A mãe dominadora (vídeo)

Vídeo novo no ar!
Sabe aquela mãe que ocupa todo o espaço da filha, e isso até parece “cuidar”, mas acaba se tornando uma forma de aprisionar? E o pior: ela também, por questões mal resolvidas com o pai, acaba jogando esta filha contra ele, transformando-a inconscientemente numa aliada contra o masculino, o que provoca uma grande dificuldade da filha em se relacionar, confiar e poder se abrir para o amor?
Este é o tema do vídeo que acabo de colocar no meu canal do Youtube! Vá lá, assine o Canal, curta o vídeo, comente!!!!

Nossos velhos pais

Conforme nossos pais envelhecem, é comum que nos achemos mais capazes que eles. Mais inteligentes. Mais lúcidos. Até pode ser. Porém, comumente se estabelece um jogo emocional que os filhos não se dão conta: a vontade de descontar neles todas as dores antigas de rejeição, tratamento diferenciado entre irmãos, maus tratos, descasos… E sob o pretexto de que estamos fazendo o melhor para eles, passamos a desrespeitar suas opiniões, suas vontades e até suas incoerências, como se tivéssemos o direito de controlá-los. Tornamo-nos pais dos nossos pais, quer dizer, nos colocamos no lugar dos nossos avós.
Sistemicamente, o que ocorrerá? A mesma reação (às vezes inconsciente) que os pais tinham em relação aos avós será despejada contra os filhos. E o pior: os filhos, que gostariam de ver seus esforços valorizados, reconhecidos, sentir-se-ão menosprezados mais uma vez. Como nós estamos fora de lugar, nossos filhos também não nos respeitarão. O jogo do sofrimento se perpetuará, reacendendo mágoas antigas.
Claro que em casos de incapacidade mental, é diferente. Porém, a maioria das vezes observo somente birra e picuinhas desequilibrando a relação entre pais idosos e filhos.
Seria tão mais fácil dizer: sim papai! Sim mamãe! Vocês têm razão! E sorrir, mesmo que às vezes as decisões deles sejam meio incoerentes, até infantilizadas. Tudo bem! Eles têm o direito! Eles são os grandes. Nós, os pequenos.

 

Alex Possato


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Eu escolho adoecer

 

O jovem estava no carro, com seu melhor amigo. Um descuido, um acidente, e o melhor amigo morreu. Sem ter esta consciência, a partir deste instante o rapaz que sobreviveu carregou a culpa por não ter ido no lugar do amigo. E fez um pacto: já que não posso morrer agora, vou fracassar na vida, assim, através do meu sofrimento, honrarei a morte dele.
Todas estas percepções vieram após uma constelação familiar. A solução, nestes casos, é reconhecer a própria impotência diante da situação, e entender que o Destino é o “grande”, e nós somos os pequenos. Este tipo de mentalidade, de quem deseja se sacrificar para salvar pessoas, é um pensamento infantil e que vai contrário à vida.
Quantas vezes, inconscientemente, nos envolvemos num pacto de sofrimento, por termos presenciado cenas na infância extremamente dolorosas? Filhos de pais alcoólatras, mães neuróticas, ou presenciando a morte de familiares com doenças fulminantes… Por amor, falamos para nós mesmos: eu queria tanto salvá-los! E como isso é impossível, entramos no mesmo ciclo de adoecimento. “Quando esse amor infantil e trazido à luz, talvez essa criança – agora adulta – perceba que não pode superar a doença, o destino e a morte do outro através do seu amor e dos seus sacrifícios, mas que deve se expor a eles, impotente e corajosamente e concordar com tudo assim como é”, nos ensina Hellinger, em O Amor do Espírito.
Desta forma, tenho visto pessoas se recuperando de suas questões de saúde, ou pelo menos, aprendendo a viver com mais leveza e prazer. 

Alex Possato

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Pais e filhos constelados

Os pais, ao olhar da constelação familiar sistêmica, deveriam sempre ter muito orgulho de serem pais. Mesmo que reconhecendo seus erros, suas deficiências, seus destemperos: fizeram o melhor pelos filhos, que cresceram e estão prontos para a vida. Darão certo? Terão sucesso? Isso não é mais assunto dos pais. Eles os liberam para que sigam o caminho, e possam transmitir o melhor deles em nome de todo o sistema familiar, de toda a ancestralidade.
E os filhos, ao contrário, mesmo reconhecendo que talvez tenha havido deficiências na educação, no trato, que muitas coisas doeram, entendem que os pais agiram da forma como agiram porque aprenderam com os avós a serem assim. E que carregam muitos traumas e dores – deles e do passado familiar, e não poderiam ter feito melhor. Reconhecem que os pais deram o que puderam para eles e não exigem mais nada. Seguem de peito erguido, confiantes, sabendo que atrás deles a força (simbólica) dos pais os sustentam. E caminham com gratidão, fazendo a vida do jeito que acham que é o correto. Estão livres para acertar, errar e crescer.

Assim são pais e filhos que estão em paz com o próprio passado.

Alex Possato

 

Você faz diferente da sua família? Sorria!

Quando você busca experiências diferentes do senso comum da sua própria família, está trabalhando inconscientemente para o crescimento e sobrevivência dela – embora isso possa ser visto como rebeldia e até ofensa. Portanto, relaxe, se sua família jamais entender o porquê você toma determinados caminhos ou faz determinadas escolhas.
Li uma definição totalmente lógica e motivadora que justificam nossas ações que, de certa forma, confrontam com ideias pré-estabelecidas dos nossos pais e parentes. Entendendo isso, podemos perceber que não é uma forma de combater nossa família, quando escolhemos caminhos e possibilidades que eles não gostam e até negam. Fazemos porque isso é natural. Da mesma forma, será natural que eles rejeitem, e esse é o preço que temos que pagar. Diz Octavio Diniz, em Constelaciones Familiares – manual del facilitador: “Um sistema se define tanto a partir das dinâmicas internas que se dão em seu interior como pelas fronteiras que estebelece com o mundo exterior. Estes limites, que separam a família do que a rodeia, geram uma dinâmica peculiar, já que são limites herméticos e ao mesmo tempo permeáveis.
Por um lado, uma família somente se define de um modo autorreferencial, diferenciando-se do resto das famílias e como um subsistema particular dentro da sociedade em seu conjunto.Por ser um sistema, a família é hermética e fechada em si mesma.
Mas por outro lado, um sistema somente cresce e se perpetua no tempo através de sua capacidade de abrir-se ao exterior e de mesclar-se com elementos de outros sistemas. As famílias se mantém no tempo pela entrada de pessoas alheias a si mesma, e que provém de outros sistemas familiares. Assim, o clã tende a perpetuar umas normas ou regras de funcionamento, mas estas se vem modificadas pela incorporação de pessoas pertencentes a outros sistemas, que trazem consigo suas próprias normas.”

Alex Possato