Sucesso Para Empreender a Si Mesmo! (Vídeo)

 

Que tal olhar para o seu caminho como empreendedor autônomo: bloqueios e recursos? Claro… sob um olhar sistêmico. Será que estou realmente sendo íntegro com o que faço? Minha alma está se expressando ou ainda estou tentando agradar “alguém”? Tenho foco? Objetividade? Força e constância? Suavidade e amorosidade nas minhas ações? Confiança, mas também ação? Sei me expressar ou estou boicotando meu sucesso? Esses assuntos serão naturalmente trabalhados nesta vivência, que já foi um sucesso em Brasília… e com certeza auxiliará você neste caminho para o seu próprio Sucesso como autônomo!!!

Eu e a Luciana estamos contentes em dividir este trabalho com você. Mais informações e inscrição, acesse este link: https://alexpossato.com/sucesso-para-empreender-a-si-mesmo/

O esforço e a realização

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A prosperidade do universo – a prodigalidade e abundância do universo – constitui

uma expressão do espírito criativo da natureza. Quanto mais sintonizados estivermos

com o espírito da natureza, mais fácil será o nosso acesso à sua imensa e infinita

criatividade. Mas primeiro terá de ultrapassar a turbulência do seu diálogo interior para

estabelecer a ligação com esse espírito abundante, próspero, infinito e criativo.

Deepak Chopra

O esforço é ensinado como algo positivo. Muito positivo. Desde pequenos, somos julgados pelos nossos esforços e pelo resultado daquilo que nos propusemos a fazer. O esforço está intrinsecamente vinculado à avaliação dos resultados. Se nos esforçamos e não conseguimos os resultados, somos um fracasso. Se não nos esforçamos e não conseguimos os resultados, somos preguiçosos, indolentes.

Eu gostaria de colocar mais pimenta nesta equação: e se não nos esforçamos e… conseguimos o resultado? Talvez você me diga: isso é impossível! Sem esforço, não há resultado satisfatório. Bem… permita-me discordar, caso seja este o seu pensamento. As coisas mais importantes da minha vida surgiram como bênçãos na minha vida, em momentos em que eu não estava plenamente envolvido na tentativa de realizar algo… Minhas relações afetivas surgiram. Meu caminho profissional, surgiu. Os textos que produzo, surgem. Meus cursos, surgem. Dons que até então eu não os reconhecia, aparecem.

Existe um trabalho para que essas coisas ocorram? Sim e não. Trabalho diariamente para poder ver o caminho que está mostrando. Costumo dizer que o meu trabalho é muito mais para eu parar de atrapalhar aquilo que quer se mostrar na minha vida, do que fazer algo acontecer. Faz um bom tempo aprendi razoavelmente a confiar na sabedoria milenar chinesa, o conceito do wu wei: não-ação.

Na não-ação, não há esforço

“Ação é fazer. Não-ação é não ter a intenção de fazer. É fazer sem intenção de fazer e não deixar de fazer. Isso também é chamado o Caminho da Naturalidade. O Caminho da Naturalidade não deve ser confundido com a não-ação, com a renúncia da ação. A não-ação não é desmazelo nem preguiça ou irresponsabilidade.
Devemos trabalhar com o silêncio interior. Assim, é importante a prática da meditação cotidiana: todos os dias devemos nos colocar numa posição de quietude absoluta, entrar no silêncio. Como nossa mente é muito ativa e nossas emoções muito barulhentas, existem técnicas para entrar no silêncio e anular o excesso de atividades. O propósito de entrar no silêncio é recuperar a quietude interior. Essa quietude interior é a não-ação que permite que as coisas aconteçam naturalmente, no momento adequado.”
Wu Jyh Cherng – sacerdote taoísta

Vejo muita gente querida se esforçando para várias coisas: para realizar um projeto. Para engravidar. Encontrar um parceiro afetivo. Pagar contas. Dar certo na carreira. Eliminar vícios. Até para fazer práticas corporais e evoluir espiritualmente. Eu, volta e meia me pego fazendo esforços para realizar minhas tarefas diárias. Para entrar na disciplina da meditação. Para manter o peso que considero adequado. Até – olha a incoerência! – esforço para poder relaxar e descansar!

E quando percebo o “esforço interno”, começo a observar, meditativamente: quem, dentro de mim, está tentando chegar a algum lugar? Quem quer provar algo? Para quem quero provar que sou capaz? E invariavelmente, chego à mesma conclusão: existe um ego ferido internamente, que aprendeu com a família, através de dores, castigos, prêmios e desvalidações, a se esforçar. Diziam: esforce-se para alcançar! Mas quando alcançava, o desgaste havia sido muito grande! A recompensa não era muito boa. E quando não alcançava, caía na sensação do fracasso. O resultado é uma vida toda em busca da aprovação, e o sofrimento por sentir-me desaprovado e insatisfeito.

Deepak Chopra diz: “O ego representa a nossa auto- imagem; é a nossa máscara social; constitui o papel que desempenhamos. A nossa máscara social precisa de aprovação para se engrandecer. Procura dominar e mantém-se através do poder que exerce, porque vive no medo. O nosso verdadeiro Eu, que é a nossa alma, encontra-se totalmente liberto destas coisas. É imune à crítica, não teme os desafios, e não se sente inferior a ninguém. E, no entanto, também é humilde e não se sente superior a ninguém, pois reconhece que todos os outros constituem o mesmo Eu, a mesma alma, sob diferentes formas.”

Acredito que não precisamos “nos livrar do ego”, como pregam algumas linhas de autoconhecimento, para podermos agir a partir de um outro lugar. Basta olharmos para a programação interna, antes de agirmos. O nosso eu menor age em busca da aprovação. Foge da desaprovação e tem medo de ser rejeitado, de falhar. Este é um mecanismo aprendido, como disse, desde a infância. Havemos de olhar para nossas programações e desativar aquelas que nos levam, irremediavelmente, ao sofrimento. Isso é meditar. Meditação ativa. Em alguns casos, é necessário terapia, pois somente com a ajuda de um profissional, podemos olhar para as dores antigas que originaram nossos padrões de pensamento, emoções e comportamento. Assim, naturalmente, quando vamos passo a passo deixando de agir por estes mecanismos, as coisas começam a acontecer!

Quando o ego dorme, a realização começa a se mostrar

“- Há alguma coisa que um buscador tenha de pedir, ou tudo acontece por si só?
– Tudo acontece por si só, mas um buscador tem de estar alerta para não perder o trem. O trem chega, mas você tem de estar alerta. À sua volta muitas coisas estão acontecendo; em 24 horas, acordado ou dormindo, você tem de estar atento ao que está acontecendo. E, quanto mais alerta você estiver, mais vai se surpreender – estão acontecendo as mesmas coisas que estavam acontecendo antes, mas o significado mudou; a significância é diferente.”
Osho – Destino, liberdade e alma

Parágrafos acima, relatei sobre o esforço que fazemos para alcançar alguns objetivos. Por exemplo, deixei de beber. Novamente, deixei de beber. Já fiquei mais de 10 anos sem beber, voltei, parei, voltei, parei novamente. Acredito que agora cansei da brincadeira. E por quê cansei? Porque, pela primeira vez, resolvi investigar a fundo o meu mecanismo compulsivo, que me levou a beber, fumar e a ter diversas outras fugas através da compulsão. Baixei meu orgulho e procurei ajuda psicoterápica. E amorosamente conduzido, fui descobrindo quem dentro de mim necessitava se anestesiar. Qual era a parte do meu ego que continuava a sustentar uma ideia de vida miserável, de auto desaprovação, anulação das minhas conquistas, rejeição em relação aos meus pais e família… Quem, dentro de mim, estava gastando tanta energia para ficar ruminado o passado, e por isso, levando-me a perder tempo e energia para fazer as coisas que naturalmente querem fluir por mim.

Fato é: parei de beber, a compulsão tentou migrar para outros campos, observei e segurei a onda, e minhas realizações aumentaram de ritmo. Sem me esforçar para que elas acontecessem.

Tenho dito que muitos de nós estamos viciados em muitas coisas: bebida, sexo, relacionamentos, droga, cigarro, comida, compra, pornografia, jogo, distração, internet, fofoca, até cultura e saberes aleatórios… Estas compulsões são defesas do ego para anestesiar dores do passado. O vício, por mais terrível que possa se mostrar, dá um alívio na dor interna. Por pouco tempo. E novamente, precisamos do aditivo.

A maior disciplina será, portanto, observar nossos padrões de pensamento e padrões emocionais que nos levam aos comportamentos de defesa e fuga. Nos fazendo desperdiçar nossa energia e nossa vida. Mas mesmo esta observação, mesmo a meditação em si, não precisa ser feita com esforço. O esforço é totalmente improdutivo. Eu trocaria a palavra esforço por dedicação. Dedicação amorosa. As mudanças de hábitos não estão relacionadas com a quantidade de horas despendidas para tentar muda-los. Mudança é também natural e ela surgirá no momento adequado. Subitamente, sem aos menos darmos conta, somos tomados pelo milagre da realização: o dinheiro chegou! O relacionamento engrenou! Engravidei! Estou em paz! Emagreci! Lido bem com minha doença! Qualquer que seja o sonho que você alimenta – um parceiro, dinheiro, melhor saúde, uma casa, conexão espiritual, paz mental – qualquer que seja o sonho, ele se mostrará no tempo adequado, e na forma necessária. Você não tem poder sobre isso. O seu trabalho é se perguntar: onde e como eu estou impedindo o Universo de manifestar Amor em minha vida? Medite sobre isso. As respostas virão. E quando menos você esperar, os impedimentos se dissolverão… E aquilo que você é, em essência, começará naturalmente a se manifestar.

Primeiro você cresce… depois o outro cresce

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Finalizando o Workshop Sucesso para Empreender a Si Mesmo, realizado em Brasília em parceria com minha amada companheira Luciana Cerqueira, me vem algumas considerações sobre crescimento. Principalmente num ponto específico: a vontade de auxiliar outros a crescerem. Contei na vivência que, ao abrir minha empresa, a primeira funcionária que contratei tinha deficiências na dicção. E uma das funções dela era atender o público. Que mancada, né? Comecei com o pé esquerdo!

O que me moveu a colocar uma pessoa superbacana, mas não adequada para o que eu precisava, no lugar da minha “única” funcionária? A dó. Sou neto de um avô comunista e com o coração enorme, que me ensinou a ser caridoso com as pessoas sem posses e menos privilegiadas. Durante muito tempo achei que este sentimento era grandioso. Até perceber que a dó quebra as empresas. Da informalidade, passando por uma loja, outra loja maior, fechamento desta loja e uma dívida enorme, foram 11 anos. Foi a melhor universidade de administração que eu poderia ter tido. Tudo prático. Muitas tentativas, poucos acertos, mas que me tornou o homem que sou hoje.

Hoje, a experiência me diz, com certeza: cresça sozinho. É você com você mesmo. Conquiste o seu lugar ao sol. Um lugar seguro, onde o dinheiro flui, dependendo única e exclusivamente do seu trabalho. Somente com esta energia, você poderá ter pessoas ao seu lado, para auxiliar ainda mais no seu processo de crescimento. Pessoas para auxiliarem no seu processo de crescimento precisam ser competentes para aquilo que você precisa. Precisam ser competentes, não tanto quanto você… pois você é a pessoa mais competente em relação ao seu projeto. Não dê funções para pessoas que não mostram capacidade para cumpri-las. Pode parecer óbvio, mas o que vejo de autônomos e pequenos empresários fazendo exatamente o contrário, não é mole não!

Acredito que o empreendimento, seja ele qual for, é um lugar onde podemos compartilhar amor, compaixão, paz e boas relações. Trabalho com esta visão interior. Mas um item necessário a qualquer organismo vivo, seja uma bactéria ou um negócio, é a sobrevivência: a sustentabilidade é o objetivo número um! Os grandes ideais que você tem em relação ao seu trabalho podem até movê-lo, mas a busca incansável primeira é pelo planejamento, organização, lucro, qualidade, atendimento e serviços adequados. Sem isso, é como vovô dizia: colocar o carro na frente dos bois.

Hoje, com meus cinquenta anos de idade, entendi as atitudes do vovô: ele era aposentado, não precisava do dinheiro e por isso podia fazer caridade. Como criança, só vi a beleza dos seus atos, mas a parte prática – a sobrevivência já estava garantida, não entrou na minha lógica infantil… e quis partir pelo mundo seguindo um ideal belo, mas sem realidade. Resultado: quebrei. Quebrei para aprender o que estou lhe falando agora: a sobrevivência é o objetivo número um de qualquer ser vivo. Sem isso, ideais não tem o menor sentido…

Alex Possato

Crianças carentes no mundo dos negócios

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Muitas vezes, partimos pelo mundo dos negócios ou do trabalho autônomo como crianças carentes. Nosso “eu pequeno e ferido” fica apegado ao reconhecimento, à necessidade de valorização, de ser aprovado, seja pelos nossos clientes, nossos funcionários, companheiros de trabalho, parceiros, mas como a parte que está comandando nossos atos é uma criança carente, mais cedo ou mais tarde iremos nos defrontar com a carência, a falta de reconhecimento e valorização. Esta é a lei psíquica que diz: atraímos aquilo que vibramos.

Solução? Olhar para a criança carente dentro de si. Esta criança está tentando provar algo aos pais ou àqueles que a criaram. Em geral não se sentiram reconhecidas, validadas, valorizadas… passaram por traumas profundos ou pequenos traumas diários, que resulta no mesmo: um ser assustado, revoltado, medroso, confrontador, que tudo faz para provar para “alguém” que vale a pena, que é um ser que merece respeito…

Mas este “alguém” é um fantasma. Que habita o inconsciente há décadas. Nunca seremos validados por “eles”. Essa história já passou faz tempo!

Se você é uma pessoa que percebe repetir fracassos nos seus projetos, pergunte-se: qual é a verdadeira motivação que me move? A quem estou querendo provar o meu valor? Qual é a dor da minha criança que não soube integrar? O que não aceito na minha história passada?

Conheço isso. Perdi tudo o que tinha. Movido por uma revolta infantil, num corpo de adulto. E tive que olhar seriamente para o meu psicológico. Reconhecer que fui eu o responsável pelas consequências dos meus atos. Uma criança revoltada e carente, querendo empreender. E tudo bem. Porque aprendi através das birras, das negações, da preguiça, da falta de foco, do uso indevido do dinheiro. Graças a isso, comecei a crescer… olhar para o passado e ver que meus pais deram verdadeiramente o que era importante para mim. E que eu teria que curar minhas próprias dores, mas com um olhar de respeito e reverência em relação a eles. E que precisava andar pelas minhas próprias pernas. Deixar meus pais e seguir meu próprio caminho. Como adulto… E fazer do meu sucesso, o sucesso deles… afinal, o que os pais mais desejam, no íntimo, é ver os filhos se darem bem na vida. Não é isso?

 

Portas abertas para o sucesso

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Eu lhe reservei uma vida de sucesso. Mas sucesso, na minha língua, tem outro significado, diferente daquele que você aprendeu a cultivar. Sucesso, para mim, é amar. Amar a si, do jeito como você é. Amar a criança que um dia você foi, e talvez tenha sido abandonada. E amar o adulto, com tanta experiência e vivências, que você se tornou. Amar sua família e todas as histórias vividas por ela. Amar o sol, a lua, as estrelas, a floresta, o mar… que abençoa você a cada instante e lhe preenche de energia vital, tão fundamental para sua existência. E desta forma, amar o próximo, como a ti mesmo. Nesse grande baile celeste, muitos aprenderão a amá-lo também. Porque você respira amor, dá amor, e recebe amor. Essa é a suprema prosperidade, reservada a todos os filhos que amam o Pai. Pois amam a si.

As portas estão abertas. O que há por detrás do portal? Você nunca saberá, se não atravessá-lo. Dê um passo. E prepare-se. Ainda algumas partes do “antigo eu”, preso à necessidade de reconhecimento e segurança, irão se desprender de ti. Não se preocupe. Irá doer um pouco, mas passará rapidamente. O mais pesado já foi. A vida se encarregou de arrancar de você. Deixe que os mortos cuidem dos mortos. Vamos. Você chegou. Dê um passo… Agora é a hora da criança renascer… para brilhar…

 

Disciplina

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“A única disciplina que a vida impõem, se formos capazes de a assumir, é aceitar a vida sem a questionar” Henry Miller – escritor

A raiz da palavra disciplina é a mesma de discipulus, aquele que aprende… Talvez marcados pelas dores de termos sido ensinados por pessoas agressivas, ou manipuladoras, ou incapazes, ou ainda sádicas, é provável que não consigamos lidar muito bem, nem com a palavra disciplina, nem com a ação disciplinada.

A disciplina implica, antes de qualquer coisa, uma disposição para aprender. E um reconhecimento na capacidade daquele que ensina. Às vezes sinto dificuldade uma ou outra vez em manter a disciplina, a atenção dos meus alunos, e então me pergunto: onde está faltando o meu posicionamento como professor? Onde eu nego a disciplina em mim mesmo?

E me percebo indisciplinado em muitos momentos: no meu caminho espiritual, deixo de efetuar as práticas meditativas da forma como fui instruído a fazer. Nos meus hábitos, volta e meia me vejo caindo em compulsões da bebida, comida, café, distrações na internet, etc., deixando de lado as coisas realmente importantes que clamam por serem feitas. E quando me perco na indisciplina, posso perceber: onde quero chegar? Qual é o meu objetivo de aprendizagem? E no meu tempo, amorosamente, cuidadosamente, realinhar minhas ações.

Mas uma coisa é importante perceber: quem faz tudo o que deve fazer não é necessariamente disciplinado, já que disciplina também implica aprender. Ao deixar de fazer aquilo que julguei dever fazer, posso aprender com isso. Que emoções surgem quando me rebelo a uma ordem, seja uma ordem minha, ou uma ordem de alguém? Como me sinto ao cumprir as ordens? O que realmente desejo aprender? Estou validando meus caminhos, meus mestres, meus professores, ou me acho melhor que eles? Estou desqualificando? Contra quem, especificamente, estou lutando dentro de mim ao me tornar rebelde?

Acredito que uma mente pacífica é disciplinada. Ela sabe o que fazer, e o que não fazer. E assume as consequências dos seus atos. Ouve a voz do coração, e sente os impulsos da mente, e entre os dois, pesa qual o dever que a situação requer: seguir o coração, ou seguir as regras e crenças? Nem sempre é possível seguir o coração. Nem sempre é possível seguir aquilo que nos traz prazer e conforto. Às vezes, é necessário a dureza. Às vezes, é necessário cumprir as leis, as regras, obedecer as autoridades. Dar a César o que é de César. Saber discernir é a sabedoria necessária.

Muito da indisciplina está marcado pela desobediência em relação aos pais. Se tivemos problemas com as autoridades, que são o papai e a mamãe, e nossos educadores, teremos muita dificuldade com a disciplina. Negamos a educação, da forma como ela veio – e às vezes veio de uma forma muito rude, muito difícil mesmo – e também negamos os professores e as autoridades. O grande problema disso é que, ao nos percebermos indisciplinados, temos muita dificuldade em dar comandos a nós mesmos e obedecer estes comandos. Pare de fumar! – digo. Mas não faço. Descanse mais! – não me permito. Cuide melhor dos seus amados! – me desvio em outras atividades. Tenha meta, crie um foco e siga! – e preferimos andar dispersos.

Uma pessoa indisciplinada não consegue atingir seus objetivos. Acho que isso não é novidade. Por exemplo: a dificuldade de regrar alguns pontos na minha vida semeou imensas perdas, até o momento em que eu tive forças mentais, emocionais e atitudes para mudar meu comportamento.  Uma destas áreas foi a financeira. Por não ter nenhuma disciplina com o dinheiro, durante décadas vivi uma vida de dívidas e de dificuldades, ganhos e perdas. Até que, em um momento necessário, onde a vida me empurrou para o abismo, resolvi fazer o que eu nunca houvera nem sonhado em conseguir: controlar as finanças, centavo a centavo. Traçar metas profissionais. Projetar meu futuro. E, como disse acima, eu também era um rebelde: condenei a disciplina recebida em casa, e achava que, fazendo diferente, chegaria a algum lugar. Não cheguei. Quando resolvi validar aquilo que aprendi, a vida mudou. Entendi, na prática, o que o líder judeu Ben Gurion disse: “não existe contradição entre disciplina e iniciativa. São o complemento uma da outra”.

Como os sentimentos escondidos dos pais influenciam a vida profissional e financeira dos descendentes (vídeo)

 

Alex Possato conta como a trajetória frustrada do seu pai influenciou a própria vida. Seu pai  iniciou na carreira profissional de jornalista com sucesso precoce, mas gradativamente foi decaindo de patamar, e finalizou sua vida sem patrimônio, sem realização, sem saúde e dependente. Este padrão de frustração também foi vivenciado pelo avô paterno, que de formas diferentes, viu seu extremo talento para muitos caminhos não se concretizar em sucesso e reconhecimento.

Como descendente desta linhagem masculina frustrada e fracassada, Alex, desde muito jovem trabalhou, mas não encontrava o caminho profissional; tudo que fazia ia até um ponto e caía…  A partir de processos terapêuticos e trabalhos de coaching, e principalmente através da constelação familiar sistêmica, entrou em contato com a repetição do padrão doloroso de não se realizar, não se sentir um homem pleno, um homem que não pode cumprir seus compromissos, com vergonha de si e dificuldade de encarar esposa e filhos. Finalmente, a terapia auxiliou a lidar com esta vergonha, ficar em paz com o fracasso e modificar o padrão. Desta forma, naturalmente um caminho novo e próspero começou a se delinear.

[https://www.youtube.com/edit?o=U&video_id=AMOGnLTzrHo]

Um projeto próspero necessita do masculino e feminino equilibrado

projeto

Um projeto nasce com um impulso masculino: eu quero! Eu vou! Eu faço! Yu-huuu! Assim como o espermatozóide corre loucamente atrás do seu lugar no óvulo, você deve ter tido uma ideia, e aí foi buscar um lugar sombreado, protegido, receptivo, adequado, para que a ideia fecundasse.

Mas, às vezes, não é assim que funciona. Lançou só a ideia e contentou-se com o primeiro ventre que surgiu. Alguém que não apóia. Não recebe. Não nutre. Bem… abortos podem ocorrer nesta fase. Muitos dos projetos não irão prosseguir. Nascem e morrem. Às vezes, nem nascem. Isso é sinal de que o feminino e masculino, dentro de si, estão desequilibrados. Traduzindo: papai e mamãe não se conversam. Há carência, e não vontade de crescimento. Falta de cumplicidade. Diálogo. Os planos a longo prazo são incoerentes. Ou é comum não haver plano a longo prazo. Porque não acreditamos em relação longa. Porque meus exemplos de relações longas são doloridos. Dolorosos.

Mas vamos imaginar:  o projeto foi gestado. O que é necessário? Antes de querer que dê frutos, é preciso cuidar do crescimento da criança. Vejo tantas e tantas pessoas querendo que jovens e infantis planos dêem luz a novos frutos. Tudo bem, é preciso ganhar dinheiro, atingir o público, ter reconhecimento, em um prazo adequado ao investimento que você fez. Mas como um projeto pode dar muito lucro, antes de se tornar adulto e suficientemente forte? Isso é incoerente. Se você não tem paciência para aguardar o tempo correto, pergunte-se: como estão meus sentimentos em relação à minha mãe? Será que só valorizo a força do meu pai, dentro de mim?

A sua mãe é muito importante. Neste momento, é importante tomar posse do seu feminino. Guardar sua criação. Proteger. Alimentar. Afastar quem queira pegar seu filhote. Ele é frágil. Precisa de cuidado. Carinho. Afeto. Calor do seu coração.

Vivemos numa sociedade carente. Onde as relações entre homem e mulher foram violentadas. Descaracterizadas. Desfragmentadas. E a ordem aprendida é: sucesso a todo custo! Mesmo que não tenha coerência. Procriar, mesmo sem amor! O importante são os resultados! O lucro! O reconhecimento…

Eu pergunto: para quê? Um projeto só é adequado quando podemos equilibrar a vontade masculina da multiplicação da espécie com o instinto feminino da conservação e proteção da espécie. É fundamental ao empreendedor conversar com o seu homem e mulher interior. E é claro que esta conversa irá ressuscitar a relação do papai e mamãe dentro de si. Se você é uma pessoa que deseja vencer a qualquer custo, irá reconhecer o masculino predador e que não está nem aí para a mulher ao seu lado. Eu faço muito. Crio muitos projetos. Tanto faz se a maioria morra. Eu continuo!

Mas se você é uma pessoa que se cerca de proteção, medo e falta de iniciativa, gesta projetos que sempre morrem, irá reconhecer o feminino adoentado e carente que tem medo de perder o pouco que conquistou. Prende tanto a sua criação, que ela agoniza em seus braços. Definha. Torna-se estéril, incapaz de multiplicar e gerar novas vidas. Você mata o masculino que o seu projeto necessita.

Assim, se você está querendo iniciar um projeto, ou já iniciou, pergunte-se: como está o meu feminino? Como está a minha capacidade de acolher em meu ventre um projeto? Proteger? Alimentar? Esperar o tempo para que o crescimento chegue, no momento oportuno? Lidar, em primeiro lugar, com o sentimento amoroso, e em segundo, com a praticidade da história?

E também pergunte-se: como está o meu masculino? A minha capacidade de empreender? Inseminar? Lançar novas ideias? Lutar, lutar, lutar e até morrer pela sua ideia? Não se envolver em questões emocionais, porque o que importa, é a sua sobrevivência? Ter lucro? Poder gerar novas vidas? Como está a sua capacidade de planejamento? Como está a minha capacidade de me relacionar com o mundo externo – fornecedores, parceiros, concorrentes, divulgadores?

Se está faltando (ou exageradamente descontroladas) as capacidades masculinas dentro de si – força, estrutura, limite, ataque, expressão… pergunte-se: como está a energia do papai, dentro de mim? Estou somente reconhecendo o homem fraco, ausente e incapaz? Ou o homem é símbolo do sucesso a qualquer custo, doa a quem doer?

O masculino e feminino andam unidos, num projeto de sucesso.

Lanço perguntas. As respostas estão com você. Da análise que você fizer das respostas, e da transformação que tiver coragem de exercitar, depende o sucesso, natural, do seu projeto.

 

Sedução, traição e amor verdadeiro nos projetos

projetos prosperos

HONRA (MEIYO)
É a qualidade essencial. Ninguém pode pretender ser Budoka (guerreiro no sentido nobre da expressão) se não tiver uma postura honorífica. É da honra que partem todas as outras qualidades. É um código moral e um ideal, de maneira a ter sempre um comportamento digno e respeitável.
Bushido – código de honra samurai

 

Às vezes, alguém vê um tipo de negócio, um projeto que está andando, e deseja algo: ou quer ganhar em cima deste projeto, financeiramente falando, ou quer tirar este projeto de um lugar e levar para outro, por algum outro tipo de ganho: poder, vingança contra um dos parceiros/sócios do projeto, influência, às vezes até inveja e vontade de passar a perna… Um dia fico com tudo sozinho! Ou ainda: vou copiar e depois fazer igual.

Seja este projeto uma empresa, um trabalho de faculdade, parceria em algum empreendimento, um grupo musical, a construção de uma casa, no momento em que se coloca qualquer tipo de ganho acima da vontade de ver o projeto florescer por si só e dar bons frutos a todos, em geral, a empreitada vai ter muitos problemas. Claro que ganhar dinheiro, status, poder, ter sucesso, é algo desejável (embora há que se ter um profundo cuidado com estes valores tão superficiais). Porém, qualquer movimento que se tenha deve inicialmente ser movido pela intenção do coração em beneficiar o próximo.

Muitas pessoas correm atrás de oportunidades. Oportunidade de quê? De ganhar dinheiro. Para quê? Para suprir a sua própria carência, de uma personalidade que se vê pobre, se compara para baixo e acha que o dinheiro irá lhe dar algum diferencial. Então, chegam com argumentos bem elaborados, dizendo que tal projeto é muito bom, será útil para a comunidade, tem um público-alvo específico, sedento daquele produto ou serviço. Porém, esses argumentos muitas vezes não resistem a uns 10 minutos de perguntas do tipo:

– o que te move, verdadeiramente, para realizar este projeto?
– o quanto você domina deste assunto que está querendo introduzir?
– você tem relação íntima com o público-alvo do seu projeto?
– como está sua vida financeira?
– o que você acredita sobre si mesmo, em relação a bancar suas ideias?
– o quanto você trabalha pela ideia de ser reconhecido pelas grandes coisas que faz?
– como foi o padrão dos últimos projetos que você fez?
– você feriu pessoas/sócios/amigos/colegas na tentativa de realização pessoal?
– o que você fez com estas pessoas que feriu? Houve alguma tentativa de harmonização?
– para que serve o dinheiro, verdadeiramente, na minha vida?
Como disse, é possível fazer vários minutos de perguntas provocativas, mas que deveriam ser feitas por todo empreendedor maduro, para perceber se ele não irá utilizar sua energia em algo onde apenas está querendo ganhar dinheiro, poder, reconhecimento, e nem sabe o significado básico de beneficiar o próximo. Mestre Masaharu Taniguchi diz: “Quem vive querendo só receber benefícios dos outros é como se estivesse assaltando-os. Por isso os outros sentem essa ‘atmosfera’ e passam a detestar essa pessoa.” Obviamente, uma pessoa que está nesta energia, não atrai pessoas interessadas em quantidade suficiente para prosperar.

Muitas vezes, a carência está escondida na mente inconsciente. A pessoa parte para fazer um projeto com a ideia de que está levando um benefício. Porém, se ela se perguntar e responder com sinceridade algumas questões como as que coloquei acima, começará a ver que existem falhas emocionais em sua estrutura psíquica, e isso é péssimo para o desenvolvimento sadio de um projeto. Trabalhando com constelação sistêmica, posso afirmar que a pessoa que não consegue separar dentro de si a própria carência do negócio que realiza, irá infectar este negócio e leva-lo para baixo.

Parceiros sedutores e traidores

Pessoas com esta característica de fraqueza emocional, muitas vezes partem para a sedução, a tentativa de ganhar em cima de outros, prejudicando pessoas envolvidas nos projetos que ela ambiciona. Como não acredita que o universo irá lhe dar algo para si, e também não acredita que ela própria tenha capacidade de tocar alguma coisa com a própria força e talento, quer seduzir algo que já está rolando.

Aí entra a questão da ética: eu posso fazer fusões. Sugerir parcerias. Buscar ingressar em projetos em andamento, para acrescentar. Mas se eu tento tirar alguém da jogada, para meu benefício, estou agindo como o sedutor que fica passando cantada na mulher do meu amigo. Algo dentro dele tem inveja da relação dos dois, e no fundo, quer destruir a relação  – às vezes pode até haver uma atração entre os dois, porém, é necessário negociar como é que ficarão as partes prejudicadas. Caso não se negocie, a energia da raiva, da dor do abandono, da vingança ficará pendente no “ar”, e irá se manifestar no projeto.

Não é incomum o ambiente explodir dentro de uma equipe. Alguém trair o projeto. Parceiros abandonarem. O dinheiro minguar. O cliente não chegar ou não valorizar o produto/serviço. O projeto só dar muito trabalho e pouco retorno. Outro projeto passar o seu para trás. Acontecer acidentes, incêndios, roubos… Você não faz ideia do que a energia da raiva dos traídos e abandonados é capaz!

Sabe por quê comparei traições em projetos com a sedução afetiva? Porque, em geral, ao investigar as pessoas responsáveis pelo projeto, descubro que elas também tem um padrão de traições afetivas, ou são filhos de pais que passaram por mágoas de traições. As pessoas reproduzem o sistema familiar também nos negócios. Pode reparar. Começam a agir como amantes sedutores. Invejam. Tentam tirar de um lugar para levar para outro, não importando que existam pessoas que serão prejudicadas. Não possuem ética. Não sabem falar, negociar abertamente. Fazem as coisas por debaixo dos panos. Mentem descaradamente.

Nas minhas caminhadas pelo Brasil, onde estabeleço diversas parcerias em projetos, tomo muito cuidado de não me envolver em negócios quando percebo este padrão “rondando”. Não por moralismo. Simplesmente porque sei que irei desperdiçar energia e o projeto não irá crescer e beneficiar a quantidade de pessoas que poderia. Surgirão intrigas. Brigas. Ciúmes. Pessoas descontentes. O foco não está no benefício do público, mas no fundo, em suprir carências emocionais de aceitação, sustento, reconhecimento… e isso deveria ser resolvido em terapias, e não dentro de um projeto.

Serviço desinteressado

Para servir ao outro, é necessário ter algo para dar e estar com o canal de doação e recepção abertos. Só sabe dar aquele que sabe receber. Aquele que recebe, tem algo a dar. Para ganhar dinheiro e entrar no fluxo de prosperidade, é necessário estar livre do sentimento de carência. Também é necessário deixar o dinheiro ir para outras mãos que saberão usá-los com respeito, e estar aberto para que o dinheiro chegue, sabendo que você o utilizará com respeito, sem querer trancafiá-lo na masmorra. Para fazer algo benéfico, e não se apegar à necessidade de reconhecimento, é fundamental estar em paz com o pai e mãe, dentro de si. Porque, no final das contas, esperamos o reconhecimento dos nossos pais, em tudo o que fazemos, e movidos por esta carência, vivemos insatisfeitos e com o foco para o ego ferido, e não para o outro.

Devagar, descontaminando a psique de tantos e tantos traumas inconscientes que carregamos, e aprendendo a separar internamente o que é carência do que é serviço ao próximo, vamos nos aproximando da arte de trabalhar com o coração. Quanto mais em paz, projetos naturalmente fluem de você, e são projetos vivos, coerentes, cheios de força, porque nascem de um eu íntegro, que reconhece os próprios dons e talentos.

Em paz com o pai interior, temos foco, acertividade, capacidade de nos lançar ao mundo com confiança. Em paz com a mãe interior, sabemos aguardar o tempo necessário da gestação de um projeto, alimentamos os planos, cuidamos, protegemos, até o momento em que ele nasce, cresce, e em algum momento, se o universo permitir, possa andar com as próprias pernas.

Finalizando, quero deixar algumas palavras do meu mestre espiritual, Prem Baba, a respeito de trabalho e dharma (missão de vida): “Às vezes, você está trabalhando em algo que não lhe traz satisfação, mas que está de alguma forma fazendo a roda girar.

Devagarinho, você vai recebendo inspiração e guiança para começar a colocar os seus talentos e dons a serviço. Talvez, nesse mesmo lugar onde você já está trabalhando, ou em alguma outra coisa. Quando isto começar a se tornar mais claro para você, começarão a surgir oportunidades, e você vai sentir o impulso de se abrir para receber esse convite. Mas, sempre haverá um desafio, que é conseguir superar o medo. Toda a mudança gera medo (com raras exceções). A mudança que gera medo é aquela mais estrutural, mais profunda, quando você está há muito tempo apegado a uma forma, e o tempo lhe convida a mudar. Dependendo do tamanho do seu apego a essa forma, você vai sentir muito medo, mas é preciso encará-lo e superá-lo. E quando você se coloca a serviço, o universo vai dando o que você precisa.”