente, nos envolvemos num pacto de sofrimento, por termos presenciado cenas na infância extremamente dolorosas? Filhos de pais alcoólatras, mães neuróticas, ou presenciando a morte de familiares com doenças fulminantes… Por amor, falamos para nós mesmos: eu queria tanto salvá-los! E como isso é impossível, entramos no mesmo ciclo de adoecimento. “Quando esse amor infantil e trazido à luz, talvez essa criança – agora adulta – perceba que não pode superar a doença, o destino e a morte do outro através do seu amor e dos seus sacrifícios, mas que deve se expor a eles, impotente e corajosamente e concordar com tudo assim como é”, nos ensina Hellinger, em O Amor do Espírito.
Desta forma, tenho visto pessoas se recuperando de suas questões de saúde, ou pelo menos, aprendendo a viver com mais leveza e prazer. 

Alex Possato

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Atendimentos em grupo e individual

Pais e filhos constelados

Os pais, ao olhar da constelação familiar sistêmica, deveriam sempre ter muito orgulho de serem pais. Mesmo que reconhecendo seus erros, suas deficiências, seus destemperos: fizeram o melhor pelos filhos, que cresceram e estão prontos para a vida. Darão certo? Terão sucesso? Isso não é mais assunto dos pais. Eles os liberam para que sigam o caminho, e possam transmitir o melhor deles em nome de todo o sistema familiar, de toda a ancestralidade.
E os filhos, ao contrário, mesmo reconhecendo que talvez tenha havido deficiências na educação, no trato, que muitas coisas doeram, entendem que os pais agiram da forma como agiram porque aprenderam com os avós a serem assim. E que carregam muitos traumas e dores – deles e do passado familiar, e não poderiam ter feito melhor. Reconhecem que os pais deram o que puderam para eles e não exigem mais nada. Seguem de peito erguido, confiantes, sabendo que atrás deles a força (simbólica) dos pais os sustentam. E caminham com gratidão, fazendo a vida do jeito que acham que é o correto. Estão livres para acertar, errar e crescer.

Assim são pais e filhos que estão em paz com o próprio passado.

Alex Possato