Curso de Constelação Familiar Sistêmica

Me perguntam: o que preciso para ser um constelador? Acho que, em primeiro lugar, o “chamado”. Pois a constelação não é apenas uma técnica. É, para mim, uma filosofia de vida, que norteia meu comportamento. E após o chamado, um curso de formação em constelação. Como este que estou iniciando em Brasília, a partir de 27 e 28 de julho de 2019.
Explico detalhadamente como é o processo da formação, o que iremos trabalhar, como iremos nos desenvolvendo, até o processo de estarmos habilitados para sermos facilitadores de constelação.
Ser constelador é uma grande jornada de vida! E se você sente este chamado, convido-o a acompanhar este vídeo para “sentir” como é o caminho…

Curso de Constelação em Brasília – saiba mais clicando aqui: https://alexpossato.com/brasilia2019/

 

Como ser um constelador?

Turma de Formação do Curso de Constelação Familiar Sistêmica em Brasília 2019

Resolvi escrever um pouco sobre o curso de constelação familiar que faço. E começo falando sobre a preparação que propicio ao aluno. Pois constelar é um serviço exigente. Estaremos reverberando o nosso campo junto com o campo do cliente, e isso precisa ser feito em consonância com as Ordens do Amor, o que significa que preciso sempre olhar: o que estou excluindo? Ou: a quem estou identificado em relação ao passado familiar? Estou fora de ordem hierárquica no meu sistema? Permito o livre fluxo do dar e receber?

Minha atenção primeira é, então, auxiliar o aluno a se observar diante do seu próprio sistema familiar.

Um terapeuta de constelação necessita diariamente reequilibrar-se diante do próprio sistema, para que assim consiga lidar de forma adequada com os sistemas dos clientes. 

Além deste mergulho necessário no próprio sistema familiar, vou introduzindo técnicas de entrevista, condução de movimentos sistêmicos, sensibilização e cultivo ao silêncio, já que o campo é percebido através da observação distanciada, sem julgamento.

Em pouco tempo, lanço os alunos novos ao desafio de conduzirem constelações de clientes, através do Projeto Incluir, mesmo que este aluno tenha pouca experiência – eu estarei junto, orientando, e a aprendizagem que um aluno adquire nestas práticas é grandiosa.

Turma do curso de Formação em Constelação Familiar Sistêmica em São Paulo – 2019

Gradualmente, vamos avançando também no conhecimento da teoria da constelação familiar sistêmica, segundo Bert Hellinger. Iniciamos, como disse acima, pelas Ordens do Amor. Estudamos as dinâmicas na relação entre pais e filhos. Posteriormente, as dinâmicas nas relações afetivas. E finalmente, conheceremos as Ordens da Ajuda, que orienta o fluxo do Amor na relação entre terapeuta-cliente. Estes módulos são muito bonitos e instigantes, já que ao mesmo tempo que vamos aprendendo a “teoria”, estamos sendo trabalhados intensamente, praticamos passivamente e ativamente em exercícios, somos desafiados a nos colocar no papel de terapeuta e condutor de grupos, e assim a constelação começa a fazer parte da estrutura do aluno.

Esta fase permite uma preparação sólida tanto no sentido intelectual, mas sobretudo, em relação a como lidar com a ampliação de consciência e percepção ampliada que o trabalhar com a constelação propicia.

Alunos treinando durante o Projeto Incluir – laboratório de constelação familiar sistêmica

Lógico que é passo-a-passo. Muitas pessoas terão mais dificuldade em trabalhar com uma terapia predominantemente intuitiva e energética – por serem mais racionais. Mas isso não é problema. Eu vou auxiliando, buscando realmente dar a mão a estas pessoas (pois um dia eu fui o que chamo de “cabeção” – uma pessoa que racionalizava tudo e com medo da sensibilidade!) e de acordo com a permissão do aluno, vamos explorando este campo lindo e amplo dos diversos sistemas que teremos acesso. Em algum momento, o aluno começa a confiar na percepção sensorial e entende que a razão pode até vir depois, mas não durante um trabalho de constelação familiar.

Alex Possato conduzindo o treinamento com bonecos para atendimento em constelação individual

Aprendendo o trabalho com o grupo, iremos adentrando nas técnicas de atendimento individual: âncoras de solo, bonequinhos e constelação na imaginação. E paralelo a isso, o aluno deverá se aprofundar um pouco mais na sua habilidade de entrevistar e extrair a questão do cliente, através do desenvolvimento da comunicação a dois, que é diferente da comunicação em grupo. Para isso, o conhecimento de alguns aspectos da PNL (programação neurolinguística) auxiliarão, pois o que diferencia realmente a constelação individual da constelação em grupo, para o terapeuta, é a forma de atender, abordar a questão, ouvir o cliente e permitir que o campo sistêmico se demonstre. Ou seja, a energia da constelação é a mesma, mas o caminho para chegar até ela é diferente.

São 9 módulos intensos, onde em praticamente todos os grupos que conduzi, criou-se uma amizade pouco comum: as pessoas aprendem realmente a gostar uma das outras, e mesmo diante daquelas pessoas com quem temos diferenças de pensamento ou comportamento, existe o respeito e até a admiração.

Aos poucos, o aprendizado vai se mostrando, de forma não linear: a constelação não se aprende por um acúmulo de estudo, de conhecimento e nem mesmo de prática. É uma experiência que vai, no seu tempo, fazendo parte de nós. Ao término do curso, todos saem sabendo constelar. Porém, tenho que dizer: a formação de um terapeuta tem a ver com a experimentação, os anos de prática, o auto-trabalho… E neste sentido, coloco a disposição o Projeto Incluir para todos os ex-alunos também, de todos os cursos que fizemos juntos, para virem treinar. É tão bom quando vejo alguém que já fez o curso anos antes, retornar! Dá uma satisfação e alegria enormes!

Ah, não dá para participar do Projeto Incluir?

Não tem problema! Disponibilizo a participação dos ex-alunos em meus workshops e no próprio curso de formação – que pode ser refeito totalmente ou em alguns módulos, além de fornecer material constante através das redes sociais, buscando assim auxiliar no desenvolvimento de cada um, sempre que for possível!

Alunos conduzindo e participando de constelação familiar durante o treinamento

Tenho que dizer que o Curso é um primeiro passo. Nos “formamos” terapeutas sistêmicos através do constante trabalho interno, como falei acima, da experimentação em atendimentos individuais e em grupo, através da participação em rodas de constelação, e principalmente pela observação consciente dos próprios pensamentos e estratégias de comportamento, onde perceberemos nossas mudanças e nossos bloqueios, onde estamos em desequilíbrio e onde já conseguimos fluir no Amor maior, que significa, em resumo, permitir que tudo seja como é. Tornar-se um constelador é, portanto, um caminho também de ampliação de consciência e despertar interior, a ponto de eu poder afirmar: jamais seremos o mesmo que entrou num curso de constelação familiar sistêmica!

Próximo curso de constelação familiar sistêmica com Alex Possato iniciando em Brasília a partir de 27 e 28 de julho de 2019! Clique aqui e saiba mais!

Para que serve um curso de constelação familiar?

 

Bem, a resposta mais óbvia seria: para se tornar um terapeuta de constelação. Porém, eu quero ir além do óbvio. Por quê? Por vários motivos. Primeiro: um terapeuta nasce terapeuta. Mesmo que tenha andado por outros caminhos, como economista, administrador, dona de casa, comerciante, advogado, professor, artista, assistente social, padre, estudante… a vontade de curar deve vir de longe…
É comum que o terapeuta em potencial tenha passado por tantas dores que ele sente a necessidade de se curar, ao mesmo tempo que vê em si a vocação para trabalhar com a cura. E neste sentido, o curso de constelação familiar sistêmica que conduzo é realmente uma jornada em si, no próprio sistema e investigaremos profundamente as ligações das dores com o passado familiar. Aprendi constelação, constelando-me. Mergulhando profundamente. Me virando do avesso. E também reconhecendo tanta coisa boa que herdei dos meus pais e antepassados.
Dito isso, tenho também que dizer que o processo da entrega ao caminho de constelador é algo para toda a vida. Temos muita coisa desalinhada, e conforme vamos andando, vemos novos nuances de situações que julgávamos em paz. Às vezes, um cliente, com sua questão e sua história familiar irá disparar lembranças e processos de cura em nós mesmos, terapeutas. Canso de vivenciar isso: o cliente senta em minha frente, e quando abre a boca, lá está! A minha questão, o meu problema! Sim, acabo me trabalhando através do processo do atendimento. Tenho certeza que muitos outros terapeutas e consteladores passam por isso. Afinal, tudo é sistêmico. A constelação não é só uma técnica utilizada no momento do atendimento individual ou em grupo: passamos a ver o sistema se movendo, as pessoas chegando ou indo, as situações ocorrendo na nossa frente como o desdobramento de uma grande constelação em nossa vida.
Assim, um curso somente não forma um constelador. É a vida que forma. E lógico, o treino. Muito treino. E muito estudo.
Na minha percepção, o curso de constelação abre um caminho de vida. Um portal mágico (não tenho inibição em dizer esta palavra, porque é mágico mesmo – e exigente!) que nos possibilita uma leitura do mundo, da vida, das pessoas e de nós mesmos a partir de um aspecto amplo, que engloba os grandes movimentos, as razões que extrapolam as vontades individuais. Nos quedamos maravilhados diante de uma inteligência maior, que comanda tudo. Tanto os aspectos prazerosos quanto os dolorosos, e aos poucos, compreendemos, no coração: é tudo amor!
Ser terapeuta de constelação sistêmica, portanto, nos provoca a nos tornarmos humildes, flexíveis, humanos ao extremo, conscientes do nosso pequeno papel na vida e da importância de tudo o que veio antes. Consciente também da interdependência de tudo e todos, e por isso, menos ávidos por mudar o mundo, já que passamos a ver a perfeição neste mundo aparentemente imperfeito.
Quando busquei a terapia da constelação como cliente, estava tão amargurado e desconstruído que desejava uma cura profunda. Queria que algo poderoso tirasse o tanto de dores que eu estava vivenciando, há 11 anos atrás. Posso dizer que esta cura veio, mas de uma forma muito diferente daquela que eu imaginava. A constelação me mostrou a crueza da vida. A dificuldade de relacionamento entre os meus pais, que refletiu também na minha dificuldade de relacionamento. Jogou-me na cara que eu estava sendo um pai tão perturbado como a imagem perturbada que eu carregava de papai e mamãe. E o balde de água fria foi ensinar-me a olhar a vida como ela é. E não como eu queria que fosse. Passei por uma intensa reprogramação interna. Na realidade, nada externamente mudou. Mas eu mudei. E por isso, o externo também mudou.
Mergulhar na constelação familiar exige coragem. E se tornar um terapeuta sistêmico mais ainda. Exige postura de guerreiro, força interna, confiança em Algo maior e a propensão para reconhecer nossos pais como os pais adequados para aquilo que viemos exercer no mundo. Não é necessário perfeição, pois isso não existe. Mas a boa vontade para olhar. E querer ver. Em todos os sentidos. Este terapeuta estará assim, através do seu próprio “campo sistêmico”, influenciando na mudança e adaptação de outros “campos”, auxiliando no despertar da força e Amor que se demonstra quando reconhecemos nossas raízes, reverenciamos nossos pais e nossa terra, e olhamos para a vida. A nossa vida.

Curso de Constelação Familiar Sistêmica em Brasília
7a. Turma
Início em 27 e 28 de julho!
Inscrições abertas!

Clique no link e inscreva-se! https://alexpossato.com/brasilia2019/

Constelação Sistêmica em Brasília!

brasila_jan_2018

Brasília! É nesta quinta-feira!

Depois de andar pelas belezas indescritíveis da Patagônia, com os olhos maravilhados e o coração cheio de conexão com a Mãe Natureza divina e majestosa, retorno meus trabalhos de constelação familiar nesta terra que aprendi a amar! Muitos amigos, muita hospitalidade, muitas curas (principalmente para mim!)… e cá estamos!

Dia 25 de janeiro (quinta-feira) – Constelação Familiar Sistêmica em grupo (das 15 às 21 horas)
Dia 26 de janeiro (sexta-feira) – Projeto Incluir – Laboratório de Constelação Familiar Sistêmica (das 15 às 20 horas)
Dia 27 e 28 de janeiro (sábado e domingo) – Treinamento de Constelação Familiar Sistêmica – Módulo Ordens da Ajuda (das 09h00 às 18 horas)
Dia 29 de janeiro (segunda-feira) – Diamante Bruto – encontro sistêmico de homens com o tema “Relacionamento afetivo: qual é o meu lugar nesta história?” (das 18h30 às 23h00)

Alex Possato

Informações com Newton Lakota florbrasil.newtonlakota@gmail.com (61) 99976-7740