Traumas repetitivos na relação afetiva (vídeo)

Novo vídeo no canal do Youtube! Desta vez, falo sobre a repetição de padrões em relacionamentos afetivos: sabe aquela pessoa que sempre encontra um parceiro com vício? Ou o cara que acaba virando “cuidador” de alguém, o tempo todo? Aquelas relações de opressão que se repetem? É sobre estes padrões dolorosos de relacionamento que falo, suas origens e possibilidades de solução! Dê uma olhada no vídeo, e assine o nosso Canal!!!

Criando intimidade

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Relacionar-se exige entrega. Mas como entregar-se, se temos tantas dores e mágoas no coração? Quando a energia masculina e feminina se encontram nesta entrega, o casal explode em êxtase, cumplicidade e crescimento. Para ambos. Porém, a jornada até este encontro pode ser longa. Abrir-se para amar é o primeiro passo. Revelar-se, desnudar-se, baixar as armas e defesas, e saber aguardar o movimento do parceiro ou parceira é o segundo passo.

Através da constelação familiar sistêmica, iremos investigar:

–  como está a energia feminina dentro de mim?

– como está a energia masculina dentro de mim?

– como está a minha capacidade de me entregar ao prazer?

– quais as crenças sobre relacionamento, sedução, sexo e amor estão interferindo na minha forma de relacionar?

– como sustentar a energia de confiança e apoio, sem interferir na liberdade minha ou do outro?

 

Intimidade e maturidade

A intimidade exige maturidade. Maturidade tem a ver com saber lidar com as próprias projeções que jogamos no outro, no sexo, na instituição denominada casamento ou na relação afetiva… e não embarcar nesta viagem. Usufruir sim, da parceria, compartilhar, mas saber que a felicidade é alcançada internamente, através da constante busca pelo significado da vida. Ir além das mágoas e dores da infância. Ir além dos padrões aprendidos pela família.

Como é a energia masculina que me habita? E a energia feminina? Estou em posse destas energias, ou elas encontram-se bloqueadas? Em conflito? Quem eu sou? O que eu vim fazer aqui? E o outro, o parceiro afetivo – atual ou futuro – será um guia, um mestre nesta jornada, auxiliando-o a ver, através da posição de espelho, onde você se encontra. Assim como você será um mestre ao outro. Espontaneamente. Sem nada forçar. Sem nada querer.

Convido você, que está em um relacionamento afetivo ou não, a vir compartilhar esta jornada conosco. Abrir-se para a excitante aventura de se entregar para alguém, com consciência e pés no chão, mas também, com confiança e abertura para a aventura. A grande aventura do amor a dois – que invariavelmente, levará você para dentro de si. O melhor de si.

 

 

Quando, onde, quanto?
21 de agosto de 2016 (domingo)

Horário: das 9 às 18 horas
Local: Mundo Natural – Teresina – PI
Valor sugerido: R$ 260,00
Inscrição: tarcila_macedo@hotmail.com
(86) 9920-8249 (com Tarcila)

 

Facilitador


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Alex Possato é terapeuta e professor de constelação familiar sistêmica. Em seu segundo casamento, pai de dois filhos, entende hoje que a relação afetiva é uma construção feita no dia-a-dia, envolvendo flexibilidade e posicionamento, apoio e independência – mas antes de tudo, a libertação dos padrões familiares inconscientes pesados, que provocam dores e sofrimento na relação. Está envolvido desde 2008 com a constelação, é coordenador do Projeto Incluir – Laboratório de Constelação Sistêmica, atua na condução de vivências por diversas regiões do Brasil e cursos de treinamento de constelação familiar sistêmica em São Paulo, Goiás, Brasília e Piauí

 

O risco de ser verdadeiro no relacionamento afetivo

ouvir

Uma relação se constrói a cada dia. Passado aquele período de paixão, onde nos perdemos nas loucas delícias do amor embriagante, vem o instante da consciência. E agora?
A tendência de entrarmos no script tradicional, seja imitando o que aprendemos com nossos pais, seja fugindo do que ocorreu na nossa família, é enorme.
Há que se ter atenção. Script não é relação.
Existe um homem que precisa ser visto. Existe uma mulher que precisa ser vista. E existe uma Alma comum aos dois, que precisa ser vista.
O homem deseja uma coisa. Possui seus sonhos, desejos, suas dificuldades emocionais e crenças rígidas. A mulher, idem. Tem suas experiências, suas dores, seus hormônios. Sonhos, desejos e neuras… bem diferente do homem.
Deveríamos aprender somente a ouvir o outro. Abrir nossa mente e coração, criando um porto seguro, onde o outro não teria medo de ser confrontado, ridicularizado, desprezado, por mostrar ser quem é. Por mostrar suas fraquezas e virtudes. E deveríamos aprender a nos revelar ao outro. Sem medo de parecer ridículo. Cafona. Deselegante. Frágil. Estúpido.

Uma das maiores agressões que percebo num casal é a tentativa de um mudar o outro. Como se este fosse melhor que aquele. A pessoa não percebe, mas é extremamente desamorosa esta atitude. Arrogante e desrespeitosa. Mas possivelmente é o que aprendeu a fazer, observando as relações que seus próprios pais tiveram.
Talvez o primeiro passo para a harmonia do casal seja ouvir o outro. E permitir-se falar de si. Muitos casais terão muita dificuldade disso. Talvez nem sobrevivam à verdade das revelações. Porque cada um não dá conta da própria verdade. Mas se você quer mesmo uma relação nutritiva, construtiva, desafiante e prazerosa, é preciso passar pela fase da comunicação.

Comunique suas emoções mais profundas, no momento adequado. Crie um espaço para isso, e mostre-se com toda a integridade que for capaz. Fale de seus medos. Fraquezas. Vontades. Angústias. Ira. Deixando sempre claro: isso é meu! Estou comunicando algo que se passa em meu íntimo. Você não é o culpado por isso, nem o responsável por mudar meu estado de espírito.

Qual o risco da revelação?

O risco é aparar muitas arestas que, de outra forma, ficam escondidas, latentes, prontas para explodir na primeira situação de estresse. O risco é acender a confiança plena em si e em relação ao parceiro. O risco é criar um relação adulta, que permite resgatar e florescer as brincadeiras da criança apaixonada que você foi um dia. O risco é descobrir que você ama perdidamente seu parceiro, sua parceira… porque amor só vive em liberdade… e liberdade necessita de verdade como alimento para se eternizar…

Parceiro de quem se ama

Eu e minha "parceirona"... em contato com nossas sombras, no Caminho de Santiago
Eu e minha “parceirona”… em contato com nossas sombras, no Caminho de Santiago

É muito bonito ver um casal onde um apóia o outro em seus projetos, ao mesmo tempo em que ambos possuem independência para seguirem seus caminhos. Ninguém se sente abandonado porque o outro está em busca da sua realização, e deixa de se dedicar 100% do tempo para planejar e concretizar seus planos. E ninguém se sente responsável por erguer o outro, quando este naufraga. Mesmo assim, ambos estão juntos, continuam se apoiando, sendo amigos nas derrotas que inevitavelmente a vida traz, e curtindo as vitórias e sucesso conquistadas.

Uma relação assim só é possível em estado de presença. O que significa isso? Bem… estado de presença é a capacidade que todos nós temos de viver no aqui e agora, observando nossos pensamentos, nossas emoções e os fatos que ocorrem em nossa volta, sem deixar que nosso juízo de valores e questões emocionais mal resolvidas interfiram na nossa atitude.

Vou dar um exemplo: seu parceiro foi derrotado em algum aspecto da vida – financeiro, saúde ou emocional. Ele fica raivoso e quer dar a volta por cima de qualquer maneira. Você se sente, em primeiro momento, ansiosa e quer ajudar, até para acalmá-lo, pois ele nervoso lhe traz medo. Porém, você respira algumas vezes, percebe o seu medo que foi disparado pela situação, e o assume totalmente: este medo é meu! E percebe que a irritação e a ideia de derrota é dele, do seu parceiro. E internamente, entende que não há necessidade de entrar na onda da raiva, do medo, da necessidade de mudança na marra. Vê que, o melhor a ser feito, é permitir que tudo seja como é…

Uma sensação de paz lhe tomará, e não será incomum surgir um movimento silencioso de abraço, onde você permitirá que seu companheiro acalme em seus braços… você acolhendo totalmente a situação, sem nenhuma intenção de mudar… É um abraço amoroso, mas o Amor vem de um outro lugar, e pode curar tanto o seu medo, quanto a raiva dele. Você não está querendo nada. Nem mesmo abraçou porque pensou em fazer isso. Somente seguiu a intuição, quando permitiu-se sair dos seus próprios pensamentos e da sua própria emoção.

Esse exemplo é só um exemplo.

Em estado de presença, você saberá o que deve fazer. Não vem da sua mente. As ideias surgem… Às vezes, o silêncio. Às vezes, uma palavra mais incisiva. Às vezes, o se afastar. Às vezes, uma ação concreta.

Mas entenda uma coisa muito importante: você é responsável somente pelo seu bem estar. Se alguém pode lhe fazer feliz, é você mesmo. Você, consciente disso, com certeza será um bom parceiro para alguém que estiver ao seu lado. E pela lei da sincronicidade, você encontrará alguém que também estará equilibrado, como você. Os seus problemas emocionais, suas neuras, seus conceitos distorcidos, isso cabe a você tomar consciência, e resolvê-los. Assim como os problemas do outro, são de responsabilidade do outro.

O que não significa que você não está nem aí para os problemas do outro. Pelo contrário, em estado de presença, você está totalmente presente para o outro, quando estão juntos. Seja nos momentos bons, seja nos momentos difíceis, existe uma troca, uma cumplicidade muito grande.

Talvez você se pergunte: mas como encontrar uma relação assim? Não tenha dúvidas: na medida em que você se conhecer mais e mais, assumir a responsabilidade pelos seus problemas, estar em paz com a sua sombra e também em harmonia com a sua luz, as suas relações vão se alterando igualmente. A qualidade dos relacionamentos aumenta.

Porém, não se esqueça: você não tem o poder de fazer uma relação ser boa ou ruim. Nem o poder de mudar o outro. O amor e a compaixão não respeita o querer ou o não querer. É algo que acontece… é um presente divino, que chega de acordo com a vontade Dele. E quando acontecer, receba as dádivas que o universo está lhe dando, e aprenda com isso. O ser humano carente imagina que o relacionamento afetivo existe para que o outro nos faça feliz. Mas a realidade mostra que isso não passa de uma fantasia infantil. Parece que Deus criou um homem e uma mulher, e os uniu pelo poder da paixão, para que aprendamos a ter mais tolerância conosco e com o outro, e assim, possamos em algum momento, verdadeiramente amar uns aos outros. Como em qualquer lição de escola, enquanto não aprendemos, temos que repetir a prova. Depois, estamos livres. E, quando amamos verdadeiramente alguém, o deixamos livre. Se podemos dar a liberdade a alguém que nos é tão especial, podemos amar e deixar livre toda humanidade. E ao mesmo tempo, ser parceiro de muitos. É um caminho longo. Mas totalmente possível. E que muitos já estão experimentando.

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Gratidão a todos os relacionamentos

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Como a constelação familiar é maravilhosa. Após perceber um incômodo imenso ao presenciar dezenas de situações onde as pessoas estavam ferindo e se ferindo, usando e deixando serem usadas, em nome da busca de uma relação ideal, uma frase dita ontem porLuciana Cerqueira trouxe uma grande compreensão ao meu ser: algumas pessoas nunca terão uma boa relação. O sistema familiar internalizado está emaranhado demais para que isso possa acontecer.
Fato é que essa frase me aliviou. Tenho lutado uma luta inglória, tentando provar que as únicas relações que valem a pena são aquelas onde existe respeito, amor, tesão, cumplicidade e amizade.
É isso que procuro, lógico. É isso que merecemos, acredito. Porém… as más relações fazem parte… Como podemos aprender a amar, respeitar, ter prazer com um parceiro, se não passamos pelas duras lições do desamor, do engano, da traição? Notei que, no íntimo, eu estava dizendo não para a relação ruim dos meus pais. Dos meus avós. Dos meus antepassados. Mas com relação ruim ou não, eu cheguei até esta vida graças a eles. Portanto, existe um Amor maior em todas as relações. Um amor que permite aos homens nascerem, crescerem, se desenvolverem, amadurecerem… Se a humanidade dependesse de relações de contos de fada, não existiria.
Agora posso entender com mais profundidade a frase de Bert Hellinger, onde o pai ou a mãe diz ao seu filho: eu te dei a vida. O resto você faz por si mesmo.
Em paz com as relações péssimas do passado, posso me abrir para algo diferente. E viver mais presente, na relação que estou. Com consciência, entendendo que o bom ou ruim é muito mais a forma como lido e aceito a realidade, do que a busca de algo que não existe, para fugir das dores que existiram algum dia.

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