
Toda empresa nasce de algo: uma intenção, uma necessidade, uma paixão. Quando essa origem é esquecida, o sistema perde vitalidade e direção.
O cavaleiro andante
Existe uma imagem que descreve isso muito bem: um sistema vivo que não sabe mais de onde se origina é, na melhor das hipóteses, um cavaleiro andante. Você sente algo nobre por dentro, mas está sem direção.
É o que acontece com empresas que crescem, profissionalizam, trocam a gestão, e de repente ninguém sabe mais responder por que aquilo existe.
A força original
A origem inclui vários aspectos: a causa imediata, os motivos, o desejo, o ideal. Alguém foi fundamental para estabelecer as bases sobre as quais a organização pôde crescer.
Quando isso é reconhecido, a conexão pode ser restabelecida de repente. Parte da antiga paixão é sentida de novo, e os objetivos atuais voltam a ser nutridos. Muitas vezes fica claro, enfim, por que certas coisas são como são.
O princípio orientador não é a missão da parede
Para cada organização houve um momento particular em que ela surgiu. Havia necessidades no mundo exterior e a organização pôde, de alguma forma, atendê-las. Se não tivesse feito isso, já teria sido extinta.
Essa razão de existir orienta o modo como as pessoas agem dentro da organização, e é algo completamente diferente de missão e visão. O princípio orientador não é a frase escrita na parede: é a razão viva que moveu quem fundou, e que ainda pulsa no sistema, mesmo que ninguém a veja.
O lugar do fundador
Num nível inconsciente, certos elementos do sistema permanecem fiéis à necessidade básica que não está sendo vista e honrada. Esse pedido de atenção é um apelo para conhecer e honrar as raízes.
E aqui está a frase que costuma mudar reuniões inteiras: sem reconhecimento adequado não pode haver separação, nem adeus. Sem o fundador e sem a razão de ser original, essa organização não existiria. Quem quer mudar o rumo sem honrar a origem, luta contra o próprio sistema.
Perguntas para explorar a origem
- Quem foram os fundadores? Que lugar eles ocupam hoje?
- Quem tomou a iniciativa? Qual foi o desejo, o ideal, a inspiração?
- Qual foi o primeiro princípio orientador?
- Quem mais tornou possível que começassem?
- Quem foram os primeiros clientes? Quais foram os primeiros produtos?
- De onde vieram os primeiros fundos? Quanto custou o início, e quem pagou por isso?
Depois da origem, o próximo passo do Raio X é a história e o pertencimento.
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