Vítimas e agressores em paz

Sempre que vejo pessoas assumindo uma posição de defesa de vítimas, de forma intransigente e cheia de raiva contra o agressor, entendo que esta pessoa atrairá um destino muito pesado para ela. Esta é uma lei sistêmica. Agressores e vítimas fazem parte de um jogo maior, estão a serviço de algo que precisa ser mostrado na família ou na sociedade.
Ambos estão a serviço, inconscientemente. Como diz Bert Hellinger, olhando através de uma consciência maior, não há certos e errados. Bons ou maus. Tudo é como é. Da maneira como é.
E quando não conseguimos agir a partir desta consciência maior, agimos através da consciência menor, que sempre irá separar, julgar, condenar. Olhemos os justiceiros. Em geral, morrem tragicamente. E muitas vezes, estes justiceiros, em nome daquilo que defendem, causam tanto mal quanto os agressores. “O agressor age, enquanto a vítima sofre. Julgamos tanto mais culpado o agressor e tanto mais grave o seu ato quanto mais indefesa e impotente for a vítima. Após o fato, porém, ela raramente continua indefesa. Pode agir e exigir do culpado justiça e reparação, colocando um ponto final na culpa e possibilitando um recomeço.
Quando a própria vítima não age, outros agem no seu lugar, porém, com uma diferença: o dano e a injustiça que causam em seu lugar são muito piores do que se a vítima tivesse exigido justiça e se vingado por seus próprios meios”, explica Hellinger.
Desta forma, entendemos que sempre haverá erros a serem reparados e esta roda não para de girar.
Quando ela pode parar? Quando agressor e vítima se reconhecem como iguais. Ou quando a dor e dano tiver sido tão, mas tão excessivos, que ambos se reconhecem como derrotados e podem partir.

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Não é você quem cura

Não é você quem cura! Você se coloca a disposição, e alguém lhe auxilia (4)

Quando estamos num trabalho de cura, muitas vezes nosso campo se conecta ao campo de outros curadores que vieram antes. Assim, algo maravilhoso pode ocorrer. E não seremos nós, terapeutas, que estamos curando alguém.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Bert Hellinger, no livro “A Cura”, acredita que podemos nos conectar com “aliados”, como ele mesmo diz, que nos conduzem num trabalho de cura. Muitas pessoas terão a tendência de colocar suas crenças espirituais para interpretar uma situação assim. Porém, eu o convido a se abrir somente para a idéia do campo morfogenético que se demonstra nas constelações: da mesma forma que podemos nos conectar com alguns tipos de informações do passado familiar de pessoas que nem conhecemos, acredito que o terapeuta também pode se conectar com informações terapêuticas e experiências já vivenciadas por outros. Sejam pessoas da nossa família ou não. Bert Hellinger concorda que existem estas possibilidades e que elas são reais, práticas e efetivas. Diz ele: “⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Ao nos abrirmos para essa dimensão da nossa existência (nota: sobre a possibilidade de sermos conduzidos por algo além da nossa consciência pessoal no trabalho de cura), pedimos ajuda aos nossos aliados, quando não sabemos como prosseguir, pedindo aos mesmos que nos mostrem. Como? Muitas vezes imediatamente, ao nos atrevermos a fazer algo que não nos parece possível com as nossas próprias mãos.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Mesmo assim, olhamos ao mesmo tempo para além deles, para o que está por detrás deles, para seus aliados e para o poder criativo ao qual todos eles servem. Curvamo-nos diante dele, sabendo que a salvação encontra-se exclusivamente em suas mãos” (Bert Hellinger, A Cura)

Alex Possato

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