Sucesso Para Empreender a Si Mesmo! (Vídeo)

 

Que tal olhar para o seu caminho como empreendedor autônomo: bloqueios e recursos? Claro… sob um olhar sistêmico. Será que estou realmente sendo íntegro com o que faço? Minha alma está se expressando ou ainda estou tentando agradar “alguém”? Tenho foco? Objetividade? Força e constância? Suavidade e amorosidade nas minhas ações? Confiança, mas também ação? Sei me expressar ou estou boicotando meu sucesso? Esses assuntos serão naturalmente trabalhados nesta vivência, que já foi um sucesso em Brasília… e com certeza auxiliará você neste caminho para o seu próprio Sucesso como autônomo!!!

Eu e a Luciana estamos contentes em dividir este trabalho com você. Mais informações e inscrição, acesse este link: https://alexpossato.com/sucesso-para-empreender-a-si-mesmo/

Eu mereço a prosperidade?

Resolvi fazer planos para o incrementar meu trabalho, melhorar minha imagem profissional, estar mais visível! Parece que o momento foi adequado, pois paralelamente ao meu movimento, o gerente do banco fez uma oferta para subir o nível da minha conta corrente… Até o meu programa de milhagem subiu a categoria… E então me pego percebendo que parte de mim não sustenta a prosperidade… Quando o gerente do banco me ofereceu um seguro de carro, despistei… Como eu, numa agência sofisticada, poderia dizer que meu carro é um Clio 1.0 2008? A vergonha atacou e a sensação de menos valia prevaleceu… o pobre menino que tinha vergonha de não poder ter o tênis, as roupas, as viagens, as casas dos colegas mais abonados da escola, resolveu dar os ares da graça. Certa vez me disseram: você é simplório… E entendi que não era um elogio. Não tenho problemas em andar em transporte público. E também em dirigir carros possantes… Porém… me sentir merecedor, próspero… é outra história. Costumo dizer nos grupos que conduzo, que a mudança dos padrões são lentas, e precisamos ser amorosos em relação ao nosso próprio estágio. É sabido que a maioria das pessoas que ganha um bom dinheiro na loteria, perde quase tudo poucos anos depois. Pelos olhos da constelação familiar, entendo que nós honramos as histórias do passado. E se estou (e como estou!) vinculado ao drama da pobreza do meu passado familiar (embora eu não tenha sido extremamente pobre, diga-se de passagem), sinto-me até um traidor quando percebo o dinheiro e os benefícios fluindo na minha vida. É preciso despedir-se deste “eu sofredor” que insiste em boicotar os ganhos. Esta despedida necessita de amor e paciência… Pois caso não seja assim, quando ganhamos um pouquinho a mais, entramos num deslumbramento em relação às posses, tão doentio e doloroso como o estado de pobreza – de bolso e emocional. São extremos da mesma doença, originada numa fidelidade ao passado familiar. E este deslumbramento, mais cedo ou mais tarde, nos conduz à derrocada. A prosperidade é um estado natural do ser humano. Quando nascemos, possuímos tudo o que necessitamos: o corpo da mamãe para nos aquecer, proteger e acalmar, o leite materno para nos alimentar… nada mais é necessário… Este talvez é o símbolo maior da prosperidade: o filho satisfeito, em confiança e segurança nos braços da mãe. Mas conforme crescemos, vamos sendo paulatinamente afastados desta confiança. Nossas necessidades começam a não serem supridas, até pela própria experiência do crescimento: precisamos aprender a nos virar. Deixamos que o medo invada nossa estabilidade. Desconfiamos da nossa capacidade de prover o sustento, a segurança e o conforto. Passamos a olhar o mundo e as pessoas como hostis, e fazemos de tudo para garantir o mínimo. Nos prendemos às pessoas e trabalhos muitas vezes guiados pela necessidade de suprir nossos medos e carências. Ao invés de vivermos na certeza da abundância, passamos a buscar desesperadamente a sobrevivência. Estou numa fase da minha vida onde procuro não perseguir respostas fáceis às perguntas difíceis: estou pronto para a prosperidade? Não sei… Percebo que a cada degrau que subo, é necessário uma nova adaptação. Novas nuances de vida surgem. Quando estive no menos 1.000, tinha um tipo de experiência. Depois, no zero, outra. Consegui alcançar um nível 100 positivo… mais desafios. Entendi que prosperidade não tem a ver com o que se tem na carteira, mas a forma que lidamos com o “ter e o não ter”, o “confiar e o não confiar”, o “se doar e o se fechar”… Nesta grande brincadeira divina que é o viver, parece que as metas são só oásis no deserto: podemos e devemos aproveitar cada conquista, cada degrau que subimos… mas logo mais a jornada se reinicia, e estar na jornada é a parte mais instigante deste mistério que é o viver. Viver e aprender a viver com os sentimentos que a fartura e a escassez provocam – por mais doloroso ou excitante que seja – é instigante, e este é o único exercício capaz de transformar o espírito doentio focado na pobreza em confiança na prosperidade e provisão infinita. Quando estivermos próximos a encerrar nossa jornada, a pergunta “o quanto conquistei?” terá muito menos sentido que a pergunta “o quanto confiei?”. Talvez seja esta a melhor medida da nossa conexão com a prosperidade abundante do universo. E como não sabemos quando se encerrará a jornada, acho que é bom nos apressarmos em olhar para este aspecto… vai saber o dia de amanhã…

Crianças carentes no mundo dos negócios

criancanegocios

Muitas vezes, partimos pelo mundo dos negócios ou do trabalho autônomo como crianças carentes. Nosso “eu pequeno e ferido” fica apegado ao reconhecimento, à necessidade de valorização, de ser aprovado, seja pelos nossos clientes, nossos funcionários, companheiros de trabalho, parceiros, mas como a parte que está comandando nossos atos é uma criança carente, mais cedo ou mais tarde iremos nos defrontar com a carência, a falta de reconhecimento e valorização. Esta é a lei psíquica que diz: atraímos aquilo que vibramos.

Solução? Olhar para a criança carente dentro de si. Esta criança está tentando provar algo aos pais ou àqueles que a criaram. Em geral não se sentiram reconhecidas, validadas, valorizadas… passaram por traumas profundos ou pequenos traumas diários, que resulta no mesmo: um ser assustado, revoltado, medroso, confrontador, que tudo faz para provar para “alguém” que vale a pena, que é um ser que merece respeito…

Mas este “alguém” é um fantasma. Que habita o inconsciente há décadas. Nunca seremos validados por “eles”. Essa história já passou faz tempo!

Se você é uma pessoa que percebe repetir fracassos nos seus projetos, pergunte-se: qual é a verdadeira motivação que me move? A quem estou querendo provar o meu valor? Qual é a dor da minha criança que não soube integrar? O que não aceito na minha história passada?

Conheço isso. Perdi tudo o que tinha. Movido por uma revolta infantil, num corpo de adulto. E tive que olhar seriamente para o meu psicológico. Reconhecer que fui eu o responsável pelas consequências dos meus atos. Uma criança revoltada e carente, querendo empreender. E tudo bem. Porque aprendi através das birras, das negações, da preguiça, da falta de foco, do uso indevido do dinheiro. Graças a isso, comecei a crescer… olhar para o passado e ver que meus pais deram verdadeiramente o que era importante para mim. E que eu teria que curar minhas próprias dores, mas com um olhar de respeito e reverência em relação a eles. E que precisava andar pelas minhas próprias pernas. Deixar meus pais e seguir meu próprio caminho. Como adulto… E fazer do meu sucesso, o sucesso deles… afinal, o que os pais mais desejam, no íntimo, é ver os filhos se darem bem na vida. Não é isso?

 

Como os sentimentos escondidos dos pais influenciam a vida profissional e financeira dos descendentes (vídeo)

 

Alex Possato conta como a trajetória frustrada do seu pai influenciou a própria vida. Seu pai  iniciou na carreira profissional de jornalista com sucesso precoce, mas gradativamente foi decaindo de patamar, e finalizou sua vida sem patrimônio, sem realização, sem saúde e dependente. Este padrão de frustração também foi vivenciado pelo avô paterno, que de formas diferentes, viu seu extremo talento para muitos caminhos não se concretizar em sucesso e reconhecimento.

Como descendente desta linhagem masculina frustrada e fracassada, Alex, desde muito jovem trabalhou, mas não encontrava o caminho profissional; tudo que fazia ia até um ponto e caía…  A partir de processos terapêuticos e trabalhos de coaching, e principalmente através da constelação familiar sistêmica, entrou em contato com a repetição do padrão doloroso de não se realizar, não se sentir um homem pleno, um homem que não pode cumprir seus compromissos, com vergonha de si e dificuldade de encarar esposa e filhos. Finalmente, a terapia auxiliou a lidar com esta vergonha, ficar em paz com o fracasso e modificar o padrão. Desta forma, naturalmente um caminho novo e próspero começou a se delinear.

[https://www.youtube.com/edit?o=U&video_id=AMOGnLTzrHo]

Confiança, meditação e a instabilidade financeira

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– Estamos em crise. As vendas caíram muito! Mas vai dar tudo certo! – disse-me o cliente de constelação sistêmica, enquanto conversávamos sobre as razões da sua ansiedade.

Sou – ou melhor, estou – também uma pessoa ansiosa, e ainda não aprendi a lidar de forma tranquila com as oscilações do fluxo de entrada e saída que todo autônomo passa. Fiz a lição de casa alguns anos atrás, quando, mergulhado em dívidas, tive que olhar com muita seriedade para o descontrole financeiro, gastos acima dos ganhos e dificuldades de projetar conscientemente o meu crescimento profissional. Deixei o vermelho há tempos, porém, sempre que vejo que os ganhos, em algum momento, não estão dentro das expectativas, isso me pega. Chego a entrar em angústia, mesmo sabendo que não há a menor razão para isso, pois hoje tenho as contas muito bem equilibradas.

De onde vem esta angústia? Com certeza, de traumas do passado, sejam traumas meus ou dos meus familiares, onde a falta de dinheiro, a escassez, provocou dores profundas. Sei disso. Sou terapeuta e trabalho com esses conceitos o tempo todo. Mas o saber não vale nada. Não cura. O que, então, cura?

O mergulhar profundamente no medo da escassez. Vivenciar, conscientemente, a angústia da carência financeira existir. Permitir que meu coração dispare. Que minha mente louca diga: você vai morrer de fome! Não irá conseguir pagar suas contas! Não conseguirá construir um patrimônio! Não adianta tentar: no final, você perderá tudo!

Sim, minha mente é alucinada. Nesta área. E mesmo não havendo a menor razão para o pânico, ela dispara o alarme, sempre que dois ou três clientes não comparecem ao atendimento. Sempre que existe o indício de falta de dinheiro.

Como deixar brotar a confiança neste sólido árido? Aprendendo a sustentar o desconforto. Minha mente consciente sabe que não são reais as razões para a angústia. Não existe um fator verdadeiro para esse medo. Então, peço somente firmeza para passar pela tempestade. Que pode durar minutos, horas, dias. Mas passa.

O que faz a angústia permanecer, gerando invariavelmente situações futuras de dificuldades financeiras, é o medo de enfrenta-la. É preciso desmascarar este “monstro da carência”, que fará de tudo para provar ser verdadeiro. Ele quer que eu acredite: sou carente. Sou derrotado. Sou miserável. Atrás da tentativa ensandecida deste fantasma em destruir-me, existe uma dor profunda. Por isso, não devo tentar eliminá-lo, massacrá-lo… mas sim… amá-lo. Amar este monstro carente. Permitir que ele expresse essa dor. Entendendo que eu não sou ele. E não deixando que ele domine minhas ações, meus comportamentos.

Como esse monstro me domina? Fazendo com que eu deixe de controlar meus gastos. Ou gaste demais. Deixe de planejar. Caia no canto da sereia e faça parcerias que minha razão sabe muito bem que não darão certo. Que entre em investimentos fajutos. Trabalhe sem parar, como um louco, sem tempo para perceber o mundo em minha volta. Impedindo meus momentos de prazer. Fazendo eu emprestar ou dar aquilo que não tenho. Despertando minha cobiça e ânsia por compras. Não deixando eu cobrar o valor correto pelos meus serviços.

Não entrar nestes e em outros condicionamentos só é possível em silêncio. Meditação. Para que eu possa perceber claramente quem sou eu e quem são os monstros que me habitam. É fundamental desacelerar. Não há como separar o joio do trigo se estou correndo numa esteira de academia, com a orelha em uma música qualquer, os olhos na telinha da TV à frente e as mãos ocupadas, segurando algo. O ser humano, em tranquilidade, naturalmente descobrirá os caminhos prósperos que o estão chamando, a cada instante. Estes caminhos são sussurrados, quando paramos para ouvir. Serenamos a mente. Desligamos as mídias sociais. Nos recolhemos da família. Sentamos, em silêncio. É o que vou fazer agora. Sentar em silêncio. Meditar. Quer me acompanhar?

Que a confiança possa brotar em meu coração, suavemente. Que a confiança possa brotar em nosso coração, suavemente.

Alex Possato

Dinheiro: quando um homem não se banca financeiramente

dinheiro

 

A maneira mais fácil de começar a falar sobre esse tema seria dizer algo assim: atendo muitas mulheres que, por algum motivo, atraíram homens que não se bancam financeira e profissionalmente. Muitas vezes homens com tendência à depressão, aos vícios, às fugas… Sensíveis? Sim, muitos deles muito mais emocionais do que racionais. Afinal, a mulher é quem pensa, quem coordena, quem planeja, quem dá as diretrizes, no caso destas clientes que atendo.

Esta seria a maneira mais fácil. Ou não tão fácil, porque, só de escrever isso, já me surge algo que eu nunca havia me ligado: meu avô, homem que foi meu exemplo maior de masculino, era alguém que não conseguia bancar financeiramente a casa, e era cobrado por isso o tempo todo. Quem me conhece, talvez até ache estúpido eu dizer que só agora chegou esta percepção, afinal, já conto esta história há anos e anos, tanto dentro dos meus cursos, como entre amigos. Mas insight é assim. Vêm de várias formas. As mesmas histórias trazem novas e novas percepções. E francamente, até este momento, a percepção que seguia do meu avô era da multiplicidade de capacidade, trabalho infinito, necessidade de descansar e relaxar após o trabalho – sempre com um cigarrinho, às vezes um vinho, invariavelmente um vidro de remédios para dor de cabeça crônica, e saco do tamanho do Pão de Açúcar para aturar as cobranças da minha avó. Afinal, ele não trazia dinheiro suficiente para casa.

E agora começa a forma “difícil” de falar sobre este tema: dizer sobre a minha história de homem que não se banca financeiramente.

Começo a perceber que, de alguma forma, quis vingar o meu avô e colocar a minha avó na parede: ele te deu tudo, e você ainda é ingrata? Você reclama do dinheiro, mas largou seu trabalho e nunca mais voltou, não é mesmo, vovó? Mesmo simples e com seus inúmeros defeitos, vovô sempre amou você! Deixava de comprar coisas para si, para lhe dar presentes… a maior parte, presentes que você não gostava…

Como que vingamos um ente querido, da “injustiça” que achamos ter vivenciado na infância? Fazendo igual. Repetindo o mesmo padrão. E que cacete! Vejo que repeti o padrão do vovô, tim-tim por tim-tim, como ele gostava de dizer. Não acabei meus estudos superiores. Mesmo estando com as mãos no diploma, desisti. Sou multi-talentoso, mas não ganha tanto por estes talentos todos. Penso primeiro na mulher, depois em mim. Tive imensas dificuldades financeiras. Sempre ouvi primeiro ela, e depois eu, até nos negócios que fazia. Gosto de relaxar tomando um vinho. Aprendi que relação é estar com uma mulher chata, que cobra o tempo todo: e ouvir pacientemente. Ela se bancava profissionalmente, mas após o casamento, se encolheu… assim foi meu casamento anterior.

Bem… padrões mudam. Caso contrário, não teria o menor sentido trabalhar com terapia…

Pacto de vingança, pacto de fidelidade

Após uma fase muito longa de “pindaíba” financeira, insatisfação profissional, divórcio, empresa quebrada, nome sujo, comecei a olhar verdadeiramente para a história dos meus pais. Dos meus avós. Da minha infância. Já estava com quase quarenta anos de idade. E fui vendo que, paulatinamente, estava repetindo muitos padrões de comportamento. Muitos deles eram bons e me traziam satisfação, como por exemplo, o talento que herdei do vovô. Mas muitos outros eram padrões difíceis, que traziam sofrimento, angústia, tensão, brigas no relacionamento.

E como sair destes padrões? Em primeiro lugar, é ver que estou identificado ao padrão que me causa problemas, por amor a alguém. Neste exemplo que dei, com o meu avô. E interessante: estou também entrando em confronto com alguém que foi muito importante na minha vida, que me deu tudo e mais um pouco, mas que me pressionou de forma que eu não aceitei. Vovó. E pressionou meu avô. E transformou meu pai em um homem fraco também. Esta é a minha interpretação, totalmente passional e infantil. Por isso, tenho que identificar um pacto de vingança que fiz em relação à vovó. E um pacto de fidelidade que assinei em relação ao vovô.

Pacto de vingança

Eu atrairei mulheres duras e mandonas, mas também frágeis e instáveis, e vou mostrar que sou melhor que elas. Que elas são fraquinhas e doentes. Dependentes do homem que elas tanto se acham superiores.

Pacto de fidelidade

Vou viver trabalhando muito, mostrando todos os meus talentos, sendo simpático e querido por todos, e estar sem dinheiro e com a “aura” de injustiçado, como vovô foi, porque eu o amo.

Bem… eu era péssimo aluno de química, mas é fácil ver que esta fórmula PV (pacto de vingança) + PF (pacto de fidelidade) = F (fracasso).

Eu me ferrei, literalmente. Fracassei no casamento, na profissão, nas finanças. Não reconhecia nem os benefícios que recebi dos meus avós (você pode ler papai e mamãe) e nem o quanto que estava com a imagem de um homem fraco e injustiçado dentro de mim.

 

Um homem que serve à vida, ganha dinheiro

Andei por muitos caminhos espirituais. Muitos deles diziam sobre a necessidade de servir. E eu trabalhei como voluntário. Participei de religiões. Doei parte dos meus ganhos. Fazia meus serviços com muito capricho. Mas pra falar a verdade, nunca fiz isso com integridade. Era sempre com algum tipo de interesse: eu dou isso, Deus dá aquilo. Eu dou capricho, um dia, Deus me recompensa. Eu me mostro um bom sujeito, e serei beneficiado… Não funcionou. E assim, me revoltei contra o mundo. Contra Deus. Contra o mundo capitalista. Contra minha mulher. Minha avó. Minha mãe que me deixou. Meu pai, que também não me assumiu totalmente. Meu avô banana. Me revoltei. E foi ótimo. Porque só assim, pude recomeçar.

E desse lugar de revoltado contra tudo, queria dizer diretamente ao homem que se identifica com esta situação – o macho que se acha incapaz de prover. Em primeiro lugar, a história mudou. Homens e mulheres trabalham. Às vezes, a mulher até ganha mais que o homem. Então, não pense que você terá que dar tudo. Ela pode te ajudar. Mas você terá que dar uma contrapartida. A mulher se tornou muito forte. E você deverá se mostrar muito forte também. E sensível, porque a mulher, ao se tornar provedora, endureceu. Masculinizou-se. E necessita a sua flexibilidade.

Vamos lá, homem. Ser próspero é algo que necessita firmeza, um emocional razoavelmente controlado e uma capacidade de olhar para o outro e servir, e deixar de olhar para o próprio umbigo. Eu estou aprendendo a ser forte. Espero que você também possa aprender. Vou deixar, para finalizar, algumas palavras a respeito do dinheiro, que meu mestre de constelação familiar, Bert Hellinger, deixou: “O dinheiro tem alma. O dinheiro é algo espiritual. O dinheiro é o resultado do amor. O dinheiro é adquirido através do desempenho. É o equilíbrio de um bom desempenho. Se alguém ganhar o dinheiro por seu desempenho, o dinheiro o ama. O dinheiro também permanece com ele, pois foi adquirido através de seu desempenho.

O dinheiro também quer render algo – depois. Por isso o dinheiro espera ser gasto. Ser gasto em algo bom, que leve a vida adiante. Então se ganha mais dele – cada vez mais. Através de seu desempenho, o dinheiro entra num circuito de serviço, trabalho e ganho, tudo ao mesmo tempo.” Bert Hellinger – Histórias de Sucesso na empresa e no trabalho

 

 

 

 

Sedução, traição e amor verdadeiro nos projetos

projetos prosperos

HONRA (MEIYO)
É a qualidade essencial. Ninguém pode pretender ser Budoka (guerreiro no sentido nobre da expressão) se não tiver uma postura honorífica. É da honra que partem todas as outras qualidades. É um código moral e um ideal, de maneira a ter sempre um comportamento digno e respeitável.
Bushido – código de honra samurai

 

Às vezes, alguém vê um tipo de negócio, um projeto que está andando, e deseja algo: ou quer ganhar em cima deste projeto, financeiramente falando, ou quer tirar este projeto de um lugar e levar para outro, por algum outro tipo de ganho: poder, vingança contra um dos parceiros/sócios do projeto, influência, às vezes até inveja e vontade de passar a perna… Um dia fico com tudo sozinho! Ou ainda: vou copiar e depois fazer igual.

Seja este projeto uma empresa, um trabalho de faculdade, parceria em algum empreendimento, um grupo musical, a construção de uma casa, no momento em que se coloca qualquer tipo de ganho acima da vontade de ver o projeto florescer por si só e dar bons frutos a todos, em geral, a empreitada vai ter muitos problemas. Claro que ganhar dinheiro, status, poder, ter sucesso, é algo desejável (embora há que se ter um profundo cuidado com estes valores tão superficiais). Porém, qualquer movimento que se tenha deve inicialmente ser movido pela intenção do coração em beneficiar o próximo.

Muitas pessoas correm atrás de oportunidades. Oportunidade de quê? De ganhar dinheiro. Para quê? Para suprir a sua própria carência, de uma personalidade que se vê pobre, se compara para baixo e acha que o dinheiro irá lhe dar algum diferencial. Então, chegam com argumentos bem elaborados, dizendo que tal projeto é muito bom, será útil para a comunidade, tem um público-alvo específico, sedento daquele produto ou serviço. Porém, esses argumentos muitas vezes não resistem a uns 10 minutos de perguntas do tipo:

– o que te move, verdadeiramente, para realizar este projeto?
– o quanto você domina deste assunto que está querendo introduzir?
– você tem relação íntima com o público-alvo do seu projeto?
– como está sua vida financeira?
– o que você acredita sobre si mesmo, em relação a bancar suas ideias?
– o quanto você trabalha pela ideia de ser reconhecido pelas grandes coisas que faz?
– como foi o padrão dos últimos projetos que você fez?
– você feriu pessoas/sócios/amigos/colegas na tentativa de realização pessoal?
– o que você fez com estas pessoas que feriu? Houve alguma tentativa de harmonização?
– para que serve o dinheiro, verdadeiramente, na minha vida?
Como disse, é possível fazer vários minutos de perguntas provocativas, mas que deveriam ser feitas por todo empreendedor maduro, para perceber se ele não irá utilizar sua energia em algo onde apenas está querendo ganhar dinheiro, poder, reconhecimento, e nem sabe o significado básico de beneficiar o próximo. Mestre Masaharu Taniguchi diz: “Quem vive querendo só receber benefícios dos outros é como se estivesse assaltando-os. Por isso os outros sentem essa ‘atmosfera’ e passam a detestar essa pessoa.” Obviamente, uma pessoa que está nesta energia, não atrai pessoas interessadas em quantidade suficiente para prosperar.

Muitas vezes, a carência está escondida na mente inconsciente. A pessoa parte para fazer um projeto com a ideia de que está levando um benefício. Porém, se ela se perguntar e responder com sinceridade algumas questões como as que coloquei acima, começará a ver que existem falhas emocionais em sua estrutura psíquica, e isso é péssimo para o desenvolvimento sadio de um projeto. Trabalhando com constelação sistêmica, posso afirmar que a pessoa que não consegue separar dentro de si a própria carência do negócio que realiza, irá infectar este negócio e leva-lo para baixo.

Parceiros sedutores e traidores

Pessoas com esta característica de fraqueza emocional, muitas vezes partem para a sedução, a tentativa de ganhar em cima de outros, prejudicando pessoas envolvidas nos projetos que ela ambiciona. Como não acredita que o universo irá lhe dar algo para si, e também não acredita que ela própria tenha capacidade de tocar alguma coisa com a própria força e talento, quer seduzir algo que já está rolando.

Aí entra a questão da ética: eu posso fazer fusões. Sugerir parcerias. Buscar ingressar em projetos em andamento, para acrescentar. Mas se eu tento tirar alguém da jogada, para meu benefício, estou agindo como o sedutor que fica passando cantada na mulher do meu amigo. Algo dentro dele tem inveja da relação dos dois, e no fundo, quer destruir a relação  – às vezes pode até haver uma atração entre os dois, porém, é necessário negociar como é que ficarão as partes prejudicadas. Caso não se negocie, a energia da raiva, da dor do abandono, da vingança ficará pendente no “ar”, e irá se manifestar no projeto.

Não é incomum o ambiente explodir dentro de uma equipe. Alguém trair o projeto. Parceiros abandonarem. O dinheiro minguar. O cliente não chegar ou não valorizar o produto/serviço. O projeto só dar muito trabalho e pouco retorno. Outro projeto passar o seu para trás. Acontecer acidentes, incêndios, roubos… Você não faz ideia do que a energia da raiva dos traídos e abandonados é capaz!

Sabe por quê comparei traições em projetos com a sedução afetiva? Porque, em geral, ao investigar as pessoas responsáveis pelo projeto, descubro que elas também tem um padrão de traições afetivas, ou são filhos de pais que passaram por mágoas de traições. As pessoas reproduzem o sistema familiar também nos negócios. Pode reparar. Começam a agir como amantes sedutores. Invejam. Tentam tirar de um lugar para levar para outro, não importando que existam pessoas que serão prejudicadas. Não possuem ética. Não sabem falar, negociar abertamente. Fazem as coisas por debaixo dos panos. Mentem descaradamente.

Nas minhas caminhadas pelo Brasil, onde estabeleço diversas parcerias em projetos, tomo muito cuidado de não me envolver em negócios quando percebo este padrão “rondando”. Não por moralismo. Simplesmente porque sei que irei desperdiçar energia e o projeto não irá crescer e beneficiar a quantidade de pessoas que poderia. Surgirão intrigas. Brigas. Ciúmes. Pessoas descontentes. O foco não está no benefício do público, mas no fundo, em suprir carências emocionais de aceitação, sustento, reconhecimento… e isso deveria ser resolvido em terapias, e não dentro de um projeto.

Serviço desinteressado

Para servir ao outro, é necessário ter algo para dar e estar com o canal de doação e recepção abertos. Só sabe dar aquele que sabe receber. Aquele que recebe, tem algo a dar. Para ganhar dinheiro e entrar no fluxo de prosperidade, é necessário estar livre do sentimento de carência. Também é necessário deixar o dinheiro ir para outras mãos que saberão usá-los com respeito, e estar aberto para que o dinheiro chegue, sabendo que você o utilizará com respeito, sem querer trancafiá-lo na masmorra. Para fazer algo benéfico, e não se apegar à necessidade de reconhecimento, é fundamental estar em paz com o pai e mãe, dentro de si. Porque, no final das contas, esperamos o reconhecimento dos nossos pais, em tudo o que fazemos, e movidos por esta carência, vivemos insatisfeitos e com o foco para o ego ferido, e não para o outro.

Devagar, descontaminando a psique de tantos e tantos traumas inconscientes que carregamos, e aprendendo a separar internamente o que é carência do que é serviço ao próximo, vamos nos aproximando da arte de trabalhar com o coração. Quanto mais em paz, projetos naturalmente fluem de você, e são projetos vivos, coerentes, cheios de força, porque nascem de um eu íntegro, que reconhece os próprios dons e talentos.

Em paz com o pai interior, temos foco, acertividade, capacidade de nos lançar ao mundo com confiança. Em paz com a mãe interior, sabemos aguardar o tempo necessário da gestação de um projeto, alimentamos os planos, cuidamos, protegemos, até o momento em que ele nasce, cresce, e em algum momento, se o universo permitir, possa andar com as próprias pernas.

Finalizando, quero deixar algumas palavras do meu mestre espiritual, Prem Baba, a respeito de trabalho e dharma (missão de vida): “Às vezes, você está trabalhando em algo que não lhe traz satisfação, mas que está de alguma forma fazendo a roda girar.

Devagarinho, você vai recebendo inspiração e guiança para começar a colocar os seus talentos e dons a serviço. Talvez, nesse mesmo lugar onde você já está trabalhando, ou em alguma outra coisa. Quando isto começar a se tornar mais claro para você, começarão a surgir oportunidades, e você vai sentir o impulso de se abrir para receber esse convite. Mas, sempre haverá um desafio, que é conseguir superar o medo. Toda a mudança gera medo (com raras exceções). A mudança que gera medo é aquela mais estrutural, mais profunda, quando você está há muito tempo apegado a uma forma, e o tempo lhe convida a mudar. Dependendo do tamanho do seu apego a essa forma, você vai sentir muito medo, mas é preciso encará-lo e superá-lo. E quando você se coloca a serviço, o universo vai dando o que você precisa.”

 

Amor e prosperidade formam um belo casal

mapa da prosperidade

 

O Universo quis que eu tivesse um longo treinamento até chegar a isso – mais de quarenta anos: o que faço bem. O que tenho paixão. O que o mundo necessita. E que serei pago por isso… Não há como apressar o barco. Enquanto não estamos prontos, resta nossa perseverança, paciência, capacidade de aprender com os erros. Trabalho interno profundo, para lidar com as negações em relação ao dinheiro, ao autovalor, à energia do trabalho, ao que é estar aberto para servir. E diria mais. Não levar nada disso muito a sério. Porque não é. Existem pessoas e situações que não devem ser deixadas de lado em nome do trabalho e da missão. Amar é a prioridade. Deveria ser. É o que estou tentando redirecionar meus vetores de energia, após me perder na compulsão workholic…
Acho que, mesmo após descobrir o caminho, cada passo é uma nova história. Descobrimos mais um pouco de nós mesmos: mais habilidades, mais nuances… é um eterno aprendizado…
Por outro lado, acho que Amor e Prosperidade formam um belo casal… que deveria sempre andar de mãos dadas…

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caminho de santiago de compostela

O foco flui do silêncio

caminho de santiago de compostelaNestes últimos encontros que tive em Brasília e Goiás, e ao voltar à SP e reencontrar algumas pessoas e situações, tenho visto muitos em busca de realizar seus projetos, e ao mesmo tempo, esbarrando na energia da confusão, da manipulação, da desorganização, da insistência… energias estas totalmente desamorosas, porque desrespeitam e machucam, principalmente, a própria pessoa que está emaranhada na confusão. Mas também todos os  outros envolvidos.

Vejo pessoas manipulando outros para começarem projetos, e depois abandonam o barco, causando tumulto e despertando raiva. Outros, não cuidam das coisas em andamento, gerando insegurança e falta de rumo. Lógico que isso significa prejuízo financeiro. Pessoas acabam envolvidas nas ideias de outros, e subitamente se vêem engolidas por responsabilidades que não eram delas. Como se sentir realizado se estou fazendo uma coisa pelo outro, e não por mim mesmo? Alguns partem em busca de algo com tanta, mas tanta obstinação, que agem como um elefante ensandecido dançando samba num jardim de margaridas. Depois reclamam que as pessoas se afastam, não confiam, traem…

Quando temos um projeto, estaremos inevitavelmente envolvendo outras pessoas. Precisamos de apoio, de parceiros, precisamos de dons, bens, energia diferente, que “aparentemente” não possuímos, para que o projeto possa nascer, crescer e se multiplicar. Aí reside um ponto muito importante a ser observado: de onde flui este projeto? Da minha mente carente e reativa, que está em busca de sucesso, dinheiro, poder, status, aceitação, porque se acha pobre, abandonada, solitária, incapaz e medíocre? Ou o projeto flui de um outro lugar, dentro do coração, que sintoniza o poder infinito de se doar ao próximo, e sente (eu disse sente, e não pensa!) que é possuidor de todas as riquezas que possa merecer do universo?

Muitas vezes, o mesmo projeto pode fluir destes dois lugares antagônicos. E apresentarão resultados antagônicos. O projeto que flui do coração, cresce. Porque ele já é grande desde o princípio. Porque você, unido ao seu coração, atrairá pessoas cujos projetos pessoais somam-se ao seu projeto. A energia do crescimento está potencializada.

Já o projeto que flui de uma mente carente, que se vê e se sente separada do todo, irá atrair desgaste, confronto, desunião. Durante um momento, até poderá render alguma coisa, mas como o seu foco é a insatisfação, a carência, a pobreza, a exclusão, em breve ocorrerá algo para provar para a sua mente que ela estava correta: a coisa desanda. As pessoas somem. O dinheiro desaparece. Um parceiro abandona você.

Mesmo dizendo estas coisas, até porque passo pelos mesmos desafios de todos, buscando centrar-me o tempo todo para perceber a minha mente carente e não me deixar guiar por ela, posso afirmar que as experiências de construir projetos baseados no ego, e o fracasso que obtemos disso, são experiências maravilhosas. Quando conseguimos isolar nossas emoções distorcidas – a raiva, a mágoa, a inveja, o vitimismo – e olhar para o que ocorreu, vemos um fantástico laboratório, que está nos ensinando como seguir projetos através do coração, e não criar projetos somente com a mente.

Para quem conhece a constelação sistêmica, entende que já estamos mergulhados num campo onde as informações e energias se encontram disponíveis. Se intuímos um projeto, é necessário sentir. Abrir um espaço de silêncio mental, e ficar em companhia da ideia do projeto, sem querer fazer absolutamente nada. Talvez percebamos como se uma nova vida estivesse querendo se manifestar no plano físico. Esta vida pode estar pronta para vir. Ou ainda necessita de algum tempo. Alguns ajustes.

Quando a ideia está pronta para vir, você faz um movimento em torno da ideia, e o universo responde imediatamente. Eu disse: imediatamente! Você precisa de um lugar? Ele surge. Precisa de alguém que apoia a ideia? Esta pessoa aparece. Precisa de dinheiro? O dinheiro surge.

Mas enquanto está em construção do movimento de fazer a ideia se materializar, aja com o máximo de amorosidade. Nunca force ninguém que não queira participar de algo. Nem se deixe ser forçado. Não pegue a primeira coisa que surge no seu nariz. Da mesma forma, não entre nos planos de qualquer um, a não ser que o seu plano esteja contemplado plenamente. Aquilo que é para acontecer, acontecerá. Afinal, você é só um comandante de um navio que já está lançado ao mar. Um navio celeste, divino, imponente, que requer um capitão a altura para comandar. Então, precisa comandar. Não querer abandonar o navio, para brincar de outra coisa. Se responsabilizar pela segurança e integridade das pessoas que estão dentro da sua embarcação. Se entregar ao comando de Algo superior, porque a mente sempre é viciada, e irá tentar te enganar… porque ela tem medos, carências, distorções… Pergunte-se sempre: para onde estou indo? Meu coração se alegra com este rumo?

O foco surge deste espaço de silêncio, onde você ouve sua mente neurótica, e sente a suavidade do seu coração. E então decide continuar seguindo o coração. Foco é constante e não causa dor. Não cansa. Não exige. Respeita o tempo e os ciclos. Percebe os momentos de acelerar e desacelerar. E até parar. Um foco que vem do coração, engrandece a todos, traz à tona os dons e talentos das pessoas envolvidas. Nutre, alegra, dá prazer. E os desafios que existem e existirão sempre, porque no mundo da matéria ocorrem oscilações, são vividos como fases de um jogo, momentos de uma viagem, mudança de clima numa caminhada. Nada pessoal, somente desafios. Que também passam. Assim como as alegrias.

Tudo passa. Então, poderíamos perguntar: para que viver? Para que construir, projetar, ter metas, ter foco? Eu diria: somente para termos a possibilidade de vivermos plenamente, utilizando da melhor forma todos os recursos humanos que nos foram fornecidos nesta existência. E ao utilizar e despertar o melhor de nós, percebermos o quanto somos pequenos e insignificantes, diante da grandiosidade da existência… assim, humildes, continuarmos a viver. Continuamos a servir a Algo maior. Enquanto nos for permitido.

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Dinheiro: um caso de amor, respeito e liberdade

divine money Quando falo com alguém com problema de dinheiro, imediatamente lembro da minha história: muita dificuldade de ganhar dinheiro, mais difícil ainda guarda-lo, impossível multiplica-lo. Ainda não tenho certeza se já estou em paz realmente com este elemento tão importante, pelo menos para mim, mas posso ver na prática grandes progressos. Sendo assim, gostaria de compartilhar um pouco do meu processo, dividindo exatamente em três fases: ganhar, guardar e multiplicar. Pois assim é o meu caminho… para alguns, pode até parecer óbvio: se não ganho, não há o que guardar. Se ganho, mas não guardo, não posso multiplicar. Se não multiplico, logo, logo, deixo de ganhar, afinal, a continuidade é algo inerente a toda energia que não se encontra bloqueada. Mas para mim, demorei bastante para entender na prática, este processo. Vamos por partes.

Ganhar dinheiro

Criado por um avô comunista, vindo de um lar onde a falta de dinheiro era motivo constante de brigas e crises, filho de pai e mãe que não conseguiram de maneira alguma, adquirir e manter bens, convivendo muito tempo com dívidas e cobranças, o que tinha registrado dentro de mim é: dinheiro é um saco! Quem tem dinheiro não presta e quem não tem é um pobre coitado. Meu avô era um cara trabalhador, porém, muito desconectado da questão material. Não tinha grandes ambições, ou talvez as tivesse, mas perdeu a força de ir atrás dos sonhos, afinal, tentou muitas vezes fazer o próprio negócio, e em todas as vezes, acabou deixando tudo e perdendo o que foi construído. Meu pai lidava com dinheiro como um gigolô lida com suas meninas: usava, se exibia, jogava fora. E depois precisava das mulheres para pagar suas contas. Minha mãe se aposentou como funcionária pública, devido a problemas emocionais, mas parece nunca ter aceitado muito bem o dinheiro que vem do governo: precisa gastar tudo e mais um pouco, estando sempre com empréstimos abertos. Os bens que eram dos avós maternos, foram todos vendidos, e o dinheiro, desapareceu…

Se você está em busca de ganhar dinheiro, a primeira coisa que deve fazer é realizar uma investigação séria, seríssima, sobre a relação sua com o dinheiro, e da sua família com o dinheiro, as posses, a disputa que possa ter havido por bens materiais. É preciso estar em paz com a sua história, e libertar-se das distorções emocionais que prendem você a uma ideia equivocada a respeito da matéria. Dinheiro é algo neutro. Uma energia poderosa, mas que é usada de acordo com o conteúdo emocional que você tem gravado dentro de si. Se este conteúdo está contaminado, é preciso entrar num acordo com isso.

Durante anos da minha vida, tudo o que tive, se foi. Trabalhei, criei empresa – igual ao vovô, e perdi tudo. Gostava de luxo e boa vida, como papai, mas não conseguia sustentar minhas contas, e precisei de uma esposa que pudesse “financiar” meus gastos. Lógico que não conseguia ganhar dinheiro suficientemente. No fundo, nem queria. Pois eu estava viciado no meu padrão de pobreza, vitimismo e sofrimento que herdei da família. Não confiava no meu taco, embora eu tivesse e tenha muitos talentos, capazes de alavancar dinheiro. Foi um longo processo, onde a vida foi me derrubando, derrubando, derrubando… até que eu despertasse e quisesse verdadeiramente olhar para a noção de dinheiro que vivia dentro de mim. Confesso a você: era muito medíocre. Caiu o casamento, caiu a empresa, perdi a minha casa e meu carro, fiquei endividado, nome sujo… aí, somente aí, dessa posição humilhante, que me exigiu toda a humildade que eu não tinha, consegui olhar o quanto de veneno havia na minha relação com a matéria.

Do zero, ou melhor, menos zero, pude me perguntar: o que eu tenho de verdade para oferecer ao mundo, como trabalho? Como posso beneficiar as pessoas, sem pensar nos ganhos, em primeiro lugar, mas sem esquecer o quanto de importante e sagrado é ganhar, quando beneficio alguém? Assim, surgiu minha missão de vida: ser terapeuta. Comecei a sentir amor pelo que fazia, amor pelo que recebia, amor pelas pessoas que eu atendia… pela primeira vez na vida.

Guardar dinheiro

Lógico que as coisas não são tão simples. 40 anos de descaso em relação ao dinheiro, tinha me condicionado a não controlar minhas finanças. Devagar o dinheiro começou a entrar. Bem devagar, bem devagar. Mas começou a entrar… E aí eu fui desafiado a controlar meus gastos e meus ganhos. Porque se não sei para onde vai o dinheiro, nem de onde vem, significa que não estou nem aí com ele. Aquilo que temos cuidado, cuidamos, não é mesmo? E se não cuidamos, por mais que nossa mente diga – eu gosto de dinheiro! – é mentira. Como uma mãe cuida carinhosamente dos seus filhos, principalmente nesta fase inicial, onde a entrada de dinheiro está frágil, ou seja, nossa entrada financeira é um bebê, era fundamental me organizar e me adequar aos gastos e ganhos. Uma pessoa desregrada gasta mais do que ganha. Assim era eu. Mas eu não tinha mais esposa para me dar dinheiro. Nem papai noel. Novamente tive que ir ajustando meu estilo de vida, cortando gastos, aprendendo a investir meu tempo e energia nos projetos que efetivamente me davam entradas financeiras, e largando tudo aquilo que me fazia perder tempo. Em geral, percebi claramente que as distrações que me faziam não me dedicar naquilo que realmente dava entrada financeira eram como ópio que embriagavam meu ego, mas me mantinha longe do contato com o público. Projetos que agradavam meu intelecto, minha sede por fazer algo grandioso e significativo… mas totalmente inúteis e distantes do público-alvo, que eu nem sabia quem era… No fundo, eu fugia das pessoas, mas queria ganhar dinheiro delas… Portanto, guardar dinheiro significou, para mim:

1 – controlar absolutamente entradas e saídas
2 – administrar o tempo, eliminando desperdícios
3 – projetar trabalhos que realmente fossem necessários para o público
4 – trabalhar diligentemente, pois o bebê estava crescendo, e precisava de todos os cuidados
5 – viver em estado de presença, observando a tendência da poluição mental, emocional e hábitos distorcidos entrar no sistema e boicotar o processo novo e saudável que está se instalando

Para cuidar do dinheiro, é necessário respeitá-lo plenamente.

Multiplicando o dinheiro

Esta é uma fase que, confesso, estou somente iniciando… engatinhando. Portanto, não tenho muito para compartilhar com você… Na minha visão, a multiplicação dos pães está estritamente ligada à multiplicação dos benefícios que meu trabalho emana. Por isso, muito mais do que preocupado com investimentos financeiros – embora comece a olhar com muito carinho para isso – estou focado na multiplicação do meu trabalho. Auxiliando mais e mais pessoas a aprenderem o que faço, para que possam levar a outras pessoas. Atendendo mais e mais pessoas. Indo a lugares distantes, onde quer que me chamem para trabalhar. Disponível dentro de mim para receber o meu cliente, plenamente, dentro do meu coração. E também respeitando o meu corpo, minha mente, minhas relações afetivas, amigos e familiares, para que eu não me atropele e deixe de cuidar daquilo que me retro alimenta: o amor que sinto pelos outros e que também recebo de pessoas queridas. Na prática, a projeção que percebo é muito boa: tudo está crescendo. Sinto-me pleno, feliz com o que está fluindo através do que faço e consciente de que tudo é fruto e obra de Deus, que permite que eu trabalhe e sirva a Ele, através das minhas mãos.

Quando estava conectado com a pobreza, muito mais espiritual que financeira, eu achava – achava, não… tinha certeza! – de que era eu que fazia as coisas darem certo ou as coisas darem errado. O meu ego sorria de orelha a orelha a qualquer migalha de vitória… e caía ao fundo do abismo da culpa e raiva em qualquer sensação de derrota que invariavelmente surgiu na minha vida. Levava tudo como pessoal: eu ganho, ou eu perco. E para mim, que sempre tive uma busca espiritual me guiando em todos meus passos, o Universo deixou uma mensagem muito clara:

– não existe este eu pequeno que você se prende tanto. Coloque-se a meu serviço, e Eu te darei tudo. Mas você precisa deixar que seja do Meu jeito, e não do seu. Eu indico qual é o trabalho que quero que você faça. Eu mando as pessoas para você atender em Meu nome. Eu lhe dou o pão de cada dia… Cuide bem daquilo que lhe dou, e das pessoas que lhe envio. Da mesma forma que eu cuido bem, muito bem, de você… embora tantas vezes você se esqueça disso. Sei que você sente medo de seguir o chamado. Acha que não dará conta. Que não tem capacidade… E você tem toda a razão. Você não dá conta. Não tem capacidade! Pois quem faz Sou Eu, através de você. Nunca se esqueça disso: Eu faço, através de você. Esteja em paz…

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