Para que serve um curso de constelação familiar?

 

Bem, a resposta mais óbvia seria: para se tornar um terapeuta de constelação. Porém, eu quero ir além do óbvio. Por quê? Por vários motivos. Primeiro: um terapeuta nasce terapeuta. Mesmo que tenha andado por outros caminhos, como economista, administrador, dona de casa, comerciante, advogado, professor, artista, assistente social, padre, estudante… a vontade de curar deve vir de longe…
É comum que o terapeuta em potencial tenha passado por tantas dores que ele sente a necessidade de se curar, ao mesmo tempo que vê em si a vocação para trabalhar com a cura. E neste sentido, o curso de constelação familiar sistêmica que conduzo é realmente uma jornada em si, no próprio sistema e investigaremos profundamente as ligações das dores com o passado familiar. Aprendi constelação, constelando-me. Mergulhando profundamente. Me virando do avesso. E também reconhecendo tanta coisa boa que herdei dos meus pais e antepassados.
Dito isso, tenho também que dizer que o processo da entrega ao caminho de constelador é algo para toda a vida. Temos muita coisa desalinhada, e conforme vamos andando, vemos novos nuances de situações que julgávamos em paz. Às vezes, um cliente, com sua questão e sua história familiar irá disparar lembranças e processos de cura em nós mesmos, terapeutas. Canso de vivenciar isso: o cliente senta em minha frente, e quando abre a boca, lá está! A minha questão, o meu problema! Sim, acabo me trabalhando através do processo do atendimento. Tenho certeza que muitos outros terapeutas e consteladores passam por isso. Afinal, tudo é sistêmico. A constelação não é só uma técnica utilizada no momento do atendimento individual ou em grupo: passamos a ver o sistema se movendo, as pessoas chegando ou indo, as situações ocorrendo na nossa frente como o desdobramento de uma grande constelação em nossa vida.
Assim, um curso somente não forma um constelador. É a vida que forma. E lógico, o treino. Muito treino. E muito estudo.
Na minha percepção, o curso de constelação abre um caminho de vida. Um portal mágico (não tenho inibição em dizer esta palavra, porque é mágico mesmo – e exigente!) que nos possibilita uma leitura do mundo, da vida, das pessoas e de nós mesmos a partir de um aspecto amplo, que engloba os grandes movimentos, as razões que extrapolam as vontades individuais. Nos quedamos maravilhados diante de uma inteligência maior, que comanda tudo. Tanto os aspectos prazerosos quanto os dolorosos, e aos poucos, compreendemos, no coração: é tudo amor!
Ser terapeuta de constelação sistêmica, portanto, nos provoca a nos tornarmos humildes, flexíveis, humanos ao extremo, conscientes do nosso pequeno papel na vida e da importância de tudo o que veio antes. Consciente também da interdependência de tudo e todos, e por isso, menos ávidos por mudar o mundo, já que passamos a ver a perfeição neste mundo aparentemente imperfeito.
Quando busquei a terapia da constelação como cliente, estava tão amargurado e desconstruído que desejava uma cura profunda. Queria que algo poderoso tirasse o tanto de dores que eu estava vivenciando, há 11 anos atrás. Posso dizer que esta cura veio, mas de uma forma muito diferente daquela que eu imaginava. A constelação me mostrou a crueza da vida. A dificuldade de relacionamento entre os meus pais, que refletiu também na minha dificuldade de relacionamento. Jogou-me na cara que eu estava sendo um pai tão perturbado como a imagem perturbada que eu carregava de papai e mamãe. E o balde de água fria foi ensinar-me a olhar a vida como ela é. E não como eu queria que fosse. Passei por uma intensa reprogramação interna. Na realidade, nada externamente mudou. Mas eu mudei. E por isso, o externo também mudou.
Mergulhar na constelação familiar exige coragem. E se tornar um terapeuta sistêmico mais ainda. Exige postura de guerreiro, força interna, confiança em Algo maior e a propensão para reconhecer nossos pais como os pais adequados para aquilo que viemos exercer no mundo. Não é necessário perfeição, pois isso não existe. Mas a boa vontade para olhar. E querer ver. Em todos os sentidos. Este terapeuta estará assim, através do seu próprio “campo sistêmico”, influenciando na mudança e adaptação de outros “campos”, auxiliando no despertar da força e Amor que se demonstra quando reconhecemos nossas raízes, reverenciamos nossos pais e nossa terra, e olhamos para a vida. A nossa vida.

Curso de Constelação Familiar Sistêmica em Brasília
7a. Turma
Início em 27 e 28 de julho!
Inscrições abertas!

Clique no link e inscreva-se! https://alexpossato.com/brasilia2019/

Eu escolho adoecer

 

O jovem estava no carro, com seu melhor amigo. Um descuido, um acidente, e o melhor amigo morreu. Sem ter esta consciência, a partir deste instante o rapaz que sobreviveu carregou a culpa por não ter ido no lugar do amigo. E fez um pacto: já que não posso morrer agora, vou fracassar na vida, assim, através do meu sofrimento, honrarei a morte dele.
Todas estas percepções vieram após uma constelação familiar. A solução, nestes casos, é reconhecer a própria impotência diante da situação, e entender que o Destino é o “grande”, e nós somos os pequenos. Este tipo de mentalidade, de quem deseja se sacrificar para salvar pessoas, é um pensamento infantil e que vai contrário à vida.
Quantas vezes, inconscientemente, nos envolvemos num pacto de sofrimento, por termos presenciado cenas na infância extremamente dolorosas? Filhos de pais alcoólatras, mães neuróticas, ou presenciando a morte de familiares com doenças fulminantes… Por amor, falamos para nós mesmos: eu queria tanto salvá-los! E como isso é impossível, entramos no mesmo ciclo de adoecimento. “Quando esse amor infantil e trazido à luz, talvez essa criança – agora adulta – perceba que não pode superar a doença, o destino e a morte do outro através do seu amor e dos seus sacrifícios, mas que deve se expor a eles, impotente e corajosamente e concordar com tudo assim como é”, nos ensina Hellinger, em O Amor do Espírito.
Desta forma, tenho visto pessoas se recuperando de suas questões de saúde, ou pelo menos, aprendendo a viver com mais leveza e prazer. 

Alex Possato

Curso de Constelação Familiar Sistêmica – clique aqui e saiba mais

Atendimentos em grupo e individual

Treinamento em Constelação Familiar Sistêmica em São Paulo

formação SP 2018

Olá gente!!! O caminho sistêmico e a forma sistêmica de pensar e agir vai se espalhando… Percebemos que o trabalho de constelação familiar vai mundo além da terapia e coaching: para quem mergulha de cabeça no processo, torna-se um jeito de viver, se comportar, se posicionar diante da família, do trabalho e da sociedade…
É assim que gosto de passar a teoria e prática da constelação familiar: algo vivo, que transforma minha vida (transforma porque constelação e dinâmica e orgânica) e vai transformar a sua também! Você aprenderá muito mais que uma técnica terapêutica para aplicar em grupo e atendimentos individuais!

O Treinamento em São Paulo começa agora, em fevereiro! Vamos barcar nesta grande “nave sistêmica”?

Alex Possato

Datas:

Módulo 1 – 17 e 18  de fevereiro de 2018 (Ordens do Amor)
Módulo 2 – 10 e 11 de março de 2018 (Pais e Filhos)
Módulo 3 – 14 e 15 de abril de 2018 (Relacionamento Afetivo)
Módulo 4 – 12 e 13 de maio de 2018 (Ordens da Ajuda)
Módulo 5 – 14 e 15 de julho de 2018 (Movimento do Espírito)
Módulo 6 – 11 e 12 de agosto de 2018 (Constelação Familiar na Prática)
Módulo 7 – 22 e 23 de setembro de 2018 (Técnicas de atendimento individual)
Módulo 8 – 20 e 21 de outubro de 2018 (PNL e constelação sistêmica – aprendendo a ler o seu cliente)
Módulo 9 – 17 e 18 de novembro de 2018 (Prática em grupo e individual e entrega de certificados)

Horário: das 9h00 às 18 horas (sábado e domingo)

Local: Espaço Maestro – Rua Maestro Cardim, 1.170 – Paraíso (7 minutos do metrô Paraíso e Vergueiro)

Valor: R$ 6.500,00 (10 x R$ 650,00) ou 5% de desconto à vista
Inscrição: R$ 650,00 no ato da inscrição (será considerado como a primeira parcela do Curso)

Para se inscrever clique aqui e preencha o formulário

Informações e inscrição: cursos@alexpossato.com
Informações pelo telefone: (11) 97179-0400 com Patricia

 

Como é o meu treinamento para facilitadores de constelação familiar sistêmica?

constelar

Recebo perguntas e dúvidas de muitas pessoas a respeito do treinamento de constelação familiar. O que é muito natural, afinal, a terapia criada por Bert Hellinger ainda é um bebê, considerando, por exemplo, o trabalho pioneiro de Freud.

Então, para situar você a respeito de “como se aprende constelação”, vamos acompanhar um pouco a evolução da terapia ao longo dos anos. Em primeiro lugar, é importante entender que Hellinger nunca realizou um treinamento de constelação, ou um curso para formação de facilitadores. Ele sempre fazia seminários, e é o que continua fazendo. Nestes seminários, de um, dois ou vários dias, discorria sobre temas, fazia muitas constelações, e em geral o público era expectador do trabalho – embora, se você conhece a constelação familiar, sabe que não existe mero “participante” de constelação, afinal, todos nós entramos no campo e sentimos os efeitos do trabalho ocorrendo.

Os consteladores pioneiros no Brasil participaram ativamente destes seminários, e em algum momento se sentiram capacitados a treinar candidatos a facilitadores. Esse movimento foi espontâneo, pioneiro, e não havia uma regra, um roteiro a ser seguido. De certa maneira, isso ainda continua: o treinamento é livre, não existem órgãos que regulem a constelação sistêmica – nem a prática, nem o ensino.

Minha professora, Theresia Spyra, alemã residente no Brasil, aprendeu com Mimansa Ericka Farn, outra alemã, talvez a terapeuta que acompanha Hellinger a mais tempo – quase 40 anos. Mimansa, assim como Theresa, tinham um método de ensino bem vivencial. As apostilas eram quase que inexistentes, e apesar do treinamento estar dividido em módulos e temas, o trabalho dependia muito do que o grupo apresentava no momento. Dependia muito da fenomenologia, que é a base da constelação: os fenômenos que se apresentam, no “aqui e agora” do trabalho terapêutico.

Eu, especificamente, a partir de 2008, participei de cinco treinamentos de constelação com Theresia. E mais centenas de horas de vivência em grupos de constelação. Depois disso, ainda hoje, participo de seminários diversos, com Hellinger, Sophie, e outros consteladores… considero-me um eterno aprendiz. Assim, em  2012, comecei a desenvolver a minha forma de ensinar constelação, procurando seguir o modelo deixado por Hellinger nesta época: o movimento do espírito, onde as constelações são mais espontâneas, os movimentos dos personagens mais fluídos, o tempo de silêncio prolongado, o uso de frases é pontual, não existe praticamente intervenção no posicionamento dos representantes – como era prática anterior feita por Hellinger, e muitas vezes, não sabemos quem são os personagens que surgem nas constelações. Antes, eram colocados especificamente pai, mãe, filhos, avós, abortos, etc.

A forma de constelar veio mudando ao longo dos anos. Fortemente influenciado por Jacob Moreno e o seu psicodrama, onde as questões trabalhadas eram teatralizadas, e também com influências da PNL – metaposição e linguagem do corpo, de Virginia Satir e sua escultura familiar e em posse das teorias da terapia contextual de Ivan Boszormenyi-Nagy, além de ser psicanalista, terapeuta primal, entre outros caminhos, Hellinger partiu de um modelo mais marcado e dependente da intervenção do terapeuta, para algo mais livre e fluído, onde a atuação do terapeuta é extremamente sutil – e acreditem!-  é muito mais exigente permanecer nesta postura em estado total de presença e permissão. Saiu quase que totalmente do campo do entendimento racional, para o campo da experimentação sensorial e intuitiva. Porém, é importante lembrar: Hellinger é um terapeuta com décadas de estudos e trabalho. Que viajou continentes para estudar e aprender conceitos direto da fonte: por exemplo, estudou análise transacional com Erick Bern. Assim, na minha visão, só é possível permitir efetivamente o Movimento do Espírito na constelação familiar com muito conhecimento terapêutico – não é simplesmente um exercício de “deixar e vamos ver o que acontece”.

As Ordens do Amor na prática

Tenho instruído ultimamente meus alunos a estudar, ler muito. Não somente Hellinger – sim ele é o principal. Mas entender um pouco de PNL, Gestalt, psicodrama, psicanálise, ler Freud, Bern, Lowen, entre tantos outros desbravadores deste campo infinito da psicoterapia. Ainda mais num país onde tantas pessoas possuem sensibilidade extrema, alguns atuando com seus dons mediúnicos de diversas linhas, confundir “as estações” e deixar de fazer trabalho terapêutico para virar aconselhamento ou cura energética é um risco. Às vezes o trabalho até pode ser válido (muitas vezes o é), mas deixa de ser constelação.

E para ser constelação, entender, vivenciar e absorver as Ordens do Amor, teoria base de Hellinger, é fundamental. É neste ponto onde me dedico mais e mais. Embora as Ordens não sejam difíceis de compreender intelectualmente, elas são muito complicadas de praticarmos. Por exemplo: Quantas vezes nos achamos melhores ou mais capazes que nossos pais? Quantas vezes nos sentimos responsáveis por cuidar dos irmãos adultos. Quantas vezes nos apoiamos emocionalmente em nossos filhos? E a questão do estar aberto a receber? Ou fechado para dar? E ainda: quantas vezes excluímos e condenamos ferozmente pessoas que não seguem nossos padrões de crenças?

Instigo meus alunos a perceberem estas situações, e buscarem os pontos emocionais afetados. Não é possível praticar constelação, sem se entregar totalmente às Ordens do Amor. E estar a cada dia melhorando, se abrindo para a inclusão, para a transformação interior. É a minha forma de trabalho. Quando vejo alunos seguindo estas diretrizes, é nítida a modificação na vida deles, ocorrendo: melhores relações, transformações intensas, mudanças, trabalhos novos, a liberdade chegando. Assim, percebo com alegria que este aluno poderá permitir as mesmas transformações na vida dos clientes que atender. Porque a constelação, para mim, não é uma técnica, mas um caminho de vida. E num caminho, podemos guiar somente na região que conhecemos.

Treinar, treinar, treinar

Como vim da escola da Theresia e da Mimansa, o método de trabalho que adotei é bem vivencial. Eu diria 30% de teoria e 70% de prática. E para praticar constelação, temos que trazer nossas questões, nossos problemas pessoais para o campo. Forneço material didático – apostila – bem detalhada, e a cada ano vou acrescentando dados, modificando, porque é importante abastecer o cérebro com conhecimento. Mas a prática de constelação é fundamental. Até porque, para aprender a constelar em grupo ou individualmente, é fundamental colocar-se como facilitador.

O Projeto Incluir é também um diferencial do meu curso. É um projeto sem fins lucrativos, onde os alunos e ex-alunos atendem pessoas da comunidade, clientes com questões reais, e treinam constelar em grupo. Estou pensando em abrir o projeto para o treinamento de constelação individual também. Dessa forma, na prática, o aluno se desafia, se percebe, vê os pontos positivos e os pontos onde precisa se desenvolver, num ambiente muito próximo do que será o seu trabalho de dia-a-dia como terapeuta. E eu supervisiono.

Meditação – o mergulho nas percepções além do pensamento

Deixei para falar da meditação por último, de propósito. Vejo que uma das maiores dificuldades do ser humano é entrar em contato com o sentir. Muitas pessoas “pensam que sentem”, mas estão somente pensando. O pensamento não é sentir. Sentir é corpo. Independe da interpretação que seu pensamento dará. Você pode sentir uma pontada no rim. Um calor nas mãos. O suor no pescoço. A tontura na cabeça. Você pode transcender e sentir paz. Sentir o peito se apertar. Desejo sexual. Formigamentos. Contração ou relaxamento muscular. São milhares as sensações que ocorrem no seu corpo, durante um curto período de tempo.

Para se constelar, aproximando-se dos Movimentos do Espírito, é fundamental sentir, e sair da racionalidade. Sair do “querer entender”, ou do “querer resolver”. Pausar. Fazer as coisas mais devagar. A vida possui um caminho sutil desenhado para cada um de nós, que é o movimento do espírito, e o excesso de pensamento e a ação atrapalha ou impede vermos o caminho.

Sendo assim, treino um pouco de meditação sempre, nos cursos. Geralmente com músicas de fundo. Mas também em silêncio. E oriento o aluno a procurar meditar em outros locais, onde se sentir a vontade. Aprender a desacelerar. Talvez isso possa parecer um pouco incongruente com o aprender – como entender algo sem pensar? – mas eu garanto: é assim mesmo! Você se espantará com a assertividade que existe, quando seguimos este fluir do caminho, e não as respostas prontas que damos através da mente. Neste ponto, a constelação se une ao autoconhecimento profundo. Quanto mais você mergulha nesta forma de percepção, mais você se expande. Mais se liberta. Mais sabedoria percebe em si. Mais resoluções clareiam, magicamente, à sua frente. Menos apego às coisas e pessoas terá. É um caminho que exige perseverança, não há dúvida.

Eu sempre continuo a disposição para incentivar e apoiar todos meus alunos e ex-alunos. Sei que, às vezes, é necessário recorrer à ajuda de alguém. Também estou no meu caminho de sair da mente. De deixar-me guiar. Estou sempre em desenvolvimento – às vezes, com mais clareza, às vezes com menos. Caindo nos meus vícios e neuras, e me reerguendo – e também recorro à ajuda de outros, quando necessito. Por isso, não exijo absolutamente nada das pessoas que fazem o curso, a não ser se comprometerem a andar por este caminho. Alguns vão até onde conseguem e mudam a rota: o caminho do autoconhecimento é árduo, e a desconstrução dos próprios paradigmas é dolorosa. Não faz mal. Estão todos caminhando. Outros insistem – seja porque são perseverantes, ou teimosos, se identificaram ou porque acreditam. E confiam no trabalho que está sendo feito. Não por mim, mas pela constelação familiar sistêmica, da qual me coloco como instrumento – que estará sempre atuando dentro e ao redor de nós, quanto mais permitirmos. Em algum momento da jornada, esta pessoa se perceberá não um terapeuta, mas um farol. Recebe e permite tanta luz que, naturalmente, iluminará a jornada de outros. Sem esforço. Porque é natural.

Acho que é isso que gostaria de falar, neste momento! Um grande abraço pra você!

Tenha um dia cheio de bênçãos!

Alex Possato

Curso de Constelação Familiar Sistêmica – São Paulo 2015: Parabéns, pessoal!!!

Parece que este grupo de São Paulo – 2015 passou “várias vidas”… e quem sabe foi isso mesmo. Todos nós sorrimos, choramos, gritamos, ficamos com raiva, em alguns momentos tínhamos vontade de fugir para não mais voltar… Cada um, da sua maneira, deu conta até onde conseguiu dar conta, e todos que passaram pelos trabalhos, foram beneficiados… e também deram de si para que a alquimia sagrada da constelação familiar pudesse acontecer.

E enquanto isso ocorria, o ensinamento ia sendo incorporado, lentamente, não linearmente, intuitivamente, da forma como aprendi com Theresa Spyra, que viu despertar seus dons como facilitadora e instrutora através do trabalho de Mimansa, que por sua vez, bebeu na fonte original: Bert Hellinger.

Com alegria, percebi muitos dos corajosos estudantes conseguindo “se abrir” para o campo fenomenológico sistêmico, e sair da mente racional. E desta forma, perceberam, eles mesmos, maravilhados, as constelações começarem a ocorrer quase que espontaneamente! Sim… quase, porque sem este estado de presença, sem esta capacidade de perceber o campo e ao mesmo tempo, sem deixar que as próprias emoções, pensamentos e a energia do trabalho “contamine” o canal do facilitador, a constelação não se desenvolve a contento.

Por isso, parabéns! Vocês deram o primeiro passo no mistério que é viver a vida através do movimento sistêmico! E isso é muito mais que adquirir uma habilidade terapêutica. Na verdade, a habilidade já existe, e requer prática, desenvolvimento contínuo. O Curso é um “start”… Mas aprender a “sentir” o campo, ahhh…. isso não tem preço!

Aprender a “sentir sistemicamente” auxilia você a entrar e sair nas relações, com uma acertividade incrível. Auxilia o seu movimento do “aguardar” e respeitar fluxos e ciclos. Mostra claramente onde você está “forçando a barra”, seja num trabalho, num projeto, numa relação ou consigo mesmo. Abre espaço para ter compaixão de pessoas e situações que antes você negava com veemência, e até, violência.

Não tenho nenhum medo de dizer: a partir do “sentir sistêmico”, você se mostra um ser humano mais íntegro, puro, amoroso… Veja bem: você se mostra… não se transforma em algo melhor. Porque não existe algo melhor que você. Aquilo que você pode manifestar nesta vida, já está em si, e a constelação auxilia no processo de desempedir as nuvens ilusórias que encobrem a sua própria beleza, espontaneidade e amor.

Contem comigo e com o grupo! De forma prática, há muito o que aprender e treinar, a partir de agora. Participem do Projeto Incluir, venhum nos trabalhos que realizo. Façam um ou outro módulo que acharem necessário… Eu não me acho pronto, e também continuo treinando. Às vezes, vejo a Mimansa, que não é nenhuma “mocinha”, frequentando cursos e se aperfeiçoando…

Mas se não der, tudo bem também. Podemos receber as bênçãos de uma egrégora sempre que a olharmos com respeito, entendendo, com o coração, que “nós somos parte dela”… e dentro dela, somos pequenininhos, pequeninhos… Porém, somos parte desta família, assim como somos parte da nossa família de sangue! E somos parte de toda a família humana. No mais profundo, a exclusão é só uma ilusão, originada em algum momento muito antigo, onde alguma dor não pôde ser digerida… Este ilusão, cedo ou tarde, irá ceder…

Você faz parte! E sempre fará! Gratidão por compartilhar o seu Ser comigo!

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