
O missionarismo é o padrão em que a pessoa assume, de forma inconsciente, a missão de outra, em geral de um antepassado que não pôde realizá-la. Ele gera dedicação intensa, e também esgotamento e falta de reconhecimento.
A diferença entre parentificação e missionarismo
São padrões vizinhos e fáceis de confundir:
- O parentificado se torna um bom cuidador, acima da hierarquia à qual pertence.
- O missionarista assume uma missão: “vou realizar o que ele não realizou”. Por exemplo, tocar uma carreira ou uma disciplina que os pais ou avós não puderam.
O retrato do workaholic
Quem vive esse padrão se sente responsável e enxerga o trabalho a ser feito. Costuma virar workaholic: chega cedo, fica até tarde, e prefere trabalhar depois do expediente, quando ninguém incomoda.
A pessoa acredita que está numa missão, mas não é o propósito dela. E aqui está o melhor critério que eu conheço para diferenciar as duas coisas:
Quando você realiza o seu propósito, você sabe quando parar. Sabe que pode parar e continuar depois. Quando você está realizando a missão de outra pessoa, nunca sabe quando terminar.
Propósito próprio tem fim natural. Missão emprestada não tem ponto de chegada.
Empresários missionários
Muitos empresários conhecem bem esse padrão, e ele até os torna bons: não desistem facilmente, são energéticos, resistentes, confiáveis, trabalham sem reclamar e entregam, mais cedo ou mais tarde.
Só que esse padrão anda de mãos dadas com a raiva. A missão de outra pessoa é simplesmente pesada demais. E o missionário não se sente plenamente reconhecido, por um motivo cruel: a única pessoa que poderia lhe dar reconhecimento é justamente aquela com quem ele está identificado.
Por que entramos nesse padrão
- Como resposta ao sentimento inconsciente de que o outro não era forte o suficiente, ou não teve a oportunidade de realizar a missão.
- Quando foi feita uma promessa interior, inconsciente.
- A serviço de algo maior, e aí sim é propósito.
Perguntas para reconhecer o padrão
- Você se cansa facilmente ou apresenta sinais de esgotamento?
- Você logo se apresenta quando surge uma missão que ninguém quer?
- Às vezes se sente como um recipiente vazio que não consegue ser preenchido?
- Você está realizando a sua própria missão, ou a de outra pessoa?
- Numa organização, você acaba assumindo posições pesadas que os outros nem cogitam?
- Às vezes sente que deveria pagar, em vez de ser pago?
- Você reconhece o padrão de, pouco antes do sucesso, fazer algo que o arruína?
Se a última pergunta te pegou, veja também o sabotador esquivo.
Quer levar esse olhar para o seu negócio?
A Constelação Empresarial é um Raio X sistêmico da empresa: origem, pertencimento, ordem e equilíbrio. Se você quer aprender a conduzir, o caminho é a Formação.
Conhecer a Constelação EmpresarialVer a Formação Empresarial