
O equilíbrio entre dar e receber é a força vital de qualquer relação dentro de um sistema. Quando esse fluxo se rompe, o sistema adoece. Quando flui, o sistema prospera. Numa empresa isso é mensurável.
Onde a troca acontece
O dar e receber está envolvido em todas as trocas: entre níveis de gestão, entre o pessoal e a gestão, entre departamentos, entre colegas, entre a organização e seus parceiros, com clientes, com investidores e até com o ambiente físico.
Os sintomas do desequilíbrio
Um sistema que permanece em desequilíbrio, seja por não honrar aspectos do passado, seja por incerteza sobre quem pertence e quem ocupa qual lugar, pode ser diagnosticado por uma perturbação no dar e tomar. Os sintomas costumam ser:
- Rotatividade de pessoal: não querer mais investir a própria energia.
- Absenteísmo: não poder mais investir.
- Não fazer o que foi combinado: por pertencer a algo diferente.
- Redução de rendimentos.
Repare: são todos indicadores que o RH mede e trata como problema de engajamento. Sistemicamente, são recado.
Quem dá demais sobrecarrega
Existe um ponto que contraria o senso comum: pessoas que dão muito sobrecarregam os outros. Ao fazer isso, tornam difícil para o outro manter a relação em equilíbrio.
Às vezes uma parte dá tanto à outra que é impossível continuar recebendo. Para manter a dignidade, não há outra solução senão terminar a relação. É por isso que funcionários extremamente beneficiados às vezes pedem demissão sem explicação aparente.
O reconhecimento especial também tem limite: se doador e receptor não voltarem à normalidade, à relação certa e à ordem certa, um se torna prisioneiro do outro.
A liberdade como sinal de saúde
Quando o dar e o receber estão equilibrados, isso se manifesta como liberdade entre as partes: a liberdade de partir e a liberdade de ficar. Não há hipoteca do passado sobre o futuro, e cada um pode empregar toda a sua energia.
A ordem do êxito
Hellinger observou que há êxito e prosperidade quando esta ordem é respeitada:
- Em primeiro lugar, o produto ou o serviço.
- Em segundo, os colaboradores que produzem ou oferecem.
- Em terceiro, os clientes para esse produto ou serviço.
- Por último, o fundador que teve a ideia, os proprietários e os sócios com o capital.
Leia de novo e compare com a sua empresa. Na maioria das organizações que travam, essa ordem está invertida: o sócio na frente, o produto no fim.
Como diz Ingala Robl, se o produto ou serviço está à disposição da vida, os colaboradores se sentirão motivados. E quanto mais motivados, mais clientes atrairão.
Quer levar esse olhar para o seu negócio?
A Constelação Empresarial é um Raio X sistêmico da empresa: origem, pertencimento, ordem e equilíbrio. Se você quer aprender a conduzir, o caminho é a Formação.
Conhecer a Constelação EmpresarialVer a Formação Empresarial