Constelação Familiar em São Paulo, com Alex Possato

Paper cut of Family

Olá, pessoal!

A constelação familiar em grupo é para mim uma ocasião onde posso passar um pouco deste conhecimento precioso de Bert Hellinger, auxiliando efetivamente no seu desenvolvimento pessoal e até profissional, ao entrar em contato com as Ordens do Amor e entender os padrões herdados que interferem na sua vida.

Além disso, é um mergulho no “campo sistêmico”, um ambiente de ressonância e sincronicidade onde emoções profundas são compartilhadas, e a partir disso, os participantes – de acordo com a própria vontade e mérito – têm a oportunidade de libertarem-se de medos, dores, traumas, conflitos, tristezas. Acessam assim a alegria de viver, a energia de reconciliação, aprendem a colocar limites e também a não invadir. Enfim, um trabalho muito especial!

Espero ver você! Até breve!

Alex Possato

18 de outubro de 2018 (quinta-feira)
Constelação Familiar em grupo ( 5 vagas ) – das 15 às 21h
Valor sugerido para constelar: R$ 500,00
Valor sugerido para participar: R$ 50,00
Informações: atendimento@alexpossato.com ou (11) 99791-7211 (whatsapp)
Inscrições: https://goo.gl/forms/CsqjJWWloUwjpdQx2
Rua Maestro Cardim, 1170 – Paraíso (próximo a estação de metrô Paraíso e Vergueiro)

Vivência: O Dito e o Não Dito, em São Paulo

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O dito e o não dito

O olhar sistêmico na comunicação do casal

A interação como casal aproxima dois universos muito diferentes entre si e cria intimidade. Por isso mesmo, também traz desafios, especialmente alinhar a comunicação. O que um quer? O que o outro quer? Ambos são convidados a se entregar ao Amor e à comunhão, mas não foram ensinados a expressar suas verdades. Nem a ouvir o outro com o coração. Assim, o vínculo entre ambos vai enfraquecendo.

Se você está disposto a aprofundar no Amor, e quer aprender a se posicionar dentro de uma relação afetiva madura, sem repetir novamente os padrões de dores, abusos e separação já vivenciados no passado, este é o momento. Você irá “sentir” e exercitar a linguagem emocional que leva à cura, à reconciliação e à integração.

Perguntas como estas serão respondidas (e vivenciadas!) neste workshop:

– como expressar, assumindo meus sentimentos, sem magoar o outro?

– como não se sentir atingido por aquilo que o outro diz?

– qual o mecanismo para baixarmos a guarda e entrar em sintonia verdadeira com o parceiro?

– como restabelecer a comunicação, após uma desavença?

– qual o papel do silêncio e da escuta empática na comunicação do casal?

– como fazer da relação um aprendizado de desenvolvimento pessoal, sem sentir-se pessoalmente atingido pelas atitudes do outro?

O casal de terapeutas Alex Possato e Luciana Cerqueira conduzirão você nesta jornada do despertar o amor compassivo para o outro através da comunicação curadora e saudável.

Junto com eles, você compartilhará aprendizados e desafios vivenciados pelo casal, fará dinâmicas em grupo, constelações sistêmicas, exercícios em duplas, meditará e respirará o Amor de diversas formas, e será incentivado a exercitar a linguagem emocional, a única capaz de aproximar o seu coração do coração do outro.

Para quem é?

Casais, não importando a orientação sexual. E também para o participante individual que deseja melhorar a comunicação na relação afetiva, esteja dentro de um relacionamento ou não.

Sobre os terapeutas

Alex Possato trabalha há 10 anos como terapeuta e professor de constelação familiar sistêmica, é facilitador de grupos terapêuticos, comunicador e estudioso do poder essencial da palavra desde que se descobriu apaixonado pela escrita e oratória.

Luciana Cerqueira é terapeuta de constelação sistêmica, terapeuta de Bênção do Útero, professora de yoga e facilitadora de vivências do Sagrado Feminino. Luciana considera a abertura ao outro e a escuta empática como fator primordial para a harmonia nas relações.

Quando, onde, quanto, inscrições

Vivência “O dito e o não dito”

Data: 1 e 2 de setembro de 2018 (sábado e domingo)

Horário: das 09h00 às 18 horas

Local: Espaço Elementos

Rua Gaspar Lourenço, 496 – Vila Mariana – São Paulo

Valor:
Individual: R$ 440,00 (R$ 220,00 para inscrição e saldo no dia)
Casal: R$ 792,00 (R$ 220,00 para inscrição e saldo no dia)

Informações: atendimento@alexpossato.com ou (11) 99791-7211

Inscrições:  https://goo.gl/forms/oere7yrSKm9KO6j73

Constelação Familiar em São Paulo, com Alex Possato

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Olá, pessoal! Amanhã dia 15 de fevereiro o Alex Possato estará em São Paulo para o primeiro grupo de Constelação Familiar Sistêmica de 2018.

Você tem uma questão emocional, algum problema de relacionamento ou conflito familiar que te incomoda, dificuldades recorrentes na área financeira ou profissional, algo que você sente que afeta algum aspecto da sua vida de forma intensa?
Saiba que você pode resolver estas questões e abrir-se para uma nova e mais equilibrada forma de viver.

15 de fevereiro de 2018 (quinta-feira)

Constelação Familiar em grupo ( 5 vagas ) – das 15 às 21h


Valor sugerido para constelar: R$ 500,00

Valor sugerido para participar: R$ 50,00


Informações e inscrições: atendimento@alexpossato.com

Local: Espaço Maestro
Rua Maestro Cardim, 1170 – Paraíso – São Paulo (ao lado do Shopping Paulista, 10 minutos do metrô Paraíso ou Vergueiro)

Treinamento em Constelação Familiar Sistêmica em São Paulo

formação SP 2018

Olá gente!!! O caminho sistêmico e a forma sistêmica de pensar e agir vai se espalhando… Percebemos que o trabalho de constelação familiar vai mundo além da terapia e coaching: para quem mergulha de cabeça no processo, torna-se um jeito de viver, se comportar, se posicionar diante da família, do trabalho e da sociedade…
É assim que gosto de passar a teoria e prática da constelação familiar: algo vivo, que transforma minha vida (transforma porque constelação e dinâmica e orgânica) e vai transformar a sua também! Você aprenderá muito mais que uma técnica terapêutica para aplicar em grupo e atendimentos individuais!

O Treinamento em São Paulo começa agora, em fevereiro! Vamos barcar nesta grande “nave sistêmica”?

Alex Possato

Datas:

Módulo 1 – 17 e 18  de fevereiro de 2018 (Ordens do Amor)
Módulo 2 – 10 e 11 de março de 2018 (Pais e Filhos)
Módulo 3 – 14 e 15 de abril de 2018 (Relacionamento Afetivo)
Módulo 4 – 12 e 13 de maio de 2018 (Ordens da Ajuda)
Módulo 5 – 14 e 15 de julho de 2018 (Movimento do Espírito)
Módulo 6 – 11 e 12 de agosto de 2018 (Constelação Familiar na Prática)
Módulo 7 – 22 e 23 de setembro de 2018 (Técnicas de atendimento individual)
Módulo 8 – 20 e 21 de outubro de 2018 (PNL e constelação sistêmica – aprendendo a ler o seu cliente)
Módulo 9 – 17 e 18 de novembro de 2018 (Prática em grupo e individual e entrega de certificados)

Horário: das 9h00 às 18 horas (sábado e domingo)

Local: Espaço Maestro – Rua Maestro Cardim, 1.170 – Paraíso (7 minutos do metrô Paraíso e Vergueiro)

Valor: R$ 6.500,00 (10 x R$ 650,00) ou 5% de desconto à vista
Inscrição: R$ 650,00 no ato da inscrição (será considerado como a primeira parcela do Curso)

Para se inscrever clique aqui e preencha o formulário

Informações e inscrição: cursos@alexpossato.com
Informações pelo telefone: (11) 97179-0400 com Patricia

 

O filhinho da mamãe: tirando a força do Homem (vídeo)

O filhinho da mamãe é aquele homem que foi criado na “esfera” da mãe, e teve pouca ou nenhuma influência do pai. Isso causa, neste homem, a dificuldade de utilizar os atributos masculinos com eficácia, como a ação, o foco, a capacidade de ir para a vida, a confiança… ao contrário, este homem se torna mais emotivo, cuidador, artístico, criativo, acolhedor… Quando a mãe “orbita” em demasia, carente e frágil! Esse homem terá dificuldade de manter compromissos afetivos, poderá se tornar um namorador, mas no fundo, busca nas outras mulheres uma mãe para ele. Dê uma olhadinha no vídeo! Conto, inclusive, que também me considero “um filhinho da mamãe”, devido à minha história e infância… mas em recuperação!!! Sem brincadeira, é muito bom ao homem, quando ele consegue, internamente, também validar a força e energia do homem, do pai, perceber-se como um homem… é o que falo neste novo vídeo!

Alex Possato

Neste texto, falo um pouco mais detalhadamente sobre o “filhinho da mamãe”: https://constelacaosistemica.wordpress.com/2016/01/19/o-homem-sufocado-pela-mae/

 

 

A crítica nos impede de amar

critica

 

Criticamos muito. Tudo aquilo que não se encaixa nos nossos paradigmas, são alvo da venenosa comparação. Julgamento. Condenação. Exclusão. Não percebemos que esta crítica, no fundo, é uma defesa contra aquilo que, de alguma forma, acreditamos que pode nos machucar.

Rejeitamos aquilo que nos assusta. Que nos amedronta. Que nos agride. Embora, em geral, jamais seremos atingidos pelas pessoas que criticamos. A crítica é um elaborado jogo da criança interior ferida, que depois de adulta, usa de argumentos lógicos e cheios de razão para defender-se de questões emocionais mal resolvidas do passado.

Por exemplo, quando pequeno, senti-me inferiorizado e ridicularizado pelo meu irmão e avô, que sempre sabiam mais, e na minha visão infantil, desprezavam o meu saber inocente e infantil. Eu era bobo. Burro. Ridículo. Estúpido. Ficava enfurecido com esta desvalidação, e depois triste, por não me sentir a altura do conhecimento deles. Por não poder fazer parte das conversas e brincadeiras.

Após crescer, quando alguém (e isso serve para qualquer pessoa, conhecida ou não, real ou do mundo virtual), de alguma forma desafia meus conhecimentos e posicionamentos, é muito normal que a raiva e a tristeza daquela criança ferida de antigamente volte. E aí detono a pessoa! Ou viro as costas. Bato, através das palavras. Ou abandono.

Enquanto estamos identificados com as dores do passado, não nos abrimos para o amor. Não validamos o que sabemos, nem respeitamos o saber dos outros. Criamos cisão. Nos isolamos no nosso mundo intelectual e emocional, e vemos o outro como possível inimigo.

O mundo das redes sociais viralizam a crítica. Somos conclamados a tomar partido contra isto ou a favor daquilo, em nome de argumentos às vezes bons, às vezes péssimos. O que há por detrás destas posturas? Ao meu ver, uma profunda ferida coletiva, onde tantos se sentem desvalidados, e crêem que, ao tomar partido, estão “pertencendo”. Mas a que custo chega esta sensação de “pertencimento”?

O preço a ser pago é excluir aquele que não pensa ou age como você…

Convido você que pense um pouco melhor antes de acreditar nas próprias críticas. Não digo: pare de criticar, mas sim… pare de acreditar que seus argumentos são verdades absolutas. E que por você ter suas verdades, quem não compactua consigo é inferior. Pergunte-se: quem me ensinou a criticar? Como critico a mim mesmo? Quais as experiências na infância e juventude tive, em relação a ver validadas (ou não) minhas opiniões? Aquilo que critico nos outros, tenho em mim também (mesmo que em formas ou graus diferentes)?

Após fazer esta autoanálise profunda, perceba se, pelo menos um pouquinho, você não está aberto e disposto a amar o próximo, mesmo que ele pense e aja diferente daquilo que crê…

Um só ser… infinitas formas de pensar e agir…

 

Alex Possato

Aprender a aguardar e ouvir os sinais

sinais

O velho índio, enrugado, respira com lentidão e olha para o nada, o vazio, fitando a imensa natureza e seus segredos. Logo antes, alguém da tribo havia lhe perguntado sobre uma decisão importante a ser tomada por todos, e lá se colocava o ancião. Pensando? Não: aguardando as respostas.

Essa era uma cena que eu, quando criança, gostava de ver em filmes de western, geralmente torcendo para que os índios conseguissem escapar dos homens brancos e salvar a tribo…

Ontem, conversando com minha filha até altas horas, me peguei dizendo algo assim, quando percebi a vontade dela decidir algo de forma muito imediata: deixe o tempo dizer. Não é necessário decidir nada, agora. Você saberá, no tempo adequado.

Desde que me envolvi no universo da constelação familiar sistêmica, comecei a aprender a perceber os movimentos, os ciclos, o tempo das coisas. E como vivemos numa sociedade onde os ciclos e tempos naturais não são vistos, em detrimento das nossas vontades mentais e muitas vezes desconectadas da verdade interior, acabamos decidindo coisas que trazem sofrimento. Para nós e para os outros. Quantas vezes prolongamos uma relação que já acabou? Quantas vezes fugimos de uma relação que ainda necessita de acertos finais? Quantas escolhas sobre caminhos profissionais tomamos, baseados no medo e no sentimento de carência? Quantas vezes deixamos nossos talentos definhando, por não aceitá-los adequadamente?

Queremos ter a resposta certa. Pois somos ensinados, desde pequenos, a ter a resposta certa. Como se, ao decidir, fôssemos tirar nota 10. Ter um ponto positivo da professora. Um elogio do papai ou mamãe. Esta forma de decidir não tem lugar para as dúvidas cruciais da nossa vida. Porque esta forma de decidir irá se basear em certos e errados aprendido pela nossa educação e convívio social, e nossa alma, que sabe exatamente o que é importante para nós, não é consultada nesta história.

Aprender com o não-fazer

Diferente das decisões racionais, onde queremos acertar, fugir da dor, perseguir o prazer, a alma busca o amadurecimento emocional e o crescimento espiritual. Às vezes, algo desagradável precisa ser vivido com paciência, até que aprendamos a lidar com as dores emocionais que até então não sabíamos lidar. Raiva, medo, angústia, rancor, ingratidão, ciúme, inveja, cobiça… Quantas e quantas vezes você é chamado, através de uma relação afetiva, ou um conflito no local do trabalho, uma disputa familiar, um prejuízo financeiro, uma doença ou mesmo um conflito interior, a olhar para estes elementos emocionais e… foge? Procura solucionar o conflito ou problema, ou sair dele, mas não olha os sentimentos seus envolvidos na questão?

Fato é que, ao aprender a lidar com estas emoções dolorosas dentro de si, você começa a se abrir para o entendimento maior. Para a compaixão. Para a amizade verdadeira e o perdão sincero.

A vida é uma grande oportunidade para a gente parar e observar. Um enorme campo meditativo está a nossa disposição, 24 horas do dia, pronto para trazer-nos lições valiosas, que quando aprendidas nos liberta energeticamente dos conflitos que nos prendem. Sim, estou afirmando! Ao aprender a lidar emocionalmente com fatos e pessoas que nos provocam, nos libertamos da necessidade de ter estas lições repetidas em nossas vidas.

Por isso, o grande segredo não é agir. Não é tentar eliminar as fontes de perturbação. Ao contrário, é observar. Sentir. Mergulhar no profundo do seu íntimo e ouvir os sinais. Esta vida é muito fugaz, e todas as relações são passageiras. E não viemos neste mundo para tranformá-lo num paraíso: viemos aprender a ser co-criador da nossa história. Co-criar significa, em primeiro lugar, estar em paz com as lições dadas pelo Criador maior de tudo isso. Não negar, lutar contra, achar-se injustiçado…

Mesmo não vivendo na natureza pura, como o velho índio estava acostumado, o mundo irá nos dar os sinais de como agir. Estes sinais podem vir numa ação inusitada de alguém. Na mensagem de um livro ou texto vindo pelas redes sociais. Na oferta de uma ajuda, ou no rompimento de uma parceria. Na frase de um personagem do filme que lhe ficou clara, na cabeça. No vôo de um pássaro ou no sorriso de uma criança. Nos sons do ambiente. Na sensação de ser bem recebido em algum lugar, ou mal recebido. Na percepção de prosperidade real em ações que tomamos.

Nosso trabalho não é tentar, a qualquer custo, entender os sinais. É observar. Respirar e ficar aberto para eles. E ao percebê-los, deixar que a mensagem se mostre clara na mente. Quando pensamos linearmente, somos capazes de estabelecer uma linha lógica do porquê temos uma determinada opinião. Mas quando “ouvimos” os sinais, as mensagens surgem, e não temos como dizer, racionalmente, as razões de tal pensamento.

A constelação familiar lida muito com estas respostas intuitivas. Poucas pessoas estão acostumadas a ela, e por isso, muitas me perguntam: mas o que preciso fazer? Qual decisão tomar? E via de regra, minha resposta é: aguarde! Observe! Dê tempo ao tempo…

As respostas que surgem deste lugar, são sempre surpreendentes, e nos levam para lugares realmente incríveis, que auxiliam na expansão da consciência e na abertura da alma… As ações que surgem daí, estão em sintonia com o nosso desenvolvimento maior… Por isso, dá prazer, paz e sensação de completude!

Alex Possato

 

Constelação estrutural: o que é e quais as diferenças para a constelação familiar sistêmica?

constelacao estrutural

 

Resolvi falar um pouco das constelações estruturais porque é um método ainda não muito conhecido por nós, brasileiros, que estamos mais próximos dos modelos deixados por Bert Hellinger. Então, acho que existe muito campo a ser explorado por esta forma de constelar, que possui também a sua magia e um caminho todo particular de trabalho e desenvolvimento.

insa-e-mathiasDesenvolvido pelos alemães Insa Sparrer e Matthias Varga von Kibed, esta técnica é baseada em estruturas fixas, que hoje abarcam mais de 100 modelos diferentes. Por exemplo, o Tetralema, o Triângulo de valores, a Constelação de um tema excluído, a Constelação referente ao problema, a Constelação focada na solução (especialmente baseada nos trabalhos de Steven de Shazer), entre outras.

Diante de tantos modelos, cabe uma pergunta: qual estrutura usaremos?

A resposta a esta pergunta tem muito a ver com a forma como o cliente apresenta a sua questão e realiza seu questionamento. E é lógico, existem estruturas mais “próximas” da linguagem do cliente, e isso caberá ao facilitador auxiliar na escolha.

Com forte influência da PNL – programação neurolinguística, a constelação estrutural auxilia na mudança da imagem interna que o cliente tem a respeito do problema que está trabalhando. Porém, por ser constelação, entendemos que estamos trabalhando durante o processo inúmeros níveis ao mesmo tempo, e não somente a busca de uma ressignificação: insights sobre acontecimentos da vida, relações familiares e ancestrais podem surgir paralelamente ao trabalho.

É importante no trabalho aprender a observar as estruturas, e não tanto o conteúdo temático. Tenho observado que muitas vezes o cliente se prende somente à busca do resultado de algo que está incomodando, quando o importante é olhar todas as partes envolvidas, pois quando temos uma visão madura, entendemos que a solução será sempre adequada conforme aprendemos a incluir as diversas partes do problema. Por exemplo, às vezes um cliente traz um problema de venda, mas a solução passa por ver questões na produção do produto, ou desavenças entre os sócios, ou ainda um desinteresse em relação às necessidades do comprador. Não é a estratégia de vendas a grande questão.

As constelações estruturais podem ser utilizadas nas seguintes áreas:

  • Terapia e mediação: conflitos pessoais, relacionamentos e família, desenvolvimento e crescimento pessoal
  • Consultoria e RH: gestão de mudanças, fusões, empresas familiares, seleção de pessoal, ambiente de trabalho, organização de departamentos, objetivos, equipes de projetos, situações de crise, conflitos entre áreas e departamentos
  • Marketing e vendas: lançamentos de produtos, marca, planos de negócio, abertura de mercado, simulação de cenário
  • Coaching e empreendimentos: desenvolvimento de carreira, reorientação profissional

 

Diferenças e semelhanças entre a Constelação Estrutural e a Constelação Familiar Sistêmica

 

  1. Ao contrário das constelação familiares tradicionais, onde colocamos membros da família como representantes, na constelação estrutural existe uma variedade de papéis e possibilidades para representar diversos sistemas. Por exemplo, o corpo humano, organizações, estruturas de decisão, objetivos, recursos, alternativas e até mesmo estruturas gramaticais. Assim, a constelação demonstrará uma imagem interno, onde as mudanças estarão focadas na solução.
  2. Na constelação estrutural, estimulamos e incorporamos a linguagem do cliente, quer dizer, a forma como ele vê e descreve as situações que iremos trabalhar.
  3. Da mesma forma como na constelação familiar, a estrutural se baseia em princípios semelhantes às Ordens do Amor, de Bert Hellinger: pertencimento, hierarquia e o fluxo do dar e receber. Assim, todos tem o direito de pertencer, aqueles que vieram antes tem prevalência sobre os que vieram depois, e aqueles que mais contribuem tem prioridade sobre os que menos contribuem.
  4. O ingresso a um determinado órgão, empresa, ou grupo é determinante para aplicarmos a ordem da hierarquia.
  5. Em relação ao crescimento e desenvolvimento do sistema, faz-se necessário reconhecer a ordem de sucessão: os membros mais antigos são mais importantes do que os novos (cronologia direta) e o novo sistema é mais importante do que o anterior (cronologia reversa).
  6. Organização da energia: há uma prevalência para aquele que mais contribuiu e também para aqueles que demonstram mais talento e desempenho.
  7. Os criadores da constelação estrutural, Insa Sparrer e Mathias Varga realçam que são trabalhados diversos níveis dentro da estrutura. Por exemplo, quando trazemos elementos abstratos, como recursos ou obstáculos, é muito comum estar relacionado a um membro da família, e isso pode estar implícito ou explícito na constelação, mas de qualquer forma, quando trabalhamos em um nível, atingimos automaticamente outros. Em outros casos, as mudanças precisam ser feitas de um nível para outro, quer dizer, é importante olhar para os níveis de forma individual.
  8. Nas constelações estruturais existem importantes elementos que podem fazer parte de muitas constelações, como o passado, o presente e o futuro, espaços físicos, etc.
  9. Nas constelações focadas em solução, existe um outro elemento importante que é utilizado: o milagre, que é uma situação futura onde a solução do problema já realizada se apresenta, na forma de representação.

 

Nesta rápida exposição que fiz sobre a constelação estrutural, acho que uma das características que mais me impressiona é a efetividade do trabalho no auxílio de tomada de decisões, ampliação de possibilidades, redirecionamentos. Sempre utilizo exercícios de constelação estrutural quando desejo planejar, organizar, saber o que fazer e me sinto empacado. Algo acontece após a constelação e ela proporciona inclusive um grande alívio mental, coisa que pra mim, é fenomenal! Tomar decisões com a cabeça tranquila!

Alex Possato

 

Workshop de Constelação Estrutural – clique aqui e saiba mais!

Não se perca nos conflitos

autoconhecimento

Você está sendo chamado para olhar para suas sombras. A lição é manter-se atento, observando, sentindo “onde está pegando”, sem cair na tentação de achar que o outro é o culpado pela sua dor. Isso inclui seus conflitos internos. Relaxe. Se não consegue vencer seus vícios, cumprir suas expectativas, obedecer àquilo que você mesmo determina, dominar sua mente, evite a tendência de entrar no mecanismo de autoflagelo. Sombra e luz, dentro de si, podem residir em paz, se você evitar acreditar que um é melhor que outro.

Vícios convivem com virtudes. Ação, com inação. Amor, com ódio. Cuidado, com desprezo. Prazer e dor. Espiritualidade e materialismo. Vida e morte. Perceba o poder do Amor maior, ao permitir-se incluir tudo isso. Olhar para esta grande brincadeira universal, que nos faz fugir de algo e perseguir outro algo, prolongando a eterna roda da insatisfação.

Sei, dói perceber tantas coisas incômodas em nós mesmos. Porém, este incômodo é gerado, principalmente, porque acreditamos que existe algo mau em nós mesmos, que não deveria existir. Tudo o que existe, faz parte. De bom ou mau. Às vezes, este algo “mau” nos leva. Às vezes, o “bom” nos arrebata.

A grande questão é: evite a guerra. Externa ou interna. Levante a bandeira de paz. Paz, significa observar, sem tomar partido. Deixe que os outros tenham sua própria opinião. Deixe que você tenha suas contradições. No caminho do autoconhecimento, não existe um certo ou errado onde chegaremos. Tudo são lições para desvelar quem você verdadeiramente é. Se seu coração vibra naquilo que estou dizendo, sinta. Sente-se. Respire. Ore. Deixe estar.

Alex Possato

 

Somente uma mulher pode curar meu feminino

mulher cura

 

Na hora de me apresentar, durante a rodada inicial da vivência Iniciação ao Tantra Sagrado, do argentino-espanhol-inglês do mundo Ronald Fuchs, disse: eu quero experienciar o tantra, já que tenho o conhecimento intelectual, mas no fundo, me sinto fechado… o coração fechado para uma mulher… fechado para amar.

Minha esposa, ao lado, deve ter olhado meio atravessado, mas eu não quis nem virar a cabeça para ver o que se passava com ela. Afinal, cada um trabalha o seu lado, não é mesmo?

Quantas vezes disse para mim mesmo: estou me trabalhando! Estou em processo! Como se fosse um advogado alucinado… em processo de que? Bem… estar buscando algo faz parte da vida de qualquer buscador.

Mas, falando sério, estou cansado de ser buscador. Quero agora me tornar um achador. E para isso, me coloquei a disposição do universo. Ele me apresenta as coisas, e eu me entrego às experiências, por mais maravilhosas ou doloridas que elas possam ser.

Já procurava a tempos um trabalho de tantra. Mas desisti de procurar, afinal, os trabalhos nos quais eu tinha confiança, nunca calhavam de estar em datas possíveis. Deixei. Larguei. E Luciana veio com essa indicação… vai ter esta vivência. Lá em Valinhos. Vamos? A minha amiga indicou, conheço quem está organizando… vi uma palestra do Ronald em São Paulo… gostei dele.

Como estou na fase do “sim”, e minha agenda também dizia “sim”, disse…. Sim! Rapidamente organizamos as coisas. Não tinha a menor ideia do que viria, e nem pensei… será que tenho que ficar pelado? Será que terei que compartilhar experiências sensoriais com outras pessoas? E deixar Luciana também livre para compartilhar com outros?

Quando confiamos e temos certeza do que é importante para nós, tudo sempre ocorre da melhor forma. Ronald é um… podemos dizer… um senhor, que a princípio não sabemos interpretar de onde vem. O seu nome meio britânico não denuncia a sua origem argentina. Mora em Barcelona. Viaja literalmente o mundo – do oriente ao ocidente, passando a sua maestria no tantra e renascimento.

Sua condução é delicada, sensível e também firme, focada nos rituais e no sagrado, nas trocas profundas entre casais, a partir do olhar e da respiração. Não, não tiramos a roupa. Em público, não. As trocas entre olhares são tão profundas, que nossa alma subitamente se vê nua. A questão nesta vivência não era expor o pênis ou a vagina, mas expor o coração. Lágrimas, gritos, espasmos, paralisia, suor, calor, tesão, medo, confiança, entrega… tudo surgia do nada, e no nada desaparecia…

Houve momentos de compartilhar com outras mulheres… mas a maior parte pude compartilhar somente com a minha mulher. E pude ver que atrás da imagem dela, existem muitas outras mulheres. Minha mãe. Minha avó. Minha ex-mulher. Minha filha. Minhas alunas. Todas as mulheres do passado. As mulheres que anseio, e as mulheres que abomino. Conhecidas e desconhecidas. Desta e de outras vidas. Tive a nítida sensação: não é necessário variar. Todas as mulheres do universo cabem em uma só. E se eu confiar minimamente na mulher que o universo colocou ao meu lado, ela me mostrará tudo o que eu necessito ver. Já passei péssimas fases em relações antigas. E não gostei muito daquilo que o universo queria me mostrar. Mas a fase mudou, felizmente. Hoje acho que era assim mesmo que tinha que ser. Aprender a olhar. Aprender a respirar juntos. Aprender a tocar, não somente para conectar o pinto, e não conectar o espírito. Como o sexo está desconectado da comunhão! Penetramos a carne, mas o coração continua vestido por mil armaduras.

Elas começaram a cair. Numa experiência transcendental onde eu e ela nos derretemos em lágrimas. Gritos. Dor. Gemidos. Confiança. Apoio. Sorrisos. Paz. O tantra sagrado se mostrou na minha vida. Descobrir a deusa que reside dentro dela. E o deus que reside em mim. Libertá-lo. Para ser quem sou. Assumir o meu poder. Deixar que ela se empodere. Esse caminho não poderia ser feito só, sentadinho, meditando, como tanto gosto de fazer. Parece que Deus reservou mais esta lição: o despertar da alma passa pela entrega e confiança numa mulher. E falar isso para um homem que se sente tão machucado por mulheres que subjugam, pressionam, deixam, desvalidam, cuidam com rudeza… é tão difícil! Mas estou na fase do dizer “sim”! Que assim seja! Eu, como homem, necessito de uma mulher. Que ela me auxilie no caminho da cura do meu feminino. Pois eu também estarei ao seu lado, auxiliando-a no processo da cura do seu masculino.

Mais um paradigma que se quebra, para mim: o caminho não se faz só. Nem sempre. É necessário confiar no outro. A mulher está sempre trazendo uma cura ao homem. Mesmo que a relação não esteja tão boa. Ou esteja. Isso não importa. Deus coloca as pessoas certas em nosso caminho. Se ela traz alegria, celebremos. Se ela traz dor, que saibamos aprender as lições. Até que deixemos de culpa-las por nossos problemas.  E também deixemos de jogar-lhes a responsabilidade impossível de nos fazer felizes. Aprendamos a nos relacionar como deus e deusa que somos. Não independentes. Nem codependentes. Mas interdependentes.

Alex Possato