Sucesso para Empreender a Si Mesmo

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Gente! Eu e Luciana Cerqueira estaremos trabalhando, meditando, constelando o “sucesso no empreendimento”! Trazemos uma abordagem bem interessante: o sucesso depende da união da sua energia masculina (pai) com a feminina (mãe). Por exemplo, é necessário planejar, executar, se aliar, comunicar.. ações “para fora”, masculinas… Mas é precisa intuir, aguardar, nutrir, proteger, esperar o tempo do crescimento, respeitar ciclos… energia “bem feminina”… A partir deste ponto, investigaremos como estão as habilidades masculinas e femininas em nossas vidas. E por tabela, como está a relação interior com nossa mãe e nosso pai… Serão muitas vivências, dinâmicas, constelações, papos e partilhas!

O foco deste trabalho é para você, empreendedor, autônomo ou quem está querendo seguir para este lugar do “patrão de si mesmo”!

O barco rumo ao sucesso está partindo! Está pronto(a)? Vamos nessa?

Será aqui em Sampa, dias 30, 31 de março e 1 de abril, no Espaço Elementos, Vila Mariana

Mais informações e inscrição: https://alexpossato.com/sucesso-para-empreender-a-si-mesmo/

Sucesso Para Empreender a Si Mesmo! (Vídeo)

 

Que tal olhar para o seu caminho como empreendedor autônomo: bloqueios e recursos? Claro… sob um olhar sistêmico. Será que estou realmente sendo íntegro com o que faço? Minha alma está se expressando ou ainda estou tentando agradar “alguém”? Tenho foco? Objetividade? Força e constância? Suavidade e amorosidade nas minhas ações? Confiança, mas também ação? Sei me expressar ou estou boicotando meu sucesso? Esses assuntos serão naturalmente trabalhados nesta vivência, que já foi um sucesso em Brasília… e com certeza auxiliará você neste caminho para o seu próprio Sucesso como autônomo!!!

Eu e a Luciana estamos contentes em dividir este trabalho com você. Mais informações e inscrição, acesse este link: https://alexpossato.com/sucesso-para-empreender-a-si-mesmo/

O esforço e a realização

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A prosperidade do universo – a prodigalidade e abundância do universo – constitui

uma expressão do espírito criativo da natureza. Quanto mais sintonizados estivermos

com o espírito da natureza, mais fácil será o nosso acesso à sua imensa e infinita

criatividade. Mas primeiro terá de ultrapassar a turbulência do seu diálogo interior para

estabelecer a ligação com esse espírito abundante, próspero, infinito e criativo.

Deepak Chopra

O esforço é ensinado como algo positivo. Muito positivo. Desde pequenos, somos julgados pelos nossos esforços e pelo resultado daquilo que nos propusemos a fazer. O esforço está intrinsecamente vinculado à avaliação dos resultados. Se nos esforçamos e não conseguimos os resultados, somos um fracasso. Se não nos esforçamos e não conseguimos os resultados, somos preguiçosos, indolentes.

Eu gostaria de colocar mais pimenta nesta equação: e se não nos esforçamos e… conseguimos o resultado? Talvez você me diga: isso é impossível! Sem esforço, não há resultado satisfatório. Bem… permita-me discordar, caso seja este o seu pensamento. As coisas mais importantes da minha vida surgiram como bênçãos na minha vida, em momentos em que eu não estava plenamente envolvido na tentativa de realizar algo… Minhas relações afetivas surgiram. Meu caminho profissional, surgiu. Os textos que produzo, surgem. Meus cursos, surgem. Dons que até então eu não os reconhecia, aparecem.

Existe um trabalho para que essas coisas ocorram? Sim e não. Trabalho diariamente para poder ver o caminho que está mostrando. Costumo dizer que o meu trabalho é muito mais para eu parar de atrapalhar aquilo que quer se mostrar na minha vida, do que fazer algo acontecer. Faz um bom tempo aprendi razoavelmente a confiar na sabedoria milenar chinesa, o conceito do wu wei: não-ação.

Na não-ação, não há esforço

“Ação é fazer. Não-ação é não ter a intenção de fazer. É fazer sem intenção de fazer e não deixar de fazer. Isso também é chamado o Caminho da Naturalidade. O Caminho da Naturalidade não deve ser confundido com a não-ação, com a renúncia da ação. A não-ação não é desmazelo nem preguiça ou irresponsabilidade.
Devemos trabalhar com o silêncio interior. Assim, é importante a prática da meditação cotidiana: todos os dias devemos nos colocar numa posição de quietude absoluta, entrar no silêncio. Como nossa mente é muito ativa e nossas emoções muito barulhentas, existem técnicas para entrar no silêncio e anular o excesso de atividades. O propósito de entrar no silêncio é recuperar a quietude interior. Essa quietude interior é a não-ação que permite que as coisas aconteçam naturalmente, no momento adequado.”
Wu Jyh Cherng – sacerdote taoísta

Vejo muita gente querida se esforçando para várias coisas: para realizar um projeto. Para engravidar. Encontrar um parceiro afetivo. Pagar contas. Dar certo na carreira. Eliminar vícios. Até para fazer práticas corporais e evoluir espiritualmente. Eu, volta e meia me pego fazendo esforços para realizar minhas tarefas diárias. Para entrar na disciplina da meditação. Para manter o peso que considero adequado. Até – olha a incoerência! – esforço para poder relaxar e descansar!

E quando percebo o “esforço interno”, começo a observar, meditativamente: quem, dentro de mim, está tentando chegar a algum lugar? Quem quer provar algo? Para quem quero provar que sou capaz? E invariavelmente, chego à mesma conclusão: existe um ego ferido internamente, que aprendeu com a família, através de dores, castigos, prêmios e desvalidações, a se esforçar. Diziam: esforce-se para alcançar! Mas quando alcançava, o desgaste havia sido muito grande! A recompensa não era muito boa. E quando não alcançava, caía na sensação do fracasso. O resultado é uma vida toda em busca da aprovação, e o sofrimento por sentir-me desaprovado e insatisfeito.

Deepak Chopra diz: “O ego representa a nossa auto- imagem; é a nossa máscara social; constitui o papel que desempenhamos. A nossa máscara social precisa de aprovação para se engrandecer. Procura dominar e mantém-se através do poder que exerce, porque vive no medo. O nosso verdadeiro Eu, que é a nossa alma, encontra-se totalmente liberto destas coisas. É imune à crítica, não teme os desafios, e não se sente inferior a ninguém. E, no entanto, também é humilde e não se sente superior a ninguém, pois reconhece que todos os outros constituem o mesmo Eu, a mesma alma, sob diferentes formas.”

Acredito que não precisamos “nos livrar do ego”, como pregam algumas linhas de autoconhecimento, para podermos agir a partir de um outro lugar. Basta olharmos para a programação interna, antes de agirmos. O nosso eu menor age em busca da aprovação. Foge da desaprovação e tem medo de ser rejeitado, de falhar. Este é um mecanismo aprendido, como disse, desde a infância. Havemos de olhar para nossas programações e desativar aquelas que nos levam, irremediavelmente, ao sofrimento. Isso é meditar. Meditação ativa. Em alguns casos, é necessário terapia, pois somente com a ajuda de um profissional, podemos olhar para as dores antigas que originaram nossos padrões de pensamento, emoções e comportamento. Assim, naturalmente, quando vamos passo a passo deixando de agir por estes mecanismos, as coisas começam a acontecer!

Quando o ego dorme, a realização começa a se mostrar

“- Há alguma coisa que um buscador tenha de pedir, ou tudo acontece por si só?
– Tudo acontece por si só, mas um buscador tem de estar alerta para não perder o trem. O trem chega, mas você tem de estar alerta. À sua volta muitas coisas estão acontecendo; em 24 horas, acordado ou dormindo, você tem de estar atento ao que está acontecendo. E, quanto mais alerta você estiver, mais vai se surpreender – estão acontecendo as mesmas coisas que estavam acontecendo antes, mas o significado mudou; a significância é diferente.”
Osho – Destino, liberdade e alma

Parágrafos acima, relatei sobre o esforço que fazemos para alcançar alguns objetivos. Por exemplo, deixei de beber. Novamente, deixei de beber. Já fiquei mais de 10 anos sem beber, voltei, parei, voltei, parei novamente. Acredito que agora cansei da brincadeira. E por quê cansei? Porque, pela primeira vez, resolvi investigar a fundo o meu mecanismo compulsivo, que me levou a beber, fumar e a ter diversas outras fugas através da compulsão. Baixei meu orgulho e procurei ajuda psicoterápica. E amorosamente conduzido, fui descobrindo quem dentro de mim necessitava se anestesiar. Qual era a parte do meu ego que continuava a sustentar uma ideia de vida miserável, de auto desaprovação, anulação das minhas conquistas, rejeição em relação aos meus pais e família… Quem, dentro de mim, estava gastando tanta energia para ficar ruminado o passado, e por isso, levando-me a perder tempo e energia para fazer as coisas que naturalmente querem fluir por mim.

Fato é: parei de beber, a compulsão tentou migrar para outros campos, observei e segurei a onda, e minhas realizações aumentaram de ritmo. Sem me esforçar para que elas acontecessem.

Tenho dito que muitos de nós estamos viciados em muitas coisas: bebida, sexo, relacionamentos, droga, cigarro, comida, compra, pornografia, jogo, distração, internet, fofoca, até cultura e saberes aleatórios… Estas compulsões são defesas do ego para anestesiar dores do passado. O vício, por mais terrível que possa se mostrar, dá um alívio na dor interna. Por pouco tempo. E novamente, precisamos do aditivo.

A maior disciplina será, portanto, observar nossos padrões de pensamento e padrões emocionais que nos levam aos comportamentos de defesa e fuga. Nos fazendo desperdiçar nossa energia e nossa vida. Mas mesmo esta observação, mesmo a meditação em si, não precisa ser feita com esforço. O esforço é totalmente improdutivo. Eu trocaria a palavra esforço por dedicação. Dedicação amorosa. As mudanças de hábitos não estão relacionadas com a quantidade de horas despendidas para tentar muda-los. Mudança é também natural e ela surgirá no momento adequado. Subitamente, sem aos menos darmos conta, somos tomados pelo milagre da realização: o dinheiro chegou! O relacionamento engrenou! Engravidei! Estou em paz! Emagreci! Lido bem com minha doença! Qualquer que seja o sonho que você alimenta – um parceiro, dinheiro, melhor saúde, uma casa, conexão espiritual, paz mental – qualquer que seja o sonho, ele se mostrará no tempo adequado, e na forma necessária. Você não tem poder sobre isso. O seu trabalho é se perguntar: onde e como eu estou impedindo o Universo de manifestar Amor em minha vida? Medite sobre isso. As respostas virão. E quando menos você esperar, os impedimentos se dissolverão… E aquilo que você é, em essência, começará naturalmente a se manifestar.

Primeiro você cresce… depois o outro cresce

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Finalizando o Workshop Sucesso para Empreender a Si Mesmo, realizado em Brasília em parceria com minha amada companheira Luciana Cerqueira, me vem algumas considerações sobre crescimento. Principalmente num ponto específico: a vontade de auxiliar outros a crescerem. Contei na vivência que, ao abrir minha empresa, a primeira funcionária que contratei tinha deficiências na dicção. E uma das funções dela era atender o público. Que mancada, né? Comecei com o pé esquerdo!

O que me moveu a colocar uma pessoa superbacana, mas não adequada para o que eu precisava, no lugar da minha “única” funcionária? A dó. Sou neto de um avô comunista e com o coração enorme, que me ensinou a ser caridoso com as pessoas sem posses e menos privilegiadas. Durante muito tempo achei que este sentimento era grandioso. Até perceber que a dó quebra as empresas. Da informalidade, passando por uma loja, outra loja maior, fechamento desta loja e uma dívida enorme, foram 11 anos. Foi a melhor universidade de administração que eu poderia ter tido. Tudo prático. Muitas tentativas, poucos acertos, mas que me tornou o homem que sou hoje.

Hoje, a experiência me diz, com certeza: cresça sozinho. É você com você mesmo. Conquiste o seu lugar ao sol. Um lugar seguro, onde o dinheiro flui, dependendo única e exclusivamente do seu trabalho. Somente com esta energia, você poderá ter pessoas ao seu lado, para auxiliar ainda mais no seu processo de crescimento. Pessoas para auxiliarem no seu processo de crescimento precisam ser competentes para aquilo que você precisa. Precisam ser competentes, não tanto quanto você… pois você é a pessoa mais competente em relação ao seu projeto. Não dê funções para pessoas que não mostram capacidade para cumpri-las. Pode parecer óbvio, mas o que vejo de autônomos e pequenos empresários fazendo exatamente o contrário, não é mole não!

Acredito que o empreendimento, seja ele qual for, é um lugar onde podemos compartilhar amor, compaixão, paz e boas relações. Trabalho com esta visão interior. Mas um item necessário a qualquer organismo vivo, seja uma bactéria ou um negócio, é a sobrevivência: a sustentabilidade é o objetivo número um! Os grandes ideais que você tem em relação ao seu trabalho podem até movê-lo, mas a busca incansável primeira é pelo planejamento, organização, lucro, qualidade, atendimento e serviços adequados. Sem isso, é como vovô dizia: colocar o carro na frente dos bois.

Hoje, com meus cinquenta anos de idade, entendi as atitudes do vovô: ele era aposentado, não precisava do dinheiro e por isso podia fazer caridade. Como criança, só vi a beleza dos seus atos, mas a parte prática – a sobrevivência já estava garantida, não entrou na minha lógica infantil… e quis partir pelo mundo seguindo um ideal belo, mas sem realidade. Resultado: quebrei. Quebrei para aprender o que estou lhe falando agora: a sobrevivência é o objetivo número um de qualquer ser vivo. Sem isso, ideais não tem o menor sentido…

Alex Possato

Sucesso a serviço do amor

a serviço do amor

 

O sucesso está relacionado diretamente à sua abertura para amar. E ser amado. Uma pessoa próspera não tem medo do outro. Está plenamente aberto a ele, pronto para servi-lo. E também não se opõem aos recebimentos. Pagamentos em forma de carinho, gratidão, reconhecimento e também dinheiro.

Uma pessoa aberta para o amor, está em seu próprio lugar. Sabe o que quer, o que tem para dar e seus próprios limites. Olha nos olhos do outro e é verdadeira. Transpira confiança, e por isso, o outro confia. Muitos confiam. Uma quantidade infinita de pessoas quer você. Mas você sabe que é somente um canal. O amor flui através do seu serviço. E a recompensa lhe é dada pelo universo, através do público que você atende. Chegar neste lugar é uma jornada. Uma jornada árdua, pois seus diversos “eus” carentes, manipuladores, medrosos, vingativos, pobres, fracassados, contestadores, irão cair por terra… para que você seja somente um canal. Neste lugar de sucesso, você deixa de ser independente, e está a serviço do próximo. Torna-se interdependente. Suas preocupações pequenas precisarão ser deixadas. Um pouco, ao menos no princípio. Pois você está a serviço. A serviço do amor. Não importa qual seja o seu trabalho. A serviço do amor.

Metas forçadas já são derrotas

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Ontem, entre um pedaço e outro de pizza com meu amigo Fernando Tassinari, falávamos sobre caminhos de vida, vícios, nossas mulheres, papai e mamãe, neuras e nosso papel de homem nisso tudo. Papo bem Diamante Bruto, o projeto de encontros do masculino que estamos retomando.

Relembramos que a última vez que nos encontramos, há 5 meses atrás, eu estava iniciando um período de abstinência alcoólica, meta que se mostra amigável comigo até hoje. Zero álcool. Abstinência que já havia realizado por dez anos, antes do meu casamento anterior degringolar e eu entrar na cachaçada de novo.

Durante muitos anos trabalhando com o desenvolvimento pessoal e terapia, e aplicando todos os conceitos aprendidos em mim mesmo, tenho a certeza de que, quando algo planejado acontece na nossa vida, é fruto de um amadurecimento da consciência, idas e vindas, pressão e relaxamento, até que vemos o fruto do planejamento concretizado.

As metas, não importa se seja parar de beber, emagrecer, montar uma empresa, criar uma carreira, estabelecer uma família ou levar adiante um projeto, são como seres vivos que necessitam do tempo adequado para serem gestados, nascerem e crescerem. Como dizemos na constelação familiar sistêmica, lidamos com forças a favor da vida e também a favor da morte, e o jogo não é vencer as barreiras… mas ficar em paz com as duas forças antagônicas.

Figuradamente, as forças a favor da vida é tudo aquilo que nos leva para frente, nos dá prazer, alegria, desperta a criatividade, traz união… e as forças a favor da morte são aquelas onde sentimos peso, culpa, agressividade, falta de energia, medo, tensão, ansiedade, cria separação… Em geral, quando estamos a favor da vida, estamos a favor do fluxo maior, conectados com o que há de mais puro e verdadeiro em nossa ancestralidade e em nós mesmos… E quando estamos buscando a morte, estamos conectados com o peso, os traumas, as perdas, as dores da nossa ancestralidade – começando pelas dores dos nossos pais – e conectados com a parte mais dolorosa de deles e de nós mesmos.

Vou repetir o que falei linhas acima: o jogo não é vencer as barreiras… mas ficar em paz com as forças da vida e da morte. Aquilo que nos favorece o caminho e também o que nos dificulta. Na prática, ter vontades, projetos, metas… sim! Porque quem não sabe o que quer, é simplesmente levado pelos impulsos inconscientes, influenciados pelo próprio sistema familiar, e vive, mas não está em posse do seu instrumento que lhe permite se deslocar pela vida: a mente. Mas saber o que quer, planejar e executar não é o desafio maior. A grande questão é aprender a lidar com os sentimentos que surgem quando vemos dificuldades em prosseguir nas nossas metas. Geralmente, ou lutamos desesperados contra aquilo que nos confronta, ou desistimos. Mas a sabedoria maior diz: fique amigo da energia que lhe atrapalha. Aquilo que lhe impede. Veja o que ela tem a lhe dizer. Converse com ela.

Também trabalho com muitos profissionais autônomos e pequenos empreendedores, e vejo a falta de percepção em relação a isso. Lutam contra e perdem. E daí partem para fazer um novo projeto, e novamente, quando não aprendem a lidar com a energia que os confronta… caem outra e outra vez.

Num sentido mais profundo, nós não viemos neste planeta para construir coisas. Sejam famílias, empresas, negócios, planos… Acredito firmemente que nós viemos neste planeta aprender a lidar amorosamente conosco e com o próximo. Amar ao próximo como a si mesmo, dizia o mestre. E a vida dá oportunidades a cada instante para que olhemos amorosamente para nós… principalmente nas situações em que ouvimos um não! Um não do pai, da mãe, do marido ou esposa, do chefe, do governo, da justiça, do mercado, dos clientes, do dinheiro, do corpo, da mente… Quando deparamos com a nossa incapacidade, podemos perceber os sentimentos difíceis que chegam até nós… a sensação de injustiça, de raiva, de tristeza, de abandono, rejeição, culpa, desvalidação…

Olhando pacientemente para esses incômodos, começaremos a ver o que nos separa da nossa realização. Quantos sentimentos pesados (advindos de emaranhamentos sistêmicos, traumas do passado, seus e da família) estão impedindo o próprio avanço. Uma outra forma de ver é: quanta dor impede você de estar em paz consigo, com os outros e com o seu próprio caminho.

Ficar em paz com estes obstáculos permite que você prossiga com o peito aberto, pescoço ereto e confiante. Tenho tido a experiência real de ver caminhos se abrirem quase que miraculosamente na minha frente, enquanto estou desvendando os mistérios destes mesmos obstáculos que surgem à minha frente. Claro: continuo com metas, desejos, planos… mas procuro não leva-los tão a sério. A riqueza de aprender a desvendar os segredos dos obstáculos e a pacificação dos meus sentimentos internos é tão gratificante, que passa a ser divertida a caminhada. Chamar a energia da tolerância, da espera e da observação pacífica é fundamental neste estágio. Porque o “homem fazedor”, que a tudo quer resolver, irá detonar com a possibilidade de aprendizados. Fica então a dica: deixe de forçar suas metas. Aprenda a estabelecer contato com as dores que surgem enquanto você caminha. Faça isso na prática. Depois me diga os resultados…

Crianças carentes no mundo dos negócios

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Muitas vezes, partimos pelo mundo dos negócios ou do trabalho autônomo como crianças carentes. Nosso “eu pequeno e ferido” fica apegado ao reconhecimento, à necessidade de valorização, de ser aprovado, seja pelos nossos clientes, nossos funcionários, companheiros de trabalho, parceiros, mas como a parte que está comandando nossos atos é uma criança carente, mais cedo ou mais tarde iremos nos defrontar com a carência, a falta de reconhecimento e valorização. Esta é a lei psíquica que diz: atraímos aquilo que vibramos.

Solução? Olhar para a criança carente dentro de si. Esta criança está tentando provar algo aos pais ou àqueles que a criaram. Em geral não se sentiram reconhecidas, validadas, valorizadas… passaram por traumas profundos ou pequenos traumas diários, que resulta no mesmo: um ser assustado, revoltado, medroso, confrontador, que tudo faz para provar para “alguém” que vale a pena, que é um ser que merece respeito…

Mas este “alguém” é um fantasma. Que habita o inconsciente há décadas. Nunca seremos validados por “eles”. Essa história já passou faz tempo!

Se você é uma pessoa que percebe repetir fracassos nos seus projetos, pergunte-se: qual é a verdadeira motivação que me move? A quem estou querendo provar o meu valor? Qual é a dor da minha criança que não soube integrar? O que não aceito na minha história passada?

Conheço isso. Perdi tudo o que tinha. Movido por uma revolta infantil, num corpo de adulto. E tive que olhar seriamente para o meu psicológico. Reconhecer que fui eu o responsável pelas consequências dos meus atos. Uma criança revoltada e carente, querendo empreender. E tudo bem. Porque aprendi através das birras, das negações, da preguiça, da falta de foco, do uso indevido do dinheiro. Graças a isso, comecei a crescer… olhar para o passado e ver que meus pais deram verdadeiramente o que era importante para mim. E que eu teria que curar minhas próprias dores, mas com um olhar de respeito e reverência em relação a eles. E que precisava andar pelas minhas próprias pernas. Deixar meus pais e seguir meu próprio caminho. Como adulto… E fazer do meu sucesso, o sucesso deles… afinal, o que os pais mais desejam, no íntimo, é ver os filhos se darem bem na vida. Não é isso?

 

Se lançar para a vida

Oi gente! Tá aí um video novo, onde comento um pouco sobre o processo de “Se lançar para a vida”… A partir do movimento de se trabalhar internamente, para libertar-se gradualmente dos bloqueios sistêmicos familiares que prendem você à padrões de dor e sofrimento, você se vê na necessidade de lidar e ir dissolvendo emoções pesados, crenças limitantes, estratégias equivocadas, que geram resultados insatisfatórios. Em algum momento desse processo, será necessário declarar um novo “pacto” para si, de sucesso e prosperidade, e abandonar o antigo “eu” sofredor, fracassado e frustrado… Dê uma olhada no vídeo!

Alex Possato

Como os sentimentos escondidos dos pais influenciam a vida profissional e financeira dos descendentes (vídeo)

 

Alex Possato conta como a trajetória frustrada do seu pai influenciou a própria vida. Seu pai  iniciou na carreira profissional de jornalista com sucesso precoce, mas gradativamente foi decaindo de patamar, e finalizou sua vida sem patrimônio, sem realização, sem saúde e dependente. Este padrão de frustração também foi vivenciado pelo avô paterno, que de formas diferentes, viu seu extremo talento para muitos caminhos não se concretizar em sucesso e reconhecimento.

Como descendente desta linhagem masculina frustrada e fracassada, Alex, desde muito jovem trabalhou, mas não encontrava o caminho profissional; tudo que fazia ia até um ponto e caía…  A partir de processos terapêuticos e trabalhos de coaching, e principalmente através da constelação familiar sistêmica, entrou em contato com a repetição do padrão doloroso de não se realizar, não se sentir um homem pleno, um homem que não pode cumprir seus compromissos, com vergonha de si e dificuldade de encarar esposa e filhos. Finalmente, a terapia auxiliou a lidar com esta vergonha, ficar em paz com o fracasso e modificar o padrão. Desta forma, naturalmente um caminho novo e próspero começou a se delinear.

[https://www.youtube.com/edit?o=U&video_id=AMOGnLTzrHo]

Confiança, meditação e a instabilidade financeira

caminhos-prosperos

 

– Estamos em crise. As vendas caíram muito! Mas vai dar tudo certo! – disse-me o cliente de constelação sistêmica, enquanto conversávamos sobre as razões da sua ansiedade.

Sou – ou melhor, estou – também uma pessoa ansiosa, e ainda não aprendi a lidar de forma tranquila com as oscilações do fluxo de entrada e saída que todo autônomo passa. Fiz a lição de casa alguns anos atrás, quando, mergulhado em dívidas, tive que olhar com muita seriedade para o descontrole financeiro, gastos acima dos ganhos e dificuldades de projetar conscientemente o meu crescimento profissional. Deixei o vermelho há tempos, porém, sempre que vejo que os ganhos, em algum momento, não estão dentro das expectativas, isso me pega. Chego a entrar em angústia, mesmo sabendo que não há a menor razão para isso, pois hoje tenho as contas muito bem equilibradas.

De onde vem esta angústia? Com certeza, de traumas do passado, sejam traumas meus ou dos meus familiares, onde a falta de dinheiro, a escassez, provocou dores profundas. Sei disso. Sou terapeuta e trabalho com esses conceitos o tempo todo. Mas o saber não vale nada. Não cura. O que, então, cura?

O mergulhar profundamente no medo da escassez. Vivenciar, conscientemente, a angústia da carência financeira existir. Permitir que meu coração dispare. Que minha mente louca diga: você vai morrer de fome! Não irá conseguir pagar suas contas! Não conseguirá construir um patrimônio! Não adianta tentar: no final, você perderá tudo!

Sim, minha mente é alucinada. Nesta área. E mesmo não havendo a menor razão para o pânico, ela dispara o alarme, sempre que dois ou três clientes não comparecem ao atendimento. Sempre que existe o indício de falta de dinheiro.

Como deixar brotar a confiança neste sólido árido? Aprendendo a sustentar o desconforto. Minha mente consciente sabe que não são reais as razões para a angústia. Não existe um fator verdadeiro para esse medo. Então, peço somente firmeza para passar pela tempestade. Que pode durar minutos, horas, dias. Mas passa.

O que faz a angústia permanecer, gerando invariavelmente situações futuras de dificuldades financeiras, é o medo de enfrenta-la. É preciso desmascarar este “monstro da carência”, que fará de tudo para provar ser verdadeiro. Ele quer que eu acredite: sou carente. Sou derrotado. Sou miserável. Atrás da tentativa ensandecida deste fantasma em destruir-me, existe uma dor profunda. Por isso, não devo tentar eliminá-lo, massacrá-lo… mas sim… amá-lo. Amar este monstro carente. Permitir que ele expresse essa dor. Entendendo que eu não sou ele. E não deixando que ele domine minhas ações, meus comportamentos.

Como esse monstro me domina? Fazendo com que eu deixe de controlar meus gastos. Ou gaste demais. Deixe de planejar. Caia no canto da sereia e faça parcerias que minha razão sabe muito bem que não darão certo. Que entre em investimentos fajutos. Trabalhe sem parar, como um louco, sem tempo para perceber o mundo em minha volta. Impedindo meus momentos de prazer. Fazendo eu emprestar ou dar aquilo que não tenho. Despertando minha cobiça e ânsia por compras. Não deixando eu cobrar o valor correto pelos meus serviços.

Não entrar nestes e em outros condicionamentos só é possível em silêncio. Meditação. Para que eu possa perceber claramente quem sou eu e quem são os monstros que me habitam. É fundamental desacelerar. Não há como separar o joio do trigo se estou correndo numa esteira de academia, com a orelha em uma música qualquer, os olhos na telinha da TV à frente e as mãos ocupadas, segurando algo. O ser humano, em tranquilidade, naturalmente descobrirá os caminhos prósperos que o estão chamando, a cada instante. Estes caminhos são sussurrados, quando paramos para ouvir. Serenamos a mente. Desligamos as mídias sociais. Nos recolhemos da família. Sentamos, em silêncio. É o que vou fazer agora. Sentar em silêncio. Meditar. Quer me acompanhar?

Que a confiança possa brotar em meu coração, suavemente. Que a confiança possa brotar em nosso coração, suavemente.

Alex Possato