💡 Quando me senti usado — e o que a vida me revelou
Eu já me senti usado, e tenho certeza que você também, não é mesmo?
É uma sensação estranha… às vezes revoltante, outras vezes profundamente triste.
Mas e se eu te dissesse que, por trás dessa experiência, pode existir um convite da Vida para enxergar algo muito maior?
Você é usado pelos interesses de alguém. Então, vem a raiva que aponta para o outro — como se ele fosse o único responsável pela minha frustração.
Mas um buscador de autoconhecimento sabe: algo que surge é uma vida de mão dupla: havia algo em mim que também precisava ser olhado.
Usamos e somos usados.
Aproximamo-nos das pessoas, muitas vezes, por interesses: afetivos, sexuais, financeiros… ou, raramente, apenas para compartilhar nossa alegria e servir.
Quando me senti usado, percebi que, lá no fundo, havia uma carência.
Eu buscava no outro o que sentia faltar em mim.
E mesmo recebendo algo, a sensação final ainda era de vazio.
A raiva que eu sentia era, na verdade, contra a minha própria insuficiência.
Era pelo fato de estar me relacionando a partir da falta, e não da integridade.
Analisando a partir da consciência maior, senti internamente:
Na inteligência maior da Vida, talvez essas experiências sejam um caminho para despertarmos para a verdadeira autossuficiência.
Quando estamos em paz conosco e encontramos prazer nas coisas simples, damos sem esperar.
Soltamos… e prosperamos.
Isso vale para relações afetivas, familiares, comerciais, amizades.
Não nos prendemos. Apenas entregamos o nosso melhor… e seguimos.
Acredito que esse seja o estado do amor incondicional — aquele que floresce quando deixamos os jogos de interesse e avançamos para a sabedoria do coração.
Convite à reflexão
Hoje, observe suas interações:
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O que você faz pelo outro com pureza, sem esperar nem mesmo um “obrigado”?
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O quanto você confia que a Vida vai devolver, por caminhos inesperados, tudo aquilo que você oferece com amor?
Se essa reflexão tocou você, compartilhe com alguém que também possa se beneficiar dela.
Que possamos espalhar mais amor incondicional e menos relações baseadas na carência.
Com carinho,
Alex Possato